Livro 2: Água

17 Coisas da vida - Parte 8 - FINAL


Notas iniciais
É isso meu povo, espero que tenham gostado do livro 2: água...
Amanhã eu começo o LIVRO 3: TERRA.... espero que gostem...

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A jovem dominadora de água permanecia acordada, porém resolveu deitar um pouco para colocar as idéias no lugar. A noite havia sido uma das mais intensas e ela jamais conseguiria esquecer. Tocava os lábios quando lembrava dos beijos de Zuko e tremia ao recordar das caricias.

Até que balançou a cabeça espantando aquelas coisas que passavam por sua mente, não podia. Zuko era casado, tinha uma filha e a mulher dele estava na casa ao lado. Então, finalmente o sono a alcançou, mas ela não passou muito tempo dormindo, porque ouviu a voz alterada de Jun.

– Eu vou matar você, seu desgraçado. – falava ele.

– Não se eu te matar primeiro. – falou a outra voz, e foi ai que ela deu um pulo da cama. Zuko ia lutar com Jun e a culpa era dela.

Mayumi saiu correndo e encontrou os dois rapazes prontos para a briga. Assim que ela se aproximou, Jun atacou com um chicote de água que Zuko desviou rapidamente. Ele lhe lançou uma rajada de fogo e Jun criou uma barreira de gelo em sua frente.

Mayumi correu ao encontro dos dois. Quando chegou, Zuko atacou Jun com outro chicote de fogo, mas ela entrou na frente e o fogo queimou seu braço. O senhor do fogo ficou sem ação e aproveitando a deixa, Jun o atacou com uma navalha de gelo que lhe cortou na altura do peito.

– PAREM VOCÊS DOIS. – falou ela e pressionou a ferida no braço. Mayumi estava ajoelhada quando Zuko chegou próximo a ela.

– Desculpa. –falou ele. – Deixa eu ver...

– Sai daqui. – falou ela e começou a chorar.

– Você não ouviu? – falou Jun e se aproximou da namorada. – Cai fora.

– Eu não quis te machucar. – falou Zuko e segurou o corte no peito. Ele deu a meia volta e saiu.

– Me deixa ver isso. – falou Jun.

– Sai daqui você também. – Mayumi encarou o namorado com raiva. Jun balançou a cabeça e então saiu de perto da moça.

Mayumi pegou um punhado de água e envolveu a sua mão direita, a mão do braço bom e então, colocou em cima da queimadura. O alivio foi imediato.


...


– O que você está fazendo, Mai? – perguntou Zuko assim que entrou e encontrou a sua mulher arrumando as malas.

– Estou me preparando para partir. – ela terminou de fechar a ultima mala e então vestiu uma roupa da nação do fogo em Honora. – Depois dessa cena ridícula que você fez agora, é o mínimo que eu espero que você faça.

Os carregadores começaram a retirar as coisas de casa e a colocar no navio, mas o timoneiro chegou correndo e fez uma reverencia.

– Senhora, sinto informar que infelizmente não poderemos partir imediatamente.

– PORQUE NÂO? – falou Mai irritada.

– Só agora percebemos que quando estávamos vindo, um iceberg deve ter partido uma de nossas hélices. Teremos que fazer o reparo antes de irmos.

– E o que você está esperando? Vá fazer agora, quero sair daqui ainda hoje. – Mai falou chateada e então pegou Honora no colo, colocou a capa de frio e deixou a casa.

Zuko olhava o corte que sangrava muito e procurava alguma coisa para fazer o sangue estancar. Ele pegou um pedaço de pano e então se deitou na cama de olhos fechados.

– Isso não vai curar assim. – falou Mayumi de braços cruzados na porta. Zuko levantou assustado e a ferida latejou.

– Você está bem? Eu fiquei preocupado.

– Cale a boca. – falou ela e se aproximou dele. Puxou um pouco de água e então começou o processo de cura. Zuko olhou o braço dela e então suspirou aliviado, não havia mais nem sinal de queimadura.

