Living With Love - Interativa

7 O sumiço da chapinha do Tio Edgar Parte 3


Notas iniciais
Demorei? Sim, demorei. Mas, tenho meus motivos. Não são tipo "Nossa, que motivos!" mas espero que me entendam. Caso não saibam, eu escrevo assim: Primeiro, penso no que escrever, o que demora uns bons dias. Logo depois, começo a escrever, um pouco a cada dia, depois dou uma olhada e vejo se preciso mudar alguma coisa. Então eu posto e só depois consigo pensar em algo decente de novo. Resumindo, escrevo no improviso, na cara e na coragem! Decidi então me dedicar mais a essa fanfic e a outra que tenho do One Piece lá no Spirit. Outro grande problema é o Bug monstruoso que deu aqui. Por algum motivo, não consigo postar nenhum capítulo de nenhuma fanfic lá no Spirit, por uma causa desconhecida. Tentarei também adiantar alguns capítulos dessa fanfic principalmente, pois minhas férias se resumem em quarto e cozinha, apenas. E enquanto eu não tiver em mãos o Notbook do meu irmão de volta, os capítulos irão demorar um pouco mais para sair. Mas, vamos a leitura, sim!? Lembrando que quem não comentou o capítulo anterior, não aparece nesse. Ah não ser a Thainan, precisei dela para esse capítulo u.u Ah, créditos maravilhosos da perfeita Kiyama_Ran Aproveitem (ou não '-') Kiussus :*

De volta à sala de estar, Midorikawa já trouxera os apetrechos que Mioko havia lhe pedido, ou melhor, mandado.

– Obrigado! — Um sorriso discreto desabrochou nos lábios da ruiva, que foi percebido e correspondido pelo garoto de cabelos verdes.

– Disponha. Mas então... o que irá fazer? — Ele se sentou na poltrona de perna cruzadas e inclinou o corpo para frente, esboçando curiosidade. Mioko apenas deu outro breve sorriso.

– Isso. — Então, ela apertou o "Play" do aparelho e uma melodia serena e tranquilizante começou a ecoar pelo local. — Muito bem tio, agora é só você deixar toda essa tensão sair de seu corpo. Relaxe e sinta a melodia infiltrando sua alma e acalmando seu coração. — Ela dizia com voz suave, fazendo o homem azulado fechar os olhos e por um momento, esqueceu a preocupação e a aflição causada pelo sumiço de sua tão adorada chapinha.

– Fala sério, música de yoga!? — Midorikawa indagou um pouco perplexo e indignado, arqueando a sobrancelha para a ruiva, que fez uma careta para ele.

– Calado, cabeça de repolho! Sei o que estou fazendo! – Em seguida ela fez bico, arrancando uma risada de Ryuuji.

– Se você diz... – Suspirou. – Quem sou eu para discordar!? – E sua ação seguinte foi levantar os braços em rendição e mais uma vez, suspirar pesadamente. Mioko riu internamente da ação do menino. Era um idiota.

[...]

– A garota é doida! – O castanho sussurrou para os mais próximos.

– Pois é, maluquinha! – O ruivo de tulipa na cabeça fazia um gesto em espiral do lado da cabeça, indicando a lucidez da menina em sua frente.

– Sobre o que tanto falam? Posso saber? – E a dita cuja, Ayume, enroscou-se no meio dos garotos, se metendo na conversa, com um sorriso simpático.

– Não. – Genda respondeu secamente, fazendo a morena revirar os olhos avermelhados.

– Você é insuportável, sabia!? – Ayume alfinetou o íncubo que apenas controlou a situação dando um meio-sorriso entediado.

– Creio que você não seja a pessoa mais simpática do mundo também, compreende!? – Ele lhe devolveu agora mudando o meio-sorriso para uma gargalhada. Uma veia pulsou na testa da Shinigami.

– Como ousa? – Ela ia avançar nele. Não se importava mais se seria punida ou não, Ayume desejava apenas dilacerar sua carne em pequenos pedaços e deixar a mancha de sangue registrada em sua foice.

Mas essa idéia e os pensamentos macabros foram deixados de lado quando ela finalmente avistou a saída do corredor em que ela e seus companheiros encontravam-se. Sorriu abertamente, andando mais à frente do grupo de meninos que se encontrava incrédulo com a situação.

[...]

