Lições de Vida

2 2. Um Dia A Verdade Aparece


Notas iniciais
- A música usada a partir desse é a "About A Girl" do The Academy Is...
- Para não ficar estranho os trechos que contem o girl na música, substitui o girl por boy, que ficou "About A Boy", na fic.

Já tinha se passado uma semana desde a ligação do Spencer desde a primeira que não tinha vindo com um recado nada agradável. Era tedioso não ter o que fazer no inicio da semana e quando os finais de semana chegavam íamos às festas das quais no enviavam o convite. Na verdade o convite era para a banda inteira e somente a metade poderia ir. Como sempre, Joshua e eu inventávamos alguma coisa para a imprensa que perguntava insistentemente sobre Spencer e Jon.


Sexta-feira tinha chegado e os dias que antecederam a festa, foi ensaio atrás de ensaio mesmo sendo eu e ele. Formávamos uma dupla perfeita na ausência de Smith e Walker. Estávamos com roupa de gala e Joshua estava um deus grego em sua roupa. No tapete vermelho do local da festa sempre tinha vários fotógrafos que chegavam a me cegar com aqueles flashes e dependendo do meu humor eu gostava daquilo ou não. Fazíamos poses para as fotos e chegamos ate mesmo fazer uma mini-entrevista para a MTV.


Enquanto tirávamos mais fotos para e dessa vez para a Billboard, Joshua virou seu rosto para cochichar alguma coisa para mim que me fez rir. Depois de quase uma hora, fomos liberados pelos fotógrafos e repórteres para enfim entramos no local da festa. Para a nossa sorte tinha uma mesa reservada para a banda. Eu não gostava nem de lembrar da ultima vez em que sentamos com os caras do Fall Out Boy que começaram a falar coisa com coisa, e acabaram por fazer brincadeiras sem graças. Nem o Joshua gostava, afinal ele tinha sido o motivo da piada.


Joshua que estava do meu lado murmurou um “Eu mereço” com a voz baixa. Olhei para onde ele olhava e vi que os caras do Fall Out Boy acenavam para ele, com gestos que o fizessem lembrar de uma lembrança que ele não gostava de relembrar. Coloquei uma de minhas mãos em seu ombro para dar um apoio a ele, que sorriu ao ver que eu tinha entendido do que se tratava. Os flashes tinham cessado um pouco e nesse meio tempo Joshua tentou me beijar, mas o impedi.


– Joshua aqui não.


– Porque não? Só porque tem esses fotógrafos de merda?


– Não é só porque tem esses fotógrafos de merda. Nunca nos descuidamos e não seria agora que isso poderia acontecer. E se um deles nos fotografar a gente se beijando e a nossa carreira ir por água abaixo? E você sabe muito bem que depois você terá meus beijos.


– Okay Ross, nem vou mais discutir com você, porque você venceu. Agora só espero que os caras do Fall Out Boy venham aqui e comecem a fazer piadinhas.


– As piadinhas que eles fazem ninguém merece ouvir.


Já não se via muitos convidados no local e ficamos ate o fim. Joshua gostava de beber Red Bull, porque o deixava fora do seu estado normal. Já se passavam das três horas da manha quando resolvemos ir embora e na saída ele me roubou um beijo. O empurrei com força para desatar nossos lábios e olhei para os lados e por sorte ninguém tinha reparado. Pelo jeito o Red Bull fazia mesmo efeito em seu organismo. Fomos para o meu carro e seguimos o caminho de volta para casa.


No dia seguinte eu fui acordado por Joshua e seus beijos de mel. Olhei para ele meio preguiço para levantar da cama. Na verdade eu não estava com disposição nenhuma de me levantar. Esfreguei os olhos e fui pegar uma roupa. Ele estava no banheiro em um de seus banhos longos e super demorados. Liguei a televisão e comecei a mudar de canal conforme um fosse ficando pior que o outro e resolvi colocar na MTV que estava passando um noticiário do mundo da musica.


