Livro II: O Eco dos Nossos Passos

22 Promessas sob as Luzes de Natal



​A neve caía mansa do lado fora, cobrindo o gramado de West Valley com um tapete branco e brilhante. Por dentro, a casa dos Styles exalava o calor mais puro que aquela família já havia experimentado. A árvore de Natal no canto da sala piscava em tons de dourado e vermelho, cercada por dezenas de presentes embrulhados. O aroma de rabanada fresca, peru assado com ervas e fios de ovos preenchia o ar, trazendo aquela sensação nostálgica de pertencimento.

​À mesa de jantar, a noite transcorria entre risadas e brindes. Lucian e Elise presidiam as cabeceiras. Garret e Sofia sentavam-se de um lado, enquanto James e Hope ocupavam o outro, com as mãos discretamente entrelaçadas por baixo da toalha de linho. James, usando um suéter escuro elegante, exibia um semblante sereno, conversando animadamente com Garret sobre os novos projetos da construtora. O clima de tensão de outrora havia sido completamente enterrado.

​Quando a sobremesa foi servida, Sofia limpou a garganta, trocando um olhar cúmplice e radiante com o marido. Ela levantou-se lentamente, segurando uma pequena caixinha de presente com um laço de fita cetim branca.

​— Bom, antes de abrirmos os presentes da meia-noite, o Garret e eu temos o primeiro e mais importante presente de Natal para dar a essa família — Sofia começou, a voz trêmula de pura emoção, os olhos castanhos brilhando sob as luzes da sala. Ela caminhou até o centro da mesa e entregou a caixinha nas mãos de Elise e Lucian. — Abram, por favor.

​Elise, com as mãos trêmulas pela idade, desfez o laço e abriu a tampa. Dentro da caixa, repousava um minúsculo par de sapatinhos de tricô brancos ao lado de um exame de ultrassonografia que mostrava um pequeno ponto luminoso.

​— Meu Deus... — Elise arfou, levando a mão à boca enquanto os olhos se enchiam de lágrimas. — Lucian, olhe isso!

​— Nós vamos ser pais de novo — Garret anunciou, levantando-se com o maior sorriso de sua vida e abraçando Sofia por trás, colando a mão grande na barriga dela, que já exibia uma sutil e linda curvatura de quase quatro meses. — A Sofia está grávida!

​O ambiente explodiu em um coro de exclamações e felicitações. Lucian levantou-se para abraçar o filho, e Elise batia palmas, radiante. Mas a reação mais intensa veio do outro lado da mesa. Hope paralisou por um segundo, olhando para os sapatinhos e depois para a barriga da mãe. Suas pupilas dilataram e um sorriso de puro fascínio e emoção desenhou-se em suas feições.

​— Um bebê?! Mãe! Pai! — Hope gritou de felicidade, levantando-se da cadeira de um pulo e correndo para os braços de Sofia. Ela abraçou a mãe com força, chorando de alegria. — Eu não acredito! Eu vou ter um irmãozinho ou irmãzinha? Isso é o melhor milagre de Natal do mundo! Eu estou completamente fascinada!

​James levantou-se logo em seguida, caminhando até Garret. Os dois homens se olharam e se envolveram em um abraço forte, rindo alto.

— Parabéns, meu irmão — James disse sinceramente, dando tapinhas nas costas de Garret. — Você realmente não sabe brincar quando o assunto é aumentar a família.

​— Obrigado, Lâfrer — Garret riu, apertando a mão dele. — Trate de aprender, porque daqui a pouco vai ser a sua vez.

​O jantar se estendeu pela madrugada, imerso em uma felicidade profunda e sossegada. Eles comeram, abriram os presentes e brindaram à nova vida que crescia em Sofia. Por volta das duas da manhã, a exaustão do feriado começou a bater. Garret, que no passado seria o primeiro a policiar os passos do amigo, apenas olhou para James e Hope que se levantavam juntos, deu um tapinho no ombro de James e piscou. Ele já não ligava de deixar os dois dormirem juntos sob o seu teto; o respeito e o amor que James demonstrava por Hope haviam curado qualquer ciúme paterno.

​No andar de cima, o quarto de Hope estava na penumbra, iluminado apenas pelo brilho suave dos pisca-piscas que ela havia colocado ao redor da cabeceira da cama e pela luz da lua que refletia na neve lá fora.

