Livin' on a Supernatural - Season 3
7 Just Girls - Parte 1
Notas iniciais

Dois meses depois:
Annie havia chegado do plantão mais tarde do que deveria, trabalhou vinte e oito horas seguidas porque o médico que iria liberá-la, atrasou por causa do filho que ficou doente.
Chegou em casa por volta das oito da noite e estranhou logo o lugar. Estava tudo apagado, sem o som que Abela colocava no final da tarde ou sem o cheiro do jantar que a morena insistia em fazer todas as noites. Estava tudo quieto demais.
Imediatamente pegou a arma da cintura e entrou em casa. Subiu as escadas sorrateiramente e abriu a porta do quarto da morena de uma vez só.
– Porra, Annie. – gritou Abela deitada na cama, com o notebook ligado e com a sua arma apontada para a irmã.
– Desculpa. – falou a loira e guardou a arma. – Eu só estranhei a casa estar tão silenciosa.
– É que não tive saco para fazer nada hoje. – ela travou a arma e colocou, novamente, embaixo do travesseiro. Voltando a digitar. O site do condado de Clay apareceu na tela e a loira se sentou ao lado da irmã.
– O que está fazendo?
– Assistindo filme pornô. – respondeu a morena irritada com a pergunta e olhou a loira de soslaio. – Procurando trabalho. Estou cansada dessa vida, eu quero ação.
– Está estressada irmãzinha? – falou Annie e se levantou da cama. – Oliver não tá conseguindo tirar sua tensão não?
– Se falar no nome desse babaca outra vez, eu juro que atiro em você.
– Ele terminou com você? – Abela fuzilou Annie com o olhar. – Não me olhe assim. Eu sou sua irmã e é minha obrigação comprar o pote de sorvete.
– Ele não terminou comigo, eu terminei com ele. – respondeu a mulher. – Qual homem se atreveria a terminar comigo, Annie?
– E a senhora modéstia mandou lembrança. – respondeu a loira sorrindo.
– Eu não agüentava mais mentir para ele. Foi isso.
– Mentir?
– Sobre quem eu sou ou sobre o que eu faço.
– Você é Abela e é professora, que mal há nisso?
– Sabe que aqui eu sou Vivian. – Ela respirou fundo. – e eu vou morrer em seis meses, Annie. Deveria contar para ele? Contar que eu fiz um pacto e que o meu prazo está se esgotando?
– Você não vai morrer. – falou a outra mulher. – Eu e o Sammy estamos cuidando disso. Nem você e nem o Dean vão para o inferno. Você me entendeu?
– Sim, eu entendi. – concluiu a morena. Sabia que Annie e Sam nada poderiam fazer por eles, mas resolveu encerrar ali aquela conversa. – Então, sobre o caso...
– Sim, o que achou?
– Existe uma cidade, no condado de Clay, que aparentemente esqueceu-se de evoluir.
– Como assim? – perguntou a loira se interessando no assunto.
– Eles vivem no velho oeste.
– Como nos filmes?
– Não, isso é real mesmo. Não é possível entrar na cidade, a não ser que você tenha uma autorização do condado. As pessoas lá não sabiam da existência de uma civilização mais avançada, até duas semanas atrás.
– O que aconteceu?
– Uma mulher, em trabalho de parto, entrou no lugar quando o seu carro quebrou. Ela pediu ajuda para ter o bebe.
– E?
– E a mãe foi encontrada algum tempo depois, completamente louca e dizendo que seu filho havia sido devorado por uma besta com asas.
– Sério? Você poderia ter achado algo menos tenebroso? – respondeu Annie.
– Você é uma caçadora, não é? – Abela olhou a irmã.
– Ai diz onde ela está internada?
– No hospital de saúde mental St. Margareth e pela sua cara, temos que arrumar a mala.
– Estou de férias, irmãzinha! – respondeu Annie e sorriu.
– Só as garotas?
– Só as garotas.
[...]
– Pode colocar uma música? – perguntou Annie.
– Vá em frente. – concluiu Abela e a loira ligou o som. A música de Britney Spears começou a tocar. – Desculpa.
– Não. – a morena bateu na mão da irmã que ia desligar o som. – Deixa.
Baby, can't you see?
I'm callin'
A guy like you should wear a warning
It's dangerous, I'm fallin'
There's no escape, I can't wait
I need a hit, baby gimme it
You're dangerous, I'm lovin' it
– Eu não sabia que você gostava de Britney Spears.
– Eu não gosto, mas o ritmo me agradou. – falou a morena e aumentou o volume. – Vamos lá, canta comigo.
Too high, can't come down
Losing my head, spinning round and round
Do you feel me now?
– E você diz que não gosta, imagine se gostasse. – falou Annie.
– É um prazer culposo. – respondeu a morena e o telefone tocou. A loira atendeu e colocou no viva voz, quando viu o nome Dean na tela.
– Fala, cowboy! – falou ela abaixando o volume. – Você está em conversação aberta.
– Isso é Britney? – perguntou o loiro.
– É. – gritou Abela.
– Onde está o Rock’n Roll? – perguntou o loiro parecendo chateado.
– Aparentemente é uma noite somente de garotas. – respondeu Annie.
– E isso inclui Britney e um imenso pote de sorvete. – Concluiu Abela.
– Só vocês mesmo. – Ele riu. – Bom, eu estou ligando para saber onde vocês estão. – falou Dean. – Eu e Sam já morremos de chamar aqui na porta e nada de vocês duas.
– Eu não acredito. – bufou Annie de raiva. – A culpa é sua, Abela.
– Nós não estamos mais ai, Dean. – respondeu a morena.
– Se mudaram? Me dá o novo endereço.
– Estamos na estrada, outra vez. – respondeu Abela e o loiro ficou em silêncio. – Dean, você ainda está ai?
– Estou. – respondeu ele. – Me sentindo traído, mas estou.
– O que elas disseram? – perguntou Sam.
– Vou por o Sam na conversa. – falou o loiro e cochichou algo como “elas estão caçando, sem nós”. Apertando o viva voz.
– Não façam isso. – falou Sam. – Parem em algum lugar e nos digam onde, iremos encontrá-las.
– Nós podemos com um monstrinho, Sammy. – concluiu a morena. — Não vamos nos machucar, está bem? Assim que a gente concluir, ligamos para vocês avisando.
– Porque assim que concluírem? – reclamou Dean. – A cada hora eu quero um telefonema.
– Impossível, vamos entrar no velho oeste. – falou Annie e tampou a boca em seguida.
– Velho oeste? – perguntou os dois Winchester ao mesmo tempo.
– Nós temos que ir. – falou Abela.
– A gente se fala. – gritou Annie quando a morena desligou o telefone. – Desculpa.
– Maravilha Annie, agora eles vão vir trás da gente.
– Não vão não. – respondeu a loira. – Quero dizer, talvez eles não liguem os fatos.
– Eu duvido Annie, esqueceu que eles são os Winchester?
– Droga. – respondeu a loira e se encolheu na cadeira e Abela aumentou novamente o volume da música.
With the taste of your lips, I'm on a ride
You're toxic, I'm slippin' under
With the taste of your poison, I'm in paradise
I'm addicted to you
Don't you know that you're toxic?
And I love what you do
Don't you know that you're toxic?
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