O guitarrista e o vocalista da banda Panic! Salamander foram visto aos beijos na madrugada de hoje, assim que saíram da festa da Fueled By Ramen. Nada se sabe ao certo, mas pelo jeito eles estão juntos há algum tempo, lembrando que a ultima afirmação é apenas uma suposição.

É isso mesmo que eu acabei de ouvir? Viram-nos aos beijos. Eu estava meio tonto e resolvi sentar um pouco para raciocinar direito. Joshua saiu do banheiro secando o cabelo na toalha e viu que eu não estava bem. Na verdade eu estava mais branco do que o costume.


– Alec, o que foi?


– Joshua, nos viram aos beijos.


Falei meio zonzo tentando colocar meus pensamentos em seus devidos lugares. Ele me olhou parecendo não acreditar no que acabara de ouvir. Ficou vendo TV enquanto que eu fui tomar um banho para digerir a verdade. Assim que sai, vi mais uma vez a noticia em outro canal sobre a desgraça, foi ai que parei para pensar o que seria daqui pra frente. E a gente? Eu e o Joshua? E a banda?


– Esta vendo porque eu pedi pra você tomar cuidado Joshua?


– Ah, agora você vai vim brigar comigo?


– Eu não vou brigar com você Urie, só estou te avisando, porque eu alertei do que poderia ter acontecido e por fim acabou acontecendo, não?


– E daí que nos viram Alec, você esta se preocupando a toa com isso e você sabe. Estamos no século vinte e um e não é só nos dois que formamos um casal gay. O mundo inteiro esta cheio deles.


Como se não bastasse, ele estava absolutamente certo. Seja lá o que acontecesse daqui pra frente teríamos, ou não, que falar sobre o assunto.


– É Joshua, você tem razão. O mundo esta cheio de casais gays e nos somos um deles. Eu e minha mania de querer me auto proteger com medo do que os outros vão pensar.


– Alec vem cá.


Fui para próximo dele que me envolveu em um abraço caloroso. Esse gesto dele fez com que mantivesse a calma e a cabeça no lugar.


– Você sabe que um dia a verdade ia vir à tona, não?


– Sabia só que pensei que não fosse ser tão cedo!


– Alec, estamos juntos há dois anos. Esse tempo não é tão cedo assim.


– Eu sei Josh. E quando começaram a fazer perguntas nas entrevistas?


– Agiremos normalmente.


Depois de termos visto o noticiário, pensamos em não sair de casa, o que foi a escolha certa. Da janela deu para ver alguns fotógrafos lá embaixo. Todos com sede para tirar ao menos uma foto da gente aos beijos. Não dei à mínima. Tínhamos muito o que fazer em um apartamento com quatro paredes. E o estúdio estava a nossa espera.


Uma coisa que eu tinha notado era que, nos últimos tempos, não tínhamos feito sexo como antigamente e isso me fazia falta, e percebia que ele sentia o mesmo. Estávamos necessitando de sexo para manter o nosso amor mais firme do que nunca.


Talvez por medo, ou por insegurança, alguma coisa mudou para que não fizéssemos com mais freqüência que fazíamos antes, e quando fazíamos era bom. Fiquei com medo de tocar no assunto enquanto estávamos no estúdio, mas acabei fazendo.


– Joshua, você sabe que não temos feito aquilo com muita freqüência, não sabe?


– Alec, você esta falando de sexo?


– É Joshua. Do que mais poderia ser?


Ele se ajeitou na cadeira em que estava sentado afinando uma guitarra e pensou no que poderia dizer. Tinha medo só de pensar no que poderia dizer. Ajeitou seus óculos, e me olhou parando de fazer o que estava fazendo.


– É. Não temos feito ultimamente e confesso que não sei o motivo.


– Joshua, pode parecer que não, mas o meu corpo necessita do seu.


– E o meu do seu Alec. Agora vamos voltar ao trabalho. Outra hora gente conversa sobre isso, tudo bem pra você?