​James fechou a porta do quarto com um clique suave. Hope já estava deitada de lado, vestindo uma camisola de cetim vermelha com alças finas, que destacava a brancura de sua pele e as curvas maduras de seu corpo. James deitou-se ao lado dela, puxando o edredom. Ele começou a alisar os cabelos loiros de Hope com os dedos longos, olhando para ela com uma devoção quase religiosa.

​— O jantar foi perfeito, não foi? — Hope sussurrou, acariciando o peito dele por cima da camisa. — Ver a minha mãe tão radiante... eu ainda estou flutuando com a notícia desse bebê.

​— Foi perfeito, Styles — James respondeu, a voz saindo mansa e profunda. Ele parou o carinho no cabelo dela por um instante e suspirou, um brilho de determinação surgindo em seus olhos escuros. — Mas a noite ainda não acabou. E eu tenho mais um presente para entregar.

​James sentou-se na cama, esticou o corpo e pegou a mochila de couro preta que havia deixado no chão, perto da cômoda. Ele vasculhou o bolso interno e retirou de lá uma caixinha quadrada de veludo azul-marinho.

​Hope franziu o cenho, sentando-se no colchão e puxando o edredom até o colo, o coração começando a acelerar.

​James voltou para o centro da cama. Em vez de se deitar, ele posicionou os joelhos sobre o colchão macio, ficando ajoelhado bem em frente a ela, segurando a caixinha entre as mãos grandes. A aura de homem poderoso e implacável de Manhattan deu lugar a uma vulnerabilidade linda e crua.

​— James... o que é isso? — ela arfou, os olhos azuis fixos na caixinha.

​— Hope... eu passei os últimos anos da minha vida tentando fugir do que eu sentia por você porque eu era um covarde com medo do mundo — James começou, a voz saindo firme, mas carregada de uma emoção que fazia sua garganta arranhar. Ele abriu a caixinha de veludo, revelando um anel de platina espetacular, coroado por um diamante solitário lapidado em formato de gota, que faiscou sob as luzes pisca-pisca. — Mas a verdade é que, desde o segundo em que eu aceitei esse amor, a minha vida ganhou um propósito real. Eu não quero mais ser apenas o seu namorado, o seu chefe ou o homem que invade o seu quarto escondido. Eu quero construir uma vida com você. Quero acordar todos os dias vendo esses olhos azuis. Hope Styles... você aceita se casar comigo?

​Hope sentiu as lágrimas de pura felicidade transbordarem, escorrendo por suas bochechas. O peito subia e descendo com violência. Ela não hesitou por um milésimo de segundo.

​— Sim! Mil vezes sim, James! — ela exclamou, a voz embargada.

​James sorriu largo, retirou o anel da caixinha e deslizou a joia pelo dedo anelar esquerdo dela, onde encaixou com perfeição. Hope não esperou mais nada; ela jogou-se para a frente, enlaçando os braços pelo pescoço dele com força, derrubando-o de costas no colchão enquanto atacava a boca dele com um beijo devastador, faminto e barulhento.

​O noivado acendeu o estopim de um desejo que já estava acumulado. O fogo tomou conta do quarto instantaneamente.

​— Ahhh, Hope... você vai me enlouquecer — James urrou contra os lábios dela, as mãos grandes descendo com pressa pelas coxas dela, puxando a barra da camisola de cetim vermelha para cima, expondo as pernas longas e o quadril esguio da noiva.

​Ele a girou no colchão com virilidade, ficando por cima dela. James desabotoou sua camisa com pressa, jogando-a no chão do quarto e revelando o peito musculoso e suado. Hope arranhou os ombros largos dele com as unhas, arqueando as costas enquanto os lábios de James desciam de forma selvagem pelo seu maxilar, cravando os dentes de leve na lateral de seu pescoço, arrancando dela um gemido agudo e lascivo que ecoou no quarto silencioso.

​— James... me tira isso... se despe de mim... — ela implorava, a voz aveludada, as pernas abrindo-se instintivamente ao redor da cintura dele.

​James segurou as alças finas da camisola de cetim e, com um puxão firme e possessivo, deslizou o tecido para baixo, despindo-a por completo sob a luz suave dos pisca-piscas. Ele paralisou por um segundo, devorando com os olhos escuros a perfeição do corpo nulo de Hope: os seios fartos com os mamilos já rígidos e eretos pelo tesão, a cintura fina e o ventre liso.

​— Você é a coisa mais linda desse mundo, minha noiva — ele sibilou, a voz totalmente rouca de luxúria.

