Living With Love - Interativa
6 O sumiço da chapinha do Tio Edgar Parte 2
Notas iniciais
No capítulo anterior...
– Da próxima, você não escapa, vampira...
E saiu junto á sua prima, deixando Kiyara de olhos lacrimejando e uma cara apavorada. Seu coração batia a mil, ela estava com medo do albino...
[...]
– Vai ficar aí parada mesmo? — Utau voltou e se abaixou, ficando ao lado da morena, que desviou o olhar do chão para seu rosto vagarosamente, estava mais pálida que o normal e de olhos lacimejados.
– N-não consigo m-me mexer. — Respondeu em um fio de voz trêmulo.
– Está com medo do Fuusuke? — Perguntou à vampira que acenou positivamente e devagar com a cabeça. Utau suspirou pesadamente. — Entendo... tenho que pedir para ele parar... mas não fique assim, ele não vai mais fazer nada. — Utau levantou-se e estendeu á mão a vampira, que aceitou hesitante e tremendo. O olhar frio do albino tinha lhe penetrado de uma forma tão profunda e... assustadora, que ela mal falava.
– Ei, Fuusuke! — Utau se aproximou do primo, ainda segurando a mão de Kiyara, como se ela fosse uma criança indefesa. O albino encarou a garota de canto de olho, inexpressivo.
– O que foi? — Sua voz saiu grossa e em tom rude, o que não é nenhuma novidade.
– Assustou a garota. — Fez um leve gesto com a cabeça apontando para Kiyara. — Devia pedir desculpas.
– Não farei isso. Ela mereceu. — Respondeu friamente.
– Como você é cruel! — Utau se indignou com a atitude do primo. — Você já está passando dos limites!
– É, talvez. — Suzuno não fez nenhuma questão de continuar a conversa.
– Porque a odeia tanto? — Perguntou lhe encarando.
– Isso não é da sua conta. — Suzuno mudou seu rumo para o corredor dos quartos.
– Não vai mais procurar a chapinha? — Indgou, insistindo em continuar o diálogo.
– Não estou mais interessado no prêmio. — Disse simplesmente antes de fechar a porta de seu quarto de vez.
– Tudo bem então... — Diz Utau para em seguida dar um longo suspiro e seguir seu caminho. Levaria Kiyara para seu quarto, a mesma estava traumatizada.
[...]
– Desisto! Aquele treco deve ter evaporado de vez e... — Midorikawa reclamava enquanto voltava para a sala ofegante e lá... encontrou mais duas pessoas além de Edgar.– Mioko? Madoka? O que fazem aqui?
– Achei que seria muito estressante e cansativo sair á procura de um objeto inútil então, decidi ficar aqui e dar apoio moral ao pobre homem. — Mioko respondeu sarcástica.
– Engraçadinha. — Midorikawa fez uma careta. — E você, Madoka?
– Ah, estou aqui por que... eu quis. — E sorriu, deixando Midorikawa irritado.
– Como garotas são irritantes. — O esverdado bufou, cruzou os braços e sentou-se na poltrona com as pernas na posição de borboleta.
– Realmente... — Mioko disfarçou a irônia no tom de voz.
– Vocês dois amam uma discussão! — Madoka interferiu.
– Com certeza! — Midorikawa abriu um sorriso fofo e curvou-se um pouco para frente.
– Que nada, sou da paz! — Mioko levantou os braços em rendição, jogando-se no sofá.
– Que lindo! Vocês são tão diferentes, mas tão fofos juntos! — Madoka sorriu amigávelmente observando os dois ficarem com as bochechas coradas.
– N-não diga besteiras, Madoka-chan! — A ruiva mais conhecida com Mioko inflou as bochechas rosadas e Midorikawa fez bico.
– Essa garota sofre seriamente de insuficiência mental, não é possível... — Comentou Midorikawa, fazendo escorrer uma gota pela cabeça de Mioko.
– Estamos esqueçendo do inconsolável Tio Edgar... pobre homem, sofre tanto com a perda de sua ilustre e amada chapinha... — Mioko se levantou de seu lugar que caminhou até o homem. Ela fazia gestos teatrais em quanto falava em um tom melancólico e sofrido. Agora foi a vez de Midorikawa e Madoka deixarem uma gota escorrer por suas cabeças. Mioko se aproximou do homem e pos a mão em seu ombro. — Fique tranquilo coroa, ela deve estar em um lugar melhor agora. — Mioko olhou para o nada com uma expressão determinada.
