Livro 2: Água
5 Quem é Vivo Sempre Aparece - Parte 1
Notas iniciais
Essa se passa a mais ou menos um ano depois da primeira...
um ano depois:
Aang trazia em suas mãos uma bolsa feita de couro, amarrada com alguns cordões. Ele se aproximou do enorme bisão e então com a ajuda de uma rajada de vento, voou e no momento seguinte estava na cela do animal, arrumando as coisas.
– Voltaremos em menos de uma semana. — falou o monge e pulou, caindo de frente para Katara.
– Cuidem do Jun para mim. — falou Mayumi e entregou uma vasilha com comida ao namorado. Ela se aproximou do jovem e o beijou.
– Não se preocupem, estaremos de volta sãos e salvos. — Sokka falava enquanto guardava em sua mochila algumas frutas e seu inseparável bumerangue. Ele se levantou e abraçou Suki, que vestia uma roupa de frio da tribo da água.
– Não estou gostando nada dessa viagem, estou com um mal pressentimento. — falou Katara e Aang a abraçou.
– Não se preocupe maninha, estamos viajando com um ótimo dominador de água e com o avatar, que mal poderia nos acontecer?
– Eu tenho medo quando você fala isso. — Katara abraçou Sokka.
– Apenas voltem para a gente. — falou Mayumi e tentou sorrir.
– Nós voltaremos. — Os rapazes beijaram as moças e finalmente subiram no Appa. — Prontos? — falou Aang.
– Isso! uma viagem só de garotos. — falou Sokka. As meninas os olharam seriamente. — Amamos vocês. — O olhar das meninas não mudou em nada. — Ypi,Ypi. — Mandou Sokka mesmo sem estar guiando o bisão. O animal levantou voo e seguiu em direção a nação do fogo.
– Garotos. — falou Mayumi quando Appa finalmente saiu de vista.
– Falando em garotos, já que os meninos estão fora por quase duas semanas, vamos nos divertir, como nos velhos tempos, apenas nós: As garotas. – falou Katara e sorriu. – A começar, vamos até o reino da terra para comprar roupas novas, o que acham da idéia?
– Excelente. – falou Suki. — O único problema é: Como vamos chegar lá?
– Na Kyon. – falou Mayumi e apontou para o bisão fêmea. – Definitivamente, uma viagem apenas de garotas. – Kyon ouvindo isso, rosnou alto, igual como o Appa fazia.
...
– Agora que as meninas ficaram em terra, vamos repassar o plano. — falou Sokka estendendo um papel. — mas antes, eu preciso saber. — Ele se aproximou de Jun que estava sentando e Aang também largou Appa e se aproximou. — Quais são suas intenções com a Umi?
– As melhores possíveis.– respondeu o jovem sem entender.
– Defina. — falou Aang encarando Jun.
– As melhores tipo: Noivado, casamento, família, filhos, envelhecer juntos. — O jovem dobrador de água estava ficando vermelho por causa das perguntas. — O que é isso? Algum tipo de interrogatório?
– Só queremos saber com quem a nossa amiga anda saindo. — falou Aang.
– Você não dormiu com a minha "irmã", não é? — falou Sokka encarando Jun que balançou a cabeça negativamente, porém Aang achou que a pergunta havia sido para ele, pois tinha dado as costas e voltado para Appa.
– O que tem de mal? Nós somos adultos e estamos noivos... — falou o monge desconcertado.
– Eu estava falando com o Jun. — Sokka apontou para o jovem e de repente ficou sério. — Espera, você dormiu com a Katara? — Sokka ficou vermelho e parecia que saia fumaça de seus ouvidos. — Eu vou matar você.
– Você fala de mim, mas também já dormiu com a Suki.
– Eu e a Suki somos diferentes.
– Diferentes como? Ela também tem irmãos.
– Mas não são obrigados a ouvir o que eu fiz com ela.
– Você perguntou.
– Eu falei com o Jun, com relação a Mayumi. — Aang e o cunhado estavam a alguns centímetros um do outro, prontos para a briga.
– Dá para vocês dois pararem? — falou o jovem da tribo do norte. — Se vocês dormiram com as suas namoradas, ótimo, parabéns. Elas são tão adultas quanto vocês e também concordaram com isso. — ele se virou para Sokka. — Sua irmã concordou dormir com o cabeça de seta ai e Suki concordou em ficar com você, que mal há? Como o Aang disse, vocês estão noivos, já vão casar mesmo.
– Está bem, mas essa conversa ainda não acabou. – falou Sokka e observou Aang, depois fez um sinal de como se dissesse “Estou de olho em você”
– Voltando ao plano...
– Eu já disse que adorei a sua idéia Jun. – falou Aang.
– Tudo pela Umi. – respondeu ele e observou o mapa.
– Ok, então... O aniversário da Mayumi é daqui a duas semanas então se seguirmos conforme o planejado, tudo dará certo.
– É esperar e ver se realmente tudo dará certo.
– Claro que vai dar, que mal poderia nos ocorrer?
...
Um homem grande e forte, caminhava pela estrada de barro, assim que os três jovens se aproximaram da costa oeste do reino da terra. Ele viu o pêlo de Appa preso em um arbusto e se abaixou para apanhá-lo, aproximou aquela pelugem branca e reluzente próximo do nariz e respirou profundamente. A enorme mão de metal então apertou forte o pêlo e ele se pôs de pé.
– Agora sabe onde encontrar o Avatar. Sabemos que ele está indo para a nação do fogo. Então eu pensei, que tal fazermos uma visitinha surpresa a minha antiga casa? Garanto que o Zuzu vai adorar me ver novamente. – Uma mulher surgiu por detrás do homem e a sua voz expressava apenas rancor e ressentimento e tudo o que ela mais queria era: VINGANÇA.
Notas finais
BYE!
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