Livin' on a Supernatural - Season 3
5 I Miss You, I'm So Sorry - Parte 5
Notas iniciais

As irmãs McAllen apresentaram os convites na entrada da mansão e com elas, entraram os rapazes, vestidos a caráter e usando óculos de sol.
– Cobriremos mais áreas se nos dividirmos. – falou Sam.
– Acho melhor não, irmãozinho. – falou Dean. – Não sabemos ainda contra o que estamos lutando. O ideal é identificarmos o que pode ser essa criatura e depois resolveremos o que fazer.
– Poderia ser um espírito, não poderia? – falou Annie.
– Poder pode, mas a questão é que eu pesquisei e não houve mortes violentas na propriedade e nem na família. – respondeu Sam.
– Que saco. – falou Dean e olhou para Abela que não tirava os olhos de um lugar em potencial. – O que foi, Bel?
– Eu tive uma idéia. – respondeu a mulher. Retirou a blusa transparente e o short Jeans. Foi até um lugar onde tinha um mini freezer e pegou um picolé. Voltou ao grupo e começou a sessão de tortura para Dean. Ela chupou, lambeu e se lambuzou com o picolé, sempre olhando na mesma direção, até que um homem se levantou do meio de todas as outras mulheres que o cercava e veio caminhando devagar na direção dos caçadores.
– Não pude deixar de perceber que você é linda. – falou o cinquentão e Abela ergueu uma das sobrancelhas. – Vocês são as filhas do italiano, não é?
– Sim, somos sim. – respondeu ela carregando no sotaque.
– Eu estive na Itália há alguns anos atrás. – ele falou e tocou no braço de Abela. Dean deu um passo a frente, o homem o encarou sério e então parou de tocar na caçadora. Achou que o loiro estivesse fazendo o papel dele de segurança, mas era somente ciúmes. – Eu queria ter passado mais tempo lá e aprender o seu idioma, acho lindo, como tudo naquela cidade. Incluindo as mulheres.
– Grazzie. – respondeu ela.
– Qual é o seu nome?
– Giulia Vicenza. – respondeu Abela e estendeu a mão para ele que beijou delicadamente. Dean estava a ponto de perder a cabeça. – e essa é mia irmã, Giovanna Vicenza.
– Ciao. – respondeu Annie e o homem sorriu para ela. A mulher mordeu os lábios somente para ser sensual. Sam deu uma cutucada no braço dela. O bichinho do ciúme deu uma mordidinha nele também.
– Enfim, estão gostando da festa? – perguntou o homem.
– Está magnífica. – respondeu Abela.
– Bom, embora eu seja o anfitrião, não gosto muito de lugares movimentados. – Ele pegou na mão da caçadora. – Então, o que acha da gente sair daqui e ir para um lugar mais calmo?
– Eu adoraria. – respondeu ela e virou-se para Annie. – Scoprirò lo che há successo qui. Spiega ai ragazzi. – Ela sorriu. — Non c’è nessuno meglio per raccontare le storie della casa, che il proprietario.
– Si, lo farò. – respondeu Annie e também sorriu. Abela segurou no braço do homem e seguiu para mansão.
– Aquilo é uma tatuagem? – perguntou Dean forçando as vistas para ver, detalhadamente, as letras em japonês que seguia na extensão da coluna vertebral de Abela, bem no meio das costas.
– É! Ela fez tem cerca de um mês. – respondeu Annie. – E ela mandou avisar que vai tentar descobrir o que aconteceu aqui e que não existe ninguém melhor para contar a história da casa do que o próprio dono.
– Isso explica muita coisa. – respondeu Sam sorrindo e Annie fez cara de interrogação. – O que foi?
– Nada, eu só fico me perguntando: Como ela consegue seduzir um homem, dessa forma?
– Annie, Annie... Se você fosse um homem e uma mulher fizesse para você, o que ela acabou de fazer com o sorvete, eu garanto que você também seria seduzida.
– Que nojo, Dean.
– É uma arte. – respondeu o loiro.
– Ela é a minha irmã. Dá para parar de falar nela dessa forma?
– E daí? Não entendo porque você está dessa forma. Não é com você que eu tenho pensamentos pecaminosos. – respondeu Dean olhando para Annie e depois sorriu. Sam estava doido para dar uma gargalhada, mas sabia que a namorada ia ficar chateada com ele.
– Okay. – falou o moreno voltando ao caso. – Só há uma forma de saber se realmente é um espírito.
– EMF. – concluiu Dean e puxou o aparelho do bolso do terno.
– Você trouxe? – perguntou Annie.
