Living In Dreams: The War Ends Now
7 Filler: Anny, Enny, Onny e Unny
Notas iniciais
Vinte oito anos atrás, em uma praça, um lugar desconhecido, sem um rei ou alguém que possa governar ou coisa do tipo, era White City.
Quatro amigos muito próximos com seus sete anos, sonhavam alto em um dia conseguir fazer a cidade onde moravam, vencer as outras cidades e ter um rei ou uma rainha. Eles eram solitários e eram tão desconhecidos que não tinham nem um sobrenome.
–As outras cidades vão todas se reunir em uma festa para nós um dia! –Dizia Onny, cabelos pretos, uma franja cobrindo seu olho esquerdo e que apesar do nome, era um homem.
–Isso é sonhar muito Onny, pense em tirar nossa cidade do zero e coloca-la no dez! –Disse Anny, cabelos brancos, pele bem branquinha e suave como a neve, roupas cor branca também com alguns tons de salmão, um colar de um floco de neve e um olho azul como o céu azul.
–Com a magia forte que temos, podemos ser invencíveis e fazer com que todos acreditem em nos! –Disse Enny, roupas lilá, um cabelo curto preto e olhos castanhos.
–As pessoas daqui não acreditam nem nelas mesmas... –Comentou Unny, cabelos castanhos, curto e um pouco espetado, olhos castanho e um verde.
–O que vocês estão conversando? Aquele assunto de salvar essa cidade de novo? –Esta era Inny, ela era a mais velha entre todos, vinte nove anos e era tratada como mãe de todos.
**
Sete anos depois, os quatro já estavam mais jovens, eram mais maduros e já tinham conquistado seu pequeno povo (em torno de cinquenta pessoas).
–Tenham orgulho de morar na White City! –Dizia Unny em seu ensaio
–Você sabe o que houve com Onny e Enny? Eles sumiram ontem e até agora não falaram comigo. –Perguntou Anny, interrompendo o ensaio de Unny.
–Anny! Unny! Um recado de Onny e Enny! –Dizia Inny
–O que houve com eles? –Perguntou Unny
–“Estou deixando essa carta, para que vocês ao menos saibam porque do meu motivo de abandono. Eu e Onny estamos partindo para fazer nossa história e nosso reino! Não concordamos em ser mandados pela Anny e fazer o que ela quer, vejo vocês um dia, quando a Dark Side estiver a cima da White City. Assinado: Enny” –Inny leu a carta
–Dark Side? Eles planejam um reino de magia negra? –Perguntou Unny
–Talvez seja a magia influenciando em suas escolhas! Sempre vimos que a magia de Enny é roxa escura e a de Onny é preta. Talvez eles sempre foram das trevas e tentaram ser da luz, mas se perderam novamente... –Disse Anny enquanto pensava em algo para impedir seus “irmãos”
–Agora ela vai dar ataque de estrategista... –Murmurou Unny
Além dos quatro “filhos”, Inny tinha mais duas filhas suas de verdade, Elise e Elie.
–Mãe, o que houve com os irmãos? –Perguntou Elie
–Nada demais, fique com sua irmã e caso algo aconteça eu quero que proteja Elise, Anny e Unny, está bem? –Perguntou Inny enquanto abraçava sua filha
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–Talvez se nossa agricultura aumentar, a população vai crescer! Precisamos de mais bruxas para poder criar remédios para nossa cidade não afundar em doenças! Também precisamos de homens para se tornarem guardas, agora provavelmente teremos inimigos! Unny pense em algo! –Anny falava sem parar, apenas dizia o que sua habilidade de estratégia mandava
–Eu não ouvi metade do que você disse... –Murmurou Unny
–Olhe para mim! –Ela o pegou pela camisa –Nossos irmãos que passaram quatorze anos da vida deles ao nosso lado, planejando salvar essa cidade, agora estão do outro lado! Qualquer plano que tenhamos feito antes foi por água a baixo. Esqueça e pensa no que devemos fazer agora! Eles vão prever todos nossos modos de ataque ou defesa, e não digo só em batalha, estou dizendo que eles vão usar nossos planos para fazer com que a Dark Side seja a mais poderosa! –Ela parou para respirar e Unny tocou em seus braços
–Respire... –Ele a abraçou –Eles ainda não nossos amigos, não são?
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Mais sete anos depois, Dark Side VS White City já era algo normal, até que eles deram uma pausa de um ano e voltaram em conflito logo depois. Onny disse que ele precisava treinar, Enny, a rainha, ficou cuidando do reino enquanto isso e na White City, Anny, a rainha, estava fazendo o mesmo e Unny também. Mas após esse um ano, o conflito retornou.
