Livin' On A Prayer

6 Don't Stop Belevin'


Notas iniciais
SIM, ainda estou vivo e a fic continua. Depois de muito tempo aqui está mais um capítulo. Peça de referência: http://www.vagalume.com.br/journey/dont-stop-believin.html Boa leitura!

16/06/2012

Depois de andarem um pouco mais de oito quilômetros, os músicos já não tinham fôlego para as discussões. O cansaço dominara por completo seus corpos e mentes. Após muito tempo de debate, chegaram ao consenso que não importava o que cada um tinha feito de errado, porque isso era irrelevante quando se pensava no primeiro e maior erro, aquele que todos possuíam uma parcela de culpa. Onde estava o departamento de vai dar merda (também conhecido como bom senso) quando eles concordaram em tocar naquele local? Apesar da banda não ter feito mais do que meia dúzia de ensaios.

O restaurante em que planejavam ir estava a uma quadra de distância quando uma chuva forte começou a despejar-se sobre a cidade dos anjos. Os rapazes, ao perceberem que a água começava lhes açoitar, correram para dentro do estabelecimento. Estando lá, se sentaram à mesa, cada qual pediu uma refeição e, logo em seguida, começaram a discutir meios para solucionar o problema que tinham em mãos.

— Tá bom, essa noite foi uma bosta, eu queria esquecer isso e ir descansar, mas nós ainda precisamos resolver algumas coisas. – disse Shikamaru em seu usual tom cansado enquanto se espreguiçava – Precisamos esclarecer, de uma vez por todas, como cada um irá arranjar sua parte do montante do dinheiro.

— Você havia dito que será algo entre vinte a vinte e cinco mil, não é? Isso quer dizer que cada um irá pagar um valor próximo a cinco mil, fora as apresentações. Algum de vocês já tem alguma ideia de... – tentou indagar Sasuke, antes de ser interrompido.

— Ai que dor de cabeça! Ô garçom, traz uma jarra bem grande de água! – gritou Naruto enquanto massageava suas têmporas.

— Que fome! O cozinheiro está demorando muito. – resmungou Chouji enquanto mexia no celular, que até então estava guardado dentro de sua roupa íntima juntamente com algumas notas de dólares amassadas.

— Seus imbecis, prestem atenção que esse assunto também diz respeito a vocês! – repreendeu Sasuke – Por essas e outras eu sempre me recusei a formar uma banda com você, seu moleque irresponsável. – Apontou para Naruto – Puta que pariu, devo ter fumado pedra de craque quando aceitei participar dessa babaquice.

— Cheira meu saco! Eu não te forcei a ir tocar, você já é bem grandinho, pode tomar as próprias decisões. Se está tão desgostoso, por que... Melhor; se já sabia que meu sonho era uma grande babaquice e que eu sou um irresponsável inútil, por que você quis participar?!

— Chega! Nós combinamos que não íamos mais brigar. – interveio o moreno de rabo de cavalo – Apesar de não gostar da discussão, acredito que cada um de vocês tem um pouco de razão. Concordo com Sasuke quando ele diz que é preciso levar isso mais a sério, mas também penso que Naruto está certo ao se queixar das constantes lamentações de Sasuke... Enfim, por favor, se acalmem, brigar não vai nos levar a nada.

— Concordo com o Shikamaru, vamos nos acalmar. Prometo que levarei essa conversa mais a sério daqui para frente. – disse Choji – Teve uma pergunta que o Naruto fez que eu acho que seria interessante se todos respondessem, para que nos conhecêssemos melhor: qual a motivação que te levou a querer participar da banda? Eu, por exemplo, quis participar, porque queria perder minha timidez e quando recebi a ligação perguntando se estaria interessado achei que seria a oportunidade perfeita.

— Ah, eu sempre quis ser um rockstar. A música é um elemento muito importante em minha vida, amo de paixão o espírito... Eh... Qual era mesmo a palavra? – falou Naruto enquanto serrava o cenho e estalava os dedos tentando encontrar a palavra.

—Rebelde?

— Progressista?

— Inovador?

