Notas iniciais
Bem, esse é um trabalho em grupo e espero que vocês apreciem. Como vocês leram anteriormente, é uma short-fic e terá apenas poucos capítulos.

Aproveitem ♥

O banco da Estação Ferroviária de Tobu Railway era realmente duro, Haruhiro sabia muito bem disso. Ele sentava naquele mesmo banco e esperava o mesmo trem para visitar Akemi. Uma amiga que ele considerava mais que qualquer outra, a quem ele visitava no hospital dia após dia desde o final da primavera.

Um barulho desconfortável anunciou a abertura das portas da locomotiva que acordou o garoto de seus pensamentos. Levantou-se num pulo e correu para dentro antes que a campainha soasse.

A paisagem fora do trem era radiante, apesar de Haruhiro ver os dias com um olhar um tanto nublado. Ele realmente gostaria de ver o mundo com a mesma felicidade insólita de Akemi que o enxergava de uma forma diferente de sua realidade. Presa a uma cama, ela ainda transmitia um enorme contentamento, que sem sombra de dúvidas era o que o fazia dar um largo sorriso ao sentir sua presença. Haruhiro nutria muitos sentimentos por ela, entre eles algo bem superior que amizade, o que resultavam em muitas discussões com as pessoas à sua volta que insistiam para que ele desistisse do que sentia, afinal, o que aquela garotinha frágil poderia lhe proporcionar além de muita tristeza com a sua partida?

O trem era compacto com inúmeros assentos distribuídos pelo vagão acinzentado. Vagarosamente as pessoas adentraram o transporte, em especial uma velhinha com expressão gentil acompanhada por um velho rabugento que resmungava sons incompreensíveis, eles sentaram-se ao lado de Haruhiro e lhe ofereceu um sorriso amigável.

O rapaz se entregou ao sono que lhe envolvia lentamente, relaxou sua cabeça no encosto do banco e esperou até conseguir adormecer.

O que não aconteceu.

O grande estrondo e os vários rangidos despertaram a curiosidade de todas as pessoas do trem. Haruhiro arregalou os olhos e apoiou-se a janela. Avistou a casca do trem se partindo e soltando fagulhas avermelhadas. Não pode conter o pânico que tomou todo o seu corpo. Olhou para os lados e viu o mesmo casal de velhinhos entrelaçando as mãos e chorando baixinho em meio a orações descoordenadas com expressões confusas no rosto.

Ouviu inúmeros gritos. Pela pequena janela do vagão conseguia observar que os outros mais à frente estavam se agrupando e virando conjuntos prensados de sucata. Tentou correr, mas sua visão ficou embaçada e sentiu uma leve vertigem que o fez despencar no chão. Um clarão tomou seus olhos junto com o desespero, e ele se manteve deitado.

***

“Kondo... Haruhiro-san? Esse é seu nome, não? (...)”

Aquela frase ainda soava em sua cabeça. A primeira coisa que Akemi lhe disse quando o conheceu. Ele lembrava como estava nervoso, afinal era seu primeiro dia de aula no fundamental, as coisas haviam mudado bastante. Havia se mudado de sua cidade natal e tinha que lidar com o divórcio dos pais, algo irrelevante, pois seu pai já era ausente.

Lembrava com nitidez dos cabelos negros, longos e sedosos, olhos azuis cor do oceano profundo de Nakamura Akemi. Mas o que o lembrava-a de fato era a sua gentileza encantadora e seu sorriso que fazia tudo a sua volta desaparecer.

O primeiro encontro que tiveram foi um tanto engraçado. O garoto estava extremamente nervoso naquele dia. Durante a aula de educação física, o garoto se encontrava encolhido em um canto do pátio. Suas lágrimas escorriam por seu rosto uma após a outra, deixando seus olhos avermelhados. Alguns de seus colegas perceberam o ataque de choro, logo, começam a caçoar do garoto. Ainda mais nervoso do que antes, Haruhiro correu sem rumo até que foi surpreendido por uma árvore que acertou em cheio seu rosto. Suas lágrimas continuaram a escorrer e todos passaram a rir de sua situação, porém Akemi, com sua delicadeza usual, não o fez e acolheu-o afavelmente com o sorriso que roubaria suspiros do garoto chorão alguns anos depois.

“(...) Prazer em conhecê-lo! Venha, levante-se. Não fique assim.”

Como aquelas palavras poderiam ser tão claras?

Um belo sonho. O garoto abriu os olhos lentamente, ele sentia-se confortável em um tecido macio, quando surpreendente avistou aqueles olhos que lhe eram familiares.

“Ora, acordou! Fiquei preocupada, você estava demorando.” Disse ela sorrindo agradavelmente, como sempre, estonteante.

Ele percebera que estava em seu colo e instantaneamente sentiu suas bochechas enrubescendo. “Mas o que ela faz fora do hospital? Ainda estou sonhado?” pensou o garoto, confuso.

[...] Continua...

Notas finais
"O que acharam?" - Psique

"Ficaríamos muitos felizes se vocês comentassem ;-;" - TsunNotDere

"Nos vemos em breve u3u" - KuraT

♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.