– Ah sim, temos que voltar ao trabalho.


Depois dessa conversa vi que voltaríamos a ter nossas relações amorosas novamente. Talvez não estivéssemos fazendo por um simples motivo: a falta de conversa. O tempo passou e já era três da tarde, eu estava deitado no sofá com a cabeça apoiada em suas pernas e ele estava lendo um livro. Ouvia meu Ipod para ver se tinha alguma coisa que me ajudasse.


Ouvi mais um pouco e desliguei meu Ipod. Levantei-me e peguei papel e caneta, rascunhando uma letra. Aos poucos as palavras foram aparecendo formando frases, que sequer imaginei que fosse escrever.


A song about a boy I can not breathe when I'm around him I'll wait here all day In his case come to the surface and save me He'll never notice

– Belo inicio de letra, mas quem seria esse garoto? – Ouvi sua voz perguntando atrás de mim, um pouco curioso.


– Você.


– Alec você não sabe o quanto eu te amo.

– Eu sei muito bem o tamanho do seu amor por mim.


Ele continuou a ver televisão disso e mais nada apareceu para que eu pudesse terminar aquela letra. Deixei papel e caneta de lado, e apoiei minha cabeça sobre seu ombro e passando minha mão pelo seu peitoral. Acabei dormindo. Acordei de relance em seus braços quando ele me levava para a cama.


Acordei na manha seguinte resmungando do barulho que aqueles fotógrafos faziam lá embaixo. Joshua não estava mais na cama quando acordei, procurei por ele que estava no estúdio. O único lugar que não era possível ouvir o alvoroço lá embaixo.


– Alec a gente poderia acabar logo com isso não?


– Isso o que?


– Esses fotógrafos e repórteres. Nos precisamos voltar a viver em paz.


– Você tem razão. Vamos acabar com isso logo porque eu não agüento mais.


Respiramos fundo e descemos. Sabíamos que eles viriam para cima da gente com cada pergunta, mas não agüentávamos mais com eles plantados vinte e quatro horas por dia a espera de uma simples resposta para suas perguntas. Sai primeiro do elevado e logo vieram os flashes quando Joshua se aproximou ficando do meu lado e vieram os flashes. O nosso produtor, e segurança, já tinha avisado para eles que responderíamos algumas perguntas. Era quase uma coletiva de imprensa.


– Joshua e Alec, os boatos são verdadeiros sobre as especulações de vocês terem um romance? – Perguntou o primeiro repórter.


Olhei para Joshua lhe pedindo com o olhar que me deixasse responder.


– Bem, se é o que dizem que estamos namorando, então os boatos são sim verdadeiros.


– E vocês não têm medo de que isso venha interferir na banda? – Perguntou outro repórter.


– Isso não vai interferir em nada, porque o mundo deveria aceitar como cada um é. E quando ocorre com uma celebridade as pessoas ficam abismadas com um assunto tão simples. Estamos felizes e é o que importa. Se alguém tiver mais alguma pergunta, por favor, faça, mas não iremos mais falar sobre nossa vida pessoal. – Respondeu Joshua.


– Em relação à banda, vocês já estão gravando o próximo cd? – Perguntou uma repórter da MTV.


– Bem, estamos compondo as musicas e em breve entraremos em estúdio para gravar o nosso primeiro single. E só responderemos a mais uma pergunta.


– Existem boatos de que Spencer e Jon estão deixando a banda. Eles são verdadeiros?


– Como assim deixando a banda? Alec você sabia disso? – Acenei negativamente com a cabeça, e a maneira sarcástica com que Joshua respondia aos repórteres me fazia rir pó dentro. – Nada é verdadeiro, eles são nossos amigos e colegas de banda, e excelentes músicos. Somos uma família, ou quase isso. E só mais uma coisa: Deixem-nos em paz e tenham um bom dia.


Saímos amparados ate o elevador com o Zack. Foi uma confusão quando os nos levantamos e aqueles repórteres, famintos por uma novidade.