— Transgressor?

— Transgressor! É isso! O espírito transgressor que o rock possui, além de acreditar que essa seja a arte mais honesta e bela que existe, por isso, sempre tive esse sonho.

— Seria uma tarefa muito hercúlea contar os motivos que me levaram a querer ser um músico profissional... Digamos então que foi uma promessa. – falou Shikamaru entre bocejos.

Um breve momento de silêncio se fez presente na mesa depois que o baixista terminou sua resposta. Todos estavam esperando que o Uchiha se manifestasse e compartilhasse suas motivações, porém ele nada fez a não ser bufar, mesmo assim os três pares de olhos continuavam a encará-lo.

— Estão me olhando por quê? Alguém perdeu o cu na minha cara?! Não estou nem um pouco no clima para ficar de conversa fiada com vocês. Se estão esperando alguma resposta, podem esquecer.

— Vai se foder! Pelo menos uma vez, será que dá pra você ser uma pessoal agradável? – reclamou Naruto.

— Deixe-o. Se ele não quer falar, tudo bem.

Quando a discussão estava começando a ficar acalorada novamente, o garçom apareceu e entregou-lhes os pedidos. Naruto havia escolhido um steak com fritas, Shikamaru pedira uma lasanha bolonhesa, Sasuke ordenara um salmão grelhado com batatas assadas e, por último, Chouji requisitara costelinhas de porco ao molho barbecue e anéis de cebola empanados. Enquanto comiam, continuaram a conversar. A discussão se estendeu por pouco mais de vinte minutos.

— Alguém já tem em mente como irá arranjar o dinheiro? – perguntou Shikamaru.

— Acho que podíamos pedir dinheiro para os nossos pais... – disse Chouji enquanto comia avidamente aquele pedaço de porco.

— Não, definitivamente não. Já disse, anteriormente, que não quero envolver minha família nisso, já estou com muitos problemas com meu pai. Outra sugestão?

— Cada um poderia ir procurar um serviço e depois juntaríamos o montante dos pagamentos. –Naruto terminou a frase pediu outra jarra de água para o garçom.

— Parabéns, mongoloide, mais vago impossível. – disse ironicamente o Uchiha.

— Invés de ficar enchendo meu saco, que tal dar alguma sugestão? Se bem que, vindo de você, a única ideia que eu consigo imaginar é algo relacionado a dar a bunda e pagar uma gulosa em troca de alguns dólares! Na boa, se era pra alguém tá puto neste instante, deveria ser eu, afinal de contas, quem teve o seu carro roubado? Então, cala a boca, para de ficar de mimi.

— Hey, se acalmem. Eu sei que foi bem vago, mas acho que é o que devemos fazer, afinal de contas, como conseguiríamos dinheiro se não trabalhando? – falou o baterista que logo em seguida lambeu os dedos lambuzados de molho.

— Tá bom, vamos ser mais objetivos. Se não me engano, aquela loja grande de CDs, vinis e coisas de música em geral, lá do calçadão da praia, estava procurando um funcionário que soubesse manusear bem equipamentos musicais para trabalhar no estande de demonstração durante as férias. Algum de vocês gostaria de trabalhar lá?

— Por que você não quer pegar o serviço? – indagou Sasuke com seu tom ríspido e costumeiro.

— Bem, eu já estou com um emprego de tutoria lá no colégio onde eu costumava estudar e...

— Eu, eu, eu. – repetia freneticamente o jovem loiro – Música, mais dinheiro, mais um monte de lomba bonita andando de fio dental pra lá e pra cá... Eu quero o emprego.

— Como assim tutoria? Você é um professor? Mas você não disse que tinha apenas 19 anos?

— Longa história... Vocês só precisam saber que eu já tenho uma fonte para pagar as despesas. Mas isso não significa que vou arcar com o maior valor.

— Agora fiquei curioso. – disse Naruto enquanto encarava o fumante – Se você é tão foda assim a ponto de estar apto pra dar aula. Por que seu pai tá encrencando com você?

