Livin' on a Supernatural - Season 2
25 Damaged Soul - Part 4
Notas iniciais

– Hey Lucy. – falou ela quando a mulher a largou do abraço.
– Meu Deus, Sam! Você está um gato. – falou ela e apertou o braço do caçador e o abraçou. – Senti saudades.
– É, nós também. – falou Sam.
– Fale por você. – falou Abela baixo, mas todos ouviram.
– Ainda chateada comigo, belinha? – A mulher depositou os olhos azuis em Abela e a encarou fazendo bico.
– É meio difícil esquecer. – respondeu a caçadora e colocou um sorriso falso no rosto.
– Guardar rancor faz mal ao coração, ainda mais depois de... Quantos anos mesmo? – ela olhou o irmão.
– Três anos. – falou Connor.
– Nossa, muito tempo. – falou ela sorrindo. – Então, onde estão hospedados?
– No Blackbird e vocês? – respondeu Sam. Abela quis matá-lo.
– Que coincidência. – gritou Lucy e Abela trancou os ouvidos. – Estamos lá também, quarto 302. – A caçadora a fitou seriamente, não agüentava ouvir a voz chata de Lucy.
– E então, acharam alguma coisa? – falou Sam mudando de assunto quando viu Abela fazer uma arma com a mão direita e mirar na nuca de Lucy.
– Nada, rodamos a floresta inteira e nenhum sinal de bruxa alguma. – respondeu Connor.
– Então acho melhor voltarmos e contar isso aos outros.
– Outros? – perguntou Lucy.
– A irmã de Abela e o Dean.
– Belinha tem uma irmã?
– Alguém me mate, por favor. – falou a caçadora e seguiu na frente do grupo, tendo a bússola na mão.
[...]
Os quatro caçadores entram no quarto cerca de meia hora depois. Annie e Dean já se encontravam no local, ainda vestidos com as roupas de oficiais.
– Olha quem encontramos na floresta? – falou Sam e saiu da frente.
– Dean. – gritou Lucy e correu até o caçador, se jogou nos braços dele, enroscando as pernas em seu tronco e o beijando. Vários minutos e mordidas depois, ela se levantou.
– Olá, Lucy. – falou ele sorrindo de lado. Abela, definitivamente, deu o primeiro lugar a ela, na sua Death Note. – Hey, Connor. Como está?
– Bem, irmão. — falou o homem e abraçou Dean com força.
– Um metamorfo. – gritou Lucy quando percebeu Annie sentada em uma cadeira ao fundo do quarto.
– Lucy, essa é a irmã de Abela, Annie. – falou Sam.
– Belinha, você nunca me disse que tinha uma irmã gêmea. – falou a mulher se acalmando e seguiu até Annie, abraçando-a.
– Não lembrávamos uma da outra. – respondeu Annie quase lhe faltando ar.
– Deixe-me advinhar: Estão no caso da bruxa também? – falou Dean para Connor.
– É cara, mas ainda não temos nada. – respondeu ele e se sentou.
– Gente, que mundo pequeno. – falou Lucy e se sentou ao lado de Dean, passando a mão em sua coxa. – Nos encontramos a primeira vez em...
– Las Vegas. – falou ele. – 2003.
Flashback ON:
Las Vegas, 2003
Dean colocou uma jovem loira, de olhos azuis, contra uma parede do quarto do motel e lhe beijava com avidez. Praticamente arrancou a blusa rosa da mulher e suas mãos já percorriam o corpo dela.
A loira tirou a camisa do caçador e começou a beijar o seu peitoral quando o empurrou na cama. Subiu em seu colo e beijou seu pescoço. Dean gemeu.
Ela foi beijando cada centímetro do corpo dele e ao chegar lá embaixo, sorriu e tentou abrir a calça dele com os dentes. Dean não conseguia mais pensar, estava bastante envolvido até que o telefone tocou.
– Droga. – falou ele caçando o aparelho em cima da mesinha.
– Não atenda. – falou a mulher ao beijá-lo.
– Eu não posso deixar de atender. – Respondeu Dean quando viu o numero de Abela no visor. – Fala Bel.
– Dean, volta para casa agora. – falou a mulher do outro lado. Dean se levantou da cama.
– Bel, estou no meio de alguma coisa.
– Você quis dizer, no meio das pernas de alguém?
– Fiquei chocado agora. Que espécie de homem você pensa que eu sou? – respondeu ele olhando para a mulher loira, de sutiã e tirando, a cada minuto, outra peça de roupa.
– Vamos pular essa parte, está bem? O John voltou mais cedo.
– O que?
– Está furioso com você por ter deixado a mim e ao Sam sozinhos.
– Vocês têm vinte anos, não são mais nenhumas crianças. – falou ele.
– Explique isso para ele.
– O que eu faço agora, Bel?
– Para sua sorte, eu disse ao John que você tinha saído para comprar comida, então, deixe essa “zinha” onde ela esta, passe no primeiro mercadinho que você encontrar e traga ovos, pães, queijo e leite. – ela falou séria. – E um chocolate.
– Chocolate?
– É a minha recompensa por te encobrir. – falou Abela sorrindo. – Não demora.
A mulher desligou o celular e Dean respirou fundo.
– Eu tenho que ir. – falou o loiro.
– Você sabe que essa é uma oportunidade única, Dean, não terá uma segunda chance. – falou a mulher mordendo os lábios. Dean a olhou tristemente, pegou o casaco e seguiu até a saída.
