Léo e Rebeca informaram a Mirela sobre o problema que estavam passando. Informaram a jovem que os assassinatos na verdade foram causados por um lobisomem, e que eles nem sabiam quem era e informaram sobre os outros lobos da cidade.

Rebeca contou sobre Jonathan, o que realmente aconteceu aquele dia, explicando sobre os caçadores, Léo, e a decisão de morarem juntos. Mirela chorou junto com a amiga e apoiou Léo e se mostrou surpresa ao saber sobre os caçadores.

– Nossa quanta coisa. – Sussurrou Mirela surpresa.

– E ainda tem mais coisas que eu ainda nem sabemos direito. – Respondeu Léo.

– Novamente obrigada pela confiança e os segredos de vocês estaram bem guardado comigo eu prometo!

– Mais uma vez obrigado Mirela.

A jovem sorrio e ficou surpresa ao olhar para o Relógio.

– Nossa já viram que horas são? – Léo e Rebeca olharam e ficaram chocados.

– 05:59? – Disse Rebeca de queixo caído.

– Nossa ficamos a noite toda conversado e nem vimos o tempo passar. – Disse Léo.

Todos se olharam e começaram a rir. Por sorte aquele sábado Rebeca estava de folga se não teria muitas dificuldades em ir trabalhar.

Todos resolveram dormir ali mesmo no sofá, Mirela e Rebeca em um sofá e Léo, dormiu no chão no meio delas.

***

As 14 horas todos acordaram, tomaram um café da tarde antecipado e cada um subiu para o seu quarto. Léo resolveu dormir mais um pouco. Rebeka e Mirela informaram que iriam para o shopping comprar algumas roupas para os bebes e as duas partiram em direção ao shopping.

Mirela estava usando um vestido azul turquesa com sapatos vermelhos e uma bolsa da mesma cor. Seus cabelos estavam soltos e cacheados realçando a beleza de sua pele morena.

Rebeca resolveu se vestir parecida com Mirela estava usando um vestido banco com sapatos pretos e bolsa com uma faixa da mesma cor. Seus cabelos longos e loiros estavam solto e assim onde passavam as duas atraiam a atenção de todos.

Ao desceram do ônibus próximas ao shopping Mirela percebeu uma viatura da polícia que, estava passando devagar pelo local. Ela também percebeu que o policial que estava no veículo olhava com atenção para elas o que deixou Mirela nervosa. A jovem comentou com a amiga. Rebeca olhou de relance para o policial e ao reconhecer quem ele era suspirou e informou a Mirela que iria explicar sobre isso logo.

Ao entrarem no shopping pela entrada principal próximo a entrada das lojas estava um vigilante, todo de preto, usando farda, coturnos e coleta a prova de bala. Pele morena, cabelos lisos e, segurando sua arma olhava atentamente para as duas. Novamente Mirela ficou sem jeito e quando entraram no shopping Rebeca suspirou aliviada e durante o caminho começou a falar com a amiga de maneira discreta.

– Mih lembra dos lobos que falamos?

– Sim eu lembro Re.

– Pois bem aquele policial que ficou nos encarando ele é um lobisomem também.

– Meu Deus!

– E a vigilante também é uma lobisomem. Os outros lobos, são uma professora minha da faculdade, um taxista, um operário e um padeiro eu acho que essa é a profissão dele, mas enfim esses são os lobos amiga e eles disseram que iriam ficar de olho em mim por causa do lobo roqueiro estranho e.. ah já estava me esquecendo, tem mais um lobo ele trabalha comigo no hospital ele é um tosador.

– E fora esses o Léo também um lobo.

– Isso mesmo amiga tem o Léo também.

As duas passaram o restante do dia no shopping e compraram muitas coisas para os bebes, roupas, mamadeiras, fraldas, chupetas, bichinhos de pelúcias e, entre outros itens. Ao saírem do shopping as duas quase não conseguiram sair por conta das inúmeras sacolas de compras.

– Vou chamar um táxi é melhor. – Disse Rebeca a Mirela. – Não iremos conseguir levar tudo isso no ônibus.

– Olha ali um Re. – Disse Mirela estendendo a mão e o carro parou.

Por algum motivo Rebeca achou aquele carro familiar. — Um Civic branco aonde eu já vi esse carro? – Rebeca se perguntou. O taxista saiu do carro e ao ver quem era o condutor o coração de Rebeca quase parou.

– Boa noite minhas jovens o meu nome é César deixe-me ajuda-las por favor. – Disse o taxista sorrindo e Mirela sorrio de volta.

Era um o lobo que era taxista César. Hoje ele estava usando, calça social preta com sapatos da mesma cor e uma camiseta branca com óculos escuros que estavam sobre a sua cabeça. Ele ajudou as meninas a colocar as sacolas no bagageiro e, a duas entraram no seu carro sentando no banco de trás. Mirela informou o trajeto e ela e a amiga voltaram a conversando, mas Rebeca mostrou que não estava muito à-vontade para conversar e Mirela percebeu isso.

O trajeto do shopping até a casa de Rebeca levou a apenas vinte minutos quando chegaram. A porta da casa de Rebeca foi aberta e Léo pareceu ficando parado na porta. Ele estava usando calças jeans pretas com uma blusa preta de toca e estava descalço.

