Little Surprise - Concluída
1 Capítulo único
Notas iniciais
Dedicada a Bianca, escrevi com muito carinho.
Boa leitura a todos!!!
P.O.V Da Sam
— Não sei se gosto dessa ideia de ser vendada, eu já imaginava que você estava aprontando alguma. Quando um Nerd dá umas sumidas e evita a namorada até por mensagem, é porque definitivamente está aprontando alguma! — Comentei desconfiada.
— A Diabinha da relação é você, loira. — Sorriu cínico. — Não confia em mim? — Afastou uma mecha rebelde que caía sobre meu rosto.
— Claro que confio, mas... Ei, vai ser apenas a venda? Não pretende me levar amarrada, não? — Indaguei.
— Você quer ser amarrada? — Abriu um sorrisinho sacana.
Nos encaramos, comecei a rir.
— Sua mãe têm toda a razão, sou uma má influência para você, Frednerd! — Lhei arranquei uma risada.
— Princesa, é o seu aniversário. Só preparei uma surpresinha! — Acariciou meu rosto.
— Comprou bolo com recheio de Bolo Gordo? — Senti minha boca salivar.
— Você só pensa em comida? Ainda bem que guardei minhas economias, agora me deixa colocar isto aqui em você! — Ergueu um máscara de dormir.
— Não acredito que usa isto, é tão... Fofinha! — Exclamei e comecei a rir.
Freddie revirou os olhos, ele se aproximou mais e me vendou com a máscara/tapa olhos com estampa de carneirinhos pulando uma cerca.
Ser guiada às cegas era um tanto assustador, eu tropecei algumas vezes, o que me deixou meio irritada, se eu caísse a culpa seria toda dele. Meu namorado me pegou no colo, só daquele jeito me senti segura.
Ele ficou muito forte e gostoso depois que começou a malhar.
Assim que me ajeitou dentro do carro, tomando o cuidado de colocar o cinto de segurança, passou para o banco do motorista, assumindo o volante.
Nosso namoro já ia completar 3 anos.
3 anos de carinho, amor, brigas bobas e momentos incríveis. 3 anos de afeto, plenitude e fidelidade. 3 anos de romance um tanto clichê, 3 anos de Sam e Freddie se amando.
— 23 anos, minha Diabinha loira, como o tempo passa rápido. Eu te via correndo pelo corredor da Ridegway quando tínhamos apenas 13 anos... Naquele mesmo ano nos beijamos pela primeira vez. Aos 15 anos te levei ao Baile de Inverno, você estava linda naquele vestido violeta, era a única garota ali que tinha ido com All-Star. Aos 16 anos, tivemos o nosso primeiro encontro pra valer. Você pediu tanta comida que tivemos que lavar a louça no restaurante porque só consegui pagar metade da conta. Aos 17 anos, tivemos nossa primeira vez após o Baile de Primavera, eu estava tão nervoso que quebrei o fecho do seu sutiã e bati a cabeça na cabeceira da cama 3 vezes. Aos 18 anos, depois do colegial você se mudou, foi morar com seu tio Carmine. Só retornou para Seattle com 20 anos, eu te pedi em namoro porque não podia mais deixar você escapar... — Me emocionou.
— Amor, você está me distraindo ou tentando me fazer chorar? — Perguntei enquanto ele dirigia.
— Só estou sendo nostálgico, relembrando nossos momentos. — Me fez sorrir. — Chegamos! — Anunciou.
[...]
Balões roxos e fitas brancas enfeitavam o cantinho que ele havia preparado. Um pequeno bolo redondo de chocolate com morangos estava no centro de uma mesa redonda com dois lugares. Meus salgadinhos e docinhos preferidos estavam dentro de uma travessa, ali sobre a mesa arrumada tinha uma cesta enfeitada recheada com guloseimas.
Era um quarto alugado, ficava sobre uma Galeria de Artes. Um pequeno Flat para encontros românticos.
A cama estava devidamente arrumada, lençóis e colcha ambos de cor roxa. O que era a nossa cor, bem a nossa cara. Uma mistura de nossas cores favoritas.
Azul+vermelho: Roxo.
Meu moreno havia pensado cuidadosamente em cada detalhe.
Uma garrafa de lícor de Blueberry, duas taças. Pedacinhos de queijo e presunto como petiscos.
Ninguém nunca havia preparado uma surpresa tão fofa para mim.
O quarto alugado estava preparado para uma longa noite romântica.
— Gostou da surpresa, princesa? — Me abraçou por trás.
— Amei, bebê! — Me virei para beijá-lo.
Nos beijamos até nosso fôlego faltar e minha barriga começar a roncar.