– Tem certeza que é uma boa continuar por aqui, Ran? – Hiroto já havia se cansado de andar pelos cantos mais minúsculos daquela enorme casa em busca de um objeto tão insignificante para ele. Fala sério, por que ele não comprava outra?

– Não confia em mim, nii-chan? – A azulada que ia mais a frente parou e fez um bico manhoso para o irmão de cabelos vermelhos. Sua vontade no momento era de responder um belo “não” à garota, mas conteve sua vontade, se limitando apenas a dar um suspiro.

– Digamos que não é a coisa mais saudável do mundo confiar nela. – Kazemaru supôs sussurrando para o ruivo, que concordou prontamente. – É impressão minha ou esse lugar está ficando cada vez mais sujo!? – E ele retomou a palavra. Hiroto arqueou a sobrancelha.

– Tem razão, garota. – Ran, por fim concluiu.

– Sou um garoto!!! – Ele a repreendeu, com as bochechas ruborizadas.

– Que seja. – A azulada revirou os olhos e tomou a frente novamente. – Mas vejo que você tem razão, está ficando bem apertado aqui. E fedido também.

Realmente, o lugar em que Ran os enfiara era nada mais nada menos que o sistema de tubulação subterrâneo da mansão. Ou sendo mais clara, o esgoto (Tá ligado naquela base secreta dos vilões do Super Shock!? Então, é como se fosse o esgoto da cidade, algo assim XD).

Claro que nunca fora essa a intenção da garota, mas como saber? Já viram o tamanho daquela casa?

[...]

Hikari caminhava sozinha pelo corredor onde ficavam os quartos. Passos lentos e cuidadosos, inaudíveis. Estava com medo? Sim, estava. Do quê? Não fazia a mínima ideia.

Apenas observava com cuidado as paredes neutras e vazias a procura de qualquer coisa suspeita. Várias surpresas poderiam estar a aguardando, não? Aquela mansão era imprevisível. Ou melho, seus hópedes eram imprevisíveis.

Foi com esse pensamento pessimista que ela se encolheu, ainda mais assustada. A calada da noite nunca fora a melhor hora para ela. Era uma fada, desgraça! E ainda por cima estava frio, o que obrigou a de olhos azulados abraçar-se na tentativa de aquecer-se um pouco.

Gostava da natureza, da fauna e principalmente da flora. Do verde das árvores, do colorido das flores e plantas, o maravilhoso cheiro que elas emanavam... cheiro de liberdade...

Só de pensar em tais coisas, sorriu, se acalmando consideravelmente, soltando todo ar que até então, estava preso em seus pulmões.

Mas graças ao absoluto silêncio, pôde ouvir algo que o cortava e o impedia de ser absoluto.

Passos.

Passos apressados, mas nenhum pouco barulhentos. Seria impossível ela ter os percebido antes, mas a presença de certo alguém lhe condenava. Vinha apressadamente. Tão apressadamente que Hikari mal teve tempo de reagir. Mal conseguiu gritar. Fora derrubada bruscamente por um vulto negro.

[...]

Leves batidas foram depositadas na grande porta de madeira que pertencia ao quarto de uma certa vampira.

Angel sabia de tudo que estava ocorrendo. Até mesmo do tombo que Hikari acabara de levar, mas decidiu deixa-la para depois, provavelmente alguém já tinha escutado o baque. Foi um baque pelo menos aos seus ouvidos, que eram fantásticos em exercer sua função, completamente diferentes de seus olhos...

Apertou o punho e os olhos esmeraldinos suavemente, tentando ignorar tal lembrança e focando-se no que pretendia fazer.

Mas uma sequência de três batidas foi depositada na porta do quarto de Kiyara, que vendo que quem quer que fosse não cederia tão facilmente, decidiu abrir a porta.

– Olá... – O fiozinho de voz felizmente foi percebido pela vampira, que se aliviou em demasia ao ver que não era um certo albino tentando lhe matar.

– Oi... – A aparência de Kiyara estava longe de ser uma das melhores. Totalmente pelo contrário! Ela estava péssima.

Seus cabelos negros e lisos que normalmente encontravam-se em perfeito estado, sempre muito bem escovados e alinhados agora tinham um fio em cada ângulo diferente, sua franja deixava mostrar parte de seu olho esquerdo e sua roupa estava toda amarrotada.

– O que fazia? – Angel lhe perguntou, notando que a garota que já considerava ser sua amiga bocejava a cada cinco segundos.

