Live While We are Young
7 Pensamentos
Notas iniciais
NIALL’S POV
Harry já havia me contado diversas vezes sobre Sophia, de como ela era linda, gentil, educada, engraçada, divertida e em todas às vezes fazia questão de ressaltar que apesar de modelo ela tinha um corpo incrível. Eu já a havia visto na
televisão algumas vezes, em entrevistas,comerciais, mas nunca pessoalmente. Pelo jeito que Harry falava ela parecia ser uma garota perfeita, o que sempre me deixou confuso sobre suas verdadeiras intenções com ela. Harry não era homem de uma mulher só, mas parecia gostar muito de Sophia. Ele sempre dissera que o que havia entre os dois era apenas amizade, me convenceu depois de um tempo.
– Hey, Niall, estou indo pra casa de Sophia, ela vai fazer um doce brasileiro que disseram que é uma delicia. Quer ir comigo? – Harry me convidou, enquanto
descia as escadas da casa que ele dividia com Louis, todos os outros garotos
tinham ido passar o dia com as namoradas então fui ficar com Harry, mas não
sabia que ele iria sair.
– É... não sei, será que ela vai gostar de me receber? – perguntei realmente com duvida, mas com uma vontade enorme de aceitar.
Algumas fãs brasileiras já tinham twitado sobre esse doce pra mim, e eu estava com muita vontade de experimentar.
– Claro que vai, ela é muito educada e uma grande fã. Vai surtar quando souber que to te levando lá. – ele falou já pegando as chaves do carro. Levantei peguei as do meu, porque quando eu saísse de lá iria direto pra minha casa pegar umas coisas, eu estava fazendo uma pequena reforma e depois ia passar uns dias com Harry e Louis. O segui por todo o caminho.
– Ai meu Deus, Niall é a visita? – disse ela assim que abriu a porta.
Eu nunca tinha visto uma brasileira tão linda como aquela, ou melhor, uma garota tão linda. Harry estava certo,ela parecia ser perfeita.Os olhos cor de mel estavam em perfeita sintonia com os lábios carnudos e bem desenhados dela, os
cabelos compridos e lisos, ondulado apenas nas pontas, castanho claro, quase
louro, desenhava perfeitamente o formato do seu rosto e eu a olhava feito um
bobo.
– Como você não me avisou antes Haz? Eu poderia ter feito... Sei lá... — continuou
– Não se preocupe comigo, ta tudo bem. Eu queria apenas conhecer a garota de que todos tanto falam. – eu a interrompi deixando-a sem graça.
– Todos falam? – ela sorriu meio confusa, e foi o sorriso mais bonito que eu já tinha visto.
– A gente vai ter que terminar essa conversa parados aqui mesmo? – comentou Harry rindo e a empurrando para o lado para entrar no apartamento.
– Ah sim, entra Niall, já que o educado do Harry já entrou. – ela disse ironicamente fazendo uma careta pra ele. Todos rimos e então entrei.
– Obrigada – respondi – Pois é todos falam... Quero dizer, imprensa, fãs... HARRY – comentei enquanto andávamos e enfatizei a ultima palavra olhando pra Harry, que riu.
Ela sugeriu que sentássemos no sofá e fossemos escolher algum filme para assistirmos, e assim fizemos. Ficamos conversando bastante, e eu não tirava os olhos dela. Prestei atenção em cada detalhe do seu rosto, do seu corpo, em como ela falava e em como se movimentava, nunca senti nada igual, minhas mãos suavam cada vez que ela se direcionava a mim e me fazia alguma pergunta.
Os minutos foram se passando e Sophia ou So, como Harry a chamava, me deixava cada vez mais bobo. O modo como ela tratava Harry era extremamente amigável, e me fez ter certeza que o lance entre os dois era apenas amizade assim como ambos já tinham dito.
Ela se levantou para fazer o doce que Harry pediu e eu concordei de que já estava na hora de comermos, não pude deixar de olhar seu corpo perfeitamente desenhado com curvas maravilhosas enquanto ela andava de costa pra mim.
– Meu Deus – deixei escapar, completamente fascinado com aquilo. Por sorte foi apenas um murmúrio, ela não ouviu.
– Ela é perfeita não é? – cochichou Harry, olhando pra ela e depois pra mim.
– É o que parece – respondi ainda encantado.
Ele riu e eu também. Percebi que ela se curvou um pouco na cozinha tentando nos enxergar, mas logo se virou para o fogão. Harry como sempre curioso, mexia em uns jogos que estavam misturados com o dvds na mesa de centro. Até que achou o seu preferido e entrou em uma pequena discursão com Sophia sobre a quem pertencia.