​James abaixou o rosto e engoliu um dos mamilos dela de uma vez só, sugando com força, fazendo círculos rápidos com a língua enquanto a mão grande descia pelo quadril dela, penetrando diretamente entre as coxas de Hope. Os dedos dele encontraram-na completamente ensopada de desejo, quente, pulsante e aberta. Ele começou um movimento firme e profundo de vaivém, estimulando-a com uma ousadia que fez Hope rebolar o quadril contra a mão dele de forma desesperada, os gemidos tornando-se altos e descontrolados.

​— Hummm, James... sim... bem aí... ahhh! — ela gritava, jogando a cabeça para trás na almofada, as mãos cravadas nos músculos das costas dele, sentindo o suor começar a brotar na pele dos dois.

​James não aguentou mais a tortura. Ele levantou-se de joelhos, livrou-se do resto de suas roupas com pressa e revelou seu membro completamente ereto, volumoso e rígido, latejando de puro desejo. Ele voltou para o vão das pernas dela, segurando as coxas de Hope e elevando-as, abrindo-a por completo. Ele posicionou a cabeça do membro contra a entrada úmida e apertada dela.

​Sem qualquer aviso, ele empurrou o quadril com força para a frente.

​A penetração foi brutal, profunda e absurdamente quente. James entrou por completo em um único impulso longo, preenchendo o corpo dela até o limite máximo. Hope soltou um grito alto na escuridão do quarto, mordendo o próprio lábio inferior enquanto seus olhos lacrimejavam pelo choque do prazer avassalador que inundou seu ventre. Os músculos de sua intimidade se contraíram instantaneamente, esmagando o membro dele com uma pressão violenta.

​— Caralho, Hope... você me aperta tanto... — James urrou, fechando os olhos, as veias de seu pescoço saltando enquanto ele começava o ritmo de vaivém.

​As estocadas tornaram-se rápidas, violentas e ritmadas. O som dos corpos colidindo com força — o impacto do quadril dele contra o dela — preenchia o ambiente confinado do quarto, misturando-se com o som das respirações totalmente ofegantes. James segurou as mãos dela, cruzando os dedos com força contra o lençol, e afundava-se nela por completo, indo até o talo a cada movimento e puxando quase toda a extensão para depois descer com ainda mais vigor.

​— James... mais forte... hummm... me fode com força! — Hope gemia alto, totalmente entregue àquela luxúria selvagem, movendo o quadril na mesma sincronia.

​Atendendo ao comando, James mudou a posição. Ele a puxou pelo quadril, deixando-a de quatro na cama, com as mãos apoiadas no colchão. Ele segurou a cintura fina dela com as duas mãos, os nós dos dedos cravando-se na pele clara dela, deixando marcas vermelhas de posse, e a penetrou por trás com uma força avassaladora. A cada estocada profunda, o corpo de Hope era empurrado para a frente, o cabelo loiro balançando selvagemente pelo rosto. Ela gemia sem parar, sentindo o membro dele raspar seu ponto mais sensível lá dentro, levando-a ao delírio.

​O nível de tesão e adrenalina atingiu o ápice. James acelerou os movimentos, o peito subindo e descendo em jatos curtos de ar, os olhos escuros fixos no bumbum empinado dela que ele apertava com força.

​— Eu vou vir, James... eu vou... ahhh! — Hope arfou, o corpo inteiro começando a tremer em espasmos.

​— Vem comigo, Styles! Sou seu marido, porra! — James rugiu, a voz totalmente rouca. Ele deu as últimas três estocadas mais profundas e brutas de sua vida, afundando seu membro até o limite dentro dela.

​Hope soltou um grito longo, agudo e rasgado na noite de Natal, o corpo inteiro travando quando seu orgasmo explodiu em ondas de calor violentas e paralisantes. Logo em seguida, James soltou um rugido puramente animal, contraindo o abdômen trincado com força enquanto despejava seu sêmen quente, espesso e abundante bem no fundo da intimidade dela, pulsando várias vezes dentro dela até sugar a última gota de sua energia.

​Eles desabaram juntos no colchão ensopado de suor. James deitou-se de lado, puxando o corpo nulo de Hope para o seu peito largo, cobrindo ambos com o edredom pesado. Seus corações batiam em um ritmo frenético, acalmando-se lentamente enquanto as respirações voltavam ao normal.

​James beijou a testa dela com uma ternura infinita, acariciando a mão esquerda dela, onde o diamante solitário brilhava sob a luz dos pisca-piscas. Eles sorriram um para o outro na calmaria do quarto, sabendo que o maior presente daquela noite de Natal não estava debaixo da árvore na sala, mas ali, na promessa eterna que haviam selado entre lençóis e fogo.