– Não saio de casa sem ele. – respondeu. – Eu vou atrás da coisa.
– Nós vamos com você. – respondeu Sam.
– É melhor eu ir só, irmãozinho. Vai ficar muito suspeito nós três andando pela mansão. Se me pegarem, posso dizer que estou fazendo a proteção da senhorita Giulia Vicenza. – ele falou o nome fazendo bico e imitando o sotaque que, há pouco, Abela havia feito.
– É verdade.
– Vocês podem ficar vigiando aqui fora. Qualquer coisa, me avisa. – concluiu Dean e tocou no ponto que estava no ouvido. Sam tinha um igual. O loiro deu a volta na piscina, e entrou na casa rapidamente.
[...]
Abela saiu da mansão apressada e seguiu direto para onde estava Sam e Annie. O moreno estava em pé, com as mãos para trás, atuando como se fosse realmente um segurança.
– Gostei da pose. – comentou ela.
– É para passar a impressão errada. – respondeu Sam sorrindo.
– Onde está o cinquentão? – perguntou Annie.
– Recebeu uma chamada urgente do escritório e correu para lá. – A caçadora terminou de vestir o short jeans, olhou para a irmã e sorriu. – você não fez isso.
– Se eu soubesse que você estava gostando, tinha deixado ele lá. Não teria ligado.
– Eu já disse que amo você, irmãzinha? – falou a caçadora e os três sorriram, mas depois a mulher ficou séria. – Onde está o Dean?
– Foi registrar as ondas EMF. – respondeu Annie.
– Sozinho? – perguntou Abela. – Vocês têm merda na cabeça? Não sabe que essa coisa mata homens? — Imediatamente Sam ligou o ponto e só havia estática. – Eu vou atrás dele.
– Nós vamos juntos. – falou Annie.
– Vocês ficam. – reclamou Abela e seguiu para a mansão irritada.
[...]
Dean caminhava pela casa, segurando o EMF em uma das mãos e usando fones de ouvidos. Estava sorrateiro e atento a qualquer movimento. No momento, tinha só a sua pistola que nunca abandonava e não sabia se ela ajudaria caso a coisa aparecesse.
Andou por um corredor e virou em uma curva que dava acesso a sala onde o homem havia sido morto e assim que entrou no lugar, tomou um baita susto.
– Abela. – gritou ele. – Não faça isso.
– Ficou com medo, caçador? – respondeu a mulher sorrindo.
– Eu sou humano, droga! – respondeu o homem ainda tomando fôlego. – tenho o direito de me assustar.
– Eu já disse que você fica uma gracinha quando tá nervoso? – falou ela fazendo voz meiga. Dean fez uma careta para ela e deu as costas, sorrindo quando a mulher não podia mais vê-lo.
– Então, o que descobriu com o dono da casa? Porque não é um fantasma. – ele desligou o EMF e colocou no bolso. – Essa coisa nem deu sinal de vida.
– Não é um fantasma.
– O que pode ser então?
– É uma deusa. – respondeu a mulher. – uma divindade chinesa.
– Como você sabe?
– Ele me contou as histórias. – falou a mulher e cruzou os braços. – Disse que essa deusa veio para cá junto com a família que viveu nessa casa, antes dele a comprar. Sempre há mortes por aqui.
– Eu odeio deuses! – concluiu Dean seriamente. – Disse o nome da deusa?
– Huli Jing. – respondeu.
– Ótimo, vamos encontrar os outros e achar uma forma de matar essa coisa. – falou Dean e passou na frente da mulher, mas antes que pudesse dar algum passo, a mulher o agarrou, pressionou contra a parede e o beijou.
Dean ergueu Abela nos braços e a colocou sentada na mesa de centro, onde atrás havia um espelho.
Entre as carícias, o loiro abriu os olhos e olhou através do espelho, reparando que não havia a tatuagem nas costas dela. Sendo assim, se afastou.
– O que foi? – perguntou ela.
– Acho melhor a gente encontrar os outros e dá logo um ponto final em tudo isso. – Ele deu as costas para ela.
– Ei, Dean! Você me acha bonita?
O loiro se virou e o rosto da mulher começou a rasgar de um lado a outro. Ela abriu a boca e a respiração de Dean ofegou.
– Abaixa. – gritou Abela e o loiro obedeceu. Ela descarregou a sua arma contra aquela coisa que desapareceu. – Você está bem?
– Eu estou. – respondeu ele. – Obrigado.
– Qual é o seu problema? – gritou Abela. – vir aqui sozinho? Você quer se matar é?
– Cala a boca, vai. – falou Dean e beijou a verdadeira Abela.
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