Live While Were Young
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Zayn Malik’s POV
O tédio tomava de conta da grande e fria Londres. Se não fosse pelo alto barulho de caminhão, eu ainda poderia estar “espatifado” em minha cama. Pela grande janela do meu quarto pude ver um grande caminhão daqueles de mudanças parado na casa da frente. Uma menina estava sentada na calçada com seus braços cruzados enquanto uma outra garota um pouco mais nova e um garoto com mais ou menos a minha idade descarregavam o caminhão. A menina que estava sentada tinha cabelos longos e ruivos, ela vestia um moletom cinza e um short curto e repicado. O garoto que ajudara na mudança pareceu reclamá-la, a mesma bufou e se levantou pegando uma das caixas e a levando para dentro de sua aparentemente “nova casa”. Meus olhos a acompanhavam até que senti alguém me empurrar, me virei e vi a pequena Safaa que parecia estar irritada.
– Por que você não me responde? – Ela perguntou batendo os pés no chão.
– Desculpe pequena , estava distraído. O que você disse?
– Eu perguntei se você já tinha visto os novos vizinhos.
– Acabei de vê-los. Venha cá. – A peguei no colo para que ela também pudesse ver os “novos moradores” da velha casa 85. Para a minha decepção a ruivinha emburrada não estava mais lá, agora só estava um homem e uma mulher, aparentemente seus pais.
– Eles parecem ser legais. – Safaa disse sem desviar a atenção dos sorrisos dos novos vizinhos.
– Eu não sei. Um dia nós os conhecemos. – A coloquei de volta no chão e ela saiu do meu quarto saltitando.
– Novos vizinhos... Essa é boa. – Falei sozinho e me joguei de volta na cama.
Charlotte’s POV
Por que diabos nada da certo na minha vida? Por quê? Como se não bastasse ser obrigada a morar com minha madrasta, agora nós TINHAMOS que nos mudar. Eu não reclamaria tanto se meu lindo pai tivesse escolhido se mudar para apenas outra casa no Texas, mas não, ele INSISTIU em atravessar o oceano.
– Lottie querida – sínica – leve suas malas para o seu quarto. – Minha “adorável” madrasta, Emma falou.
– Como vou levar se eu não sei nem onde é o meu quarto?
– Segundo piso, terceira porta à esquerda. Não venha com desculpas. – Meu pai apareceu na sala. Apenas bufei e fui para o segundo piso.
A casa nova era grande e espaçosa não muito diferente da do Texas. Tem uma piscina exterior onde fica o jardim e também uma espécie de “parquinho” para crianças. *n/a: antes que vocês estranhem algo, a casa é semi-mobiliada, ou seja, já vem com alguns móveis*. Eu entrei no cômodo onde agora seria meu quarto e ainda pude sentir o cheiro de tinta fresca. Meu pai mandara alguns homens para re-pintar a casa toda, já que ela era um pouco antiga. Todas as decorações que havia no quarto eram pretas com branco, pelo menos algo que combine comigo nessa cidade. Fui até a janela e puxei a cortina deixando a pouca luz solar entrar, já que o dia estava bem nublado. Agora que a luta ia começar, eu tenho que organizar todo esse quarto. Peguei meu ipod e coloquei uma música qualquer. Puxei os lençóis da cama e os “bati” tirando toda a poeira, os enrolei e o joguei em um canto qualquer do quarto.
– ABAIXA O SOM PIRRALHA! – Meu irmão gritou do quarto ao lado.
– VAI VER SE EU TO NA ESQUINA MANÉ!
– OLHA QUE EU VOU AI ABAIXAR.
– NÃO TENHO MEDO DE GAYZINHOS.
Em questão de segundos, Harold entrou no meu quarto me empurrando para cima da cama e prendendo os meus dois braços.
– Quem é o gayzinho agora hein? Fala, pequena Charlie.
– Sai de cima de mim gordo, ta doendo.
– Eu não mandei você ficar me chamando de gay. Agora vai arcar com as conseqüências. – Ele disse puxando um fio dos meus cabelos. Que viado, ele sabe que eu odeio quem puxa os meus cabelos.
– AAA, SAI DE CIMA DE MIM HAROLD, RÁPIDO!
– Fala que eu sou lindo, gostoso e que sou o melhor irmão do mundo.
– Quer mesmo que eu minta?
– Não vai falar? Que pena, vou passar horas aqui. – Ele forçou o corpo dele fazendo com que o peso aumentasse.
