Livin' on a Supernatural - Season 2
30 All Hell Breaks Loose - Parte 1
Notas iniciais
Sam e Abela entraram no quarto aparando Dean que havia sido ferido por um demônio, em uma emboscada que eles quase não conseguiram sair com vida.
– Desgraçado. – gritou Dean com um corte nas omoplatas e outro na perna esquerda. – Filho da puta.
– Dá para parar de xingar? – reclamou a morena.
– É porque não foi com você. – falou ele enquanto tirava a camisa a mando de Annie, que já tinha posto linha na agulha e se preparava para suturar a ferida.
O loiro deitou de bruços e colocou a perna ferida para fora da cama. Annie passou uma pomada de xilocaína na ferida em seguida começou a costurar. Abela sentou ao lado da cabeça do homem e segurou na mão dele. Dean que permanecia com o rosto enterrado no colchão, olhou para ela que sorriu.
– Vai dar tudo certo. – falou a morena.
[...]
Era cerca de cinco horas da tarde quando Dean acordou. Depois da sutura, Annie deu um calmante para ele poder descansar e recuperar suas forças, e realmente funcionou, até porque o loiro levantou da cama pronto para outra e morrendo de fome. Ele chamou os outros e seguiu para um lugar que ele havia visto quando estavam entrando na cidade.
Já era noite quando o Impala parou em frente a um café, no meio do nada. Aquelas lanchonetes de beira de estrada que tenta, a qualquer custo, fazer com que o cliente se sinta em casa.
– Não esqueçam que eu quero bastante cebola. – falou o loiro e passou uma nota de cinquenta dólares para o irmão.
– Eu quero bastante picles. – falou Abela e deu o dinheiro também.
– Eu estou pagando para todo mundo, Bel. – falou o loiro e sorriu.
– Que milagre. – falou a caçadora no banco de trás. Dean a olhou sério pelo retrovisor. – O que? Eu menti?
– Só... Vão. – falou ele.
– Cara, sou eu quem fica sentado ao seu lado, no carro, “com bastante cebola”. – falou Sam.
– Nós compartilhamos a sua dor. – falou Annie e os três sorriram. Dean deu uma risada irônica e Sam e Annie saíram do carro.
– Veja se eles têm torta. – Sam bateu a porta chateado e o loiro fez manha. – Eu estou doente maninho, eu quero torta.
– Você e suas tortas. – falou Abela no banco de trás.
– Eu adoro tortas. – concluiu Dean e ligou o som. Eles começaram a ouvir a música até que ela começou a falhar e as luzes do painel piscaram. Dean e Abela se olharam e começaram a olhar em volta em busca de alguma coisa suspeita. Até que os seus olhos voltaram-se para a lanchonete. O lugar que antes estava movimentado, agora estava sem nenhum pé de pessoa.
– Dean... – falou Abela pegando a arma nervosamente e deixando o carro. Seguiu correndo na frente e o loiro veio logo atrás.
A cena que encontraram foi a pior possível: A musica ainda rolava dentro da lanchonete, mas parecia apenas uma marcha fúnebre já que todos que estavam naquele lugar, tinha tido a garganta cortada. Imediatamente depois disso, Dean puxou a arma da cintura. Abela já empunhava a sua. – Annie.
– Sam. – gritou o homem, mas nenhum dos dois obtiveram respostas.
Caminharam cautelosamente pelo lugar e assim que passaram pelo lado de fora do balcão de atendimento, viram os dois corpos com a garganta cortada.
– Oh meu Deus. – falou a mulher e virou o rosto. Eles já haviam visto uma cena semelhante aquela, só tentavam se lembrar onde.
Dean seguiu até a porta do fundo e abriu. Do lado de fora havia uma calmaria que chegava a dar medo, mas ele ainda pensava que o moreno e a loira pudessem ter saído por ali quando tudo aquilo aconteceu.
– Sam? – gritou ele outra vez. – Annie?
– Eles estão ai? – Perguntou Abela chorosa e Dean balançou a cabeça negando e fechou a porta, reparando em algo. Havia enxofre ali e só então ele conseguiu se lembrar de onde havia visto uma cena semelhante aquela, na casa de Ava e a vitima era o noivo dela. E o assassino havia sido um demônio.
– Enxofre. – falou Dean e mostrou a mão para a mulher. Ela saiu correndo para o lado de fora do lugar, sentido o impala. O homem a seguiu.
– Anita. – gritou ela a todo pulmão. – Annie!
– Sam. – Dean veio gritando também ao mesmo tempo. – Sammy.
– Eles não estão aqui, Dean. – falou Abela se aproximando.
– Sam – gritou ele por fim. Respirou fundo, passou a mão no rosto tentando esconder as lagrimas que se aglomeraram em seus belos olhos verdes e olhou a caçadora.
– O que vamos fazer? – perguntou ela.
– Eu estou pensando. – falou ele. – Só tem uma pessoa que poderia nos ajudar agora.
– Bobby. – falou Abela e os dois concordaram. Voltaram até o impala e saíram dali o mais rápido possível. Era um longo caminho até Salvation.
[...]
A Cabeça de Annie doía tanto que parecia que havia levado uma paulada fortíssima em sua têmpora. Estava deitada ao lado de Sam que ainda dormia. Ela se sentou e olhou ao seu redor, estava assustada e louca para saber onde estava. Chacoalhou o moreno e então ele acordou.
– Annie? O que aconteceu? – falou ele assustado.
– Eu não sei. – falou ela chorosa.
– Dean e Abela?
– Eu não os vi. – Annie se levantou e ajudou o homem a se levantar também. Os dois olhavam em todas as direções.
Sam retirou o celular do bolso.
– Não tem cobertura aqui. – falou ele. Annie tirou o dela do casaco e olhou para o visor.
– Eu também não tenho. – respondeu a loira. – O que faremos?
– Vamos dar uma olhada por ai, ver se descobrimos alguma coisa que nos diga onde estamos.

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