– Ah, estava puxando um ronco. – Disse ela descontraidamente coçando a bochecha. Parecia uma bêbada quando acordava.

– Pelo o que presencio agora, você nem parece mais aquela Kiyara indefesa e assustada de uma hora atrás. – A albina arqueou a sobrancelha sugestivamente. A vampira revirou os olhos e bufou.

– Esqueça aquele albino patético. Mas o que te traz aqui? Sei que me ter por perto é maravilhoso mas creio que essa não seja a hora mais apropriada para bater na porta de alguém e... – Ela usava seus argumentos mal pensados por conta da pressa para de algum jeito

– Vim ver como você está. – Ela disse simplesmente.

– Estou bem, obrigado por perguntar e se não se importa... – Antes da vampira conseguir fechar a porta, Angel a interrompeu novamente.

– Vamos lá para baixo. – Ela convidou.

– Fazer o quê? – A vampira arqueou a sobrancelha.

– Não sei, algo que seja divertido, talvez. — Deu de ombros.

– Não tem nada de divertido para fazer aqui! – Kiyara reclamou, inflando as bochechas e fazendo bico.

– Nunca se sabe. – E com essas palavras, Kiyara revirou os olhos.

– Okay então. Eu vou arrumar meu cabelo e já vamos.

– Tudo bem! — Pronunciou-se a albina, sorrindo amigavelmente.

Algum tempo depois, a porta foi aberta por uma Kiyara que agora sim parecia apresentável. Ela ajeitou as madeixas mais uma vez e por fim falou:

– Vamos?

– Vamos! – A albina respondeu animada. Tomou a liberdade de apoiar-se nela, que estranhou mas nada disse.

Conversando animadamente, Kiyara nem se deu conta do que estava a sua frente e acabou tombando com Thainan. E a trombada foi tão forte que a morena de olhos negros quase caiu no chão. Ao se levantar, quase explodiu de raiva.

– Você tem algum problema de visão, garota estúpida? – Ela praticamente grita para Kiyara, que se assusta um pouco com o tom de voz usado. Foi tão amedontrador, que ao recuar, a morena acabou caindo, batendo o bumbum no chão.

– Na verdade, ela fica um pouco borrada quando entra em contato com a luz do sol e... – Antes que pudesse continuar a falar de modo totalmente irônico, é interrompida por Thainan novamente.

– Grrr... todas as vezes que te vejo, me dá uma vontade imensa de enfiar uma espada no seu peito, garota irritante... – Ela estava sozinha, ou seja, não havia ninguém para a impedir de matá-la.

– Você não pode me matar. – Kiyara disse, confiante do que dissera, fazendo a outra se irritar ainda mais.

– Veremos então. – Um círculo de cor branca azulada emanava embaixo dela. Então, após esse brilho cessar, um de seus olhos foi coberto pelos cabelos castanhos e a tonalidade escura de seus olhos ficou muito mais opaca, sem contar a cor de sua pele empalideceu. Ela estava em sua forma original.

O medo era nítido na face de Kiyara, a vampira mal conseguia falar. Sua boca estava entreaberta e seu corpo inteiro tremia, a visão da forma real de Thainan a assustava.

A morena por outro lado, mantinha a mesma face inexpressiva, apenas encarando a outra com desprezo enquanto flutuava. Ajeitou a blusa branca que usava e estendeu a mão na direção de Kiyara.

– Agora você sentirá a dor. – E antes que pudesse continuar, foi interrompida pela voz de uma albina.

– Espera, Thainan-san! Por que fazer isso? – Ela entrou na frente de Kiyara, que até agora se encontrava totalmente pasma.

– Saia da minha frente, ceguinha. – Ela jogou um feitiço em Angel que voou longe, batendo a cabeça na parede e desmaiando em seguida. A Thainan verdadeira era muito mais fria do que quando estava em sua forma humana.

– Thainan, pare com isso!! — Kiyara pediu, apavorada e tremendo muito.

– E por que deveria? — Ela disse áspera.

– Porque isso é loucura! — Ela gritou.

– Não importa. — Ela falou simplesmente. — Irei matar você.

Com essa fala, Kiyara caiu sentada para trás, apavorada. Se seu coração ainda batesse, ele estaria a mais de mil por hora. O único sentimento que podia descrevê-la no momento era o medo.

