Living alone in a life so cruel
1 Prológo
Notas iniciais
Violetta estava deitada na cama pensando na vida, os raios de sol batiam em seu rosto, nada de incomum, janelas totalmente abertas, o vento soprava levemente, cortinas compridas e finas, livros por todo o lado, o seu celular na estante, e uma fotografia em família, na altura ela tinha uns três anos, no início tudo parecia um conto de fadas, nada de discussões, brigas, tretas... Mas não, afinal os seus pais brigavam às escondidas sem ela saber desde que a garota nascera, Violetta simplesmente ignorava pois pensava que não era nada de mais, mas pouco a pouco percebeu que a situação era grave, até que houve uma vez que a garota não se conteve intrometeu-se na discussão, mas não adiantou nada, só piorou, os pais começaram a ignorar, e cresceu assim sozinha sem apoio de ninguém, tornando-se cada vez madura responsável, mas sempre de conta própria. Violetta suspirou, levantou-se da cama e se preparou para sair do quarto, tudo estava normal em sua casa, paredes perfumadas com alfazema, a casa toda bem arrumada e limpinha, este era o seu lar, mas não um lar de conforto, mas sim um lar onde se sentia a mais, desceu as escadas e seguiu para a cozinha onde tomaria o pequeno almoço, sentou-se numa cadeira o mais longe possível dos pais, o clima entre eles estava tenso como sempre, comeu uma torrada com nutella rapidamente e saiu dali a correr antes que houvesse alguma discussão ou briga entre eles, isso já virara rotina diária. Violetta sentou-se no sofá, e logo depois ouviram-se gritos vindos da cozinha, como se prevera outra discussão sem sentido, mas o que ela não imaginava que era mais grave do que todas as outras, a garota para se distrair ligou a TV e foi ver as notícias, pouco tempo depois uns passos vinham em sua direção, desligou a TV e olhou para trás sem graça, a sua mãe e o seu pai estavam se indo na direção da porta de entrada, de início pensou que iam para o trabalho, um arrepio invadiu o seu corpo todo quando ouviu um grito da sua mãe.
–Adeus para sempre! Até nunca! Não precisarei mais de ti!
–Igualmente.-falara o pai da Violetta batendo com a porta de casa.
Um silêncio invadiu a casa, não era normal, agora sim a Violetta estava sozinha sem ninguém, levantou-se do sofá meio morta meio viva, seguiu para o antigo quarto dos pais, eles tinham deixado tudo naquela casa, nada tinha sido tirado, até o dinheiro que o seu pai guardava numa gaveta secreta estava lá, pelo menos conseguiria sobreviver, fechou a gaveta e foi na direção do seu quarto, ali também não fora retirado nada, sentou-se numa cadeira e começou a rabiscar num papel em branco tudo o que lhe vinha à cabeça desde das melhor memórias até às mais terríveis, sempre fazia isso para esfriar a cabeça, o papel depois de uns minutos já estava toda rabiscada, a garota pegou noutra e fez a mesma coisa, a certa altura se farto, se destrancou do quarto, e foi buscar as chaves de casa, teria que sair de casa para voltar a si, fechou a porta e rumou pelas ruas cheias de gente, pessoas conversavam alegremente, bebendo, pessoas que se felicitavam, tudo feliz, menos ela, continuou andando pelos arredores da cidade, tudo igual, árvores altas e verdes, grandes jardins, montes de pessoas, crianças por todo o lado, lojas de todos os tipos, prédios altos e baixos, saldos por todo o lado, nada diferente, sem ser os seus pais. A infeliz depois de muito andar, decidiu voltar para casa, para o seu antigo lar que agora se tornara no inferno...
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