— Não vou falar mais sobre isso, porque estou cansado e isso iria demorar. Se quiserem saber de algo mais, perguntem pro Chouji. – Em seguida tentou acender um cigarro, que assim que conseguiu foi repreendido pelos olhos fulminantes de um garçom mal humorado que lhe obrigou a ir tragar seu vício lá fora.

— É que o Shika sempre foi muito inteligente, mas o que ele possui de inteligência tem o dobro de preguiça. Apesar de ser apenas um ano mais velho do que eu, ele sempre foi bem mais maduro e perspicaz. – disse Chouji, que logo em seguida fez uma pausa no discurso biográfico, pois estava engasgando com um naco de carne – Ele conseguiu a nota máxima no SAT e logo em seguida todas as escolas da Ivy League disputando sua matrícula... Cara, eu o invejo, estou ralando pra caralho pra me preparar para as provas, ele não estudou nada...

— Dá pra parar de reclamar das lamúrias da vida e terminar de contar por que o pai dele tá putinho?

— Certo. Shikamaru largou o curso de direito em Yale faltando dois períodos para pegar seu diploma. Acredito que se ele tivesse se formado, teria ganho algum tipo de honraria, porque iria ter concluído o curso em bem menos tempo que o normal. Mas, por algum motivo, voltou para Los Angeles e falou pro pai que Direito não era o que ele queria para o seu futuro e queria mais tempo para escolher alguma carreira. Naturalmente, tio Shikaku ficou estressado, porque já imaginara que no futuro o escritório de advocacia, montado por ele e meu pai, seria comandado por nós dois.

— Ok, mas como ele se tornou um professor? – questionou Sasuke enquanto olhava para o moreno de rabo de cavalo, que estava em frente do estabelecimento tentando proteger a chama de seu cigarro da chuva forte se escondendo debaixo do toldo do restaurante.

— Isso foi porque o tio Shikaku o obrigou a experimentar vários setores de emprego, além de continuar ajudando na contabilidade do escritório, para que conseguisse decidir qual profissão desejaria seguir. Shikamaru foi até a escola pedir ao diretor aconselhamento profissional. Depois de conversarem bastante, o velho acabou lhe oferecendo um cargo como tutor da turma de reforço, por causa da nota perfeita no SAT e porque Shikamaru comentou, muito tempo atrás, que talvez gostaria de ser professor. – Logo após terminar a explicação, o baterista bebeu todo seu copo d'água – Você vai terminar de comer? – perguntou olhando para as batatas fritas do amigo.

— Não, pode pegar. – respondeu o loiro com o rosto pensativo – Você sabe o que trouxe ele de volta? Será que foi o sonho de ser músico? Se for isso, seria foda! Seria bom alguém que não ficasse de resmungando tanto igual a certas pessoas. – terminou animado, enquanto alfinetava o outro guitarrista.

— Na boa, vai se foder. – retrucou o Uchiha enquanto se levantava e ia em direção ao banheiro.

— Valeu. – logo em seguida Chouji tomou posse do prato do amigo – Eu não quero te desanimar, mas acho que a música não foi o motivo. Saca o Tom Morello? – perguntou enquanto colocava uma batatinha na boca.

— Porra, tá de sacanagem? Lógico que conheço, Rage Against the Machine!

— Então, o Shika sempre falou que se fosse ser músico, ele faria nesse mesmo esquema; estudaria música juntamente com as matérias da faculdade e só depois pensaria em ter uma carreira musical. Acho que foi alguma garota, só acho. Mas isso fica entre nós. Ok?

— Não! Assim que ele voltar pra mesa eu vou começar a interrogar o boca de cinzeiro e fazer ele contar quem é o rabo de saia que o convenceu a voltar. – respondeu o loiro com tom sarcástico entre risos – Mas, por que você acha que tudo isso foi por causa de mulher?

— Outro dia, quando estávamos conversando, ele falou que apenas tinha voltado porque estava preocupado com alguém. Até onde sei, nenhum familiar dele está doente e nenhum de nossos amigos está com problemas... Deduzi então que, provavelmente, seria alguma garota o motivo que o fez voltar.