– Mas ela... — Ele tentou argumentar, mas novamente, Mioko interferiu.
– Shhhh, aprecie o valor do silêncio... veja que maravilhoso momento para se refletir sobre os problemas da vida...- Mioko com a mão, apontava o nada. Enquanto Edgar fechava os olhos, a garota aproximou-se de Midorikawa. — Ei, cara! Vai no meu quarto buscar o aparelho de som fazendo favor.. — Ela sussurou com um olhar pidão. Midorikawa suspirou.
– Okay, okay... já volto. Espera aí! — Mioko se virou. — Qual é o seu quarto?
– Aquele com a porta de madeira castanha, com maçaneta dourada!
– Ah, sim! — Enquanto o rapaz subia as escadas, Mioko deu um baita de um sorriso, se sentando no sofá novamente.
– Desculpa aí, acho que vou vazar... segurar velha não é minha praia... — Madoka saía de fininho.
Quando Mioko se tocou, começou a gritá-la, de bochechas mais vermelhas que seus cabelos.
– Ahn? Madoka? Madoka!!! Espera!! Volta aqui!! — Mas a mesma já estava longe e ria perversamente. — Grr... garota ingrata!
[...]
– Tem certeza que ela está aqui mesmo, nii-chan? — Thainan perguntava enquanto se livrava de algumas enormes folhas que haviam pelo caminho. Fudou havia enfiado na cabeça que a maldita chapinha estava no meio do mato.
– Absoluta. Confio nos meus instintos, Thainan. — Fudou disse se gabando.
– Eu não confio nem um pouco. — Kidou arqueeou a sobrancelhae Fudou se virou irritado.
– Porque veio então, Mister Sabe-Tudo? — Perguntou o moreno, sarcástico.
– Por que estou acompanhando minha namorada, Mister Sabe-Nada. — Foi a vez de Kidou usar o sarcasmo.
– Ora seu... — Fudou já estava querendo avançar novamente no garoto, mas Thainan o olhou feio. Ele parou imediatamente.
– Estou cansada de ver vocês dois brigando!! Será que não posso ter paz quando junto vocês!? Qu coisa! — Thainan deu meia-volta. Kidou e Fudou se entreolharam e começaram a correr atrás de Thainan.
– Thai-chan!! Espera aí!! — Kidou gritou enquannto empurrava Fudou.
– Thainan-nee, volte aqui! Se quiser o prêmio, terá que confiar em mim! — Fudou disse se recuperando do tombo que havia levado por causa do empurrão do garoto de óculos.
– Me esqueçam!! — Gritou ela já perto da porta.
– Thainan, você não pode me tratar assim!! Nascemos do mesmo... — Fudou gritou de volta, mas antes de ele terminar a frase, a morena o interrompeu.
– Okay, okay, não precisa terminar!! — Thainan gritou meio constrangida. Kidou correu em direção á ela.
– Thainan, meu amor, me desculpa. — Kidou ofegava um pouco.
– Ué, pelo que?
– Ahn... não sei... Ah, claro! Me perdoe por te deixar irritada... — Abaixou a cabeça.
– Sem problemas... não foi apenas culpa sua. — Terminou o assunto com um selinho.
[...]
– Vamos contratar o FBI para achar ess merda, por que está foda. — Yasmin reclamou enquanto levantava do chão, ela e seu grupo, Hikari e Rirako, procuravam entre os quartos, já que elas achavam que alguém havia pego. Estavam no quarto de Goenji.
– É sério isso Yasmin? — Hikari cruzou os braços. — Porque acha que foi o Goenji que pegou a chapinha?
– Ele me tem uma cara suspeita.. — A menina disse. Hikari bufou e se sentou na cama no garoto.
– Já pensou no caso de ele chegar aqui nesse exato momento? — Rirako colocou o indicador no queixo, fazendo uma cara pensativa.
– Não joga praga não garota!! Sai para lá!! — Yasmin fez uma cruz do Espírito Santo e se afastou um pouco da Matsukaze, que gargalhou alto.
– Eu hein! — Hikari revirou os olhos meio assustadas. Saltou da cama e se dirigiu à porta. — Não sei vocês, mas eu estou saindo e... — Ao abrir a porta, levou um susto ao ver quem estava lá. Era o dono do quarto, Goenji. Ela começou a recuar até cair de bunda no chão.
