Livro de Histórias.

2 Manhã Turbulenta.


O meu dia começou como todos os outros, o que me deu a efêmera esperança que ele também iria terminar como eles, mas eu estava envolvida demais com os meus pensamentos pós-ginásio para perceber certas coisas diferentes quando acordei.

Geralmente eu e minha mãe temos uma rotina fixa: acordar, realizar a higiene matinal, tomar café e correr atrás de nossos compromissos, no entanto, nesta manhã eu não ouvi nada como a correria matutina e eu imaginei que a falta de barulho estivesse ligada a minha falta de atenção ocasionada pela minha formatura e a decorrente preocupação com o ensino médio, afinal com os meus 15 anos e as duas semanas restantes para o inicio do ano letivo, era de se esperar que eu estivesse preparada para o começo das aulas ou ao menos estivesse matriculada em uma escola, mas nãoo. Parece que ser expulsa de uma instituição considerada de “alto nível” mancha o histórico escolar, embora claramente Não tenha sido minha culpa.

Eu reafirmo minha afirmação anterior baseada no fato que quando o teto desmorona você simplesmente não pode provar que não foi você que sabotou o telhado ou ter tempo para contar a um adulto responsável, você apenas sai correndo e torce para não ser soterrada, em suma, embora todos digam que eu fui culpada por destruir a escola, eu apenas falo que estive no lugar errado na hora errada e se não fosse a policia alegando que não podiam me envolver em um processo judicial sem provas usando apenas de meu histórico como eterna desastrada para a acusação eu provavelmente teria agora uma ficha policial como delinquente e não poderia ter me formado, mas mesmo a policia não pode impedir a escola de me expulsar após a formatura, o que nos leva a situação atual: meu desespero ao não encontrar uma escola que me aceitasse.

Como eu disse antes, coisas estranhas acontecem ao meu redor, então mesmo absolvida de todas as acusações e com a fama de nerd declarada, suprema, nenhum conselho estudantil que se preze resolveu me aceitar em sua instituição ou mesmo avaliar meu histórico escolar por mais de três segundos antes de tomar a decisão final quanto (a minha súplica) ao meu pedido de aceitação.

Entretanto eu estava tendo êxito ao retirar tais pensamentos de minha cabeça até chegar à cozinha e encontrar minha mãe pálida como uma vela. Geralmente nos descreviam como o exato reflexo uma da outra (com a clara exceção de nossos olhos), o que particularmente falando eu não reclamava afinal minha mãe era praticamente resplandecente, com teus cabelos loiros, olhos azuis e feições de fada ela parecia ter saído de um conto de fada, mas no momento ela parecia ter saído direto de um pesadelo ao olhar para mim como se eu fosse um fantasma e segurar uma carta como se sua vida dependesse disso.

Eu simplesmente não compreendi a razão de seu estranho comportamento até uma lâmina voar da janela em minha direção com o único propósito de encerrar o meu tempo na terra.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.