Livin' on a Supernatural - Season 3
16 You Can Never Forget the First Love, But the Second... - Parte 5
Notas iniciais

– Você mentiu para mim. – falou Penny. – Disse que era um mecânico.
– Estamos quites, você me disse que era uma bibliotecária de Wisconsin. – respondeu Dean.
– Queria que eu saísse por ai, avisando a todos que eu era uma criatura mitológica? – respondeu a mulher ainda sentada na cama. Sua irmã, Clarisse, se acalmou e voltou a se sentar. – Todos tínhamos segredos. Acha que foi por isso que não deu certo?
– Talvez. – respondeu Dean e olhou Abela se soslaio. – Sabe que não temos escolhas, não é?
– Não somos nós. – respondeu a outra irmã, a mais nova.
– Cala a boca, Tricia. – falou Clarisse dando uma tapa no braço da irmã.
– Não são vocês? – perguntou Sam se levantando. – Como assim?
– Vocês estão aqui por causa dos assassinatos, não estão? – perguntou Penny.
– Não, estamos aqui porque vocês mexeram com a cabeça de meu irmão e de Abela. Sabemos agora que para desfazer isso, temos que matar quem causou, ou seja, matar vocês.
– Estão cometendo um erro gravíssimo. – falou Tricia.
– Eu já mandei você calar a boca, Tricia. – gritou Clarisse.
– Foda-se, Clarisse. Eu não vou morrer por causa dele. – falou a mulher.
– Ele? – perguntou Abela se levantando. – Ele quem?
– Outro de nós. – respondeu Penny. – O namorado de Clarisse, David.
– Achei que harpias fossem mulheres. – falou Annie ainda sentada na poltrona.
– Existem os dois gêneros. – respondeu Penny e olhou para Dean que fez uma cara. – O que foi, Dean?
– Nada! Passou uma coisa por minha cabeça agora. – respondeu ele e recebeu uma tapa de Abela.
– Nós estamos atrás dele também. – falou Tricia. – Clarisse e ele tiveram uma discussão feia há algumas semanas e ele jurou que se vingaria. Colocaria todos os caçadores em nosso encalço. Ele cumpriu o que prometeu.
– Estávamos prontas para deixar a cidade quando vocês apareceram. – concluiu Penny.
– Okay, vocês sabem onde ele está? – perguntou Sam.
– Porque diríamos a vocês? – respondeu Clarisse seriamente.
– Porque podemos impedi-lo.
– Mas vão nos matar antes de seguir, não vão? – perguntou Tricia.
– Não podemos deixá-las vivas. – respondeu Dean.
– Nós não matamos pessoas, Dean.
– Vocês precisam se alimentar e fazem isso através dos sentimentos e lembranças. – falou o loiro.
– Animais também têm lembranças e sentimentos tanto quanto um humano. – respondeu Penny e se levantou, caminhou até o loiro e ficou de frente para ele. – Você tem que confiar em mim, pelos velhos tempos. Nós não matamos mais pessoas, justamente para manter os caçadores longe. – Os seus olhos se encheram de lágrimas. – Por favor, Dean.
– Droga. – falou Dean e passou a mão na cabeça. Olhou para os outros três caçadores e depois para as três irmãs.
– Prometem nos ajudar a caçar o David? – perguntou o loiro.
– Prometemos. – falou Tricia e Penny, ao mesmo tempo. Dean olhou para a terceira irmã que levou uma cutucada da mais nova.
– Que seja, prometo.
– Okay. – respondeu o loiro e se abaixou, afastou a linha de sal e quando se levantou, foi preso na parede por Clarisse.
– Nunca mais, em sua vida, me desafie outra vez. – falou ela ficando com os mesmo olhos vermelhos e deixando as unhas crescerem.
– Clarisse, já chega. – falou Penny e a mulher liberou Dean. – Nós temos trabalho a fazer.
[...]
Dean estava terminando de guardar as coisas em uma bolsa verde. Colocou o sal e algumas armas, entre elas, uma enorme faca.
– Sabe onde acertar uma harpia, com isso? – perguntou Penny.
– Direto no coração quando estiverem com a sua forma total. – respondeu o loiro sem olhar para a mulher atrás dele.
– E sabe onde fica o coração de uma harpia?
– No mesmo lugar, eu imagino. – falou ele e se virou para encarar Penny.
– Não. – respondeu ela e se aproximou, pegou na mão de Dean e colocou em seu decote. – um pouco acima de onde estaria um coração humano.