— Hum, interessante... Será que é loira, morena ou ruiva? Japinha, mulata, negra ou tipo Branca de Neve? Alta ou baixinha? Será que é tipo cavala, chubby ou mirradinha? Possibilidades... Muitas possibilidades. Você... – resmungava Naruto com o olhar pensativo até que fora interrompido.

— Cara, será que o Sasuke vai mesmo sair da banda depois que a gente juntar o dinheiro? – perguntou meio receoso – Eu posso não conhecer vocês tão bem assim, mas eu sinto que os dois se complementam da mesma maneira que eu e o Shikamaru nos completamos. Seja musicalmente, seja na vida... – Um sentimento de tristeza começou a invadir o interior do baterista, que começou a derramar lágrimas – Me desculpa, a culpa é minha do show ter dado errado. Se ele sair...

— Relaxa! O Sasuke sempre foi assim. Ele é muito perfeccionista, por isso falhar não é uma opção. Eu lembro que uma vez, quando éramos muito novos, acho até que foi no ano em que nos conhecemos, ele ficou um bom tempo, chuto que deva ter sido um mês inteiro, tentando aprender uma das peças que sua mãe costumava tocar no piano.

— Mas isso me parece apenas determinação, agora ele parece estar muito frustrado e...

— Pô, deixa eu terminar de falar! Naquele mês ele ficou muito chato, insuportável, pra falar a verdade. Nós íamos para a escola, ele não falava nada, voltava para casa e não ia brincar, apenas se trancava dentro de casa e tentava tocar aquela maldita música. Ele só voltou a ser menos pau no cu depois que conseguiu dominar aquela penca de folhas de partitura, que te digo uma coisa, até para um adulto seria uma tarefa difícil, imagine então uma criancinha remelenta.

— Tá, mas agora é diferente. Ele não está bravo consigo mesmo, por não conseguir superar uma limitação de habilidade. Agora ele está bravo comigo, você...

— Calma! Eu o conheço bem. Espera uns cinco a sete dias que ele volta ao normal.

Enquanto Naruto terminava de falar, Shikamaru regressou à mesa e os avisou que a chuva torrencial cessara, só restava uma garoa fina e pouco expressiva. Ele então sugeriu que fossem embora naquele momento, antes que o as gotas voltassem a engrossar. Os três esperaram Sasuke voltar do banheiro e então foram em direção do caixa para pagarem as contas.

Ao chegarem perto do balcão, avistaram uma pequena televisão, que emitia um som bem fraco, enquanto esperavam o casal, que estava à frente, pagar a conta. Era difícil entender o que estava sendo reproduzido pela televisão, mas, aparentemente era uma música, que ora uma voz feminina cantava, ora uma voz masculina.

Para eles, em especial Naruto, aquela linha melódica principal dos vocais era conhecida, mas os arranjos harmônicos, que compunham o fundo da canção, eram estranhos. Quando o casal se retirou do balcão e os músicos se aproximaram para fazer o pagamento, o aparelho, de volume pífio, começou a ter seu áudio definido.

Strangers waiting

(Estranhos esperando)

Up and down the boulevard

(Subindo e descendo a avenida)

Their shadows searching in the night

(Suas sombras procurando na noite)

Streetlights, people

(Luzes da rua, pessoas)

Living just to find emotion

(Vivendo apenas para encontrar emoções)

Hiding somewhere in the night

(Escondidos em algum lugar pela noite)

Depois de escutarem o refrão, os rapazes se entreolharam por alguns instantes, em silêncio, e só então reagiram a aquele refrão. Shikamaru soltou um singelo sorriso de canto de boca, mas não se pronunciou e continuou esperando, tranquilamente. Sasuke, por sua vez, ignorou solenemente, manteve o mesmo olhar de antes, como se nada tivesse acontecido e foi em direção à atendente realizar o pagamento. Enquanto isso, os outros dois, continuavam se encarando.

— Será que isso é o destino nos dando um sinal? – indagou Choji incrédulo.

