Living With Love - Interativa
4 Confusão
Notas iniciais
Pov Thainan
Eu estava andando pelo corredor dos quartos afim de ir para o meu quando sou interrompida por uma voz que conheço muito bem.
– Faz tempo que não fala mais comigo, nee-san. Alconteceu algo? Está brava comigo? — Ele pergunta ironicamente, garoto abusado.
– Não é isso, nii-san, apenas não estou afim de conversar. — Respondi áspera, voltando a andar.
– Nossa, nee-san, se você continuar assim, todos vão te achar uma tremenda de uma chata. — Ele disse, fazendo um bico.
Me virei lentamente e caminhei em sua direção, ele se encontrava com as mãos atrás da cabeça com um sorriso que esbanjava cinismo.
– Eu não me importo. Nem um pouco. — Respondi secamente, me aproximando de Fudou como se quisesse mostrar mesmo que não ligava para suas "ofensas".
– Pois devia. Sabe o que irá acontecer com a minha reputação se todos daqui souberem que a minha irmã é uma garota super chata, grossa, ignorante e rude!? — Ele falava em um tom médio, quase alto. Revirei os olhos, entediada daquele assunto que mal começara.
– Você não tem nenhuma reputação aqui, e se tiver, com certeza não é uma das melhores. — Bingo! Fudou detesta que falem mal de sua "reputação", é uma das únicas coisas que o faz calar a sua maldita boca.
– Tsc, você é mesmo irritante. Devia aprender a ser uma pessoa mais gentil, faz bem. — Ele bufou e cruzou os braços, fiz o mesmo, ficando cara a cara com ele.
– Olha quem fala! O mister simpatia! — Exclamei, mesmo sem impolgação alguma.
– Mas então... se interessou por alguém? — Ele levantou as sobrancelhas sorrindo malicioso ognorando eu comentário por completo.
– Sou uma garota comprometida, palhaço.
– Saiba que eu não gosto nem um pouco daquele seu namoradinho! — Senti uma veia pulsar em minha testa, odeio quando Fudou se refere a Kidou dessa maneira tão... grossa.
– Saiba que estou cagando e andando para sua opinião. — Mal educada? Eu? Imagina, me comporto como uma verdadeira dama, mas existem pessoas que merecem, como meu irmão, por exemplo.
– Hunf, você é mesmo chata! — Fudou vira a cara novamente, como pode ser tão... chato? Não, chato é apelido.
– Nos falamos depois. Até mais, cuzão.
Se ele respondeu ou não, não me interessava no momento. Entrei em meu quarto e bati a porta com força. Por quê? Porquê eu quis.
Me sentei na escrivaninha que havia em meu querto e peguei um lápis e um papel, me pondo a escrever, uma das coisas que mais gosto de fazer.
[...]
Pov Utau
Eu e meu primo, Fuusuke, estavamos sentados no balcão da cozinha conversando sobre alguns assuntos banais. Eu observava minhas unhas recém-pintadas de vermelho e ele escorava os cotovelos sobre a bancada. Ouço uns barulhos de passos e vejo Kiyara adentrar o local. Eu e meu primo arqueeamos a sobrancelha. A cumprimento por educação.
– Olá. — Minha voz saiu um pouco baixa, mas creio que ela escutou.
– Oi. — Ela responde no mesmo tom, meio desinteressada. Vendo que Suzuno não faria o mesmo, me pus a observá-la abrir a geladeira, logo em seguida fazendo uma cara de nojo. — O que foi?
– Aqui só tem... legumes, verduras, frutas... — Ela tampou a boca com as mãos. Fuusuke a encarava descaradamente. Não sei o que ele está pensando neste momento, ele é... imprevisível. Pode estar bolando um plano de como matá-la sem que eu percebesse (o que é possível, sim), ou poderia estar guardando cada característica de seu rosto para coisas que nem eu sei para que, ou apenas observando sua beleza, já que Kiyara não é nem um pouco feia, admito.
– E o que você esperava que tivesse em uma geladeira? — Esse foi Fuusuke. O olhei com reprovação, mas ele apenas me ignorou.
– Como eu iria saber? Esses troços me dão ânsias... — Ela diz meio grog, parece que os legumes a fazem mal mesmo...
– Você está bem? — Perguntei, mesmo sem interesse.
– Estou... apenas me deem licença. — Assim que ela saiu da cozinha, me virei para encarar meu primo, o repreendendo com olhar. O mesmo arqueeou a sobrancelha novamente e eu suspirei.
– Poderia ter sido mais educado, não acha?
– Não. Meu objetivo aqui não é ficar amiguinho dessas... criaturas, sendo educado.
