Notas iniciais
Capítulo 11 - Trevistas Já fazia 1 mês e meio em que Lizza estava no Hospital desacordada. Daphenee e Jack iam todos os dias visitá-la. Jamilly também, ela se sentia culpada pela amiga estar naquele estado. Mas Daphenee compreendia que Lizza estava assim por que Voldemort estava absorvendo sua energia. E como foi detido repentinamente, a energia voltara a toda velocidade, causando uma descarga de adrenalina no organismo de Lizza que se fundiu ao impacto elétrico do feitiço de Jamilly. A neve já cobria tudo. Nenhum ataque fôra proposto aquele tempo. Daphenee olhava a para fora com ar reflexivo. Já não era comum os sustos que Bituri lhe dava ao pedir comida falando com a mesma. Mas não era isso que a preocupava. Tudo estava calmo de mais, era de se estranhar. Jack estava sentando ao lado de Lizza. Sem roupas de inverno. O mesmo gostava de sentir o frio batendo em seu rosto. Os olhos alaranjados estavam fitando Lizza. O mesmo se perguntava o porque de tudo acontecer com a garota da mala. A garota gentil e corajosa. A garota estranha que ele aprendeu a gostar. Ele acariciava o espaço entre os dedos polegar e indicador da mão direita de Lizza. Jamilly se aproximou com a varinha e seu mascote Bink. Jack a fitou. Jamily acenou com a cabeça e Bink encravou o ferrão no peito de Lizza. Jamilly ergueu a varinha: — O que pensa que está fazendo?! - Perguntou Jack perplexo. - Já não a machucou de mais?! — Calma. - Pediu Jamilly respirando fundo. - Você verá. Daphenee saíra de seu transe para ver o que estava acontecendo. Jamilly colocou a ponta da varinha próximo a Bink. - Eletricus! - E uma descarga elétrica percorreu o corpo de Lizza. Os batimentos se tornaram mais fortes e a garota inconciente tremera a pálpebra. - Rictusempra! - Enfeitiçou Jamilly. Lizza começara a abrir um sorriso e Bink removeu o ferrão. Foi então que Lizza se levantara de uma vez rindo. A amiga havia recuperado a conciência e Daphenee se animou. Então Katherina entrou com um baque na Ala Hospitalar: — Descobrimos uma nova passagem para fora do castelo. *** Jack, Jamilly e Katherina desceram as escadas bem rápido para o terceiro andar e pararam quando ficaram de frente a estátua da bruxa corcunda de um olho só, onde esperavam por eles Katherine Alecsander, Lílian Crawford, Antony Norrel's e Scorpius Malfoy: — Onde vai dar isso? - Perguntou Jack. — Hogsmeade. No porão da Dedosdemel. - Respondeu Scorpius. - Vamos até lá procurar por uma pessoa que esteve envolvida no caso da Câmara pessoalmente. — Quem? - Indagou Jamilly. — Ginevra Weasley. *** Daphenee fôra informada que o 3° ano iria para Hogsmeade aquele dia. Seus amigos deveriam tomar muito cuidado. Alguém abrira a porta do Hospital, era apenas o Hagrid. Sua expressão era séria e os olhos estavam muito irritados, como se tivesse chorado muito. — Olá pequena Lizza. - Cumprimentou ele. - Recebi a carta de Daphenee. — Oi Hagrid. - Respondeu Lizza tentando esboçar um pequeno sorriso. Mas já rira de mais. — Está tudo bem? - Quis saber o gigante. — Está... Eu só... - Lizza tentava encontrar as palavras certas. - Eu não lembro de muita coisa, é complicado. — Eu... - Começou ele. - Eu tenho que te dar uma notícia... Só que ela, não é muito boa... - Ele a entregou um exemplar do Profeta Diário, agora com imagens coloridas. A primeira página dizia: 'ATAQUE A INSTITUTO INFANTIL DE TROUXAS'. Lizza o olhou confusa e continuo lendo: "Na noite de ontem, 22 de Dezembro, Trevistas atacaram um Orfanato de trouxas em Londres. Havia muitas crianças no local. Muitos saíram feridos e em grande parte foram mortos. O Ministério Da Magia chegara atrasado. Ninguém pegou o responsável ou viu seus rostos. A cena era mácabra. Várias crianças foram levadas até o Ministério. Nenhuma tem para onde ir. O Ministério irá fazer testes enquanto os remanescentes permanecem por lá. 'Suas memórias serão apagadas e reformuladas ipara que se adaptem ao mundo mágico e possam ir a Hogwarts quando forem mais velhas'. - Disse o Ministro Da Magia'." Lizza o encarou ainda confusa e olhou a foto no jornal. Uma mensagem na parede escrita a sangue, "Não estamos brincando". Hagrid começou a chorar: — A pequena Ariana foi morta! Eles procuravam por você! — Não... - Lizza não podia acreditar, não queria acreditar. O sangue subiu a cabeça. Ouvia seus batimentos nos ouvidos. O pulmão pesava em seu corpo. A falta de ar era grande e a tontura batia em seus olhos, mas ainda tinha alguma força. Força o suficiente para gritar: — NÃO! Não... - Lizza chorava. Cada segundo era pior que o outro. - ARIANA! NÃO! É TUDO MINHA CULPA! NÃO! - Lizza arrancou a máscara de oxigênio e correu para porta. Empurrou todos nas escadas e corredores. Correu até perder o folêgo e só parou quando chegou ao Lago Negro. Lizza passava a mão na cabeça e puxava os cabelos com força. Encravava as unhas na terra e se curvava para frente. Ela devia estar ficando louca. Ainda devia estar inconciente e tendo pesadelos. Mas era real. Ariana estava morta e ela não fez nada para salvá-la... — Senhorita Rosenfelt. - Disse uma voz atrás de sí. Harry Potter. - Eu sinto muito. Soube que era sua amiga. Lizza sentiu o ódio lhe subir a cabeça. — VOCÊ NÃO SENTE! NINGUÉM SENTE OU SENTIU! VOCÊS NÃO FIZERAM NADA! ABSOLUTAMENTE NADA! ARIANA ESTÁ MORTA E A CULPA TAMBÉM É TODA DE VOCÊS! - Ela voltou a se curvar na grama. E então sentiu alguém a abraçar e soube que era Hagrid. Sentiu aquela sensação de quando era bebê. Ela se aninhou nele e desatou a chorar. Depois de um tempo, ela parou, pois chorar não traria a amiga de volta. Ela tocou o tapa-olho que ainda permanecia em seu rosto e se lembrou de quando Ariana o fez para ela. Era Halloween e Lizza tinha apanhado muito de Gothel. Seu olho estava roxo. Então Ariana teve a ideia de se fantasiarem de piratas. E Ariana a disse: "Esse tapa-olho vai te dar coragem. O medo não faz parte da vida de um pirata. Piratas não tem medo e por isso não sofrem. Quando estiver assustada, finja que é um pirata e nunca mais irá sofrer". Ela pôs as mãos atrás da cabeça e apertou o tapa-olho. Ela não queria mais ter medo, não queria mais sofrer ou ver os outros sofrerem. Ela sêria uma 'bruxa-pirata'. E então falou, dessa vez sem chorar: — Algo mais Hagrid? — Sim. Fizeram estudos com ela e descobriram três coisas. A primeira que havia mais de um sinal bruxo quando eu fui buscá-la Lizza. Ariana era uma bruxa-abortada. Nascida de pais bruxos, mas sem possuir sangue-mágico. A segunda coisa é que Ariana teve seus cabelos pintados de castanho quando era ainda bebê com um feitiço de corândio... - Então ele parou de falar. — E a terceira coisa? Quem são os pais de Ariana? - Perguntou Lizza a Hagrid. Ele apenas balançou