— É isso! Nós temos que continuar! – exclamou o Uzumaki, antes de agarrar nos ombros do baterista e começar a cantar junto à televisão. Depois de certa hesitação, Choji, contagiado pelo espírito sonhador, começa a cantar também.

Working hard to get my fill

(Trabalhando duro para encontrar meu talento)

Everybody wants a thrill

(Todos querem uma emoção)

Payin' anything to roll the dice

(Pagando qualquer coisa para rolar os dados)

Just one more time

(Só mais uma vez)

***

Some will win, some will lose

(Alguns vencerão, alguns perderão)

Some were born to sing the blues

(Alguns nascem para cantar blues)

Oh, the movie never ends

(E agora o filme nunca termina)

It goes on and on and on and on

(Isso continua e continua e continua e continua)

***

Strangers waiting

(Estranhos esperando)

Up and down the boulevard

(Subindo e descendo a avenida)

Their shadows searching in the night

(Suas sombras procurando na noite)

Streetlights, people

(Luzes da rua, pessoas)

Living just to find emotion

(Vivendo apenas para encontrar emoções)

Hiding somewhere in the night

(Escondidos em algum lugar pela noite)

Enquanto cantavam, o Uchiha já realizara o pagamento de sua refeição e estava esperando do lado de fora. Agora quem estava sendo atendido era Shikamaru.

— Aff, qual o problema dos seus amigos ali? – reclamou a atendente, uma jovem loira, dona de um par de olhos verdes profundos como fragmentos de malaquitas – Como eu odeio isso, depois do seriado um monte de gente acredita que o mundo é um musical e fica cantando em todos os cantos.

— Desculpe meus amigos, eles só tiveram uma noite ruim e como você pode perceber, não há nada melhor do que uma power ballad do Journey para recuperar os ânimos.

— Hum, que estranho... Alguém que sabe que Don't Stop Belevin' não é uma criação original do Glee. – disse com um discreto sorriso de surpresa.

Glee... O quê? O que é isso?

— Você é um cara legal, conhece uma banda de hard-rock dos anos 70 e não tem a mínima ideia do que é um seriado recente. – comentou enquanto ajeitava sua franja.

Depois de mais algumas palavras trocadas, Shikamaru pagou sua conta, saiu e ficou aguardando os outros, tal qual fizera Sasuke. Mais alguns minutos de espera e os outros dois saíram cantarolando muito felizes.

Enquanto seguiam em direção de casa, Naruto e Choji continuavam a repetir o último verso daquela canção, que eles haviam escutado no restaurante.

Don't stop believin'

(Não pare de acreditar)

Hold on to the feelin'

(Agarre-se nesse sentimento)

Streetlights, people

(Luzes da rua, pessoas)

Ao chegarem em frente do local, se separaram sem nem ao menos se despedirem. Sasuke regressou sozinho para sua casa, enquanto os outros três seguiram em direção à morada de Naruto.

O Uchiha ao chegar em seu quarto, ligou a televisão, em um canal qualquer, e foi em direção ao banheiro, tomar uma ducha quente para relaxar o corpo e ter um momento para meditar. Depois de sair do chuveiro, desceu as escadas e preparou para si um cálice de absinto, pois precisava de algo forte para ajudá-lo a dormir.

Quando voltava para seu quarto, escutou, mais uma vez, vozes masculinas, esganiçadas e desafinadas, cantando aquela música, que apesar de ser de seu agrado, já estava começando-lhe a incomodar, pois fora cantada repetidas vezes naquela noite. Por um momento, acreditou que era Naruto e Choji, ainda cantarolando, porém ao voltar para seu quarto avistou um desenho, em que havia um homem gordo, um negro, um cadeirante e um rapaz com queixo gigantesco, cantando.

— Será mesmo? – sibilou, enquanto sorria e se perguntava se deveria continuar correndo atrás do sonho.

Notas finais
* Ivy League são oito universidades privadas que possuem excelência em ensino, entre elas estão Harvard e Yale. * Por enquanto é isso pessoal, por favor deixe um comentário com sua crítica, dica ou sugestão. Forte abraço a todos e até outro dia.