Livro De Receitas -- Véspera Desastrosa!
1 Chapter 1
Notas iniciais
Livro de Receitas.
Primeiro Capítulo__O que fazer para a ceia de natal?
By: PâmS2Chan
Ah! O natal! A época do ano que muitas pessoas esperam, vanglorizam, amam e comemoram com muito carinho.
Neste tal dia, é costume pessoas ficarem afobadas, indecisas, animadas,e até mesmo irritadas. O mais comum mesmo, é deixarem tudo para a última hora!
E então, da-lhe lojas lotadas de fregueses desesperados para comprar o presente do amigo secreto, comprarem roupas para passar a noite,e lógico, comprarem as tão preciosas comidas para a ceia! Da-lhe dinheiro jogado fora!
Pelo menos, dinheiro jogado fora nos pensamentos da ruiva.
E no final das contas, ela fez a mesma coisa do que o monte de humalóides sem relógio fazem.
Deixou tudo para último hora. Tudo entre aspas, já que Natsumi Raimon só foi encarregada de uma coisa para a festa na casa de sua amiga Aki , — A escrava do natal — ficou encarregada de preparar uma sobremesa para a ceia.
Ora bolas, isso nem é tão dificil.
Ou será que é?
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Em um super mercado absurdamente lotado, e com apenas um carrinho de compras pequeno, a ruiva procurava por intuição algo para preparar. Em sua mente, faria um bolo simples, mais sua idéia foi cortada por Aki, que no mesmo momento que ouvirá a amiga comentar o que iria preparar para a ceia em um dia anterior, fez questão de dizer que um simplificado bolo estava fora de cogitação. Que de modo algum aceitaria um bolo para o natal!
Maldita Aki e suas manias de Natal perfeito!
Suspirou. Seja o que iria fazer, tinha que ser bem preparado, bem enfeitado, e de ótimo gosto!
...
Por que Aki não a deixou com uma tarefa mais fácil?! Arrumar a árvore de natal! Ou decorar a casa talvez?! Mas não, ela ficou encarregada justamente de cozinhar.
Natsumi Raimon cozinhando! O que aquela esverdeada tinha na cabeça quando lhe pediu para preparar a sobremesa?
Outro suspiro. Era melhor se apressar e ir procurar alguma barra de chocolate, antes que todas essas pessoas afobadas acabem com o estoque inteiro.
Ela enfim, optou por pegar tudo o que tinha em seu alcance, chocolate, bolachas, creme de leite, leite condensado, e outras porcarias para os dentes.
Droga, começar uma dieta em pleno dezembro era simplesmente impossível!
Assim que terminou suas "devidas compras de natal", Natsumi se dirigiu ao caixa rápido. Queria sair logo daquele lugar e ir diretamente para o seu apartamento aconchegante, fazer a maldita sobremesa sei-lá-o-que-é e se arrumar para a festa de hoje a noite.
Era impressão ou a véspera de natal era mais complicada que o próprio dia de natal?
Chegando lá tomou uma surpresa quase tão grande quanto descobriu que Touko estava grávida de Tsunami.
Por quê?! Por que os seres humanos tem que deixar tudo para a última hora? Por que ELA deixou tudo para a última hora!?
A fila tinha o tamanho de trocentas cobras em linha reta mais 200 metros de barbante esticado!
Tudo bem, talvez tenha exagerado, mas por Buda! Por que estão avacalhando tanto com sua cara?
Tentando manter uma expressão passiva — Não podia chegar e empurrar tudo quanto era gente, tinham crianças, grávidas, e grávidas com crianças na fila — ela colocou o carrinho de compras no local e esperou.
Esperou, e esperou... Esperou tanto que podia dormir de olhos abertos e nada nem sequer se moveria.
Quem foi o abestado que inventou a maldita fila?
Concentrada em seus pensamentos sádicos, Natsumi nem se deu conta que já estava em primeiro e que um caixa já chamava por ela com aquela luzinha vermelha irritante anunciando o número.
Ok, Ok, sem desanimo, é véspera de Natal!
Dane-se...
Indo diretamente para o caixa, colocando suas compras que consistiam em puras guloseimas, e pegando o cartão de crédito, a ruiva queria pagar tudo apressadamente e sair correndo do local com ar condicionado quebrado.