– E qual seria seu objetivo aqui?
– Nem eu sei ao certo. — Ele continuava encarando um ponto fixo qualquer. Suspirei.
– Você é mesmo complicado de entender...
– É, quem sabe... — Suspirei novamente, não será tão fácil compreende-lo, mesmo depois de tantos anos juntos..
[...]
Pov Normal
– Que tédio... — Endou escorregava do sofá em que estava sentado, quase babando, mas depois, saltou do sofá e sorriu abertamente. — Vamos jogar futebol!
Todos os olhares se dirigiram ao garoto da faixa laranja, que se encontrava animado como sempre.
– Futebol? — Goenji arqueeou a sobrancelha. — Parece divertido.
– E é! — Os olhos do moreno brilhavam. — Então, vamos?
– Ah, não! — Yasmin disse. — Vamos pensar em algo que todos possamos fazer.
– Mas todos podem jogar futebol! — Ele insistia sem cessar, muitos não admitiam, mas a determinação e a alegria de Endou contagiavam o local.
– Pode ser depois? Agora já está quase escurecendo. Amanhã nós prometemos jogar. — Fubuki sorri docemente.
– Ah... okay, então. — Ele se desanimou um pouco, mas voltou a sorrir novamente. — Então jogaremos com tudo amanhã!
– Hai! — Em unissono, todos responderam o garoto que sorria como se não tivesse amanhã.
[...]
Para quem convivia em constante rivalidade, em apenas alguns dias todos já haviam começado a se entender. Quer dizer, quase todos...
– Nossa, que saco. — Ayume fala entediada para si mesma, ou para alguém que a ouvisse. Ela apoiava a cabeça em sua mão e o cotovelo no braço do sofá em que estava sentada.
– Falando sozinha, garota? — Perguntou Genda, um garoto de cabelos castanhos meio jogados para o lado, olhos cinzentos e estranhas marcas alaranjadas que partiam de seus olhos.
– Agora não mais. — Ela sorriu amigavelmente, mas segundos depois sua expressão mudou para uma fria, causando um pequeno espanto no rapaz. — Mas não estou afim de falar com você.
– Eu hein, que menina estranha. — E saiu de lá.
– Não era de esperar menos. — Essa foi Thainan, falando de cima das escadas, com o rosto inexpressivo de... sempre.
– Mas você não cansa de implicar com os outros, não é mesmo, Thainan? — Kiyara aparece em cima das escadas também, com uma cara não muito agradável.
– E você não cansa de ser chata, não é mesmo, Kiyara? — Ela respondeu a outra no mesmo tom, só que com mais sarcasmo.
– Estou pressentindo uma treta malígna... — Preciso dizer quem foi? Sim, preciso. Não foi ninguém mais ninguém menos que Kiyama Ran. A azulada ria histéricamente do própio comentário, chamando mais atenção do que as duas citadas anteriormente. Ao notar isso, fez uma careta estranha, um pouco desconcertada. — O que foi? Prestem atenção nelas, não em mim. — Inflou as bochechas e virou a cara logo em seguida. Sabe aquela gota geral? Então, era exatamente isso que acontecia agora.
– Grr... quer saber, Thainan? Não quero perder tempo discutindo com você. — E a jovem vampira não tão jovem assim desceu mais dois degraus, Thainan atacou novamente.
– Ora, ora, fala isso porque não consegue responder-me? — A garota a provocava, não havia saído de seu lugar, mas cruzara os braços e a olhava com reprovação.
– O que disse? — A morena se virou para Thainan e semicerrou os olhs, em um misto de desprezo e indignação.
– Além de besta, é surda? — Thainan provocou novamente. Kiyara sentiu uma veia saltar em ua testa e caminhou até Thainan, batendo de frente com a mesma.
– Você toma cuidado com o que fala, pode se arrepender depois. — A mesma ameaçou Thainan, que lhe lançou um olhar sarcástico.
– Ah é? E o que será que a vampirazinha de merda vai fazer? Me morder? — Notava-se o tanto de sarcasmo que era usado nas palavras da garota.
– Não, não irei te morder. — Kiyara soltou um risinho. — Farei isso.
E a vampira pegou os cabelos de Thainan, os puxando com força. A platéia havia ficado de boca aberta e Ran e Midorikawa quase gritavam e batiam palmas. Thainan retribui o ato jogando a cabeça de Kiyara ara trás, que se desiquilibra e cai, levando a outra junto.
Ambas rolam escada a baixo ainda trocando puxões de cabelo e tapas,
– Não acham que deviam separá-las? — Utau arqueeia uma sobrancelha. Ela estava em pé ao lado do sofá, encarando as mesmas sem um pingo de impolgação.