a cabeça em negativa. Daphenee chegava correndo ao local, ofegante. Então Potter se pronunciou: — A terceira coisa é que, Ariana é irmã biológica e gêmea de Daphenee Evan Puddlelaker. Daphenee apenas conseguiu encará-lo. Lizza se levantou e disse sem medo: — Sinto muito Hagrid e Senhor Potter. Mas Daphenee e eu, temos assuntos pendentes a tratar em Hogsmeade. — Vocês não tem idade para irem a Hogsmeade. - Disse Hagrid. — Mas nós vamos. - Finalmente disse Daphenee. - E vocês não podem nos impedir. — Lizza tem razão Hagrid. Eu irei com vocês. Eu assumo a responsabilidade de meus atos. - Disse Harry Potter. Então voltaram ao castelo. Lizza se trocou e apanhou sua varinha, então ela, Daphenee e Harry atravessaram a passagem da Bruxa De Um Olho Só. *** — Ai, Scorpius! Você pisou no meu pé! - Resmungou Katherine no porão da Dedosdemel. — Deixa de ser fresca! - Ele rebateu. — Não ouse me confundir com a Crawford! - Vociferou Katherine. — Ei! - Reclamou Lílian. — CHEGA! - Berraram Jack, Jamilly e Katherina, e então subiram para o andar superior. O gerente da loja estava no balcão. Ambos se esconderam atrás dos barris de refrigerante. Lílian já ia erguendo a varinha quando Jamilly a impediu sussurrando: — 'Cê' tá maluca? — Por que? - Devolveu o sussurro. — Se você usar um feitiço fora da escola, o Ministério vai cair em cima da gente, arrancar nossas varinhas e mandar a gente, direto para Azkaban! - Advertiu Jamilly. A porta do porão se abriu e Lizza saiu de lá. Katherina sussurrou 'Lizza, aqui!'. Lizza correu para perto da amiga, arrastando Daphenee. Harry saíra e se dirigiu ao balcão, onde começara a conversar com o gerente da doceria. Ele olhou em direção aos barris e fez um sinal para que saíssem. Todos passaram pela portinhola agachados e se esconderam atrás de uma estante. Alguém gritou 'É HARRY POTTER!' e todos os alunos dentro da Dedosdemel se lançaram contra o homem para lhe enxer de perguntas e pedirem autografos. Katherine se levantou e roubou um diabinho de pimenta, abriu a porta da loja e todos saíram correndo. Se com Harry já era assim, imagina com ele e Lizza juntos. O grupo se enfiou dentro de um beco, e por trás das lojas foram até o estaleiro da revolta dos duendes em encontro a Srta. Gina. Quando abriram a porta, não era o que esperavam. A mulher estava amordaçada em uma cadeira, os olhos arregalados aos ver. Trevistas por toda a estalagem, mas nenhum atacou. Em vez disso: — Madame Alecsander - Se dirigiu um a Katherine. -, o que a senhorita faz com esses sangues - ruins? — Com certeza, vossa mãe a avisou e a senhorita não quis perder os detalhes - Disse outro, mas pela a expressão rígida de Katherine, ela não sábia de nada. - venha, tome minha varinha e mate a Weasley. - O homem ofereceu, Katherine andou, Lizza ficou perplexa ao ver Katherine tomar a varinha das mãos do homem para matar Gina. Mas em vez disso, ela disse: — Ninguém manda em mim. Avada Kedavra! - O homem caiu com um baque pesado no chão. Os Trevistas ficaram chocados. - Alguém mais ousa me desafiar?! - Perguntou, a irmã percebera que estava atuando. Silêncio tomou conta do local, ao olhar para boca de Katherine, a irmã leu seu sibílo "Mate todos eles Katherina, não deixe nenhum sobrar". Katherine se referia aos Trevistas. Das vestes, Katherina tirara uma varinha que não era a sua. A varinha de seu falecido pai. Puxou Lizza para perto de sí e colocou a varinha em sua garganta, (até Katherine ficou chocada), e então disse em seu ouvido: — Quando eu der o sinal, a cada Trevista caído, corra e pegue uma varinha. Não tenha piedade, eles não teriam de você, mate quantos conseguir. - E em vez de usar varinha em Lizza, em um movimento rápido ela mirou para o outro lado. - Dolohov! - Um homem caíra estribuchando no chão. Ele vomitara as próprias tripas. - Agora! Lizza correu e apanhou uma varinha do chão e a outra, lançou para perto dos amigos, no qual Daphenee apanhou. Um homem corria em sua direção, Lizza mirou na cabeça: — Incêndio! - Disse o primeiro feitiço que lhe veio na hora, a única coisa que o homem fez, foi gritar de dor enquanto sua face era queimada. - Atacar! — Cofringo! - Lançou Daphenee um lampejo laranja contra o bruxo ao lado de Gina. - Abaixem! - Gritou quando lançaram a maldição da morte do lado oposto. O grupo se jogou para os lados e mal tiveram tempo para se recompor, pois a porta da estalagem explodiu e uma voz se pronunciou. Uma voz que Lizza reconhecia: — Ora, ora, ora - Disse a voz feminina. -, Elizabeth Rowling Rosenfelt! E... - Ela olhou ao redor. - Meninas Alecsander! Vossa mãe estaria tão desapontada com essa cena. - Disse irônicamente, então parou, quando seus olhos pousaram em Jamilly. - Oh! Eu me lembro de você! - Bink saíra do bolso da saia de Jamilly, explodira correndo em uma faísca e a mulher o chutou para longe. - Como eu detesto pragas... Como vai sua mãe? - Perguntou ela a Corvina. — Morta. - Respondeu secamente. - Não seja sonsa Angie. - Agora a mulher tinha nome. Lizza não conseguia recordar de onde conhecia aquela mulher. — Não seja tão malvada, menina. - Brincou a mulher. — O que está acontecendo? - Quis saber Jack. — Oh! Menino - Quimera! Não o vejo a tempos! - Exclamou ela. - Quantas surpresas! — O que você quer aqui, Angie? - Perguntou Daphenee. — Ah, Puddlelaker! - Falou com voz afetada. - Soube das novidades? — A única novidade que sei, é que hoje vai ser o seu enterro. - Devolveu Daphenee. — Ameaças? Estou chocada. - Jamilly se irritou com a mulher e lançou contra ela um enorme bloco de feno. A mulher caiu no chão e sua varinha vôou. Katherina e Katherine miraram e disseram: — Crucio! - Angie se contorcia, mas não parava de rir. Ela se levantava aos poucos, até que ficou de pé. — Sabe, para ser uma pessoa a serviço da Lady Das Trevas, sempre há um teste. O meu foi resistir a maldição Cruciatus - Contou Angie e continuou -, e um feitiço desses, realizado por duas garotas de 11 anos, não doi droga nenhuma. - Sua expressão havia se alterado. Angie parou com os sarcasmos, decidiu agir a sério - a maldição Cruciatus foi bloqueada. — Expelliarmus! - Conjurou Lizza, afastando a varinha ainda mais da mulher. A varinha estava perto de Jack, que pisou até parti-la. Angie correu para fora e atrás de Katherine uma mulher falou: — Estupore! — Reflectum! - Bloqueou Katherine, fazendo o feitiço refletir como um espelho. O feitiço bateu no teto e o lampejo se mutiplicou, desmaiando os Trevistas vivos. Angie escorregara em uma poça e quando se levantara, Katherine retirara uma adaga de baixo da saia, do lado direito da perna e o arremessou, atigindo Angie na sobreperna, na dobra do joelho. Angie gritava de dor, espuma saía do ferimento com o sangue. — Está