E conjurando algumas palavras indecifráveis para Kiyara, um círculo de cor negra arrroxeada surgiu em suas mãos, e olhando para a vampira, ela disse:

– Sofra. — E jogou o feitiço feito na morena. — Essa é a ilusão. Com ele, posso simular toda a dor mais ardente que alguém pode sentir, todo o pesar e ódio que eu e outras pessoas sentem por você, será descontado em dor.

– Ahhh!! — Kiyara agonizava no chão, se contorcia, esperniava, fazia de tudo o que podia. A dor era insuportável. Como podia existir tanto ódio no coração de Thainan? Como ela não tinha nenhum tipo de remorso ao ver a cena ali presente?

Cena penosa, se me pemite dizer. A vampira tinha as mãos na cabeça, a mesma parecia explodir a qualquer hora, mas seus gritos esganiçados não eram ouvidos. Nada que ela gritasse poderia ser ouvido. Ela agonizaria até a morte. Clamaria e choraria, mas ninguém a salvaria, ela estava condenada.

Mas isso era por mais um pouco de tempo. Angel havia acabado de acordar. Sua cabeça latejava e um filete de sangue escorria de sua boca, mas ao sentir a situação em que Kiyara estava, não hesitouu em gritar o mais alto que seus pulmões podiam aguentar.

– SOCORRO!!! ALGUÉM ME AJUDE POR FAVOR!!! — Sua garganta doía. A pequena albina derramada lágrimas de medo e desespero. Ao ouvir os gritos, Thainan jogou outro feitiço em Angel quase que imediatamente, agora fazendo-a cair desmaiada novamente.

E a tortura continuou. Agora, uma espécie de líquido de cor azulada escorria do nariz e da boca de Kiyara sem parar, que estava muito mais pálida que o normal. Era sangue. Era como se vários facões penetrassem o corpo da vampira, torturando-a sem piedade alguma. Sem expressão alguma. Mas Thainan se divertia com tal ato.

Em um corredor próximo...

– Vocês ouviram isso? — Uma azulada perguntou, os dois meninos que estavam com ela confirmaram com a cabeça. — Vamos ver o que é!

E antes que a garota pudesse avançar mais, foi impedida pela mão de seu irmão apertando de leve seu braço coberto pela camisa rosa que ela usava.

– Não, Ran! — O ruivo exclamou. — Pode ser perigoso.

– Sei me defender e além do mais... — Ela abaixou a cabeça, apertando os olhos e cerrando os punhos. — Alguém precisa de ajuda! Da minha ajuda! Não posso ficar aqui parada!

Ela se desvencilhou das mãos de Hiroto e saiu correndo na direção do grito.

– Ela tem um bom coração... — Kazemaru comentou, enquanto se aproximava mais do ruivo, que sorriu bobamente.

– Sim... — Seu sorriso aumentou mais, logo mudando para um de determinação. — E devemos ajudá-la!

O ruivo desatou a correr puxando o azulado consigo, que estava com cara de taxo.

[...]

– Fuusuke! — Uma voz feminina foi ouvida acompanhada de três batidas consecutivas na porta. — Fuusuke, abra essa porta! — Novamente, três batidas.

– Não estou afim, Utau... — Suspirou o garoto, com voz abafada.

– Saia desse quarto, precisamos conversar!

– Não temos nada para conversar. — Ele respondeu, cansado daquela discussão.

– Eu não saio daqui até conversar com você. — Ela se viu obrigada a apelar para a manha. Vendo que não tinha escolha, o albino abriu a porta. Estava de pijama, provavelmente, a loira interrompera seu sono.

– Fala logo o que quer e se manda. — Ele disse, arrumando os cabelos com os dedos, os penteando calmamente, soltando um discreto bocejo. — E se for sobre aquela vampirinha tosca, esquece.

– Na verdade, é sobre ela sim. — Ela viu o primo revirar os olhos e tentar se desvencilhar da conversa. — E você vai me escutar. — Ele concordou contragosto e bufou. — Por que a trata assim? O que ela te fez? — Ela estava indignada.

– Ela é uma vampira, não mereçe ser tratada com respeito. — Ele disse dando de ombros.

– Eu não terminei. — Ela disse fria.

– Mas que saco... — Ele suspirou derrotado e fechou a porta, escorando nela.

