Lo Mejor de Tu Vida
1 O Passado de Regresso
Notas iniciais
*ALVARADO- LITORAL MEXICANO*
Era fim de tarde, Júlia estava em seu quarto, deitada em sua cama e relembrando algumas coisas de quando era criança:
“Júlia: — Mamãe como era meu pai?
Helena: — Filha... Você já me fez essa pergunta tantas vezes...
Júlia: — Ah mamãe. É que eu o amo tanto, mais tanto que não me canso de ouvir a senhora falar sobre ele. E eu também não o conheci, então eu fico imaginando como ele era, por isso peço pra senhora falar sobre ele, pra que eu possa manter ele sempre vivo em minha memória.
Helena: — Eu sei meu amor, é que...”
Nesse momento a moça ouve a porta do seu quarto abrir o que a tira de suas recordações, era sua mãe entrando.
Helena: — Oi... O que esta fazendo?
Júlia: — Relembrando. A senhora quer alguma coisa?
Helena: — Já arrumou tudo o que precisa levar?
Júlia: — Sim senhora. – Diz isso ao colocar a mão na testa em posição de sentido. –
Helena: — Júlia, não caçoe de mim! Onde esta a educação que eu te dei menina?!
Julia: — Não foi minha intenção mamãe, desculpe-me. – Baixa a cabeça. -
Helena: — Tudo bem. –Sorri-. Vocês precisam ir mesmo amanhã? As aulas só começam na segunda-feira, daqui dois dias... – O sorriso desaparece de seu rosto. -
Júlia: O pior é que sim, precisamos ajeitar tudo no apartamento.
Helena: Está bem. Só quero ficar um pouquinho com você, vai ir embora, estou tão feliz e tão triste ao mesmo tempo... Minha princesinha vai ficar longe de mim por tanto tempo. – Senta-se na cama da filha — Quando chegamos aqui você era apenas um bebê, e olhe só, hoje é uma moça linda, que vai sair de casa pra fazer sua vida...
Júlia: — Não fique assim minha mãe, — Ela se senta e abraça sua mãe- sabes muito bem que nunca vou esquecer-me de vocês, meus pensamentos sempre estarão aqui. – Se desvencilha — Sabe também que vou fazer essa faculdade para poder encontrar e punir a pessoa que...
Helena: — Júlia nós já conversamos sobre isso, eu não quero que você se meta nisso! – Fala com a voz alterada, o interromper a fala de Júlia. -
Júlia: Mas mã...
Então Ricardo entra no quarto falando:
Ricardo: — Júlia! Vai perder o pôr do sol é? – Coloca as mãos na cintura — Nunca perdemos e logo hoje o ultimo dia que o veremos juntos você vai perder?
Júlia se levanta rapidamente da cama dizendo: Claro que não né Ric! – Pega ele pela mão e os dois saem do quarto. -
Quando os filhos de Helena saem do quarto Helena pensa em diz para si mesma: “É Helena, você saiu daquela cidade pra esconder ou fugir de tudo que aconteceu de ruim, e agora ela esta prestes a voltar pra lá, que destino... Virgenzinha de Guadalupe, te imploro, proteja minha família, por favor.”
Júlia volta ao seu quarto, olha para sua mãe e diz: — A senhora não vai vir não?
Helena responde: Claro que sim, não perderia isso por nada.
Assim os três foram para a praia, que era em frente a casa deles, um lugar humilde, porém cheio de amor e união.
Fizeram como em todas as tardes, sentaram-se em algumas predas que ali haviam e colocaram uma música para admirar o lindo pôr do sol que os presenteava:
“Que más me da,
Me preguntas que es lo que nos queda por salvar,
Que para que quiero regressar,
Que importa ya,
Se ha roto mil cosas que no quieres arreglar,
Quieres encontrar otro lugar
Pero al menos quiero contestar,
Porque no me rindo y quiero verte una vez más,
Para empezar,
Haces que este mundo sea un mejor lugar,
Cuando hablas llenas todo de verdad,
Y haces que me olvide de la soledad,
Para empezar,
Nunca quise envejecer con nadie más,
Y no sé que va a pasarme si te vas,
Sólo sé que quiero estar en donde estás,
Nos fue muy mal,
Los buenos momentos empezaron a faltar,
Luego comenzamos a dudar,
Me asusté y no te pude parar,
Pero ni un segundo te he dejado de extrañar”
* CIDADE DO MÉXICO*
Conrad estava em seu quarto, na mansão Vasquez, de costas para a porta, arrumando suas coisas que estavam em cima da cama, dali dois dias suas aulas iriam recomeçar, e queria estar com tudo em ordem... Foi quando ele ouviu duas batidas na porta e em seguida ela se abrindo.