queimando! - Gritava Angie. Katherine se aproximou e a chutou na barriga. Katherina se aproximou em seguída e a mesma cuspiu em sua cara, se agachou perto de Angie e disse em seu ouvido: — Qual é a sensação de ser derrotada por uma garota de 11 anos? — O QUE VOCÊS COLOCARAM EM MINHAS PERNA?! SUAS MALDITINHAS! - Explodiu Angie. — Veneno. Para ser exata, ceiva de bobotuberas. Ele vai infeccionar e você vai morrer em 5 horas. - Respondeu Katherine friamente. — N-não! Milady irá me salvar! — Minha mãe não vai salvar vermes imprestáveis. Quanto mais se mexer, mais rápido será o processo. - Katherine se deliciava com a cena. Os olhos estavam da cor de carvão, como.os de um tubarão. Lizza entendera então, como as irmãs Alecsander usavam magia negra tão abertamente - possuiam sangue do submundo. — Posso? - Era Jamilly com varinha roubada em punhos. Katherine abriu caminho e a garota mirou. - Eletricus. - Pronunciou friamente. Katherine removera a lâmina da adaga da perna de Angie que gritou mais ainda. O corpo de Angie se contorcia em eletricidade. Jack se aproximou e pôs a ponta da varinha na perna de Angie e disse: — Adeus, mamãe. - Lizza esbugalhou os olhos, Scorpius que não se pronunciara, a afagou em seu peito, a impedindo de ver a cena. Essa era a crueldade de um Sonserina. Jack respirou fundo e sibilou. - Scarlatum. - Lizza ouviu todos os ossos de Angie se racharem. Em 2 minutos, a mesma morrera. A Srta. Potter estava perplexa, Harry chegou logo em seguída e os guiou para fora dalí. Todos saíram silênciosamente, mas Lizza olhara para a Jamilly, que estava sem expressão, mas lágrimas escorriam por seu rosto. *** Ao voltarem para Hogwarts. Harry fizera a mulher esquecer tudo o que viu. Gina topou em contá-los sobre a Câmara e Harry também. Mas nada do que disseram, foi realmente útil. Jamilly passara o resto do dia dentro da Biblioteca. Pensamentos fluíam a todo minuto. Ela ajudara a matar uma pessoa e tinha conciência disso, mas não era diretamente isso que a pertubava. Alguém adentrara a Biblioteca e quando ela ergueu os olhos, vira Teddy Remo Lupin. Teddy ao notar a expressão da garota, se aproximou: — O que está havendo? - Perguntou de forma doce. — É apenas... O sofrimento. - Respondeu insegura. — Eu aprendi a lídar muito bem com o sofrimento. Poderia me contar? - Insistiu ele. — Foi a 5 anos... — Isso, conte com detalhes. - Interrompeu Teddy ao aconselhar. — Quer saber, sim ou não, Senhor Lupin? - Perguntou Jamilly irritada, o mesmo continuara calado e ela retomou. - Foi a 5 anos. Meu pai enfrentava o inquérito do trabalho e minha mãe andava doente. Papai chegava tarde todos os dias e enquanto isso, eu cuidava dela... "Ela sempre me agradecia por tudo. Mesmo por coisas simples. A cada tarefa bem feita, era um sempre 'boa menina' e me dava um beijo na testa. Meu pai trabalhava na área do controle de lareiras e sempre chegava cheio de fuligem, mas sempre com um sorriso. Um dia, meu pai chegou notoriamente pertubado. Ele ficava olhando para os cantos como estivesse esperando por algo ou alguém. Começara a escutar vozes. Foi quando decidimos nos mudar para o interior do país. Era tão lindo... Eu me lembro das gotas de orvalho, caindo sob o vidro de minha janela. As fadas e gnomos brincavam nos jardins... O clima parecia calmo e sútil, mas quando me acorderei aquele dia, o mundo estava uma turbulência. Eu corri para o pé da escada e parei ao ver a casa cheia de Trevistas. Eu fiquei de quatro no chão e fui até a mesa da cozinha. Eu retirei o tapete sob o solado de madeira e me escondi dentro do porão. Entre a brecha do alçapão, eu acompanhava a cena. Meu pai havia sído rendido. Eles torturavam minha mãe na sua frente. Ele era obrigado a ver tudo aquilo concientemente. Um perguntava 'onde está a garota, mulher?', 'precisamos parar a profecia', dizia outro. Minha mãe se relutava a dizer. Lutava contra o Cruciatus, lutava contra o veritaserum. Foi quando uma mulher abriu caminho e um homem falou 'deixo por sua conta, Angie. Faça-a a sentir dor'. Então ela empunhou a varinha e disse 'império!', e minha mãe enfraquecída, não conseguíra lutar. Angie ordenou 'pegue a faca', ela estendia uma para minha mãe. Minhã mãe apanhou a faca em mãos. Angie continuo dizendo: 'encrave vinte vezes' e minha mãe obedeceu. 20 estocadas contra sí própria e meu pai petrificado, não pôde fazer nada..." — Meus sentimentos... - Dissera Teddy finalmente. Ele olhou para Jamilly e a mesma chorava. — Mas... Talvez a culpa seja minha, já que eu estive com tanto medo que não chamei por socorro... - Lamentou a garota. - Eu sempre fui tão fraca. — Você não é fraca. Nenhuma pessoa fraca, conseguíria passar por isso. - Disse Teddy com sinceridade. - Seus pais sofreram por sua felicidade, e eu sei bem como é isso. Perdi os meus na guerra de Hogwarts e fui criado pelos Potter's. 'Eu achei que quando conseguïsse minha vingança, ficaria tudo bem comigo'. - Pensou Jamilly. - 'Mas na verdade, nada mudou. Ainda há o vazio, a raiva, o rancor e acima de tudo: ainda há a morte a culpa'. — Obrigada por ouvir meu desabafo. - Agradeceu ela. O professor sorriu. — Sempre que precisar. É melhor irmos que está quase na hora do jantar. - E então, se retiraram da Biblioteca. *** Lizza ficara intrigada com os acontecimentos. Depois do jantar, todos iriam se reunir na comunal da Sonserina, as escondidas. Quando a hora chegara, se dirigiram as masmorras e atravessaram o portal de pedra. Daphenee contara a Lizza que enquanto estivera desacordada, eles tiveram a ideia de consultar o retrato de Salazar Sonserina em busca de respostas para os atentados. Infelizmente, era apenas um quadro. Foi quando Lizza e Daphenee ouvira um sibílo ecoando pelas paredes. 'Matar, irei matar todos, matar'. A voz dizia e Lizza falou: — Ele vai matar! - Todos correram para fora e ouviram os gritos no andar superior. — O que isso significa isso? - Perguntou Lílian. — Significa que Hogwarts não é mais segura. - Respondeu Jack. — E o que vamos fazer? - Perguntou Daphenee. — O Ministério está frágil desde a guerra. Os Trevistas vão aumentar os ataques nos vilarejos. A calamidade vai voltar, vai haver mortes com certeza. O monstro veio para matar. - Disse Katherina — Temos que treinar. - Disse Katherine. - Não apenas feitiços comuns, mas maldições. Minha mãe sabe agora que a traímos. Pórem, eu não me importo. Agora o problema é: como vou ensinar-lhes isso? — Eu respondo essa pergunta. - Disse Jamilly exibindo um exemplar de 'Magia mui maligna'. E então subiram para o Hall que estava vazio. Subiram as escadas e encontraram todos no 6° andar. - Uma Lufina estava petrificada. Estou postando pelo celular agora! Mas nunca mais ficaremos em Hiatus!