Inferno, que calor! Como que em Okinawa podia fazer esse calor abafado no inverno?
—- Senhora, senhora. -- A mulher loira de topetão, com batom vermelho borrado e com um sorrisinho amarelo tentava constantemente chamar a atenção da jovem de 23 anos.
—- Sim? -- Perguntou ao sair do mundo de reclamações de dentro de sua cabeça.
—- Débito ou Crédito?
—- Crédito. -- Disse forçando um sorriso tão amarelo quanto a outra.
—- Hm -- A mulher de meia idade murmurou enquanto passava e repassava o cartão na maquina-- Não está querendo pegar.
—- O quê? -- Não, não! Por que não pega seu cartão inútil?
—- Deve ser algum problema na máquina, vou chamar o superior -- Sem esperar resposta da impaciente consumidora, a mulher tocou a campainha de ajuda, e se pôs a esperar, tentando não encarar a furiosa mulher a sua frente do balcão.
—- Vai demorar muito? -- Natsumi perguntou olhando para o relógio, já se passava mais das quatro horas da tarde e a festa começava as nove da noite.
—- Depende. -- Simplificou a loira, se é que era loira mesmo.
—- Depende do quê? -- Insistiu.
—- Depende de quantas pessoas estão hoje aqui para serem atendidas.
—- Você está de brincadeira?! Tem umas 200 pessoas pra não falar a quantidade verdadeira aqui! Eu não posso esperar até todas serem atendidos!
—- Me desculpe senhora , mas eu não posso fazer nada. -- Pronunciou olhando para Natsumi com cara de quem comeu e não gostou.
—- Argh! Eu vou pagar com cheque mesmo -- Disse vasculhando a bolsa.
—- Não aceitamos cheque.
—- O quê? Por quê? -- Exclamou mais que indignada.
—- Sinto muito. -- A ruiva teve a certeza de que aquele 'pedido' foi de boca pra fora. Loira oxigenada de uma figa.
—- Então vá em dinheiro.
—- Pagar em dinheiro é naquele caixa a esquerda. -- Sorriu, apontando outra imensa fila de cobras e barbantes.
Com a boca entreaberta sem dizer absolutamente nada, a Raimon encarou friamente o mercado inteiro; com movimento rápidos, pegou o cartão de volta, guardou em sua bolsa e saiu da fila, com o nariz empinado.
A mulher do caixa torceu o nariz, atender mulheres mesquinhas já era foda, agora, atender mesquinhas irritadas com um monte de doces era sacanagem.
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Dentro de seu carro, Natsumi dirigia frustrada com o rádio tocando músicas alegremente e irritantemente natalinas , indo até seu apartamento. Não sabia o que prepararia para sobremesa, mais seu humor não estava dos melhores para encarar qualquer que seja outra fila.
Alguém poderia dar um desconto, ela estava de TPM na véspera de natal e estava a ponto de ser julgada por um desastroso doce.
Merda.
Chegando lá, estacionou na garagem, adentrou no local, deu um sorrisinho fraco para o atendente — Que retribuiu com um enorme sorriso estilo "Hoje eu ganho presentes!" — e se dirigiu até o elevador, discando o número 7 e esperando as portas se abrirem.
Nada.
—- Senhorita Raimon. -- O jovem rapaz atendente a chamou, ainda por detrás do balcão da recepção -- O elevador está em concerto, terá que pegar a escada.
—- Oh...Podia ter me avisado antes. -- Murmurou e olhou para as escadas. Degraus de sofrimentos. Olhou para o rapaz novamente na esperança de que ele pudesse a carregar ou algo assim. Recebendo em troca um olhar sem-graça do mesmo.
Merda dupla.
Começou a subir. Se xingando mentalmente por ter colocado o seu maior salto alto.
Seus pés doíam e não estavam nem no quinto andar. Mordeu a língua, talvez se tivesse um derrame agora, ninguém iria sentir falta dela a tempo de a encontrarem desmaiada nas escadas.
Seria um ótimo jeito de passar o natal!
Demorou, mas finalmente chegou a sua porta, com um outro detalhe, no meio do caminho, seu salto havia quebrado. Ótimo!
Tentando esquecer seus azares, abriu sua bolsa e procurou as chaves.
Ah não! Havia esquecido as chaves dentro do carro!
As malditas chaves estavam dentro do carro!
Merda tripla!
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