Depois de uma semana eu já estava pensando que ninguém nesse mundo podia ser tão feliz. Estava tudo tão perfeito que eu estava com medo. Medo de perder tudo isso de uma hora pra outra. Eu e Daniel estávamos mais do que super bem e eu tinha me adaptado totalmente a cidade. Nós estávamos utilizando nomes e documentos falsos, é claro. Ninguém na cidade nos conhecia pelo sobrenome – NOSSO sobrenome! – verdadeiro. Daniel era Andrew e eu era Michaela Dawson. Os vizinhos eram pessoas maravilhosas, famílias, em sua maioria, por isso o lugar era tranqüilo, pacato. Compramos roupas novas e algumas coisas pra abastecer a geladeira e, meu Deus do Céu, como Daniel cozinhava bem! Por sorte, nós queimávamos muitas calorias, e quando eu digo queimar caloria, eu quero dizer com treinamento físico e sexo, muito.

Nos primeiros dias eu liguei pros meus pais e até pra Shelby. Quando Daniel arrumou as coisas pra vir, ele comprou uma dúzia de celulares descartáveis, que eram impossíveis de localizar, exceto pelo local da compra, assim sendo, estávamos seguros, apesar de eu não poder ficar ligando pra todo mundo o tempo todo. Me limitei apenas a continuar mentindo pros meus pais e empurrando com a barriga a invenção de cursos extras. De qualquer maneira, eu não poderia ir até eles tão cedo. Fiquei me perguntando qual seria a reação de meu pai se soubesse que eu estou casada. Cada vez que eu imaginava essa cena, acabava vendo Daniel morto no chão da cozinha... Céus, acho que nem ele seria capaz de escapar da fúria de meu pai se contássemos a verdade, nem mesmo sendo um anjo.

Bom, falar com Shelby foi infinitamente mais fácil, apesar de eu ficar os primeiros dez minutos tentando falar, porque ela não calava a boca, pra variar, me fazendo mil perguntas. Confesso que fiquei com um nó na garganta quando ouvi a voz dela. Eu tinha saudades de tê-la por perto, e Miles e Arriane... Estava sendo difícil ficar longe de todos, embora Daniel fizesse tudo o que estivesse ao seu alcance pra que eu ficasse feliz.