Já fazia 1 mês e meio em que Lizza estava no Hospital desacordada. Daphenee e Jack iam todos os dias visitá-la. Jamilly também, ela se sentia culpada pela amiga estar naquele estado. Mas Daphenee compreendia que Lizza estava assim por que Voldemort estava absorvendo sua energia. E como foi detido repentinamente, a energia voltara a toda velocidade, causando uma descarga de adrenalina no organismo de Lizza que se fundiu ao impacto elétrico do feitiço de Jamilly.
A neve já cobria tudo. Nenhum ataque fôra proposto aquele tempo. Daphenee olhava a para fora com ar reflexivo. Já não era comum os sustos que Bituri lhe dava ao pedir comida falando com a mesma. Mas não era isso que a preocupava. Tudo estava calmo de mais, era de se estranhar.
Jack estava sentando ao lado de Lizza. Sem roupas de inverno. O mesmo gostava de sentir o frio batendo em seu rosto. Os olhos alaranjados estavam fitando Lizza. O mesmo se perguntava o porque de tudo acontecer com a garota da mala. A garota gentil e corajosa. A garota estranha que ele aprendeu a gostar. Ele acariciava o espaço entre os dedos polegar e indicador da mão direita de Lizza. Jamilly se aproximou com a varinha e seu mascote Bink. Jack a fitou. Jamily acenou com a cabeça e Bink encravou o ferrão no peito de Lizza. Jamilly ergueu a varinha:

– O que pensa que está fazendo?! — Perguntou Jack perplexo. — Já não a machucou de mais?!

– Calma. — Pediu Jamilly respirando fundo. — Você verá. Daphenee saíra de seu transe para ver o que estava acontecendo. Jamilly colocou a ponta da varinha próximo a Bink. — Eletricus! — E uma descarga elétrica percorreu o corpo de Lizza. Os batimentos se tornaram mais fortes e a garota inconciente tremera a pálpebra. — Rictusempra! — Enfeitiçou Jamilly. Lizza começara a abrir um sorriso e Bink removeu o ferrão. Foi então que Lizza se levantara de uma vez rindo. A amiga havia recuperado a conciência e Daphenee se animou. Então Katherina entrou com um baque na Ala Hospitalar:

– Descobrimos uma nova passagem para fora do castelo.

***

Jack, Jamilly e Katherina desceram as escadas bem rápido para o terceiro andar e pararam quando ficaram de frente a estátua da bruxa corcunda de um olho só, onde esperavam por eles Katherine Alecsander, Lílian Crawford, Antony Norrel's e Scorpius Malfoy:

– Onde vai dar isso? — Perguntou Jack.

– Hogsmeade. No porão da Dedosdemel. — Respondeu Scorpius. — Vamos até lá procurar por uma pessoa que esteve envolvida no caso da Câmara pessoalmente.

– Quem? — Indagou Jamilly.

– Ginevra Weasley.

***

Daphenee fôra informada que o 3° ano iria para Hogsmeade aquele dia. Seus amigos deveriam tomar muito cuidado. Alguém abrira a porta do Hospital, era apenas o Hagrid. Sua expressão era séria e os olhos estavam muito irritados, como se tivesse chorado muito.

– Olá pequena Lizza. — Cumprimentou ele. — Recebi a carta de Daphenee.

– Oi Hagrid. — Respondeu Lizza tentando esboçar um pequeno sorriso. Mas já rira de mais.

– Está tudo bem? — Quis saber o gigante.

– Está... Eu só... — Lizza tentava encontrar as palavras certas. — Eu não lembro de muita coisa, é complicado.

– Eu... — Começou ele. — Eu tenho que te dar uma notícia... Só que ela, não é muito boa... — Ele a entregou um exemplar do Profeta Diário, agora com imagens coloridas. A primeira página dizia: 'ATAQUE A INSTITUTO INFANTIL DE TROUXAS'. Lizza o olhou confusa e continuo lendo:

"Na noite de ontem, 22 de Dezembro, Trevistas atacaram um Orfanato de trouxas em Londres. Havia muitas crianças no local. Muitos saíram feridos e em grande parte foram mortos. O Ministério Da Magia chegara atrasado. Ninguém pegou o responsável ou viu seus rostos. A cena era mácabra. Várias crianças foram levadas até o Ministério. Nenhuma tem para onde ir. O Ministério irá fazer testes enquanto os remanescentes permanecem por lá. 'Suas memórias serão apagadas e reformuladas ipara que se adaptem ao mundo mágico e possam ir a Hogwarts quando forem mais velhas'. — Disse o Ministro Da Magia'."
Lizza o encarou ainda confusa e olhou a foto no jornal. Uma mensagem na parede escrita a sangue, "Não estamos brincando". Hagrid começou a chorar:

– A pequena Ariana foi morta! Eles procuravam por você!

– Não... — Lizza não podia acreditar, não queria acreditar. O sangue subiu a cabeça. Ouvia seus batimentos nos ouvidos. O pulmão pesava em seu corpo. A falta de ar era grande e a tontura batia em seus olhos, mas ainda tinha alguma força. Força o suficiente para gritar:

– NÃO! Não... — Lizza chorava. Cada segundo era pior que o outro. — ARIANA! NÃO! É TUDO MINHA CULPA! NÃO! — Lizza arrancou a máscara de oxigênio e correu para porta. Empurrou todos nas escadas e corredores. Correu até perder o folêgo e só parou quando chegou ao Lago Negro. Lizza passava a mão na cabeça e puxava os cabelos com força. Encravava as unhas na terra e se curvava para frente. Ela devia estar ficando louca. Ainda devia estar inconciente e tendo pesadelos. Mas era real. Ariana estava morta e ela não fez nada para salvá-la...

– Senhorita Rosenfelt. — Disse uma voz atrás de sí. Harry Potter. — Eu sinto muito. Soube que era sua amiga. Lizza sentiu o ódio lhe subir a cabeça.