O cheiro do tal brigadeiro já estava me deixando louco. Ate que ela veio com a panela ate o balcão onde eu estava indo também, despejando o doce em uma tigela. Aquilo estava tão convidativo que apenas peguei uma colher que estava do meu lado e coloquei em baixo da panela de onde o doce estava sendo despejado e rapidamente coloquei na boca.
– Vamos logo Haz, deixa de drama, vem logo comer isso aqui que já ta pront... Niall calma ainda ta quente. – ela gritou tentando me alertar, mas eu já tinha colocado tudo na boca.
– AAAAAAAAAAAAI – gritei ainda com a boca cheia de doce. Meus lábios pareciam que estavam pegando fogo, era uma sensação de ardência com dor. Mas o gosto era bom. Harry e Sophia caíram na gargalhada.
– Você não viu que ela acabou de tirar isso do fogão? – disse Harry
– Vi, mas... não achei que tivesse tão quente. – sussurrei, meus olhos encheram de lagrimas, eu não ia chorar de dor, mas a ardência fez com que eles ficassem vermelhos. Fiz um biquinho e olhei pra baixo tentando enxergar minha boca. Ação inútil.
– Nossa Niall, queimou mesmo. Vem aqui que tenho uma pomadinha pra queimadura bucal, ando sempre bem prevenida, nunca se sabe né... – Sophia me puxou pelo pulso em direção a seu quarto, vi que Harry fez meio que uma careta e tive impressão de ter o ouvido bufar, mas continuei andando. Sentei na pontinha da cama dela, e tive a visão do paraíso quando ela se curvou de costas pra mim pra pegar o kit de primeiros socorros.
– Me deixa ver – pediu sentando-se ao meu lado. – Faz biquinho de novo. – ela me imitou e sorriu.
Eu não sabia o que fazer naquela situação, aquela garota estava mexendo comigo de um jeito estranho, de um jeito que ninguém nunca tinha mexido antes. Pelo menos não tão rápido.
– Nossa, ta ardendo. – gemi, fazendo um pequeno drama.
– Ah Niall, nem queimou tanto assim, só ta um pouco vermelho. – ela falou se aproximando de mim com a pomada nas mãos.
Eu não estava conseguindo me controlar, e olhava fixamente dentro de seus olhos, ela retribuiu o olhar, mas parecia não esperar por aquilo. Tudo naquela menina era convidativo, e comecei a olhar também para os seus lábios, me aproximei mais alguns centímetros dela e já podia sentir sua respiração, que aumentava o fluxo assim como a minha. Tirei uma mecha de cabelo que caiam sobre seus olhos e pus atrás da orelha, levando minha mão esquerda à sua nuca. Fomos fechando os olhos a medida que nos aproximávamos e nossos lábios estavam quase se tocando...
– Então já passou a pom... o que vocês dois estão fazendo? – Harry entrou no quarto estragando todo aquele momento, ele tinha esse talento já que não era a primeira vez que fazia isso.
– Ela só estava me ajudando aqui com queimadura – respondi tão nervoso e com raiva por ele ter entrado ali, que minha voz saiu entredentes e pareceu bem serena e calma.
– Sei, e desde quando beijo se tornou remédio pra queimadura?- ele resmungou e saiu do quarto.
Sophia já havia pulado de onde estava sentada e foi atrás dele tentando explicar o quase “beijo”, ela jogou a pomada no meu colo, mas a essa altura eu nem lembrava mais da dor. Pus as mãos na cabeça e cotovelos no joelho tentando entender se eu havia feito algo de errado. Harry sempre me dissera que os dois eram apenas amigos, então não haveria problema caso eu ficasse com ela. Mas ele ficou irritado e isso era um fato, eu precisava entender o porquê de Harry ter ficado daquele jeito, mas meus pensamentos sobre Sophia dominavam minha cabeça e eu não conseguia pensar em mais nada, a não ser nela. Ou melhor, o quanto eu esperava que Harry continuasse seguro quando dizia que seus sentimentos por ela não passava de amor de amigo. Eu jamais tentaria algo com alguém que um dos meus melhores amigos gostasse de VERDADE.
Era melhor eu ir pra casa colocar as ideias no lugar, tinha sido muita coisa pra pouca tarde. Saí do quarto e os informei que estava indo embora, eles tentaram me convencer a ficar, mas dei de ombros e bati a porta. Antes de sair fitei os olhos de Harry que me compreenderam no mesmo momento. Ele era meu amigo, meu irmão, me conhecia bem o suficiente pra saber o que estava se passando comigo.
Entrei no carro meio nervoso e dirigi ate minha casa, tomei um banho e fui ate a cozinha pegar um doritos com refrigerante. Nada tirava Sophia da minha mente e nem a imagem dela nervosa por Harry ter nos visto quase aos beijos. Ela agiu como se tivesse que dar alguma satisfação pra ele.
Mas eu não podia fazer nada a não seresperar e conversar com ele depois. E foi o que eu fiz.
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