Conrad: O que você quer tampinha? –Dando uma gargalhada-
Olívia: Se for pra tirar sarro de mim vou embora! – Vira-se em direção a saída-
Conrad: — Calma! – A pega pelo braço- Porque tão esquentadinha? — A puxa para um abraço e beija sua testa. -
Olívia: Ah Conrad, estou nervosa... Depois de amanha as aulas vão começar e isso está me deixando louca!
Conrad: Normal maninha, é a coisa mais normal do mundo, também estou assim...
Olivia: Para né! Você e Hernán já estão no segundo ano da faculdade, você deve estar se sentindo como se estivessem indo ao cinema.
Conrad: Você sabe muito bem que não é assim Olívia! Ate por que...
Nesse instante uma terceira pessoa entra no quarto, interrompendo a conversa dos irmãos.
Frederico: Até por que oque Conrad?
Conrad: Até por que todos os dias são como o primeiro dia em uma faculdade, pai.
Olívia: Oi pai, como vai? Que bom que está tudo bem com o senhor, com a gente também está.
Frederico olha de canto para Olívia e sai do quarto. Conrad e Olívia caem na risada.
Olívia: O que você ai falar de verdade? Sei muito bem que você mentiu para o papai.
Conrad: Você sabe que não sinto emoção nenhuma de ir pra faculdade né?! – Sua expressão começa a mudar, fica triste — Estou cansado dos nossos pais dizerem sempre o que tenho que fazer, e o que tenho que deixar de fazer. Não pude nem escolher a faculdade que eu queria fazer.
Olívia: — Eu sei meu irmão, sinto muito, nossos pais sempre foram assim e sempre serão, você sabe disso.
Conrad: — Eu sei, queria saber o que fez eles tão amargos...
Mercedez: — A vida meu filho, ela não foi fácil conosco, ela não é fácil pra ninguém. – Disse a mãe de dos dois ao entrar no quarto do filho...
Conrad: Mãe! – Surpreso – Desde quando está ai?
Mercedez: Acabei de chegar... Vão tomar banho e desçam logo, o jantar já vai ser servido. –Saindo-
Olívia: — Às vezes eles nos tratam como se ainda fossemos criança...
Conrad: — Às vezes? – Rindo- Bom, vá se arrumar de uma vez, você sabe melhor do que eu o que pode acontecer se nós não estivermos lá em baixo logo...
Olívia: — Doutora Mercedez pode ter um ataque, é isso que pode acontecer!
Os dois riem.
Olívia vai para o seu e Conrad terminar de arrumar suas coisas e depois tomar seu banho.
Mercedez e Frederico já estão na sala, em total silêncio, esperando seus filhos, até que um dos dois resolve começar a falar:
Frederico: Já chamou os dois? – Ríspido-
Mercedez: É claro que eu já chamei! Se eu não chamar você é que não vai fazer isso não é?
Frederico: Não tire minha paciência mulher, não estou pra brincadeiras hoje!
Mercedez: Quem começou com essa conversa foi você, você foi quem foi ríspido comigo primeiro!
Frederico: Não adianta mesmo, há muito tempo não conseguimos nem trocar duas palavras um com o outro.
Mercedez: Você tem toda razão, então por que é que não nos separamos mesmo?
Frederico: Você sabe o porquê, meu bem. – Sarcástico -
Após Frederico terminar sua fala Conrad e Olivia descem as escadas...
Conrad: Então minha amada família, vamos jantar?
E os quatro seguem até a mesa de jantar, em uma casa luxuosa e mesa farta, no centro de uma grande cidade, mas tudo isso não era capaz de trazer as coisas mais importantes que uma família possa ter: o amor e a união.
*ALVARADO- LITORAL MEXICANO*
Amanheceu o dia, Julia já estava em pé, arrumada, porém com roupas muito humildes, – Eram as que ela tinha — com o café na mesa, as poucas malas que tinha estavam ao lado da porta de saída de sua casa...
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