– Bom saber. – respondeu Dean e a mulher o beijou, empurrando-o na cama e sentando em seu colo.
– Eu senti sua falta. – falou ela e voltou a beijá-lo, até que Dean a afastou.
– Eu não posso. – falou ele e saiu de baixo da mulher, sentando na beirada da cama.
– Porque não? – perguntou ela, mas depois entendeu. – É outra garota, não é?
– É. – respondeu ele seriamente e se levantou, pegou a bolsa e colocou nas costas.
– Ela é uma mulher de sorte.
– Obrigado. – respondeu ele e deu a mão para ajudá-la a sair da cama. Depois, os dois saíram do quarto para encontrar os outros.
[...]
– Acha mesmo que isso vai dar certo? – perguntou Abela.
– Nós temos que tentar. – respondeu Penny enquanto Clarisse discava o número no celular.
– Alô, David! É a Clarisse. – falou a mulher e olhou para os outros. – caçadores, quem? – ele continuou a falar e ela não tirava os olhos dos outros, até que respirou fundo e balançou a cabeça. – A Penny está encrencada. Eles são do FBI. – ela escutou outra vez. – Não, só os rapazes. As garotas são testemunhas de algum crime e precisa de proteção. – Ela parou outra vez. – Eu sei lá, eu acho que ela deve ter tido uma recaída. – Ela saiu de onde estava parada e começou a dar a volta entorno da mesa. – Bem, não acha que já está na hora de conversarmos? – Ela parou e fez um sinal para que Penny lhe trouxesse papel e caneta. – Pode falar. – o homem lhe deu o endereço e ela escreveu no papel, depois desligou.
– O que foi que ele disse? – perguntou Dean.
– Ele desconfia que vocês são caçadores. – ela entregou o celular para a irmã. – e se ele desconfia, ele vai se prevenir.
– Nós não temos escolhas. – falou Abela. – Onde ele está?
– Aqui. – ela passou o papel para ela.
– Okay, é melhor a gente ir. – falou Dean.
– Vocês sabem que haverá armadilhas, não sabem? – perguntou Penny.
– Sabemos. – respondeu Sam e colocou a bolsa nas costas.
– E mesmo assim vocês vão? – perguntou Tricia.
– Como Abela disse: “Não temos escolhas”. – respondeu Dean e se aproximou de Penny. – Obrigado pela ajuda.
– Sem essa. – falou a mulher. – Nós vamos com vocês.
– Não mesmo. – respondeu o loiro. — Eu não posso proteger vocês três.
– E quem disse que a gente precisa de proteção? – perguntou Tricia e sorriu. O loiro respirou fundo e concordou.
[...]
O Impala 67, e o Maverick 73, pararam em frente ao moinho abandonado onde o David havia dito que estaria.
– Fiquem juntos com seu parceiro e nada de heroísmo, entenderam? – falou o loiro para as outras seis pessoas. Eles concordaram. – Penny, Abela e Clarisse, vocês vêm comigo.
– Okay. – respondeu Penny.
– Deixem o telefone celular como se fosse um walk talk.
– Sim, senhor. – falou Abela em deboche.
– Eu tenho uma conversa com você quando tudo isso acabar. – falou o loiro e tirou a faca da bolsa.
– Você é o chefe. — Dean sorriu ironicamente. Sabia que ela estava perturbando ele.
– Vamos nessa. – falou ele e puxou as três mulheres com ele. Sam, Annie e Tricia, seguiram pelo fundo do galpão.
Os quatro entraram cautelosos no lugar. Dean e Abela empunhavam as facas enquanto que Clarisse e Penny estavam com as unhas crescidas.
– Dean, porque você sumiu daquele jeito, sem nem ao menos dizer adeus? – falou Penny quase sussurrando.
– Meu pai se meteu em problemas, enquanto caçava com um amigo. O homem morreu e o papai quase ia junto. Ele me ligou e mandou-me pegar o Sammy e sair dali, encontrar um amigo dele e ficar lá até que ele nos encontrasse. – Ele respirou fundo. – Eu não tive escolhas a não ser sair dali, o mais rápido que eu consegui.
– E nem sequer disse adeus. – falou a mulher e segurou no braço de Dean que se virou para encará-la. – Eu estava apaixonada por você.
– Me perdoe, Penny. – falou ele e encarou a mulher.