– Não gosto do jeito que a trata. Aliás, não gosto do jeito que trata ninguém aqui nessa casa.

– E quem é você pra falar alguma coisa...? — Ele a encarou com um olhar cheio de superioridade e arrogância, típico.

– Estou apenas pedindo para tentar ser mais sociável e educado. É bom, sabia? — Ela tentava convencer o rapaz. Mesmo tendo a calma como uma virtude, ela tinha um limite, que estava se aproximando.

– Posso decidir se vou pensar ou não no seu caso. — Ele me respondeu, obviamente em tom de deboche. Suspirou novamente, cansada de sempre ser ignorada por ele.

Ela até poderia ter levado essa conversa mais além, se não fosse por um enorme barulho vindo debaixo dos primos, o que casou certo espanto na loira.

– Ouviu isso? — Ela fez uma pergunta retórica. Era mais do que óbvio que ele tinha escutado, parece que Utau estava pedindo por uma resposta curta e grossa.

– É claro que sim. — Ele respondeu, surpreendentemente num tom suave.

– Vamos ver o que é. — A de olhos roxos sugeriu, mas seu primo deu de ombros.

– Não é algo que me interessa saber. Vá você se quiser.

– Ah, vamos lá, Fuusuke. — Ela tentou convencê-lo. — Alguém pode estar brigando feio.

– Isso quer dizer que... — O mesmo arqueou a sobrancelha, agora visivelmente interessado. — Vou trocar de roupa.

A menor assentiu e esperou apoiada na parede. Minutos depois ele saiu em suas roupas casuais. Sem mais palavras, eles começaram a andar apressadamente até o local de onde eram escutados os gritos e estrondos.

Com Ayume

– Escutei um barulho. — Fubuki deu sinal de vida, alertando os companheiros.

–Eu também. — Nagumo disse, seriamente, apurando ainda mais os ouvidos. — E está próximo.

– Ai cruzes, o que será que está acontecendo? — Ayume disse, um pouco assustada.

– Quer que eu te protega, querida? — Genda disse em tom totalmente irônico, recebendo um dedo médio levantado como resposta.

– Teremos que ir até lá para descobrir. — Esse foi Fubuki novamente. — Todos de acordo?

– Sim. — Responderam em unissono, correndo até o local. Mas no meio da corrida, escutaram um estrondo segido de um pigarro feito por um ruivo que havia caído de cara no chão.

– O que foi, Nagumo? — Ayume perguntou, segurando o riso ao olhar a cara que o tuivo fizera.

– Escorreguei na porra de um... — Ele pegou em mãos o objeto em que havia tropeçado. — Sapato... — Ayume não se segurou e começou a rir alto. O ruivo levantou-se, limpando a camiseta branca e a bermuda verde-musgo, com tapas nada delicados.

– Dá para parar com a gracinha? — Foi ouvida uma voz irritada. Ayume virou-se lentamente encarando o moreno.

– Tinha que ser você, não é mesmo, Koujirou? — Ela colocou as mãos na cintura, autoritária. O menino revirou os olhos.

– Tenho mais o que fazer. — E então ele se virou, voltando ao seu caminho.

Com Madoka

– A noite não está maravilhosa, não está, Goppi? — A azulada perguntou ao seu mascote, Goppi, um pequeno pinguim, enquanto observava a noite incrivelmente estrelada com os pés dentro da água, sentada na grama úmida do pequeno lago.

– Falando sozinha? — Escutou uma voz marcada por um belo sotaque italiano. Virou-se e encarou um garoto de cabelos castanhos-claro na altura dos ombros e grandes olhos azuis, num tom escuro e penetrante.

– Ah, não exatamente. — Ela sorriu amigavelmente, enquanto o rapaz se aproximava e sentava-se ao seu lado. — Ele é meu mascote, Goppi. — Ela tirou o pinguinzinho do colo e mostrou ao garoto, que sorriu, alisando sua cabeça.

Cool! – Ele exclamou, deixando a garota confusa. Após perceber isso, colocou a mão atrás da cabeça, e deu um sorriso de constrangimento. — Hehe, foi mal... eu disse que ele é muito maneiro.

Madoka assentiu, murmurando um inaudível "Ah,".

A noite havia ficado ainda mais agradável com a companhia do italiano, ele tinha belas histórias! Contava sobre seu país de origem, a enorme cultura nele presente, sua família, amigos, enfim, percebia-se de cara que ele amava sua raíz. Madoka ficou admirada com tal entusiasmo no tom de voz do menino, que descobriu chamar-se Fideo.