Era domingo e nós combinamos sair de casa pra almoçar fora. Passamos uma tarde maravilhosa. Almoçamos em um restaurante de comida mexicana, o único do lugar, e encontramos os Smith, nossos vizinhos mais próximos, por lá. Michelle e Tom tinham dois filhos lindos, Quinn e Daniel — sim, Daniel. Acho que foi pelo por causa do nome que me apeguei tanto ao mais novo. De qualquer maneira, foi divertido passar um tempo com eles e Daniel, o filho caçula dos Smith, simplesmente estava encantado comigo – sem dúvida, era o nome.
- Daniel, você vai acabar arrumando problemas com Andrew se continuar olhando pra Michaela desse jeito! – a Sra. Smith falou brincando quando reparou que Daniel me olhava tanto que seu sorvete estava derretendo nas mãos.
O garotinho encarou Daniel – o verdadeiro – e ajeitou a postura, fazendo seu corpinho de seis anos parecer um pouco maior enquanto disse:
- Eu vou crescer logo e vou ser militar.
Daniel – meu Daniel – sorriu e respondeu:
- Bom, até lá vou ter levado minha esposa pra bem longe de você, rapazinho, só por precaução.
Todos rimos, mas Daniel pareceu um pouco decepcionado e voltou a lamber o sorvete semi-derretido.
Era fim de tarde e nós estávamos deitados juntos no tapete assistindo um filme de terror na televisão. Bom, Daniel se divertia com isso, mas eu estava começando a ficar assustada.
- Bom, eu preferia assistir comédia, o que você acha? – eu perguntei virando propositalmente de costas para a TV de plasma bem na hora que o assassino corria arás da mocinha.
Daniel sorriu.
- Você não tá com medo, né meu amor? – ele perguntou desconfiado, ainda sorrindo.
- Medo, eu? Fala sério! Eu só queria rir um pouco, só isso. – disfarcei.
- Sei... – ele me respondeu desviando o olhar para a tela bem na hora que saiu um grito horrendo de lá, vindo da mocinha.
Eu dei um salto e me agarrei a Daniel firmemente.
- Droga! Que susto! – praguejei.
Ele riu alto e me abraçou de volta.
- Meu anjo, relaxa. Eu protejo você contra o monstro malvado.
Eu dei um tapinha em seu peito nu porque não gostei do tom de deboche que ele usou, mas não pude evitar rir também.
- Olha, eu vou lá pra dentro enquanto você termina de ver esse troço. – eu falei me levantando, se eu visse mais uma gota de sangue eu juro que iria vomitar.
Ele segurou meu punho e me puxou pra ele. Nossas bocas se encontraram e sua língua me invadiu da melhor maneira possível, me explorando, me possuindo. Eu rolei de volta para o tapete e ele ficou com a metade do corpo sobre o meu pra me beijar mais uma vez.
Eu era completamente dele e deixava ele comandar meu corpo. Daniel era quente, apaixonado e experiente o suficiente pra me deixar nas alturas em pouco tempo, mas parecia que ele gostava de prolongar o processo. OK, essa noite eu tinha algo pra ele.
- Espera... Daniel... espera um pouco. – eu tentava afastá-lo empurrando seu peito, mas a droga do meu corpo não conseguia fazer o que minha cabeça mandava, eu empurrava tão levemente que era como nada. Ele me envolveu rapidamente e eu precisei de ar.
- Daniel, espera um pouquinho. – eu disse aproveitando a brecha para recuperar o ar.
- O que foi? – aquela voz rouca me atingindo em cheio já me fazia perder a consciência, mas eu tinha que fazer o que eu queria e essa noite, ele seria meu.
Reuni todas as forças do mundo para me separar dele e levantei de um impulso. Estiquei o braço e fechei a cara quando ele já estava de pé ao meu lado para me abraçar mais uma vez. Com as mãos em seu peito, eu falei firme:
- Você, espera aqui.
Ele me olhava com luxúria e pareceu quase não ouvir o que eu falei, mas insisti.
- Vou lá em cima e você me espera aqui, ok?
Ele inclinou a cabeça e me olhou daquele jeito torto, sedutor, e eu quase me rendi a ele, mas na última hora, ele pareceu concordar, com muita relutância, porém.
- OK, te dou dois minutos.
Eu ri e fui correndo escada acima, não me atrevi a olhá-lo lá embaixo porque sabia que seria minha rendição.
Uma semana atrás quando nós chegamos a nossa casa, eu abri a mochila que Arriane me preparou e sinceramente, eu quase tive um infarte. Não foi a toa que ela disse pra eu chamá-la de Alice Cullen, a mochila estava repleta de langeries, meias ¾ e corpetes. Sério, só mesmo Arriane pra deixar minhas roupas de lado pra colocar essas coisas. Eu não tive coragem de mostrar a ele, em parte porque eu era uma tímida assumida e em parte porque iria estragar a surpresa. Timidez a parte, é claro que eu logo pensei em usá-las, mas nunca tinha tido tempo, em uma semana inteira, sempre que fazíamos amor era inesperado e urgente: no banho, no fim dos treinamentos que fazíamos — ou melhor, no meio dos treinamentos -, ao acordar ou antes de dormir – ou no meio da madrugada. Mas era sempre espontâneo, nunca totalmente planejado, assim eu não pude usar esses presentes de casamento, por assim dizer. Mas hoje seria diferente.
Eu já tinha escolhido minha peça favorita: um corpete preto que misturava renda com partes em cetim. A calcinha era pequena – muito pequena – também preta e com um babado que a fazia quase uma nano saia e pra completar tinha um elástico com um laço pequeno que eu pus na coxa esquerda. Eu já tinha ensaiado vestir essa roupa sempre que Daniel saia de casa pra fazer algo, por isso, fui rápida o suficiente para colocá-la em apenas cinco minutos. Meu cabelo
estava bem – graças aos Céus! – e eu coloquei um perfume que compramos recentemente e que eu sabia que ele tinha gostado.
- Meu anjo – a voz dele veio do piso inferior – você já estourou seu tempo! Eu vou subir e catar você se for preciso.
Eu sorri com a ameaça e peguei um roupão de seda preto para me cobrir.
- Já estou indo! – eu gritei de volta.
Rapidamente eu passei um rimel e um brilho labial e me olhei. O resultado tinha saído melhor do que eu esperava, eu estava me sentindo super sexy.
Respirei fundo e caminhei para o topo da escada. Fiquei surpresa por não ouvir mais os gritos de horrorosos daquele filme bobo, mas ao invés disso, ele tinha ligado o som e uma música romântica soava ao fundo. Não era bem o estilo que eu estava pensando, então falei do alto da escada, enquanto amarrava bem o roupão:
- Será que você poderia mudar de estação?
Ele me olhou meio surpreso e eu vi que somente as luzes das velas na mesinha de centro iluminavam a sala, já era noite lá fora.
Ele estava obviamente curioso com o que eu estava vestindo embaixo do roupão, pois não parava de encarar o laço que o fechava, mas se conteve lá embaixo.
- E no que você está pensando? – ele perguntou.
- Hummm, algo mais animado, talvez. – eu respondi me apoiando sensualmente no corrimão. Ele trocou a estação sem deixar de me olhar. A música mudou para trance e depois para eletrônica e quando chegou na minha batida Black favorita eu pedi que parasse. A música era antiga, mas era uma de minhas favoritas e eu comecei a balançar o corpo lentamente ao som de Goodies da Ciara.