–Cuidado moça! -Disse uma pequena garotinha com olhos azul cor do mar e cabelos negros.
–Desculpe, não estava prestando atenção ao meu redor. -Anny ficou a olhando, sentia algo dentro de si que jamais sentiu por alguém, era amor. Mas um amor diferente, ela se sentia no dever de proteger tal garotinha. -Qual o seu nome?
–Me chamo Alice! Alice Muller. Estou procurando meu amigo, Pratt. Pode me ajudar a acha-lo? Estou com medo de me perder... -Dizia a pequenina
–C-Claro! Sabe para que lado ele foi? -Perguntou Anny enquanto se abaixava
–Na verdade, ele sumiu do nada mesmo. Algumas pessoas de um lugar estranho estavam por aqui e quando olhei, ele já tinha sumido. -A garotinha Alice parecia preocupada com seu amigo.
–Nesse caso... Você tem magia? -Onny mostrou um colar com um pequeno floco de neve pendurado
–Eu uso neve! Como soube? -Agora Anny entendia o porque dessa ligação com a pequenina, geralmente, pessoas com a mesma magia sentem essa conexão porque foram feitas para se tornarem aliadas e protegerem uns aos outros.
–Entendo... Eu também uso! Quer que qualquer dia eu te ensine técnicas novas? -Ela estava entusiasmada em ajudar Alice
–Sim! Mas me diga, qual o seu nome? -Perguntou a pequena e adorável Alice
–Me chamo Anny. -Ela paralisou e olhava espantada para Anny, ela percebeu que estava de frente para a rainha, que nunca era vista assim tão de repente
–R-Rainha! Você é a... -Alice foi interrompida por Elie, que tinha um importante recado para dar a sua irmã.
–Anny! Preciso falar com você! É urgente, venha! -Saiu puxando por seus braços, Alice e Anny nem conseguiram se despedir, mas aquele seria um dia inesquecível.
–Te vejo por ai, Inverno...–Disse Anny para si mesma enquanto olhava para trás e via aquela garotinha parada olhando para ela.
**
No castelo, no quarto de Anny estavam ela e Elie conversando.
–Acha que agora é o fim de tudo? –Perguntou Elie à Anny
–Elie... Quero que me perdoe por isso algum dia, mas hoje algo muito ruim irá acontecer. –Disse Anny com as mãos dadas com Elie
Elie balançou sua cabeça e saiu com lagrimas em seu rosto pois sabia que algo iria acontecer, sua irmã mais velha era sábia e nunca errou.
–Anny... Vamos. –Disse Inny
A hora da batalha chegou, White City estava perdendo pois com a brutalidade dada para Onny e a inteligência dada para Enny (a mesma dada para Anny), eles estavam em vantagem.
Quando as pessoas que foram candidatas a lutar já estavam mortas, o confronto ficou entre Onny e Anny, pois apesar de estrategista, Anny também tinha uma ótima e admirável habilidade com espadas e sua magia, gelo.
Como Anny disse, algo ruim aconteceria mas Elie nunca imaginou que isso levaria a vida de sua irmã e de sua mãe embora.
–É hora de dizer adeus, irmãzinha! –Onny aproveitou a queda da espada de Anny e perfurou seu coração.
Era uma cena triste mas bonita, ele segurou seu corpo para que ela não caísse brutalmente, logo então foi a deitando no chão, colocou sua cabeça em seu colo, levou seus lábios até sua testa e deixou lá um beijo e lágrimas que escorriam de seus olhos.
–Adeus... –Sussurrou Onny
Indignada com a situação da perda de um de seus filhos, Inny usou sua magia mais poderosa que foi herdada em Elie, uma de suas filhas.
–Não pode acabar assim! –Inny começou a dizer palavras desconhecidas e de repente caiu no chão, parando de respirar, ficando pálida e então, morrendo.
O que aconteceu? Inny usou sua magia de reversão e tentou reverter a morte de sua filha, mas Anny já tinha morrido por completa, não podia voltar a vida. Então o máximo que conseguiu foi fazer com que ela não se fosse por completa, ela continuava lá, em seu caixão, até que alguém pudesse tira-la de lá.
Meses depois, quando Unny se tornou Rendrick L, o Príncipe, Enny foi morta pelo exército da White City. Onny não se vingou pois achou até justo por ter matado a antiga rainha.
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