– Não. Você me perdoe, Dean. – falou ela e empurrou o loiro que se chocou contra uma parede e desmaiou na hora. Abela tentou reagir, mas Clarisse a atacou e a jogou contra alguns galões de metal que estavam mais a frente. Ela também desmaiou.
– Bravo, bravíssimo. – falou um homem aplaudindo. Levantou-se da cadeira onde estava e se aproximou das duas mulheres. – Vocês são as melhores. – Ele agarrou Clarisse pela cintura e a beijou. – Obrigada por me avisar que eles eram caçadores.
– Por nada, querido. – respondeu Penny.
[...]
Os quatro caçadores foram presos em quatro cadeiras, com as mãos para trás e um do lado do outro. Penny acabava de amarrar as mãos de Dean. Quando apertou, o loiro acordou.
– Ora, ora, ora. Olha só o que os ventos nos trouxeram? Quatro caçadores prontos para a transformação. – falou o homem, acompanhado pelas três irmãs e mais duas mulheres.
– Transformação? – perguntou Dean.
– É claro. – respondeu ele. – Acha que nascemos dessa forma?
– Oh não, eu tenho certeza que você nasceu mais bonito. – falou Abela fixando a vista no homem que sorriu.
– Eu adorei essa. – falou ele e apontou para a morena. — Quero para mim.
– Vai sonhando. – respondeu ela e de repente, ele se aproximou muito rápido, parando a alguns centímetros dela.
– Eu consigo tudo que eu quero. – ele deu uma fungada no pescoço da caçadora e Dean se contorceu na cadeira. Penny notou a inquietação. – E com você não vai ser diferente.
– Então, você quer nos transformar em harpias? – falou Sam e o homem o olhou de soslaio.
– É, infelizmente a quantidade de homens no grupo está escassa. Para mim, seria melhor não ter nenhum macho na equipe, mas precisamos de fêmeas também e vocês dois, vão ser os melhores recrutadores do mundo.
– Recrutadores? – falou Annie.
– Sim. – respondeu ele e se aproximou dela, da mesma forma que fez com Abela. Sam não soube o porque, mas quis matar o cara, só por causa daquilo. – Estamos em um mundo onde não conseguimos mais andar entre os humanos, sem que haja caçadores em nosso encalço. – ele sorriu. – Nossa!!! Ainda me lembro da época em que éramos temidos na Grécia, era algo surreal, mas isso está prestes a mudar. Vamos fazer com que metade dos humanos sejam transformados em harpias e a outra metade, seja comida. – ele sorriu e Dean gargalhou do outro lado.
– Seu plano é bem ambicioso. – respondeu ele. – mas acho que não vai dar certo.
– Porque diz isso?
– Porque você é um panaca, imbecil e prepotente. – Dean observou o homem com um sorriso na cara, até que ele começou a se transformar e virar na verdadeira harpia. Com asas no lugar dos braços e com garras enormes nos pés.
– Quero ver se você tem coragem de dizer outra vez. – falou ele com uma voz horripilante.
– Eu não quero repetir, prefiro... – ele se levantou correndo e enfiou a faca na altura do coração da coisa. -... Enfiar uma faca no seu coração.
As duas outras mulheres se transformaram em harpias. Clarisse e Penny enfiaram as garras afiadas na altura do coração delas e puxaram o órgão, ainda pulsando, para fora do corpo e as duas caíram no chão.
– O que aconteceu aqui? – falou Abela encarando os três com uma incógnita enorme no olhar.
– Eu combinei uma coisinha com Penny, para não chamarmos muita atenção. – ele se virou para a harpia e sorriu, passando a mão no pescoço. – Não precisava me empurrar com tanta força.
– Eu tinha que fazê-lo pensar que estava do lado dele.
– Desculpa pelo empurrão. – falou Clarisse enquanto soltava Abela.
– Okay, eu entendo... – antes que pudesse continuar, a mulher caiu ajoelhada no chão e assim também aconteceu com Sam e Annie que haviam acabados de serem soltos por Tricia e Dean.
– Ei, ei... Está tudo bem? – perguntou ele, acudindo Abela. Não sabia que diante dos olhos da caçadora, todas as memórias passavam como se fosse um filme que alguém apertou o botão de aceleração. Todas as memórias retonaram rapidamente: O sonho do Djinn, as provocações com o Connor, o pacto para salvar Annie, o afastamento dos rapazes, a caçada ao aswang e, principalmente, o que Annie falou a respeito de Dean.
– Sim. – respondeu ela respirando fundo e puxando Dean para um abraço. – Agora eu estou bem.
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