Livro 2: Água

3 Gelo, Gelo e Mais Gelo - Parte 3


Notas iniciais
Passei na faculdade meu povo... começo as aulas dia 25 de fevereiro... Por isso, tenho que me dedicar a essa fic nesses dias que estou de férias, porque sei que a coisa vai ficar complicada quando eu voltar... mas até lá, espero que se divirtam com os capitulos...

Já havia se passado dez minutos desde que Sokka saiu em um cão polar do local da avalanche e acabara de chegar à aldeia. Ele procurou Aang em toda a parte e só o encontrou quando chegou a um celeiro, onde estava Appa, um bisão fêmea e sete filhotinhos.

– Aang. – falou Sokka e veio correndo na direção do rapaz.

– A Kyon teve filhote. – Ele acariciava o seu amigo bisão. – o Appa é papai.

– Não temos tempo para o Appa. – O animal rosnou. – Katara e Mayumi estão em perigo.

– O que? — Aang e Sokka subiram no bisão.

– Te explico no caminho.

– Ypi, Ypi. – Todos começaram a voar o mais rápido que conseguiram enquanto Sokka explicara o que aconteceu a Aang. O jovem guerreiro viu o local da avalanche e eles desceram. Imediatamente Aang entrou em estado Avatar e começou a voar no local, respirou profundamente, inflou seus pulmões o máximo que conseguiu e então assoprou. A neve se espalhou para todos os cantos, mas não havia nem sinal de Katara e muito menos de Mayumi.

– Elas estavam aqui. – falou Sokka.

– Talvez estejam mais fundo. – Aang assoprou outra vez e novamente nem sinal das meninas.

– O que aconteceu aqui? – falou Sokka.

– Assim que você saiu... – começou um senhor a falar, ele estava no grupo de caça quando a avalanche ocorreu. -... Alguns homens apareceram e as retiraram da neve, eles as colocaram em uma espécie de carroça e as levaram para lá. – ele apontou para uma fumaça que parecia sair de uma fogueira.

– Obrigado. – falou Aang e subiu novamente em Appa. Sokka foi logo atrás. – Ypi Ypi.

...

Mayumi se contorceu na cama e respirou profundamente. Sentia uma dor forte nos ombros, mas não era nada que ela não suportasse. Tentou se lembrar do que havia acontecido e quando finalmente se lembrou que a avalanche a havia atingido e também a Katara, ela abriu os olhos assustada.

– Shhhh... Está tudo bem. – falou uma voz masculina incrivelmente doce e sensual. As vistas da jovem foram desembaçando e finalmente tudo tomou foco. – Você foi pega por uma avalanche, mas agora está segura.

O homem era extremamente cativante. Seus olhos eram de uma cor azul cobalto incrivelmente vivido e sua pele não era tão bronzeada quanto a de Katara e nem tão branca quando a de Mayumi. Sua boca era bem desenhada e seu nariz bem afilado. Os cabelos eram castanhos escuros e estavam presos iguais aos do Sokka, a única diferença era que ao invés de ser raspado do lado, era todo por um.

– Quem é você? E onde estou? – perguntou ela e engoliu uma sopa quente que o homem lhe forçou a beber.

– Eu me chamo Jun, sou da tribo da água do norte. Sou o líder de outros vinte guerreiros e fomos enviados para ajudar a reerguer a tribo do sul. Você está no nosso acampamento.

– Katara...

– A outra garota? – perguntou Jun e Mayumi assentiu. – Ela está bem, acordou tem poucos minutos e está lá fora tomando um ar. – A jovem fez menção de levantar, mas o rapaz não permitiu. – É melhor você ficar deitada até eu terminar de ver se está tudo certo com você.

Jun envolveu suas mãos na água, usando a dobra e começou a passar pelo corpo de Mayumi, porém sem tocá-la.

– Você é um dominador. – falou ela e sorriu.

– Sim! Fui aluno do mestre Paku, antes dele vir para cá. – Ele ficou serio e depois acabou o que estava fazendo. – Prontinho, você está liberada.

– Obrigada. – falou ela e se sentou. – Eu sou Mayumi, moro na aldeia.

– É um prazer te conhecer, Mayumi. – ele estendeu a mão e apertou a da jovem. – Seremos vizinhos então.

Por alguns minutos eles ficaram se olhando e então, ela se levantou e mesmo ameaçando cair, saiu da tenda.

Umi. – falou Katara e a abraçou. Mayumi sentiu dor e gemeu. – Você está bem?

– Sim, acho que sim, e você?

– Eu estou bem também, só um arranhão. – Ela mostrou um corte na testa, próximo do cabelo. – Ainda bem que conseguimos fazer aquela bolha ao nosso redor, se não, estaríamos mortas.

– Verdade. – ela olhou ao redor e reparou em todos os homens da tribo da água do norte. – Só tem homens aqui?

– Só. São os guerreiros que papai falou que viriam. – Mayumi ficou observando o acampamento até que se lembrou.

– Sokka.

– Ele estava longe, não foi atingido.

– Mas deve estar super preocupado conosco.

– Não se preocupem, eu mandei um de meus dominadores para avisar a sua aldeia. Logo estarão aqui. – no momento que Jun se calou, Appa se aproximou do acampamento e desceu.

– Katara. – Aang e Sokka desceram do bisão e correram na direção das meninas. – Eu pensei que algo ruim tivesse acontecido. – falou Aang e a abraçou.

– Estamos bem. – falou ela.

– Eu pensei que tinha perdido minhas irmãs. – Sokka abraçou Mayumi

– Você me considera sua irmã? – A jovem sorriu e retribuiu o abraço.

– Claro. – ele olhou as meninas. – São vocês que cuidam de mim. Isso faz com que você também seja minha irmã.

– Oh... – Mayumi sorriu e observou os homens encarando o grupo com curiosidade.

– É o avatar. – falou um dos homens e todos se aproximaram.

– Sim e quem são vocês? – Aang pegou o planador e apontou para os homens.

– Somos da tribo da água do norte e viemos para auxiliar a nossa tribo irmã. – falou Jun. – Estávamos próximos quando vimos o deslizamento e fomos socorrer. Um grupo de dominadores fez com que a neve saísse de cima das meninas e as trouxemos para cá para se recuperarem.

– Serei eternamente grato. – falou Aang e o reverenciou. – Você salvou minha noiva e a nossa melhor amiga.

– Não por isso. É o nosso dever. – ele sorriu e observou Mayumi que ficou vermelha.

– É melhor a gente ir. – falou Sokka.

– Nós também iremos logo em seguida. Apenas desarmaremos o acampamento e nos apresentaremos ao seu chefe.

– Hakoda, meu pai. – falou Katara.

– Se quiserem, poderemos dar uma mãozinha, assim será mais rápido. – falou Aang e se pôs em frente a Jun.

– Seria maravilhoso.

– Vamos Sokka, vamos ajudar a desarmar as barracas.

– Eu vou com vocês. – Katara saiu correndo.

– Você ainda está um pouco ferida, é melhor entrar e descansar. – Mayumi sorriu e concordou com a cabeça. – Gosta de chá?

– Adoro chá. – ela encarou Jun e sorriu e assim como ela, ele retribuiu com seu mais belo sorriso. Seus dentes eram perfeitos e bem alvos. A boca vermelha por causa do frio entrou em contraste e Mayumi se perdeu encarando o rapaz.

Zuko havia escolhido a vida dele e havia chegado a hora de Mayumi escolher a dela. Algo lá no fundo de seu coração, apontou Jun como a pessoa certa para fazê-la esquecer de Zuko, para sempre. Ela iria dar uma chance a isso.