Living In Dreams: The War Ends Now
13 Forever Winter part 1
Notas iniciais
Passaram-se três horas e nada de notícias de Alice. Tia e Ian já estavam ficando impacientes, Ian já foi passear, comer alguma coisa e nada dela acordar ou dos médicos darem notícias. Tia estava morrendo de sono, mas continuava acordada por causa do filho que estava aflito.
–Ela não pode ir agora... Ela nem me contou o que houve em seu último sonho! Ela nunca iria partir e me deixar. Nunca. – Falava Ian para si mesmo
–Tia? Você é a mãe da Alice Muller? — Um médico diferente chegou dessa vez
–Sim! Sou eu... — O médico sorriu e Tia levou aquilo como um bom sinal -Ela está no aguardo de vocês no quarto dela já. — Ele se retirou e então Ian correu para o quarto
Ele esperava ver sua irmã/prima/amiga em melhor estado, sorrindo e quase disposta, mas foi exatamente o contrário que ele viu.
–Ali...ce? — Ele veio todo animado vê-la mas viu que ela estava cheia de fios e agulhas em seu corpo, mas forçava de tudo um sorriso lindo para que Ian não ficasse desapontado -O que eles fizeram com você? Você está... — Ele parou de falar assim que percebeu o que ai sair de sua boca
–Feia? Pálida? Tudo bem, eu não ligo... — Ele forçou um sorriso
–Não, não! Não foi o que eu quis dizer! Você continua... linda, como sempre foi! — Ele tentou reanimar e pegou sem suas mãos de forma dramática. Quando percebeu a cena, soltou.
–Não solte... — Ela olhou para as mãos dos dois e ele pegou novamente, entendo o recado -Sabe, vou ter um final feliz apesar de tudo. Você me ajudou a superar muitas coisas sabia? — Ela sorriu fraca, mas pelo menos não era forçado agora -Eu não conseguia falar com outras pessoas ou muito menos sair de casa. Dedicava todo meu tempo em ir para casa, voltar e dormir. — Ele olhou para baixo -E para ajudar, minha mãe se foi da forma mais louca possível, deixando apenas uma mensagem de voz para mim. Mas graças a você, eu tive um amigo verdadeiro, um primo e um irmão. Tive uma mãe, um pai, dois cachorros e... — Ela parou a frase e Ian a encarou -Alguém que eu poderia chamar de quase namorado. — Ela sorriu e ele tentou conter o seu, mas não conseguiu
–Alice... Você também-
–Eu sei oque você vai dizer, Ian. — Ela o interrompeu -Eu te ajudei também, sei disso! Você deixou isso claro para mim sempre. Mesmo eu tendo passado parte da minha vida que restava na sua casa sonhando, os poucos que pudemos andar por ai você estava tão feliz que eu nem podia pensar em ficar triste. Nós dois fizemos algo de muito bom um para o outro! — Eles sorriram juntos -Ah! E sabe aquela garota? Olivia, certo? — Ian arregalou os olhos -Pela sua reação é Olivia mesmo... — Concordou com a cabeça -Então, você deve ir atrás dela! Ela gosta de você, eu pude ver tudo no seu celular, desculpa!!! Mas eu não resisti. — Ele deu uma gargalhada e abriu a boca para falar mas Alice não permitiu -Calado! Eu que falo aqui. — Ela parou para pensar -Pensando bem, eu já falei tudo que tinha para falar, pode dizer algo agora. — Ela gargalhou, meio falhada mas conseguiu
–Bom... Só porque você está prestes a passar daqui para melhor, eu vou obedecer seus desejos, MAS SÓ POR ISSO!!! — Ela gargalhou e Ian sorriu ao ver que ela estava feliz apesar de tudo e então eis que saiu uma frase inesperada da sua boca -Eu te amo, Alice. — Ele bateu na boca e arregalou os olhos e ainda ficou corado -D-Desculpa
–Está tudo bem, Ian. Eu também amo você! Você foi três coisas que eu nunca tive, irmão, amigo, primo e um quase namorado. Amo você de todos os jeitos, não se preocupe. Só queria saber mesmo quando você ia assumir isso para mim. — Ele ficou perplexo e então moveu seu corpo até próximo a Alice. Aproximou seu rosto do dela e deixaram suas boas se tocarem. Até porque, ele não tinha mais o que dizer e ela muito menos. A boca dela estava seca, pois estava fraca mas Ian nem ligou para isso. Os dois queriam aquilo, nem pararam para pensar na dor que seria quando tudo aquilo acabasse.