Nós nos encaramos, eu, no topo da escada dançando lentamente, e ele lá embaixo respirando rápido. A vista que eu tinha dele fazia meu sangue ferver. Era só uma calça de algodão branco que cobria seu corpo. O torso perfeito e levemente dourado estava exposto revelando seus músculos que a cada dia ficavam mais definidos e perfeitos. O cabelo loiro bagunçado estava do jeito que eu tinha deixado antes de subir e o rosto quadrado com a barba por fazer podia fazer Brad Pitt se achar mais ou menos. As chamas das velas tremulavam e assim também faziam seus olhos violetas. Esse plano estava quase indo por água abaixo, porque era eu quem devia estar seduzindo ele, não ao contrário, mas sua perfeição física me deixava sem ar, sempre.
Eu resolvi, então, deixar de encará-lo e me pus a dançar, dessa vez, com tudo o que seu sabia. Fiz movimentos leves, nada exagerados, e rebolava sensualmente. Cada degrau que eu descia, fazia um novo movimento e soltava um centímetro do laço que prendia o roupão. Ele veio se aproximando da escada conforme eu descia e eu parei no último degrau para soltar o laço de vez. Não deixei o roupão sair, no entanto o deixei entreaberto. Assim ele podia ver que eu
vestia algo diferente e ousado, mas não via claramente o que era. Isso teve o efeito que eu esperava e ele fechou as mãos, forçando os punhos, e estava hiperventilando, se controlando eu diria.
- Eu quero que você me prometa que não vai me agarrar a menos que eu peça, OK? – eu falei enquanto dançava colocando os braços em seus ombros largos.
Ele não respondeu de imediato, mas acenou a cabeça lentamente.
- Ótimo. – eu disse passando a faixa que soltei do roupão em seu pescoço, fazendo uma espécie de coleira frouxa.
Eu desci da escada e o guiei até o sofá. Daniel parecia um animal enjaulado, preso pela sua promessa, visivelmente arrependido. Eu me aproximei de seu ouvido pra que ele sentisse meu perfume e seu corpo tremeu violentamente quando o fez. Beijei seu pescoço rapidamente e sussurrei antes de empurrá-lo:
- Agora você me assiste.
Ele caiu no sofá com as pernas levemente afastadas, e eu fiquei de pé diante dele, dançando sem parar.
Virei de costas e rebolando, deixei o roupão escorregar lentamente. Continuei dançando de costas pra ele e quando me virei ele estava de pé com o corpo a centímetros do meu. Meu coração acelerou e parei de dançar. A voz rouca e profunda saiu de seu peito:
- Você sabe que eu estou a ponto de quebrar minha promessa, pela primeira vez na vida?
Eu sorri.
- Não. – eu disse passeando com a mão em seu peito – Eu confio em você e sei que não vai fazer isso.
- Eu não tenho tanta certeza. – ele rebateu.
Levantei os braços e comecei a rebolar pra ele, roçando nele, provocando-o. Seu corpo estava tão quente e aceso que me incendiava também. Eu subi no sofá atrás dele e meus seios estavam na altura do violeta líquido de seus olhos. Ele estava tão a ponto de explodir, que eu não podia mais agüentar.
-AH, Daniel, que droga! – eu resmunguei pra mim mesma com raiva antes de abraçá-lo com força contra mim.
No fim, eu não tinha resistido a ele mais uma vez. Ele me apertou com tanta força e violência que quase me machucou – quase. Nosso desejo ardia tanto que era maior que qualquer outro tipo de dor. Eu puxava seu cabelo loiro com raiva por ele ser tão irresistível e em troca ele me invadia com tudo de si. O mundo parou naquele momento, tudo era Daniel e a sensação de seu toque em minha pele. Os caminhos eróticos que suas mãos percorriam e a maciez voraz de sua língua me possuindo eram demais pra mim.
Minhas mãos deixaram seus cabelos e passearam por toda a extensão de suas costas definidas e Céus, era aterrador. Seus bíceps, sua boca, seu ser, tudo nele me fascinava, tudo me excitava. Eu estava tão entregue que nenhum tipo de pudor existia, éramos apenas nós: dois amantes eternos se entregando um ao outro de corpo e alma.
...
Eu derramei meu sangue de bom grado e vendi minha alma sem arrependimento. Tudo o que eu queria em troca era o prazer irremediável da vingança. Eu sabia, desde sempre, que Daniel nunca seria meu. Nós tentamos por mais de uma vez ficar juntos, mas era sempre unilateral, apesar do esforço que ele fazia. Eu era a escolha sábia, a escolha correta pra todos. No início, ele aceitou ficar comigo e tentar um relacionamento por querer poupar a vida de Lucinda. Eu aceitei. Tudo o que vinha dele, qualquer migalha que fosse, eu aceitava e mesmo sabendo que não era por amor a mim, mas sim por amor a ela, eu o queria ao meu lado.
Dentre todas, eu era a mais bonita, a mais sexy, a melhor guerreira que ele já treinou e sua mais fiel companheira, além de ser sem dúvida, a pessoa que mais o amava nesse mundo. Desde de sempre eu o amei, desde muito antes dela aparecer. Quando ele caiu por Lucinda, eu caí por ele. Estive ao seu lado sempre, chorando com ele, consolando-o, secando suas lágrimas. Meu coração doía por vê-lo sofrer e tudo, sempre tudo era por causa daquela humana.
Em certa ocasião, as coisas ficaram relativamente bem. Em uma da encarnações Lucinda se apaixonou por Cameron. Isso me deu esperanças de que talvez Daniel se afastasse dela e a deixasse em paz para que eu pudesse fazê-lo feliz. Bom, não funcionou. Ela sempre o encontrava e eles sempre acabavam juntos. Nesse vida, quando reparamos que tudo estava diferente, que tudo podia ser o fim de uma vez por todas, eu precisava agir.
Daniel e eu tentamos por duas vezes ficar juntos. Sempre nas épocas em que Luce, ou seja lá o nome que tinha, era criança e ele fugia dela. Eram os anos mais felizes de minha existência.
Por duas vezes tentamos e por duas vezes ela o roubou de mim. Lembro até hoje da última noite em que passei em seus poderosos braços. Estávamos em Vegas a passeio e nunca tínhamos estado tão bem. Ele estava finalmente decidido a ficar comigo. Eu sabia que ele gostava muito de mim, gostava de estar em minha companhia e nós éramos bons juntos, muito bons.
Fomos a um bar em Vegas e ele saiu de lá estranho, como se tivesse visto algo diferente, ou tido uma revelação, sei lá. O fato foi que fomos para o hotel em que estávamos hospedados e eu tinha preparado uma baita surpresa pra ele; tinha planejado uma noite daquelas inesquecíveis.
Cada noite que eu tinha Daniel em meus braços, dentro de mim, era especial. Ele me tratava com um respeito tão grande e com tanto carinho que só fazia meu amor por ele crescer. Sexo, então, nem se fala. Não havia outro como ele e eu bem sei que tentei por várias vezes tirá-lo de minha vida, de minha cabeça, de meu corpo, mas ninguém se comparava a ele e à sensação que me dava.

