Livin' on a Supernatural - Season 3
29 Jus In Bello - Parte 6 - FINAL
Notas iniciais

Annie, Abela, Henriksen e Amici, terminavam de aglomerar as armas carregadas de sal, em cima das bancadas e da mesma forma, carregavam as sacas de sal para os lugares determinados por Dean. O loiro esperava, ao lado de Ruby, que Sam saísse da sala do xerife. Demorou um pouco, mas ele logo deixou o lugar.
– O equipamento está pronto? – perguntou Dean.
– Está. – respondeu o moreno sem um pingo de entusiasmo.
– Então?
– Então isso é loucura.
– Acho que é dizer pouco. – Disse Ruby carrancuda.
– Olhe, eu saquei. Você acha... – Dean foi interrompido pela mulher.
– Eu não acho, eu sei. Não vai dar certo. – ela se levantou e passou pelos meninos. – Adeus, rapazes.
– Que dizer que vai se mandar? – perguntou Sam.
– Ei. – gritou ela. – Eu ia me matar para ajudá-los a vencer. Eu não vou ficar aqui parada, vendo vocês morrerem. – ela deu três passos na direção dos rapazes, outra vez. – E eu estou desapontada. Porque eu tentei, tentei de verdade, mas está na cara que eu apostei no cavalo errado. – Sam respirou fundo e ela assim também o fez. – Será que podem me deixar sair?
O mais novo concordou e seguiu com a demônio até a saída mais próxima. Raspou a armadilha e retirou o sal, permitindo que ela saísse, mas nesse percurso, não houve nenhuma palavra. Ele voltou até onde estava o irmão e o encarou seriamente.
– É isso. – Dean respirou fundo. – vamos chamar os outros e decidir quem faz o que. – Sam concordou e os dois seguiram até onde o restante da equipe estava aguardando. – Então... Nancy, Amici e Abela, vocês vão ficar lá fora. – Os três concordaram, embora a caçadora quisesse estar no meio da pancadaria, mas então, pensou no bebê que carregava e na promessa que havia feito para ele, que o protegeria. – Sam, Henriksen, Annie e eu, vamos esperar aqui dentro e que Deus nos ajude.
Os três que foram encarregados de ficar do lado de fora, saíram por uma brecha no telhado e lá ficaram aguardando o momento certo. Os que ficaram, seguiram cada um para uma porta e a abriram.
– Tudo certo? – perguntou Dean.
– Tudo. – respondeu Sam.
– Excelente. – gritou Annie.
– Pronto. – concluiu Henriksen.
– Vamos encarar. – Todos começaram a abrir caminho para os demônios e se posicionaram. Tiraram o sal, rasparam as armadilhas do diabo e prepararam as armas. Afastaram-se um pouco da porta e aguardaram até que o primeiro tiro foi disparado. Depois disso, começaram a entrar vários demônios no lugar e quanto mais entrava, pior ficava estar ali dentro. Em um determinado momento, Dean, Henriksen e Annie, se encontraram em um corredor e ficaram os três de costas um para o outro, cada um cobrindo uma direção e dando a oportunidade de Dean recarregar a arma. Quando assim o fez, o trio se desfez.
Annie e Dean seguiram para onde Sam estava. Ele tinha mais problemas porque estava sozinho, tomando conta da porta da frente, por isso tinha que ter um suporte.
Enquanto isso, no telhado, as três pessoas esperavam o tempo certo para descerem e por em pratica a segunda parte do plano.
– Quando tudo isso acabar, eu vou transar muito. – comentou Nancy e Abela sorriu. Amici lançou um olhar na direção da menina e ela retribuiu assustada. – Mas não com você.
– Só vai com calma para não acabar igual a mim. – a caçadora tocou na barriga e olhou o policial que ainda encarava as duas pasmamente.
– Está na hora. – Abela percebeu que não havia mais demônios do lado de fora e decidiu que era hora de agir.
– Vamos nos mexer. – concluiu Nancy e os três desceram do telhado.
Minutos depois, começaram a fechar todas as portas e a colocar sal em todas elas, pelo lado de fora. Forçando os demônios a ficarem na delegacia.
Do lado de dentro, a luta continuava incessante. Dean e Annie já estavam no mesmo lugar que Sam, mas a quantidade de demônios era demais para apenas eles três. A água benta que eles seguravam, não conseguiu deter todos eles e uma mulher, aquela que Nancy identificou sendo a Jenna, se aproximou dos caçadores. Com um aceno de mão, prendeu os três em uma parede.
– Henriksen, agora. – gritou Dean e o agente seguiu rapidamente para a sala do xerife, quase foi impedido por um demônio, mas ele conseguiu apertar o play de um sistema de alto falantes. Imediatamente um exorcismo, gravado com a voz de Sam, começou a tocar no lugar e os demônios começaram a se contorcer de desespero, tentaram sair pelas portas, mas os outros que estavam do lado de fora, já haviam colocado sal em quase todas as portas.
Nancy terminava a ultima quando ela se abriu e um demônio saiu . A garota gritou e o homem a encarou. Depois de um tempo, ele saiu correndo e Amici concluiu o serviço de lacrar a porta.
Segundo depois, todos os demônios que estavam dentro dos corpos das pessoas, começaram a sair em forma de fumaça preta e se aglomerar no telhado do lugar, até que o exorcismo que estava gravado acabou e todas elas pegaram fogo. Havia terminado e o plano havia dado certo.