– VOCÊ NÃO SENTE! NINGUÉM SENTE OU SENTIU! VOCÊS NÃO FIZERAM NADA! ABSOLUTAMENTE NADA! ARIANA ESTÁ MORTA E A CULPA TAMBÉM É TODA DE VOCÊS! — Ela voltou a se curvar na grama. E então sentiu alguém a abraçar e soube que era Hagrid. Sentiu aquela sensação de quando era bebê. Ela se aninhou nele e desatou a chorar. Depois de um tempo, ela parou, pois chorar não traria a amiga de volta. Ela tocou o tapa-olho que ainda permanecia em seu rosto e se lembrou de quando Ariana o fez para ela. Era Halloween e Lizza tinha apanhado muito de Gothel. Seu olho estava roxo. Então Ariana teve a ideia de se fantasiarem de piratas. E Ariana a disse: "Esse tapa-olho vai te dar coragem. O medo não faz parte da vida de um pirata. Piratas não tem medo e por isso não sofrem. Quando estiver assustada, finja que é um pirata e nunca mais irá sofrer". Ela pôs as mãos atrás da cabeça e apertou o tapa-olho. Ela não queria mais ter medo, não queria mais sofrer ou ver os outros sofrerem. Ela sêria uma 'bruxa-pirata'. E então falou, dessa vez sem chorar:

– Algo mais Hagrid?

– Sim. Fizeram estudos com ela e descobriram três coisas. A primeira que havia mais de um sinal bruxo quando eu fui buscá-la Lizza. Ariana era uma bruxa-abortada. Nascida de pais bruxos, mas sem possuir sangue-mágico. A segunda coisa é que Ariana teve seus cabelos pintados de castanho quando era ainda bebê com um feitiço de corândio... — Então ele parou de falar.

– E a terceira coisa? Quem são os pais de Ariana? — Perguntou Lizza a Hagrid. Ele apenas balançou a cabeça em negativa. Daphenee chegava correndo ao local, ofegante. Então Potter se pronunciou:

– A terceira coisa é que, Ariana é irmã biológica e gêmea de Daphenee Evan Puddlelaker.

Daphenee apenas conseguiu encará-lo. Lizza se levantou e disse sem medo:

– Sinto muito Hagrid e Senhor Potter. Mas Daphenee e eu, temos assuntos pendentes a tratar em Hogsmeade.

– Vocês não tem idade para irem a Hogsmeade. — Disse Hagrid.

– Mas nós vamos. — Finalmente disse Daphenee. — E vocês não podem nos impedir.

– Lizza tem razão Hagrid. Eu irei com vocês. Eu assumo a responsabilidade de meus atos. — Disse Harry Potter. Então voltaram ao castelo. Lizza se trocou e apanhou sua varinha, então ela, Daphenee e Harry atravessaram a passagem da Bruxa De Um Olho Só.

***

– Ai, Scorpius! Você pisou no meu pé! — Resmungou Katherine no porão da Dedosdemel.

– Deixa de ser fresca! — Ele rebateu.

– Não ouse me confundir com a Crawford! — Vociferou Katherine.

– Ei! — Reclamou Lílian.

– CHEGA! — Berraram Jack, Jamilly e Katherina, e então subiram para o andar superior. O gerente da loja estava no balcão. Ambos se esconderam atrás dos barris de refrigerante. Lílian já ia erguendo a varinha quando Jamilly a impediu sussurrando:

– 'Cê' tá maluca?

– Por que? — Devolveu o sussurro.

– Se você usar um feitiço fora da escola, o Ministério vai cair em cima da gente, arrancar nossas varinhas e mandar a gente, direto para Azkaban! — Advertiu Jamilly.
A porta do porão se abriu e Lizza saiu de lá. Katherina sussurrou 'Lizza, aqui!'. Lizza correu para perto da amiga, arrastando Daphenee. Harry saíra e se dirigiu ao balcão, onde começara a conversar com o gerente da doceria. Ele olhou em direção aos barris e fez um sinal para que saíssem. Todos passaram pela portinhola agachados e se esconderam atrás de uma estante. Alguém gritou 'É HARRY POTTER!' e todos os alunos dentro da Dedosdemel se lançaram contra o homem para lhe enxer de perguntas e pedirem autografos. Katherine se levantou e roubou um diabinho de pimenta, abriu a porta da loja e todos saíram correndo. Se com Harry já era assim, imagina com ele e Lizza juntos. O grupo se enfiou dentro de um beco, e por trás das lojas foram até o estaleiro da revolta dos duendes em encontro a Srta. Gina. Quando abriram a porta, não era o que esperavam. A mulher estava amordaçada em uma cadeira, os olhos arregalados aos ver. Trevistas por toda a estalagem, mas nenhum atacou. Em vez disso:

– Madame Alecsander — Se dirigiu um a Katherine. -, o que a senhorita faz com esses sangues — ruins?

– Com certeza, vossa mãe a avisou e a senhorita não quis perder os detalhes — Disse outro, mas pela a expressão rígida de Katherine, ela não sábia de nada. — venha, tome minha varinha e mate a Weasley. — O homem ofereceu, Katherine andou, Lizza ficou perplexa ao ver Katherine tomar a varinha das mãos do homem para matar Gina. Mas em vez disso, ela disse:

– Ninguém manda em mim. Avada Kedavra! — O homem caiu com um baque pesado no chão. Os Trevistas ficaram chocados. — Alguém mais ousa me desafiar?! — Perguntou, a irmã percebera que estava atuando. Silêncio tomou conta do local, ao olhar para boca de Katherine, a irmã leu seu sibílo "Mate todos eles Katherina, não deixe nenhum sobrar". Katherine se referia aos Trevistas. Das vestes, Katherina tirara uma varinha que não era a sua. A varinha de seu falecido pai. Puxou Lizza para perto de sí e colocou a varinha em sua garganta, (até Katherine ficou chocada), e então disse em seu ouvido:

– Quando eu der o sinal, a cada Trevista caído, corra e pegue uma varinha. Não tenha piedade, eles não teriam de você, mate quantos conseguir. — E em vez de usar varinha em Lizza, em um movimento rápido ela mirou para o outro lado. — Dolohov! — Um homem caíra estribuchando no chão. Ele vomitara as próprias tripas. — Agora!