Eles abriram os olhos e se olharam, olho no olho e sorriram. Aquele sorriso foi a melhor coisa que Ian poderia ver neste dia. Ele sentiu paz dentro de si, como se tivesse agradecido por tudo que Alice fez por ele, só faltava aquela palavrinha mágica: -Obrigado. — Ele disse
–Não há de que. — Ela respondeu sorrindo -Você precisa ir agora, eu tenho que hibernar — Ele gargalhou -Não sinta minha falta, entendeu? Vou estar te vendo sempre e não seja pervertido com a Olivia!!! Ela é uma garota legal.
–Não sou pervertido! — Ele exclamou -Apenas curioso — Ele gargalhou e Alice bateu em seu ombro
–Certo, pervertido! Está na minha hora. — Ele olhou curioso
–Como sabe que tem que ir agora? — Perguntou
–Porque tem amigos preocupados comigo do outro lado, do mesmo jeito que você estava e um deles é idêntico a você! Tão idêntico que chama Ian também, mas o nome artístico é Verão. — Ele sorriu -Está vendo? Sempre vou lembrar de você. — Acho que Ian sentiu um pequeno suor em seus olhos -E quero que você sempre lembre de mim também, pegue aquela caixinha ali perto da cadeira e abra! — Ele abriu e havia um pingente em forma de floco de neve.
–É lindo! Me lembra você, sem dúvidas! — Eles gargalharam
–Certo... — Ela respirou fundo -AGORA É HORA DE VOCÊ IR! — Ian se assustou -Estou brincando! Mas você deve ir -Ela riu -Adeus... — Caiu uma lágrima de seu rosto e ela nem percebeu
Até Ian se surpreendeu com aquela lágrima. Nunca imaginou ver Alice Muller chorando em sua frente, mesmo que ela não tenha percebido, ele viu. E até ele mesmo sentiu seus olhos encherem de lágrimas, mas não deixaria elas caírem na frente dela. -A-Adeus. — Ele disse com um falso sorriso no rosto e saiu apressado, batendo a porta devagar em seguida. -Droga! — Ele disse alto e as pessoas em sua volta o olharam.
–Ian... Seu idiota! Você esqueceu de me abraçar... -Falava seu subconsciente, fazendo ela rir.
Ela foi sentindo seus braços fracos, suas pernas perdendo movimento e seus olhos se fechando devagar.
**
Os olhos de Alice se fecharam e os de Inverno foram abrindo aos poucos. Assim que se lembrou do que tinha acontecido, abriu seus olhos e olhou em volta, não tinha ninguém em sua volta. Mas ela logo saberia que Verão apareceria, sua magia estaria voltando a ativa.
–Só aguardar... — Ela disse revirando os olhos
–VOCÊ ESTÁ BEM? -Perguntou Verão todo eufórico
–Claro, idiota!
–VOCÊ ME DEIXOU EM PÂNICO! VOCÊ DIZ QUE TALVEZ NUNCA MAIS IRÁ NOS VER E DO NADA VOCÊ DESMAIA! SEUS PAIS ESTÃO AI-
–Não contou nada, não é? — Ela o interrompeu
–Contamos! Mas espera, então quer dizer que você voltou, não é? — Ele se tocou -VOCÊ VAI FICAR PARA SEMPRE!