– Adeus, Karla. – Saiu batendo a porta do quarto.
[...]
Meia hora depois, Dean chegou ao motel onde eles estavam hospedados. Era aquele tipo de motel onde o quarto tem cozinha e tudo mais. Uma mini-casa.
Carregava uma sacola de papel nas mãos. Respirou fundo na porta e abriu despreocupadamente. Mal havia entrado, deu de cara com um John extremamente chateado.
– Onde esteve? – falou ele. – Deveria estar cuidado de seu irmão e de Abela.
Dean olhou por cima do ombro do pai e viu o casal abraçado e sentado no sofá, implorando para que ele confirmasse a mentira.
– Eu fui comprar o que estava faltando. – falou ele erguendo a sacola e mostrando ao pai. — Ausentei-me por umas... Duas horas? – Ele olhou para Abela que balançava a cabeça confirmando que ele estava se saindo bem. Sam prendia um riso.
– Comprou o que?
– Pão, queijo, leite e ovos. – falou ele.
– Okay. – falou John. – Ponha isso na cozinha e venha para a sala, precisamos conversar.
– Está bem. – falou o loiro respirando fundo. Colocou a sacola no balcão, pegou o chocolate e seguiu para a sala. – Eu amo você. – falou para Abela, entregando o doce.
– Eu sei que ama. – Ela abriu a embalagem. – Mas não pense que estamos quites, me deve uma.
– Estava bom demais para ser verdade. – Ele se jogou no sofá ao lado da jovem, deixando Abela entre ele e o irmão.
– É o seguinte: Um amigo me pediu uma ajuda.
– Que tipo de ajuda?
– Encontraram um ninho de vampiros em uma cidade no interior do Texas e ele nos pediu ajuda. Na verdade está pedindo ajuda a todos os caçadores.
– Nossa. – começou Abela a falar. – Quantos vampiros são?
– Cerca de duzentos.
– O que? – perguntou os três jovens, ao mesmo tempo.
– O maior ninho de todos os tempos. – falou John.
– Não podemos dizer não. – falou Dean.
– Eu estou pensando seriamente em dizer. – falou o mais velho daquele lugar e se sentou.
– Por quê? Não pode. – falou Abela.
– Eu tenho uma responsabilidade em meus ombros, Abela. Preciso manter vocês seguros. – John encarou os três jovens. – Se eu for sozinho, posso morrer lá e deixá-los desprotegidos e se eu levar vocês, vou colocá-los em risco.
– Pai, querendo ou não, já somos adultos. – falou o loiro. – Não há mais nenhuma criança aqui. Sam e Abela já têm vinte anos, eu tenho vinte e quatro, meu pai. Crescemos.
– Eu sei, mas...
– Abela é a melhor atiradora que eu conheço. Modéstia a parte, sou muito bom com facas e o Sam... o garoto é um prodígio. – Dean olhou o pai. – Podemos dar conta e seria mais três caçadores na jogada. Mais gente para ajudar.
– Eu não sei...
– Não se preocupe, John. – falou Abela e sorriu. – cuidaremos uns dos outros, como sempre fazemos. – O pai olhou seriamente para os três jovens em sua frente e então sorriu.
– Okay então, vamos nessa.
[...]
Os quatro chegaram a Midland, Texas, cerca de quinze horas depois. Seguiram até um lugar onde os caçadores estavam se reunindo, secretamente. Entraram no galpão e procuraram por Caleb.
Enquanto seguiam, os três viam vários caçadores afiando seus facões, limpando suas armas, fazendo o reconhecimento do local e outros que apenas conversavam. Eram cerca de trinta homens e mulheres e a cada momento chegavam mais.
Abela estava fascinada com aquilo, tanto que só notou o jovem, de mesma idade ou um pouco mais velho que ela, depois de se chocar contra ele.
Os cabelos dele eram loiros escuros e curtos. Tinha olhos azuis e um corpo extremamente bonito e definido, além de um sorriso encantador.
– Me desculpe. – falou ele segurando a jovem nos braços.
– Não, eu que peço desculpas. – falou ela se pondo de pé. — Não vi você, estava distraída.
– Tudo bem. – falou ele e sorriu. – Eu sou Connor, Connor Scotfield.
– Meu nome é Abela, Abela Allen. – falou ela e apertou a mão do rapaz.
– Bel. Está tudo bem por aqui? – falou Sam ao voltar. Segurou na mão de Abela, como se dissesse que aquela garota era dele.
– Eu esbarrei nele, sem querer.
– Connor Scotfield. – falou ele esticando a mão para Sam.
– Samuel Winchester. – respondeu apertando a mão do jovem.
– Winchester? Não acredito, que mundo pequeno. – falou ele sorrindo. – Seu pai salvou a mim e a minha irmã quando éramos crianças. Somos caçadores por causa dele.
– Oh. – falou Sam. Era bem estranho ver outros caçadores que seguiram aquele caminho por causa de John.
– Deixa eu ver... – ele se virou. -... Lucy, venha aqui, por favor. — Uma jovem que jogava bilhar com alguns caçadores, veio na direção dos três e parou ao lado do irmão. — Essa é minha irmã, Lucia Scotfield.
– Olá. – falou ela sorrindo. Olhou Sam de cima abaixo e mordeu os lábios.
Flashback OFF
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