Com Ran

A azulada já avia chegado no local de onde os gritos já haviam cessado. Olhou ao redor e deu de cara com uma figura branca meio avermelhada. Assim que identificou ser Angel, correu até a menina.

– Angel, pelo amor de Deus, o que aconteceu? — Ela balançava freneticamente a menina, que foi despertando lentamente. Seu pescoço doía e seu nariz e boca estavam encharcados de sangue. — Crê em Deus Pai!! Olha pra você!! O que aconteceu?? — Ran segurava os pequenos ombros da albina, que com ceta dificuldade, ditou uma única palavra.

– T-Thainan... — Para logo desmaiar novamente. Ran se encheu de raiva e por um instante, seus olhos ganharam uma coloração vermelha, que logo desapareceram, precisava se controlar.

– O que ela fez? Onde está? — E com o restante de suas forças, ela apontou para o outro lado da sala, onde Thainan se divertia tanto que mal percebera a presença de Ran.

– Grrr... aquela... — Os olhos de Ran se arregalaram antes de novamente, tentarem ganhar a caloração vermelha. Precisava controlar seus poderes, ou faria merda.

Mas, ao perceber Kiyara presa em uma espécie de campo de força coberto por uma aura branca quase transparente, caída no chão, com as mãos na cabeça e embaixo dela uma poça do seu sangue azul-escuro. Seus cabelos negros grudados na testa suada, olhos lacrimejados e os lábios, queixos e parte do pescoço sujos de sangue.

– O que você fez com ela? — A azulada perguntou pausadamente, cuspindo as palavras, cerrando os punhos com força e rangendo os dentes. Thainan calmamente, virou-se na direção da voz e olhou com desprezo e indiferença para Ran, empinando o nariz e virando-se para sua atividade.

Ran já estava irritada. Sua paciência não era das maiores e agora com essa atitude da morena, ela simplesmente perdeu o controle. Suas íris cor-de-mel, agora possuiam coloração avermelhada, como sangue, e seus globos oculares se tingiram de preto.

Seus cabelos azuis soltaram-se das maria-chiquinhas e agora estavam completamente soltos.As orelhas tornaram-se pontudas e uma foice surgiu em sua mão, ela possuia um sino na sua ponta. Ran estava em sua forma original.

– Ui, ficou bravinha, é? — Thainan provocou, soltando uma risadinha cínica.

Sem falar mais nada, Ran avançou em cima da menina com uma incrível velocidade, mas Thainan desviou facilmente. Novamente, Ran avançou, e ficaram assim por um bom tempo, Thainan ficava ocupada e a força de seu poder, Ilusão, diminuia consideravelmente.

Percebendo isso, Thainan lhe lançou um pentagrama, que por pouco não acertou a azulada, que defendeu com a lâmina de sua foice. Se tivesse acertado, lhe causaria grandes danos.

Ran, já irritada com tudo isso, ajeitou-se em uma posição ereta e apoiou sua foice no chão.

– Vai desistir? — Thainan arqueou a sobrancelha.

– Quando o sino tocar, saberá que chegou seu fim. — Essa era a frase que Ran usava quando e stava prestes a matar seu oponente.

– RAN!!! NÃO!!! — Ao ouvir essa voz tão conhecida, imediatamente ela parou seu ataque e virou-se na direção do ruivo.

– Hunpf, irmãozinho baka. — Ela lançou uma espécie de magia que jogou seu irmão longe. Kazemaru, que o acompanhava, foi acudí-lo na hora.

– Hiroto! Você está bem? — O azulado segurava os ombros do ruivo, que tinha a cabeça latejando de dor.

– Sim, estou... — Ele falou, para logo depois pigarrear alguns palavrões. — Alguém têm que parar a Ran... ela está fora de controle...

– E como? — Kazemaru indagou.

– Ela tem que ouvir a voz de quem ama. — O ruivo explicou.

– Ué, ela não te ama? — Kazemaru estranhou.

– Creio que sim, mas por exemplo... ai... — Ele gemeu, mas mesmo assim, continuou a explicação. — Ela está lutando por Kiyara, então ela tem que ouvir a voz dela...

– Mas ela parece desacordada e incapaz de gritar alguma coisa. — O azulado observou.