O jovem lobo caminhou até o carro e ajudou as jovens a retirar as sacolas e as levava para dentro. Mirela percebeu que o taxista olhava atentamente para Léo e ele o olhava de volta com a mesma atenção. Léo entrou e saiu de casa três vezes na última. Mirela o acompanhou e o taxista ficou a sós com Rebeca.

– O valor da corrida é 30. – Disse César a Rebeca que abriu sua bolsa. E em seguida pegou a sua carteira.

– Eu sinto muito pela outra vez minha jovem e percebi que não ficou confortável quando eu apareci.

– Bem eu...

– Tudo bem não precisa me explicar nada, só saiba eu falo por mim, eu não sou o seu inimigo e nem do garoto. – César olhou para a direção da casa e Léo estava parando olhando para Rebeca. A jovem pagou a corrida e antes de César sair o lobo olhou para Léo e começou a falar como se ele estivesse por perto.

– Ainda estamos procurando o tal lobo roqueiro, e não sei se perceberam, mas desde que o emboscamos não houve mais nenhum assassinato. – Léo apenas assentiu e César entrou em seu carro e partiu deixando o local.

Quando Rebeca entrou ela olhou para Mirela que estava sentada no sofá olhando suas compras.

– Mih? – Disse Rebeca atraindo a atenção da amiga. – Aquele taxista também é um lobisomem!

– Você e Léo ficaram muito sérios e tensos.

– Desculpe é que ainda tenho medo pelo que aconteceu.

– Tudo bem amiga eu entendo.

Rebeca e Mirela contaram a Léo dos lobos que encontraram no dia de hoje o policial Carlos, a vigilante Ludmila além de César é claro.

Léo explicou que eles serão figuras frequentes, e que em todo o lugar que forem elas iram ver alguns dos lobos pelo fato de estarem vigiando.

– Mas o que ele disse é verdade Re, se parar para pensar desde que voltamos não houve mais nenhum ataque.

– E isso não é bom?

– Sinceramente não!

– Mas por que não Léo?

– Se parou depois que me pegaram podem realmente pensar que o culpado era eu. Que eu parei pelo fato de que fui intimidado, e quando eu achar que eles se esqueceram do assunto posso voltar a atacar. Se houver mais ataques depois de um tempo isso ficará claro para eles e então eles podem realmente me matar!

As duas ficaram chocadas com a revelação e ambas abraçaram Léo e ele as abraçou. A situação estava cada vez pior e Rebeca tinha medo de que isso pudesse acontecer, de que após um tempo esse lobo pudesse atacar e Léo ser visto como culpado, e isso daria motivos para que os lobos o matassem.

Ela não estava com raiva dos lobos, eles tinham um motivo não queria problemas e queriam permanecer na cidade. Esse lado ela entendia. O que não aceitava era perder Léo, seu grande amigo e companheiro.

O domingo passou voando e logo chegou a segunda que também passou voando. Rebeca e Léo combinaram de se encontrar com Mirela próximo a faculdade para juntos irem comprar o berço dos bebes em uma casa de móveis próximo a faculdade.

– Cheguei. – Disse Rebeca e ao chegar avistou que Léo e Mirela já estavam no local.

Rebeca estava usando calça jeans com tênis brancos e uma blusinha branca. Ela carregava a sua bolsa e Léo se ofereceu para leva-la. – Obrigada meu amor.

– De nada meu amor. – Disse Léo ao pegar a bolsa de Rebeca. Ele estava usando calça jeans com tênis preto e a camiseta da escola.

Mirela estava usando um macacão preto com tênis branco e uma camiseta vermelha.

– Chegamos agora pouco também, o Léo pegou o ônibus que eu havia pegado e viemos juntos para cá.

– Que bom isso pensei que eu tinha me atrasado. – Todos começaram a rir e caminharam na direção da loja.

Eles seguiram a rua que dava acesso a faculdade e viraram à direita, passaram pelo MC Donald e um posto de gasolina. Próximo ao posto a construção de um condomínio era visível. Alguns operários saíram do posto rindo, zoando uns aos outros. Alguns carregavam marmitas e até garrafas de refrigerante e bebidas alcoólicas, mas dois rapazes chamaram a atenção por olharem atentamente para Léo.

– Eles também são lobos? – Perguntou Mirela e Léo e Rebeca olharam na direção que Mirela olhava.

– Wellington e Victor!

Os rapazes continuavam olhando para o jovem lobo. O maior Wellington o lobo operário estava usando uma calça preta suja de cimento com uma bota da mesma cor e camisa branca ambas sujas. Já o padeiro Victor o menor de todos estava usando roupas sociais, calça e sapatos pretos e uma camisa roxa. Pelo jeito pensou Rebeca o lobo não estava trabalhando.

– Sim eles estão sim. – Disse Léo passando por eles e os lobos não desgrudavam os olhos do jovem. Após caminhar mais alguns metros os jovens chegaram a loja de imóveis.

– Agora Mih você já conheceu quase todos os lobos. — Comentou Léo. – Só faltam dois a professora da Re e o seu colega de trabalho o Oliver.

– Estou tão ansiosa para conhece-los. – Disse Mirela com sarcasmo e todos começaram a rir atraindo a atenção de todos na loja.

Quando todos se recompuseram entraram na loja e as pessoas ainda os olhavam desconfiados e então começaram a compra dos berços.