Dean, Annie e Sam, foram soltos da parede e Henriksen os encontrou segundo depois. As luzes foram acesas e as pessoas que haviam sido possuídas, começaram a acordar, ao menos aquelas que ainda mantinham o corpo intacto.
A porta da frente se abriu e as outras três pessoas entraram aflitamente. Relaxando quando perceberam que não havia tido nenhuma baixa.
Abela correu até Dean e o abraçou. Beijando o caçador em seguida.
Annie apenas olhou para Sam e depois se levantou para dar suporte as pessoas que estavam caídas, tal qual fazia Amici e Nancy. Eles ainda tinham muito que conversar, antes que as coisas voltassem a ser como eram antes.
– Você conseguiu. – Abela sorria largamente.
– Nós conseguimos. – respondeu ele beijando a garota e em seguida, apertando a mão de Victor. Abela se juntou a irmã e aos outros.
– Eu tenho que fazer uma ligação. Tenho uma história que não vou contar. – falou o agente.
– Então, o que vai contar para eles? – perguntou Sam enquanto Dean arrumava as coisas na bolsa, se preparando para ir.
– A mentira menos ridícula que eu puder bolar nos próximos minutos.
– Boa sorte para você. – Dean o encarou preocupado. – Eu não estou querendo forçar a barra, mas o que pretende fazer conosco?
– Eu vou matar vocês. – respondeu Henriksen e os irmãos olharam para ele abismados. – Sam e Dean Winchester estavam no helicóptero quando ele pegou fogo, assim como Isabela e Annita McAllen. – ele sorriu. – Não sobrou nada e eu nem posso identificá-los pela arcada dentária. – os irmãos sorriram. – Descansem em paz.
Assim que se calou, as garotas se aproximaram.
– Obrigado. – Sam apertou a mão de Henriksen. Dean fez o mesmo e as meninas o abraçaram.
– Agora dêem o fora daqui. – falou Victor.
– Está bem. – assentiu o mais novo e pegou a bolsa. Os quatro seguiram para o pátio, em direção ao impala e ao mustang. Não iriam sair da cidade imediatamente. Estavam mortos de cansados e precisavam repousar um pouquinho. Dessa forma, alugaram dois quartos no primeiro motel que apareceu e pela primeira vez desde que estavam juntos, Sam e Annie dormiram em quartos separados. Abela ficou com a irmã e Sam, dividiu um com Dean.
[...]
Sam estava deitado em sua cama enquanto Dean arrumava algumas coisas. Estavam contentes por ter obtido êxito no plano e sobreviveram à aquela noite insana. Isso até que alguém bateu na porta do quarto. O loiro atendeu quando viu Ruby e as garotas com ela.
– Liguem no noticiário. – mandou a demônio e Sam obedeceu. Pegou o controle e ligou a TV.
– A comunidade ainda está chocada com a tragédia que aconteceu há algumas horas atrás. – começou a repórter a falar. Os quatro caçadores não acreditaram no que ouviam. Dean sentou-se em sua cama e as garotas se aproximaram. – As autoridades acreditam que eu cano de gás rompeu, causando uma forte explosão que destruiu a delegacia de policia e matou todos os que estavam lá dentro. – Ruby encarava os quatro com um ar de vitoriosa. – Entre os falecidos, ao menos seis policiais e funcionários incluindo o xerife Melvin Dodd, o assistente Phil Amici, A secretária Nancy Fitzgerald. – a fotos de todos iam aparecendo na tela e o desespero ia tomando conta daqueles que estavam no quarto. – Assim como três agentes do FBI, identificados como Steven Groves, Calvin Reidy e Victor Henriksen. Quatro fugitivos sob custódia, também foram mortos. Vamos continuar dando informação daqui do local, mas por enquanto, é com você Judith. – A demônio se aproximou da televisão e desligou o aparelho. Encarou os quatro que estavam visivelmente tristes com aquela noticia.
– Deve ter acontecido depois que saímos. – falou Sam.
– Considerando o tamanho da explosão... – falou Ruby e jogou quatro saquinhos de bruxa, um para cada caçador. -... aposto que foi a Lilith.
– O que tem dentro? – falou Dean.
– Algo que vai protegê-los. Vai tirar Lilith do seu rastro. Por enquanto, pelo menos.
– Obrigado. – falou Sam.
– Não me agradeça. – respondeu Ruby. – Lilith matou todos eles. – ela olhou para Dean. – Ela massacrou sua preciosa virgenzinha e mais meia dúzia de pessoas. – O loiro respirou fundo e fechou os olhos, decepcionado. – Após o belo discurso sobre humanidade e guerra o seu plano acabou causando a morte de várias pessoas. – todos ouviam calados. – Vocês sabem como se trava uma batalha? Ataca-se rápido e não se deixa sobreviventes. Para que ninguém vá correndo contar ao chefão. – ela respirou fundo. — Da próxima vez, vamos seguir o meu plano. – Ruby se virou, deu as costas para as quatro pessoas e saiu do quarto rapidamente.
Annie e Abela se olharam e já se dirigiam para o seu quarto quando Abela sentiu uma pontada forte na barriga. Sentiu alguma coisa correndo pela sua perna, já que ela usava um vestido e tamanho foi o susto quando percebeu se tratar de sangue.
– Annie. – chamou a irmã que se virou e só então os outros perceberam o que estava acontecendo. – Eu estou perdendo o bebê.
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