– Ah, não! — Ran e Midorikawa exclamam juntos. — Quero ver sangue sair dessa bagaça. — E Ran ri de modo psicopata.
– Bando de estranhos. — Yasmin toma a palavra. Ela se mostrava um pouco empolgada com a briga. — Mas acho que deviam separá-las.
– É sério que vocês estão discutindo para decidir se vão separá-las ou não? — Rirako falava histéricamente. — Alguém entra no meio daquelas duas!
– Olha, é minha irmã, eu devia fazer isso que você disse, mas... está tão legal!
– É sério isso? — Mioko, que estava ao lado de Fudou, estava incrédula com a situação. — Se ninguém entrar lá, as duas vão acabar se matando.
– AI VADIA!!! ME SOLTA!!! — Kiyara gritava para Thainan que agora arranhava o rosto da morena de olhos vermelhos.
– NÃO ATÉ VOCÊ MORRER, PERUA!!! — Thainan arranhava com força e vontade o rosto da outra enquanto a mesma continuava puxando seus cabelos.
– Thainan, já chega. — A voz de Kidou soou firme e áspera, fazendo a namorada voltar em sua sanidade.
– Mas Kidou, eu...
– Não importa, você já passou dos limites por hoje.
– Grrr, eu te pego na próxima, putinha. — Thainan se levanta, limpando suas roupas com leves tapinhas e encarando a outra que limpava um filete de sangue da bochecha com as costas das mãos.
– Tente. — Ela diz simplesmente com um sorriso desafiador delineado em seus lábios.
Thainan já ia avançar novamente em cima de Kiyara, que continou parada, mas Kidou segurou seu pulso a impedindo novamente. Ela nada fala e ambos sobem as escadas de mãos dadas.
– Qual é a dela, hein? — Kiyara indaga para Rirako, Moiko e Madoka, que haviam ido preparar uma bolsa de gelo para ela, que colocou na cabeça.
– Meninas, qual é o motivo disso, gente? — Hikari balança a cabeça negativamente.
– Não sei, elas são loucas! — Ayume responde um pouco exaltada.
– Eu estou ouvindo, okay? — Kiyara se pronuncia, causando algumas risadas das meninas.
– Vocês são dois grandes problemas, podem ter certeza. — Angel diz, sorrindo, com as bochechas levemente rosadas. — Mas sem vocês, pode ter certeza que os dias aqui seriam muito monótonos e sem graça!
– Acho que... obrigado, Angel. — Kiyara sorri. — Você, não só você, assim como a maioria aqui são boas pessoas, disso eu posso ter certeza. — Terminando com um sorriso, elas começam a conversar animadas sobre algumas coisas banais.
No outro canto da sala, alguns meninos haviam se reunido.
– Parece que elas estão se dando bem. — Goenji arqueeia a sobrancelha enquanto observava as meninas.
– Tem algumas ali que tenho certeza que são como aquele ali. — Kazemaru aponta para Endou que conversava com Fubuki e Genda do outro lado.
– Parecem que realmente querem virar "amigas" umas das outras. — Foi a vez de Hiroto opinar. Ele procurava a irmã com o olhar, e encontrou a mesma lendo um livro qualquer, com as pernas na mesinha de centro da sala, toda largada e estirada no mesmo. Uma gota escorria em sua testa e ele desistiu de voltar a procurá-la.
– Com certeza... — Midorikawa observava as garotas, mas desviava o olhar rapidamente.
[...]
– AHH, COMO EU ODEIO AQUELA GAROTA!! — Thainan sem pensar, jogava os lençois, almofadas e travesseiros de sua cama em qualquer lugar de seu quarto, bufando sem parar.
– Já acabou? — Kidou perguntou inexpressivo.
– GRRR, JÁ!! — Ela agora sentava em sua cama, já mais calma. — Ah, Kidou, eu quero ir embora daqui! Tudo culpa daquela maldição vampiresca!
– Se acalme Thainan, xingar a coitada não vai adiantar muito...
– Coitada? Ela? Coitada de mim que tenho que compartilhar o mesmo ar que respiro com ela.
– Ah, e o que você está pensando em fazer? Fugir daqui? Matá-la?
– Ora, até que são boas idéias... como se mata um vampiro? — A mesma mostrava interesse e impolgação na voz.
– Com uma estaca de madeir... espera, Thainan, você não vai fazer o que estou pensando, não é?
– Hum, pode ser que não, pode ser que sim... — E pela primeira vez em um bom tempo, Thainan ri, mesmo que tenha sido de uma forma diabólica.
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