– Você foi ótimo na ultima resposta. – Comentei quando estávamos dentro do elevador.


– Ah, eles mereciam aquele tipo de resposta depois de ficarem plantados ali, e não nos deixar em paz.


– Você acha que eles nos deixarão em paz depois disso?


– Espero que sim. Afinal, o que eles mais queriam é que respondêssemos algumas perguntas e isso demos a eles. Mais eu não sei, eles sempre têm sede de querer mais.


– Eu não dei nada para eles, Joshua.


– Mais deu pra mim.


– Joshua!


– Alec, mas é verdade.


– Eu sei, só estou brincando.


– E eu falando a verdade.


Coloquei a chave na fechadura. A ultima conversa indicava que ele estava com sede, mas não uma sede comum. Uma sede de que ambos necessitavam. Nada mais foi comentado e tivemos uma tarde tranqüila, depois de termos tirado um peso de nossas costas. Na manha seguinte, fomos visitar o Shane, que há muito tempo estava querendo fazer um photoshoots de nos dois. Fomos para um lugar incrível. Uma praia não muito conhecida que ficava apenas duas horas do nosso apartamento.


Chegando lá, fizemos algumas poses e depois o Shane foi embora após duas horas tirando fotos da gente. Resolvemos ficar por mais tempo para admirar a paisagem e ter um pouco de sossego depois de dias frustrados. Fiquei sozinho com ele em um lugar desconhecido e sabia que ele ia se aproveitar disso para se aproveitar da minha pessoa. Eu tinha o poder de persuadi-lo, e ele tinha certos poderes sobre mim que me deixavam levar.


Ele entrelaçou nossos dedos, me passando certa confiança e segurança. Sentamos na areia e ficamos olhando para o mar tentando descobrir o que poderia ter por detrás dele. O que poderia se encontrado e que não tivesse sido descoberto. Começamos a rir de algumas hipóteses um tanto quanto incoerentes e que não faziam sentido algum. Ficamos mais um pouco e vimos o por do sol.


– Alec, amanha eu quero você por inteiro e só para mim.


– Você já me tem por inteiro.


– Não se faça de bobo, Alec. Você sabe do que eu estou falando.


– Você quer transar amanha?


– Só se você quiser.


– Claro que quero Josh. Eu te amo.


– Eu também te amo, meu pequeno.


Ficamos ali trocando mais algumas juras de amor e depois fomos embora, meio a contra gosto porque a paisagem era magnífica demais. Ficou decidido que voltaríamos mais vezes. O lugar é ótimo para pensar um pouco e com a paisagem dava para compor alguma coisa. Voltamos para casa e não fizemos nada a não ser ver o tempo passar, pelo menos ele. Eu fiquei pensando em como complementar a letra que eu tinha iniciado logo a inspiração viria novamente e eu terminaria.


Considerava nossas idas ao estúdio uma rotina, já que estávamos sempre nele o que ia ficando cada vez mais constante. Gravamos algumas demos e uma parte na nossa musica que escolhemos como o primeiro single do álbum. Só ficaria faltando a bateria e o baixo, mas enquanto Spencer e Jon não davam sinal de vida íamos ensaiando como dava.


Ele tinha me prometido uma noite maravilhosa, e quando a noite caiu tudo começou. Primeiro foi os carinhos que ele sempre me dava, as mordidas no pescoço, as palavras que só ele sabia para me deixar arrepiado. Fiquei um pouco irracional quando aqueles lábios finos e doces como pêssegos na primavera começaram a tocar os meus querendo um pouco do mel que havia em minha boca. Permiti que saboreasse um pouco do meu mel.


Ele tirou minha blusa e me abraçou. Abraço que era mais uma fortaleza. Um muro, uma parede que não podia ser destruída e que estava ali para me proteger, custe o que custar. Sua boca era convidativa, suave e um caminho para a perdição. Me perdi, porque eu queria aquilo e ele também. Ele sorriu de um jeito para mim que o observava com olhos doces, apenas deixando-o que fizesse o seu trabalho. Eu queria senti-lo e ele tocar cada pequeno detalhe do meu corpo. Eu tinha deixado marcas em seu coração que desde a primeira vez, tudo era para sempre, inclusive o nosso amor. Eu sou a chama acessa em seu coração, a chama que nunca se apagaria.


