Little Secret

1 Little Secret (Oneshot)


Notas iniciais
Olá, pessoinhas! Tudo bom? Estou aqui com minha primeira oneshot de Haikyuu e estou muito feliz de compartilhá-la com vocês. Espero muito que gostem, pois eu acho esse casal fofo e engraçado. Como toda estória/fic minha, não pode faltar música. Música: I’m too afraid to fall in love - Bojet (https://www.youtube.com/watch?v=Xx1LrJnpsKg&list=FLOxzZZ9jfQ-udgUsdtyZ88g&index=5) Boa leitura, Mira Pevas.

Nada que mais um dia de treino no clube de vôlei da escola Nekoma. Yaku já perdera toda a paciência com Haiba durante o dia. O novato não sabia coisas básicas do esporte, seus veteranos não sabiam mais o que fazer com ele. No entanto, tinham total certeza que este iria conseguir ser o mais novo ás do time.

— Você não pula no tempo certo, está até desgastando o pobre do Kenma. — Morisuke cruza os braços e encara o de cabelos brancos.

— Comparado a você, eu tenho pernas longas. — Lev retruca com um biquinho.

O menor estreita os olhos, levemente irritado, e chuta a canela do atrevido novato.

— Nem consegue chegar no meu rosto pra bater. — Continua, rindo na cara do perigo.

Kuroo dá um tapa na cabeça do novato, sabendo que o líbero ia ficar com raiva — mais do que já estava.

— Respeite o Yaku, Lev. Ano que vem nós não vamos estar aqui pra puxar no seu pé. — Fala o capitão do time, colocando as mãos na cintura. — Kenma, não fuja. — Alerta ao loiro assim que o mesmo saia de fininho para jogar videogame. — Enfim, amanhã continuamos o treino.

Todos assentem e vão para o vestiário trocar suas roupas.

Haiba encara o líbero, sentindo-se um pouco mal pelas bagunças… Porém era a única forma de demonstrar que sente algo pelo mais velho. Da maneira mais errada, inclusive. Ele termina de trocar suas roupas e segue com o time para fora da escola.

— Ei, Lev, te pago um lanche. — Morisuke fala num tom calmo e então sorrir de lado para o mais novo.

— Sério? — Pergunta animado.

— Claro que sim. Por que está tão surpreso? — O líbero rir da reação exagerada do futuro ás.

— Ah, porque você vive me batendo então eu penso que você não gosta muito de mim. — Ele coça a nuca.

— Você sabe muito bem porque eu te bato. — Rola os olhos sabendo que o mais novo não tinha limite para as bagunças sobre a altura do mais velho.

— É que eu nunca vi alguém tão baixo…

Yaku pisa com força no pé do maior, que se encolhe com a dor. Ele faz biquinho olhando para o veterano, que estava de braços cruzados e uma expressão irritada. Haiba encara os olhos castanhos do veterano, queria ter coragem porém doía um pouco, tentava ignorar essa pressão no peito, contudo não se sentia capaz de expressar suas emoções.

E quando expressava levava um chute do mais velho.

— Vai esperar eu sair da escola pra você parar de ser assim? — Arqueia a sobrancelha encarando os olhos verdes do mais novo.

— Talvez — sorrir largo e toca nos cabelos do mais velho.

“É macio…”, pensa calmo. Queria poder ficar mais tempo tocando no cabelo do outro, se o mesmo não tivesse tirado sua mão dali. Eles seguem pela rua até um quiosque que vendia dango. Não hesitaram em pedir alguns da senhorinha que trabalhava ali.

Sentaram-se num banquinho debaixo da tenda e ficaram olhando o pôr-do-sol. Lev olha de canto para Morisuke, que mantinha-se focado nos detalhes do céu. O mais velho nota que está sendo observado, virando seu rosto para o mais novo.

— Perdeu alguma coisa na minha cara? — Indaga o líbero num tom áspero.

Haiba suspira pesado, encarando os olhos daquele ser que gostava tanto. Pensava em como os olhos do menor ficavam mais bonitos com aquela luz mágica. O de cabelos brancos toca na mão do veterano.

— L-Lev… o que…?

Yaku é surpreendido ao sentir os lábios do mais novo nos seus. Ele não sabia como reagir, nem entendia porque seu coração batia tão rápido com aquele ato. Ergue sua mão para o peito do maior, tentando se afastar dele.

Por que não conseguia?

Lev toca no rosto do menor, acariciando de leve a bochecha e aprofundando o beijo. Estava fazendo o certo? Estava realmente deixando seus sentimentos mais sórdidos se aflorarem naquele momento? Sentia medo do que o mais velho poderia fazer após o ato.

Eles se afastam, encarando os olhos um do outro. Morisuke abre a boca, mas fica calado pois não tinha o que expressar sobre o que acabara de acontecer. Seu rosto estava quente, seu coração parecia que ia pular do seu peito. Assim como Haiba estava, também sentia-se um pouco culpado.

— Desculpa, Yaku… Eu não queria…

— Idiota. — Murmura o menor, cruzando os braços e desvia o olhar.

— Eu…

— Calado.

— Mas…

— Mas o quê? Até quando você ia esconder isso? — Ele volta a olhar para os olhos verdes do mais novo.

Haiba morde o lábio inferior, desviando o olhar para que o outro não descobrisse mais que o necessário. Ele ouve o mais velho suspirar, então sente a mão do líbero na sua. O novato olha surpreso para o veterano, não entendendo aquilo.

— Yaku…

— Sim? — Olha para o maior.

— Obrigado. — Sorrir alegre e beija a testa do menor.

— Pelo o quê? — Arqueia a sobrancelha, sem entender.

— Por entender meus sentimentos e não me rejeitar. Já estava começando a doer por eu não te falar isso. Iria piorar se eu visse você se formando e não expressasse o que eu sinto por ti. Sou grato por ter você perto de mim, mesmo que eu exagere um pouco nas brincadeiras sobre sua altura, mas… — ele encara os olhos castanhos do mais velho e encosta sua testa na dele. — Eu gosto tanto de você.

Morisuke arregala levemente os olhos. Era mútuo, porém não iria admitir logo de cara como o maior fez. Ele sorrir em gratidão e rouba um selinho do outro.

— Ainda bem que me disse antes. — Fala com um pequeno sorriso.

— Ainda bem.

Os dois não conseguiam tirar os sorriso bobos da cara. A senhora trouxe os dangos, deixando-os muito mais animados com a refeição.

— Ah, olha, Yaku… Esses dangos são do seu tamanho. — Zomba num tom inocente.

— Vou embora sem você. — Diz irritado apertando a bochecha do mais novo.

— Não faz isso!

Eles se encaram novamente, gargalhando baixo e logo aproveitando a noite estrelada que se fez presente.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem aquele comentário cheiroso e maravilhoso! Até mais, Mira Pevas.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!