Lizza correu e apanhou uma varinha do chão e a outra, lançou para perto dos amigos, no qual Daphenee apanhou. Um homem corria em sua direção, Lizza mirou na cabeça:

– Incêndio! — Disse o primeiro feitiço que lhe veio na hora, a única coisa que o homem fez, foi gritar de dor enquanto sua face era queimada. — Atacar!

– Cofringo! — Lançou Daphenee um lampejo laranja contra o bruxo ao lado de Gina. — Abaixem! — Gritou quando lançaram a maldição da morte do lado oposto. O grupo se jogou para os lados e mal tiveram tempo para se recompor, pois a porta da estalagem explodiu e uma voz se pronunciou. Uma voz que Lizza reconhecia:

– Ora, ora, ora — Disse a voz feminina. -, Elizabeth Rowling Rosenfelt! E... — Ela olhou ao redor. — Meninas Alecsander! Vossa mãe estaria tão desapontada com essa cena. — Disse irônicamente, então parou, quando seus olhos pousaram em Jamilly. — Oh! Eu me lembro de você! — Bink saíra do bolso da saia de Jamilly, explodira correndo em uma faísca e a mulher o chutou para longe. — Como eu detesto pragas... Como vai sua mãe? — Perguntou ela a Corvina.

– Morta. — Respondeu secamente. — Não seja sonsa Angie. — Agora a mulher tinha nome. Lizza não conseguia recordar de onde conhecia aquela mulher.

– Não seja tão malvada, menina. — Brincou a mulher.

– O que está acontecendo? — Quis saber Jack.

– Oh! Menino — Quimera! Não o vejo a tempos! — Exclamou ela. — Quantas surpresas!

– O que você quer aqui, Angie? — Perguntou Daphenee.

– Ah, Puddlelaker! — Falou com voz afetada. — Soube das novidades?

– A única novidade que sei, é que hoje vai ser o seu enterro. — Devolveu Daphenee.

– Ameaças? Estou chocada. — Jamilly se irritou com a mulher e lançou contra ela um enorme bloco de feno. A mulher caiu no chão e sua varinha vôou. Katherina e Katherine miraram e disseram:

– Crucio! — Angie se contorcia, mas não parava de rir. Ela se levantava aos poucos, até que ficou de pé.

– Sabe, para ser uma pessoa a serviço da Lady Das Trevas, sempre há um teste. O meu foi resistir a maldição Cruciatus — Contou Angie e continuou -, e um feitiço desses, realizado por duas garotas de 11 anos, não doi droga nenhuma. — Sua expressão havia se alterado. Angie parou com os sarcasmos, decidiu agir a sério — a maldição Cruciatus foi bloqueada.

– Expelliarmus! — Conjurou Lizza, afastando a varinha ainda mais da mulher. A varinha estava perto de Jack, que pisou até parti-la. Angie correu para fora e atrás de Katherine uma mulher falou:

– Estupore!

– Reflectum! — Bloqueou Katherine, fazendo o feitiço refletir como um espelho. O feitiço bateu no teto e o lampejo se mutiplicou, desmaiando os Trevistas vivos. Angie escorregara em uma poça e quando se levantara, Katherine retirara uma adaga de baixo da saia, do lado direito da perna e o arremessou, atigindo Angie na sobreperna, na dobra do joelho. Angie gritava de dor, espuma saía do ferimento com o sangue.

– Está queimando! — Gritava Angie. Katherine se aproximou e a chutou na barriga. Katherina se aproximou em seguída e a mesma cuspiu em sua cara, se agachou perto de Angie e disse em seu ouvido:

– Qual é a sensação de ser derrotada por uma garota de 11 anos?

– O QUE VOCÊS COLOCARAM EM MINHAS PERNA?! SUAS MALDITINHAS! — Explodiu Angie.

– Veneno. Para ser exata, ceiva de bobotuberas. Ele vai infeccionar e você vai morrer em 5 horas. — Respondeu Katherine friamente.

– N-não! Milady irá me salvar!

– Minha mãe não vai salvar vermes imprestáveis. Quanto mais se mexer, mais rápido será o processo. — Katherine se deliciava com a cena. Os olhos estavam da cor de carvão, como.os de um tubarão. Lizza entendera então, como as irmãs Alecsander usavam magia negra tão abertamente — possuiam sangue do submundo.

– Posso? — Era Jamilly com varinha roubada em punhos. Katherine abriu caminho e a garota mirou. — Eletricus. — Pronunciou friamente. Katherine removera a lâmina da adaga da perna de Angie que gritou mais ainda. O corpo de Angie se contorcia em eletricidade. Jack se aproximou e pôs a ponta da varinha na perna de Angie e disse:

– Adeus, mamãe. — Lizza esbugalhou os olhos, Scorpius que não se pronunciara, a afagou em seu peito, a impedindo de ver a cena. Essa era a crueldade de um Sonserina. Jack respirou fundo e sibilou. — Scarlatum. — Lizza ouviu todos os ossos de Angie se racharem. Em 2 minutos, a mesma morrera. A Srta. Potter estava perplexa, Harry chegou logo em seguída e os guiou para fora dalí. Todos saíram silênciosamente, mas Lizza olhara para a Jamilly, que estava sem expressão, mas lágrimas escorriam por seu rosto.