– O que fazem aqui? — Perguntou de sobrancelha arqueeada, com uma expressão séria.
– N-n-n-n-n-n-nós e-e-e-esta-tavamos p-procurando a-a... — Hikari mal consegui falar, havia levado um susto tão grandeque estava até pálida.
– Não acharam mesmo que eu iria pegar aquela porra, não é? — Goenji estava muito irritado, adentrou o quarto pisando fundo. — Agora saiam!! — Ele apontou a porta a fora, Rirako e Hikari saíram de lá mais rápido que o vento. Yasmin andava calmamente.
– Podia ser mais educado, parça... é bom de vez em quando. — Disse ao sair do quarto. Goenji se irrita e bate a porta com força, fazendo um enorme estrondo.
– E-eu nunca mais volto aqui!! — Hikari saiu correndo com o rabo entre as pernas. Yasmin e Rirako a oobservaram e Yasmin começou a gargalhar.
– Parece um gatinho assustado, hehe.. — Comentoua morena, rumando outro quarto.
[...]
– Ér... por que está aqui mesmo? — Perguntou Fubuki á Ayume, que havia aparecido misteriosamente em seu grupo, que era composto por ele, Nagumo e Fideo.
– Por que não quero ficar no mesmo grupo que o Genda. — Fez bico.
– Okay mas... — Nagumo disse um pouco contragosto, mas a morena interferiu, com um olhar assustador.
– Eu irei ficar nesse grupo, você querendo ou não, escutou? — Sua voz saiu rouca.
– T-t-tá... — Nagumo estremeceu até as entranhas.
– Caraca... a menina é bipolar... assustador... — Fideo comentou com Haruya, que assentiu positivamente, observando a garota que agora conversava alegremente com Shirou.
– Pode crer... — Haruya engoliu seco.
– Então rapazes... onde pretendem procurar? — Ayume indgou os garotos, que olharam para Shirou.
– No banheiro do Tio. — Respondeu simplesmente, dando de ombros.
– E vocês acham mesmo que ele já não procurou por lá? — Ayume arqueeou a sobrancelha com um vitorioso sorriso de canto.
– Ele devia estar tão desesperado que nem procurou direito, pode ter certeza disso. — Fubuki comentou com uma gota em sua cabeça.
– É pode ser... — Ayume pensou um pouco e concluiu que seria uma boa idéia.
[...]
– Não deixe o samba morreeeeeer.... não deixe o samba acabaaaaar.. — Ran cantarolava tentando imitar a voz da cantora, o que estava resultando em um fracasso total e muitas risadas da parte de Kazemaru e Hiroto.
– Ran... para com isso... — O ruivo pedia, estava com falta de ar de tanto dar risada. Kazemaru, limpava as lágrimas e segurava a barriga.
– Nyah... — Disse com voz manhosa e um enorme bico. — Parem de rir!!
– Não dá... — Hiroto mais uma vez deu uma gargalhada gostosa.
– Aff, estou entediada de tnto procurar aquele negócio que alisa... — Colocou os braços por trás da cabeça e fez um bico maior.
– É chapinha, Ran. — Disse Kazemaru com uma gota na cabeça.
– É, esse negócio aí. — Ela começou a andar á frente dos dois garotos, de volta á sala da mansão.
– Essa noite será longa... — Hiroto disse suspirando, Kazemaru concordou com o mesmo com um aceno.
[...]
E no meio de toda a busca, uma pessoa estava bem atenta. Olhava para os lados á todo segundo e em seus braços, uma caixa muito suspeita, que por sinal, carregava o motivo de todos estarem acordados pela noite.
Isso mesmo caros amigos, essa pessoa de identidade até agora desconhecida, havia pego a chapinha do Tio Edgar.
Porquê?
Não sabemos.
Essa mesma pessoa de identidade desconhecida, usava uma capa, obviamente para evitar ser descoberto, caso contrário, a coisa ficaria feia para o seu lado.
Mas pensem um pouco, caros amigos... quem teria tal capacidade de praticar esse ato? Quem pegariaa um bem tão precioso sem o mínimo remorso?
Mas espera... essa pessoa agora tentava devolver o objeto sem ser descoberta, para que não arrumem confusão maior.
Quem é? Porque fez? Será que conseguirá se safar dessa? Ou será que levará uma punição?
Descobriremos...
Continua...
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