– ISSO É TORTURA FÍSICA E PSICOLÓGICA!
– Vai falar?
–VOCÊ É LINDO, GOSTOSO, O MELHOR IRMÃO DO MUNDO E EU TE AMO MUITO.
– Opa, eu não mandei você falar o “Eu te amo muito”. Você se entregou donzela. – Harry saiu de cima de mim e piscou.
– Vai se foder. – Joguei um travesseiro cheio de poeira em cima dele, o que eu não tinha lembrado era que Harry é alérgico a poeira, ou seja... Ele começou a tossir e a espirrar freneticamente.
– Você *cof* *atchim* me *cof* paga. – Eu não sabia se era o certo a fazer, mas comecei a rir desesperadamente. Ver seu irmão “sofrendo” assim é uma sensação prazerosa. – Ria *atchim* ria muito *atchim* Charlotte. – Ele saiu do meu quarto extremamente irritado.
[...]
Depois de mais ou menos 1 hora meu quarto já estava pronto, já estava perto de escurecer e a fome estava me matando. Entrei no banheiro enquanto tirava a minha roupa e observava todas as cicatrizes. A água estava fria para caramba, a cada vez que pingos seguidos deslizavam no meu corpo eu dava uma espécie de choque. Enrolei-me em uma toalha, troquei de roupa e sequei o meu cabelo. Me deitei na cama fitando o teto e acabei escutando alguns passos apressados ( n/a como se tivesse alguém descendo as escadas) e espirros...Harry. Por volta de alguns minutos assustei-me com o grito do meu pai:
– LOTTIE, DESSA AGORA! – Aposto que o filho da mãe do Harry já me dedurou, otário. Desci as escadas correndo e já falando.
– PAI, FOI ELE QUEM COMEÇOU EU NÃO SABIA QUE... – Parei de falar/gritar quando vi que a sala estava cheia de gente. Eu praticamente congelei, todos estavam em silêncio olhando para mim exceto Harry e Izzy (n/a: Izabelle, filha de Emma), que estavam tentando disfarçar o riso. Soltei um pequeno “oucht” e me sentei no sofá em que Harry e Izzy estavam sentados.
– Lottie, diga boa noite para os seus vizinhos. – Emma disse com aquela voz irritante dela.
– Não sou vidente querida. – Harry deu um leve “empurrão” no meu ombro e eu revirei meus olhos – Boa noite.
- Olá. – A garota pequenininha foi a pequena a falar. Ela não tirava seus olhos brilhantes de mim. Sorri sem mostrar os dentes.
– Querida o jantar já está pronto? – Meu pai perguntou a Emma.
– Sim. Vamos para a mesa. – Ela disse sorridente.
– Vamos comer a sua comida? Próxima piada. – Falei baixo, não baixo o suficiente pois aparentemente o garoto que estava sentado a minha frente virou seu rosto olhando para mim.
– Tente não ser chata Charlie. – Izzy sussurrou. Ela não era chata como a mãe, eu gosto dela. Eu esperei todos irem para a cozinha e fui atrás.
– Hm, eu adorei o seu cabelo. – A garotinha que me olhara antes falou.
– Obrigada. – Sorri. – Qual o seu nome?
– Saafa Malik. E o seu?
– Charlotte, Lottie ou Charlie.
– Vou te chamar de Charlie, é um lindo nome. – Apenas assenti e ri. – Você sempre trata a sua mãe assim?
– Minha mãe? – As palavras saíram rasgando na minha garganta. – Ela não é a minha mãe.
– Não? Mas por que você a trata assim?
– Ela é chata. – Sussurrei. Ela riu. – Olha Saafa, se prepara para comer a gororoba dela hein? – Pisquei.
– Você é legal.
– Você também é. Agora vamos logo. – Segurei em sua mão e fomos correndo até a cozinha. A anos ninguém tinha feito eu me sentir tão bem como Saafa me fez.
– Lottie você vai acabar se machucando e machucando a pequena Saafa também. – Emma disse. Antes que eu pudesse dizer algo, Saafa falou por mim.
– Eu não ligo se eu me machucar, é divertido. – A senhora Malik olhou para Safaa com um olhar surpreso e fez um sinal para ela ir se sentar. Foi o que nós duas fizemos.
Continua ...
Notas finais
Deixem reviews :)
Charllote : http://weheartit.com/entry/19267080
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