Nós voltamos para o hotel naquela noite e eu demorei bastante tempo para ter sua atenção. Seja lá o que tenha acontecido naquele bar, provavelmente em um dos raros momentos em que o deixei sozinho para me arrumar pra ele, o tinha abalado pra valer. Minha única esperança era que fosse algum assunto relacionado com os guardiões dos fragmentos, porque eu sabia que era impossível ser Lucinda, não naquela época.
O fato é que o distraí, depois de muita conversa e sedução, finalmente o tinha onde eu tinha planejado. Eu estava pronta pra ele, e o tinha feito umas coisas bem interessantes para nos aquecermos. Embora eu tenha reparado que somente metade dele estava comigo, isso já era o suficiente pra mim. Continuei meu plano e a parte carnal dele respondia a mim de uma maneira incrível, que me fazia delirar.

Eu estava encaixada nele e fazia os movimentos corretos que eu sabia que ele gostava. Debrucei meu corpo contra o dele pra poder sentir o momento de sua explosão bem perto. Ele me apertou em seus braços e entrelaçou os dedos um meu longo cabelo. Nosso ritmo aumentou e finalmente chegamos ao clímax. Rolei pro lado e ele veio junto a mim, me embalando, e antes de dormir ele disse perto do meu ouvido a frase que eu jamais vou esquecer e o motivo principal de eu estar aqui agora: “Eu te amo, Lucinda.”