–Verão, você está parecendo criança quando vê chocolate e eu não sou um chocolate e você não é criança. — Ela gargalhou e ele também -E sim, eu voltei.
–Que ótimo... — Ele a abraçou -Estou feliz que tenha voltado, Inverno.
–Estou percebendo, Verão. — Ela percebia que seu coração estava acelerado -Pode ficar mais estável agora, certo? — Ele concordou com a cabeça
–INVERNO! — Chegou Primavera -Ops! Desculpem... Mas esperem. — Eles se soltaram -Eu vou dar uma festa medieval e vocês todos tem que ir a carater! TODOS! Vejo vocês mais tarde.
–Por que ela vai dar essa festa? -Perguntou Inverno
–Não sei, afinal ela é a Primavera né? — Eles gargalharam -Vou lá procurar alguma roupa para hoje a noite.
–Vai lá.
Passou algumas horas e Inverno procurava por algo novo em seu armário, então ela se lembrou de que sua mãe tinha lhe presenteado com uma caixa com seus quinze anos. Ela tinha certeza que era um vestido. E acertou.
–Lindo! — Ela o tirou da caixa e estendeu com as mãos -Azul, branco... Parece até que já sabia de tudo, não é mãe? — Ela vestiu o vestido e se olhou no espelho.
Escondida de todos, Inverno foi atrás de sua mãe pedir opiniões sobre seu traje.
–Mãe! — Ela chegou eufórica e Anny parou tudo que estava fazendo quando viu como sua filha estava vestida. -Estou bem assim? — Ela perguntou sem jeito
–Está linda! — Inverno corou -Tudo isso é para o Verão, Jared ou Outono? -Perguntou Anny com uma sobrancelha levantada
–Mãe! — Inverno resmungou -Para a Primavera.
–Estou brincando. — Inverno parou para analisar e viu que sua mãe estava muito bonita em seu vestido prata. E resolveu fazer uma brincadeirinha também:
–E você? Tudo isso é para o meu pai? — Ela gargalhou e sua mãe corou
–N-Não. — Ela virou de costas e sua filha riu mais ainda -Veja Primavera precisa de ajuda e peça a opinião dela também. — Inverno concordou com a cabeça e saiu, escondida de novo pois queria fazer surpresa para alguém.
–Ainda vou me sujar toda correndo nesses gramados e... Como é? Cadê os escombros que deviam estar todos aqui no chão? Eu hein — Ela falava consigo mesma até chegar na porta de Primavera
Primavera estava sentada congelada na cama, olhando fixamente para o espelho. -Olá? — Perguntou Inverno
–Oi. Está muito exagerado? — Ela se levantou e Inverno ficou encantada com aquele vestido. É a cara da Primavera!
–Não, está linda! Aposto que Outono vai achar o mesmo! — Ela sorriu malicioso e Primavera corou e sorriu
–Você também está linda, combina muito com você! Realmente. — Elas sorriram -Venha! Já estamos atrasadas! — Primavera saiu puxando ela pelos braços em direção aos seus cavalos que estavam logo na frente.
–Por que cavalos? — Perguntou Inverno -O palácio novo que eu nem tinha notado e me pergunto como ele foi feito tão rápido é aqui na frente!
–Calada! Hoje temos que ser elegantes, somos como princesas! — Inverno bufou e gargalhou ao mesmo -Suba na Winter logo, ela foi tratada e está cheirosa e limpa. — Ela subiu
–Quanto tempo não andamos juntas Winter! Você está linda. — Primavera fez sinal para Inverno se apressar Vamos logo antes que a Primavera me enterre com suas flores.
Chegando lá, que durou menos que um minuto, todos da cidade estavam lá. O castelo novo era mil vezes maior que o anterior. Primavera saiu cumprimentando todos e Inverno como sempre, quieta no canto dela, andando por ai para ver se achava bolo de cenoura. A mesa de comidas era gigantesca. Estava tudo bem iluminado com músicas do clima e Inverno só estava comendo.
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