– As vezes esqueço que você sabe curar. – falou ele

– Já mandei você calar a boca.

– Não fique irritada comigo.

– PORQUE DROGA VOCÊ TINHA QUE LUTAR COM ELE? VOCÊ PODERIA DIZER NÃO. – Mayumi gritou e começou a chorar. Zuko tentou tocar seu rosto, mas ela desviou. – O QUE EU DISSE AQUELE DIA LÁ NO REINO DA TERRA? VOCÊ AO MENOS ESCUTOU?

– Mayumi, se controle. — Ela se levantou e seguiu para a porta.

– TODA VEZ QUE NOS ENCONTRAMOS VOCÊ OU FICAMOS MACHUCADOS E ISSO NÃO É SÓ FERIDAS EMOCIONAIS... Eu não quero que você se machuque, eu não me perdoaria se isso acontecesse. – Mayumi saiu nervosa da casa e Zuko se sentou na cama, olhou o corte no peito e ele havia sumido.


...


Jun havia caminhado por um bom tempo antes de resolver voltar para casa. Sabia que ele havia feito uma completa idiotice ao desafiar o senhor do fogo, mas precisava, ele havia dado em cima da sua namorada, descaradamente. Isso consumia o dobrador de água ao ponto de aquilo o matar pouco a pouco. Tinha que por para fora.

Ele cruzou a porta da casa e então topou com as malas dele e de Mayumi na sala. Ela se aproximou trazendo uma última.

– Estamos de saída? – falou ele.

– Não podemos mais ficar aqui. – falou ela e então vestiu o casaco.

– Mayumi, eu sei que você ficou chateada pelo que eu fiz, mas me perdoe. Eu não agüentei mais ver o Zuko te perseguir e não fazer nada, eu sou namorado poxa.

– Você poderia ter se controlado, já estávamos mesmo de partida Jun. Se algo de mais grave tivesse acontecido?

– Eu sei que fui um idiota. – ele se aproximou de Mayumi e a abraçou. – Me desculpe.

– Me desculpe por ter gritado com você, eu perdi a cabeça. – falou ela. Mayumi poderia não amar Jun, mas se importava muito com ele.

– Eu estou com uma coisa para lhe falar há muito tempo, mas fiquei esperando o momento certo. – Ele colocou a mão no bolso. – Esse ainda não é o momento certo, mas se eu ficar adiando, eu nunca irei fazer. – Ele puxou um colar azul com três entalhos nele. Os dois de baixo tinham o formato de uma lua crescente e o terceiro, de cima, uma lua cheia com o símbolo da água nela. – Quer se casar comigo?

Mayumi olhou o homem ajoelhado na sua frente e o colar em suas mãos. Não acreditou naquilo que estava acontecendo, não podia se casar. Não depois do que aconteceu na noite anterior, mas era a única forma de impedir que o Zuko continuasse atrás dela. Talvez sabendo que ela se casara com outro, ele parasse e aceitasse de vez o fim. Era uma forma dela desafiar o que Zuko havia dito.

“Você nunca vai ser de outro cara, porque você é minha” ressoava em sua mente. Ela iria sim. Não tinha mais como voltar. Não tinha mais como reescrever o passado. O romance deles estava nessas páginas, já rabiscadas.

– Sim, eu aceito. – falou ela e então o jovem sorriu. Ele se levantou e beijou Mayumi. Depois ele seguiu para trás dela e lhe amarrou o colar.

– Eu vou fazer de você a mulher mais feliz desse mundo. – falou ele e a abraçou. Mayumi sorriu sem vontade e então uma lágrima caiu.

Agora era oficial. Mayumi e Jun iriam se casar e o amor por Zuko tinha que morrer.

Notas finais
Vou respondendo os reviews se minha internet deixar... (a GVT aqui tá de brincadeira hoje.. toda hora cai... afffff)
Beijinhos!!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!