***

Ao voltarem para Hogwarts. Harry fizera a mulher esquecer tudo o que viu. Gina topou em contá-los sobre a Câmara e Harry também. Mas nada do que disseram, foi realmente útil.
Jamilly passara o resto do dia dentro da Biblioteca. Pensamentos fluíam a todo minuto. Ela ajudara a matar uma pessoa e tinha conciência disso, mas não era diretamente isso que a pertubava. Alguém adentrara a Biblioteca e quando ela ergueu os olhos, vira Teddy Remo Lupin. Teddy ao notar a expressão da garota, se aproximou:

– O que está havendo? — Perguntou de forma doce.

– É apenas... O sofrimento. — Respondeu insegura.

– Eu aprendi a lídar muito bem com o sofrimento. Poderia me contar? — Insistiu ele.

– Foi a 5 anos...

– Isso, conte com detalhes. — Interrompeu Teddy ao aconselhar.

– Quer saber, sim ou não, Senhor Lupin? — Perguntou Jamilly irritada, o mesmo continuara calado e ela retomou. — Foi a 5 anos. Meu pai enfrentava o inquérito do trabalho e minha mãe andava doente. Papai chegava tarde todos os dias e enquanto isso, eu cuidava dela...
"Ela sempre me agradecia por tudo. Mesmo por coisas simples. A cada tarefa bem feita, era um sempre 'boa menina' e me dava um beijo na testa. Meu pai trabalhava na área do controle de lareiras e sempre chegava cheio de fuligem, mas sempre com um sorriso. Um dia, meu pai chegou notoriamente pertubado. Ele ficava olhando para os cantos como estivesse esperando por algo ou alguém. Começara a escutar vozes. Foi quando decidimos nos mudar para o interior do país. Era tão lindo... Eu me lembro das gotas de orvalho, caindo sob o vidro de minha janela. As fadas e gnomos brincavam nos jardins... O clima parecia calmo e sútil, mas quando me acorderei aquele dia, o mundo estava uma turbulência. Eu corri para o pé da escada e parei ao ver a casa cheia de Trevistas. Eu fiquei de quatro no chão e fui até a mesa da cozinha. Eu retirei o tapete sob o solado de madeira e me escondi dentro do porão. Entre a brecha do alçapão, eu acompanhava a cena. Meu pai havia sído rendido. Eles torturavam minha mãe na sua frente. Ele era obrigado a ver tudo aquilo concientemente. Um perguntava 'onde está a garota, mulher?', 'precisamos parar a profecia', dizia outro. Minha mãe se relutava a dizer. Lutava contra o Cruciatus, lutava contra o veritaserum. Foi quando uma mulher abriu caminho e um homem falou 'deixo por sua conta, Angie. Faça-a a sentir dor'. Então ela empunhou a varinha e disse 'império!', e minha mãe enfraquecída, não conseguíra lutar. Angie ordenou 'pegue a faca', ela estendia uma para minha mãe. Minhã mãe apanhou a faca em mãos. Angie continuo dizendo: 'encrave vinte vezes' e minha mãe obedeceu. 20 estocadas contra sí própria e meu pai petrificado, não pôde fazer nada..."

– Meus sentimentos... — Dissera Teddy finalmente. Ele olhou para Jamilly e a mesma chorava.

– Mas... Talvez a culpa seja minha, já que eu estive com tanto medo que não chamei por socorro... — Lamentou a garota. — Eu sempre fui tão fraca.

– Você não é fraca. Nenhuma pessoa fraca, conseguíria passar por isso. — Disse Teddy com sinceridade. — Seus pais sofreram por sua felicidade, e eu sei bem como é isso. Perdi os meus na guerra de Hogwarts e fui criado pelos Potter's.

'Eu achei que quando conseguïsse minha vingança, ficaria tudo bem comigo'. — Pensou Jamilly. — 'Mas na verdade, nada mudou. Ainda há o vazio, a raiva, o rancor e acima de tudo: ainda há a morte a culpa'.

– Obrigada por ouvir meu desabafo. — Agradeceu ela. O professor sorriu.

– Sempre que precisar. É melhor irmos que está quase na hora do jantar. — E então, se retiraram da Biblioteca.

***

Lizza ficara intrigada com os acontecimentos. Depois do jantar, todos iriam se reunir na comunal da Sonserina, as escondidas. Quando a hora chegara, se dirigiram as masmorras e atravessaram o portal de pedra. Daphenee contara a Lizza que enquanto estivera desacordada, eles tiveram a ideia de consultar o retrato de Salazar Sonserina em busca de respostas para os atentados. Infelizmente, era apenas um quadro. Foi quando Lizza e Daphenee ouvira um sibílo ecoando pelas paredes. 'Matar, irei matar todos, matar'. A voz dizia e Lizza falou:

– Ele vai matar! — Todos correram para fora e ouviram os gritos no andar superior.

– O que isso significa isso? — Perguntou Lílian.

– Significa que Hogwarts não é mais segura. — Respondeu Jack.

– E o que vamos fazer? — Perguntou Daphenee.

– O Ministério está frágil desde a guerra. Os Trevistas vão aumentar os ataques nos vilarejos. A calamidade vai voltar, vai haver mortes com certeza. O monstro veio para matar. — Disse Katherina

– Temos que treinar. — Disse Katherine. — Não apenas feitiços comuns, mas maldições. Minha mãe sabe agora que a traímos. Pórem, eu não me importo. Agora o problema é: como vou ensinar-lhes isso?

– Eu respondo essa pergunta. — Disse Jamilly exibindo um exemplar de 'Magia mui maligna'. E então subiram para o Hall que estava vazio. Subiram as escadas e encontraram todos no 6° andar. — Uma Lufina estava petrificada.

Notas finais
Xoxo :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.