Todas aquelas delícias me deixaram com fome.
Freddie puxou a cadeira, sentei me sentindo em êxtase. Ele sabia ser um cavalheiro. Estava tão lindo e perfumado.
Se eu soubesse da surpresa, teria colocado uma roupa melhor. Pelo menos eu estava cheirosa.
— Sua lasanha preferida. — Retirou a tampa de uma travessa de vidro. — Ainda deve estar morna, ficou o tempo todo tampada. — Me serviu uma generosa fatia. — Seu queijo ralado favorito. — Ele abriu o pacotinho.
— Que amor, você pensou em tudo mesmo. — Sorri.
— Não é todo dia que uma princesa faz 23 anos. — Abriu a garrafa de lícor.
Lícor era uma bebida fraca, docinha e suave. Poderíamos beber a noite toda sem problema algum.
— Fiz o bolo. — Contou me surpreendendo.
— Você fez o bolo? — Ele não era de cozinhar.
Eu que me dava bem pilotando o fogão
— Sim. — Confirmou me deixando orgulhosa.
— Tá bonitinho. — Olhei para o bolo coberto de chocolate e morangos suculentos.
— Se tiver ruim, você vai jogar na minha cara? — Perguntou.
— Aí depende. — Começamos a rir.
[...]
— Sou sua sobremesa? — Me arrepiei toda sentindo sua boca roçar pela pele exposta dos meus ombros.
— Quero beijar cada pintinha do seu corpo... — Retirou minha blusa, sua boca desceu por minhas costas. — Sua pele é salpicada de sinais, amo cada detalhe em você... — Beijou minha clavícula.
E assim meu moreno começou a me enlouquecer, espalhando beijos por todo o meu corpo.
— Não! — Puxei meu pé.
— Não seja boba, ainda não terminei... — Beijou a parte de cima do meu pé direito.
Foi subindo pelo meu tornozelo, perna e coxa. Roçou os lábios na parte interna da minha coxa, o dedo deslizando por minha virilha.
Me contorci com seus toques.
— Por favor, eu preciso de você... — Pedi.
— O que você quer, princesa? — Agarrou as laterais da minha calcinha rendada.
— Quero sua boca me dando prazer. — Remexi os quadris, inquieta.
— Seu desejo é uma ordem, Alteza. — Sorriu e abaixou minha peça íntima.
Sua boca alcançou meu púbis, ele plantou um beijo molhado e desceu para meus lábios vaginais, os separou me abrindo para dar a devida atenção ao meu clitóris.
Fui ao céu, levada para o doce paraíso quando sua língua começou a me acariciar do jeito que eu gostava.
Aprendemos tantas coisas na cama ao londo do nosso namoro.
Freddie Benson foi o meu primeiro em tudo. Juntos éramos um só. Dois jovens apaixonados, vivendo um amor tão intenso quanto nós.
— Amor, só me faça sua logo, quero te sentir agora... — O puxei pelos ombros.
Olhos castanhos brilhavam me fitando com tanta paixão e ternura.
Ele assentiu e começou a se despir, logo fui saudada por sua bela ereção. O tamanho perfeito para mim, para as minhas mãos, boca e para o interior quente e molhado do meu corpo que ansiava para recebê-lo logo.
Estava sendo o melhor aniversário de todos.
Meu Nerd gostoso colocou a camisinha e se ajeitou sobre mim.
— Feliz aniversário, Sammy, te amo tanto! — Beijou meus lábios, meu pescoço e deslizou para dentro de mim enquanto afundava o rosto entre meus seios.
— Oh, eu também te amo, baby... — Apertei minhas pernas ao seu redor.
Suas estocadas eram sempre lentas no começo, depois se intensificavam e se tornavam profundas, fortes e frenéticas. A cama rangia e a cabeceira batia na parede.
Arranhei suas costas e cravei os dentes em seus ombros.
Nossos corpos sacudiam, se chocavam e suavam deslizando em mais pura sincronia num encaixe perfeito.
Loira e moreno. Pele branca e pele bronzeada. Olhos claros e olhos escuros.
Complexos. Opostos. Imperfeitamente perfeitos.
Atingimos o clímax ao mesmo tempo.
— Obrigada pelo lindo presente, bebê. — Me aconcheguei deitando em cima do seu peito.
— Mal posso esperar para te fazer mais uma surpresa no seu próximo aniversário. — Beijou minha cabeça.
Eu com certeza ia compensar quando chegasse seu aniversário.
Completar 23 anos ao lado dele foi mais que perfeito. Eu guardaria para sempre aquela surpresa especial.
Notas finais
Curtiram???
Não deixem de comentar e favoritar. Bjs
Fale com o autor