Uma das vantagens de se aliar aos Primeiros era que você recebia uns poderes bem interessantes e infinitamente úteis. Eu esperei uma semana inteira passar e depois que reparei que eles tinham finalmente se assentado, fui atrás deles, graças ao chip que implantei secretamente na bagagem. Eu não demorei pra achar o local em que vivam, era uma bela casa, bem o estilo de Daniel, e o local cheirava a felicidade. No fim, seria uma boa coisa tê-los deixado passar esse tempo juntos porque iria doer ainda mais a separação.
Fui sozinha. Não precisava chamar mais ninguém para me acompanhar, no momento certo, eles seriam convocados devido ao meu sangue estar correndo agora em suas veias capazes. Eu queria checar tudo primeiro e ter meu embate antes do Grand Finale.

Esses poderes novos me permitiam a aproximação. Eu estava totalmente camuflada durante a noite, mas não arrisquei muito, pois sabia das habilidades sobrecomuns de Daniel em relação a segurança de sua Luce. Aproximei-me da casa com cuidado, na espreita, e totalmente imersa nas sombras. Era meio da madrugada e eles estavam fazendo amor. Havia um espartilho parcialmente rasgado no chão da sala embolado com as calças dele de algodão. A cena me fez querer vomitar, mas guardei pra mim essa vontade. Tudo era algo a mais pra alimentar o ódio que sentia dela e as sombras ao meu redor agradeceram muito essa onda de força que lhes dava.

Quando terminaram foram para a suíte no piso superior e se banharam juntos. Ele saiu com novas calças de algodão branco e se deitou esgotado na cama enorme. Luce veio depois, com os cabelos meio úmidos, um pequeno short de coton e uma regata rosa claro e se deitou ao seu lado. Imediatamente os braços dele se abriram para acomodá-la e eu lembrei de quando era eu quem me aninhava ali.

Ainda faltava muito para o amanhecer, eles estavam vulneráveis e eu totalmente fortalecida pelo ódio e o ciúmes. Ao meu lado, senti as sombras se agitarem com a percepção de que o momento chegou. Sangue era tudo o que elas queriam e era exatamente o que eu as iria oferecer.

Notas finais
>> oOoOoOo.. Review??