– O jeito é esperar... não podemos fazer nada... — Kazemaru cerrou os punhos, queria ajudar mas obviamente não tinha chances contra Ran.

Do outro lado da saça, próximo ao corpo ainda vivo de Kiyara, a porta foi aberta, revelando duas figuras, uma de cabelos castanhos escuros em moicano e olos cinzentos e outra de cabelos trançados e amarrados em rabo-de-cavalo e olhos vermelhos cobertos por um óculos.

– Meu Deus... — Kidou sussurrou.

– Você está esperando o quê? — Fudou exclamou, exaltado. — Precisamos pará-las! Vão acabar se matando!

– É muito perigoso, Fudou... não sabemos a força do inimigo. — Ele disse se referindo a Ran.

– Thainan!!! — Kidou exclamou, tirando a atenção da morena da luta. — Pare com isso!!

– Não! — Ela disse, indiferente.

– Pelo menos solte a Kiyara!! — Ele pediu.

– Não posso fazer isso.

– Por que não?

– Ela me irritou. — Thainan apontou Kiyara.

– Por favor, Thainan, está agindo como uma criança! Aposto que ela não faz por mal!! — Kidou insistiu.

– Claro que fez.

– Thainan... CUIDADO!!! — Ele gritou e quando a menina virou-se, quase foi acertada pela foice da azulada. Ela fez um pequeno corte em sua bochecha.

– Desgraçada... — Thainan enfureceu-se, concentrando toda sua força no feitiço que iria lançar para acabar de vez com Ran, desfazendo a Ilusão.

Mais pessoas chegaram no local, era o grupo de Ayume, que chegara junto de Hikari e Mioko, que obrigou o pobre Midorikawa a ficar junto de Edgar. Ambos ficaram pasmos com a situação.

– Por Kami-sama... — Hikari era a mais assustada. Não tinha mais como arregalar os olhos e sua mãos estavam sobre a boca.

– O que aconteceu aqui? — Mioko disse meio grog, o sangue de Kiyara causava um grande enjôo na menina.

– Alguém precisa ajudar!! — Ayume exclamou, sendo segurada por Genda e Nagumo.

– É perigoso. — Genda falou seriamente, aquietando a morena.

Mas o que ninguém via, era que Kiyara se esforçava para levantar, limpando um pouco da enorme quantidade de sangue com a manga de sua camiseta.

– Ran... — Sua voz saiu baixa, a azulada não havia escutado. — Ran!

Ao ouvir a voz de Kiyara, ela acalmou-se e olhou em sua direção.

– Thainan, Ran... por favor... parem! — Ela falou com suas últimas forças restantes, antes de cair completamente desacordada.

Ambas as garotas saíram de sua forma original. Thainan foi acudida por Kidou e Fudou e Ran caiu no chão. Olhando assustada para as própias mãos, com os olhos ardidos e arregalados, ela sssurrou para si mesma.

– O que... eu fiz? — Então, ela se levantou e saiu correndo, ignorando todos ali presentes, no corredor, esbarrando com Suzuno e Utau, que estranharam tal ato, mas nada disseram.

– Ran, espera! — Essa era Mioko, que corria atrás dela para tentar conversar.

– O que será que aconteceu lá? — Utau perguntou aos ventos, mas foi respondida pelo primo.

– Parece que chegamos atrasados. — Ele disse, dando de ombros e tomando a frente.

Ao chegarem no local, Utau foi á procura das meninas saber de algo e Suzuno encontrava-se paralisado. Seus olhos estavam arregalados e pupilas ditaladas, tal imagem lhe causara um espanto maior do que qualquer medo que já sentira.

A imagem de Kiyara quase morta e ninguém no local disposto a ajudá-la, o chocou de uma meneira sem igual.

E numa atitude imensada, correu até a menina, chamando a atenção dos ali presentes, mas não se importava. Com cuidado, a pegou em seus braços, a levando para fora do recinto, sem ao menos ligar para sua camiseta sendo manchada por sangue azul.

O que fazia? Ele a odiava, isso era óbvio.

Então por que quis ajudá-la?

Essa dúvida batucava em sua mente sem parar.

Talvez um novo sentimento surgiria a artir dali.

Continua...

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Deixem nos comentários! Achei legal a idéia do sangue azul, me lembrei de Hunter x Hunter *-* Até mais! Kiussus :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.