Seus lábios tocaram meus mamilos, me fazendo gemer diante da tamanha sensação de prazer. Sua mão deslizava pelo meu abdômen, mãos aveludadas que tocaram minhas pernas que me faziam ir à loucura junto com aqueles lábios. Toque que me fez perceber o quão grande era a necessidade por aquele momento. Perdi ao fôlego quando o vi abaixar-se e sua cabeça na direção do meu membro sugando-o, lugar que antes era massageado com suas mãos. Assustou-se com os próprios gemidos que se misturavam aos meus. Tive medo de enlouquecer ali mesmo. O desejo era mais profundo que a vontade.


Afastei mesmo sem querer do meu genital e o arrastei ate a cama me deitando, para que ele se sentasse no meu quadril. Ele uniu novamente nossos lábios, percorreu meu corpo com suas mãos o meu corpo desejoso e impregnado com um cheiro. Retirei indelicadamente toda roupa que ainda lhe havia, juntei nossos lábios num beijo cheio de desejos. Acariciei seus mamilos, soltando nossos lábios e descendo pelo seu abdômen, os meus beijos que formavam uma pequena trilha e ele gemia arqueando o corpo. Não hesitei quando vi seu membro volumoso, latejando e deslizei minha língua por sua extensão. Ele voltou a fazer o seu trabalho explorando lugares que ainda não tinha descoberto.


Tocou meu membro que também estava latejando, com a sua língua me fazendo soltar gemidos constantes, como se fosse a primeira vez que estivéssemos fazendo aquilo. Abocanhou meu membro de tanto que havia me dado de prazer, e começou a sugá-lo novamente. Acostumando-se com os movimentos que fazia, senti sua língua fazendo movimentos circulares pela minha extensão. Sua cabeça subia e descia pressionando seus lábios firmemente sobre a superfície rígida. Senti-me no paraíso.


Queria senti-lo dentro de mim como na ultima vez que nem me lembro como foi. Empurrei Joshua e fiquei por cima, segurei seu membro e o levei ate minha entrada sem nenhuma preparação e desci sobre ele. Joshua penetrou por inteiro e tudo deixou de ter a importância. A dor logo foi substituída pela sensação do prazer. Senti a necessidade de me movimentar, comecei rebolando timidamente sobre seus quadris e o mesmo mantinha nossos olhos cerrados. Lábios entreabertos por causa da expressão de prazer que era excitante. Subia e descia meu corpo que se enchia de prazer ao sentir o toque de um ponto especial.


Ajudou-me nos movimentos de vai-e-vem que ficaram cada vez mais contínuos. Senti que ia agonizar ali mesmo tamanho era a sensação de prazer em nossos corpos, muito intenso. A paixão concentrou-se demais e logo o vulcão entrou em erupção, deixando nossos corpos exaustos. Ficamos imóveis e ofegantes. Permaneci sobre seu corpo que aos poucos foram relaxando e a respiração normalizando, mas continuamos conectados. Corpos entrelaçados que não queriam se desfazer, por acabar de me fazer descobrir os mistérios do prazer que só poderiam ter sido descobertos com a ajuda de Joshua.


Ele ergueu um pouco a cabeça para ver como é que eu estava. Nossos olhos brilhavam de paixão. Inclinei-me para meus lábios tocarem os seus como forma de agradecimento, ainda mais de carinho. Foi um beijo doce que ficou a desejar mais um momento daqueles em outra oportunidade. Não tivemos coragem de desfazer nossos corpos de um ato perfeito. Nossos corpos molhados pelo suor e que agora cheiravam a sexo. O quarto também estava cheirando a sexo.