Little Liars, Big Secrets
12 12 - Piper: Necrotério
Notas iniciais
P.O.V: Piper : Somebody To You
Clarisse deixou Thalia e Hazel na rua da casa da Sil e logo em seguida dirigiu até o Feeling Sanatorium. Quando chegamos, Clari perguntou:
— Okay, vamos dar umas de agentes da CSI e procurar pistas. Mas como vamos fazer isso sem eles nos internarem?
— Vamos pegar alguns uniformes no almoxarifado. – respondeu Rey.
— Espero que dê certo.
— Qualquer coisa, deixe comigo. – falei.
— Ah é, esqueci que você é a melhor mentirosa do grupo.
— Nossa, obrigada Clarisse de La Rue. – falei sarcástica.
— Vamos logo gente! – falou Annie.
Entramos no sanatório e Annie sugeriu que déssemos nomes falsos para a atendente. Logo após darmos os nomes, fomos procurar no segundo andar. Andamos por todo aquele andar, mas não achamos nada. Quando estávamos prestes a entrar no elevador, um homem nos parou.
— Estão perdidas? – perguntou ele. Seu cabelo era louro e seus olhos claros, de um tom de azul meio eletrizante. Parecidos com os da minha amiga, Thalia. Tentei ao máximo não ser hipnotizado pelos seus olhos.
— É... Nós queríamos saber onde fica o almoxarifado. – falou Reyna me tocando pelo ombro para me tirar do meu transe.
Mas eu não tive culpa, ele que é muito lindo.
— Ah claro! – ele disse – Mas, sem tentar ser enxerido, mas para quê exatamente?
— É porque vamos fazer um pequeno estágio aqui, pois estamos fazendo curso de enfermagem. Sabe a Sra. Beauregard sugeriu que fossemos aqui para se acostumar com o ambiente. Então precisamos ir ao almoxarifado para pegar um uniforme. – menti na lata. Mas isso era o de menos, o quê importa é se ele iria acreditar.
— Entendi. – ele disse sorrindo. Deuses, que sorriso lindo – fica no próximo andar.
— Ah e poderia nos dizer onde fica o necrotério? É que uma médica pediu para verificarmos uns arquivos. – falei improvisando.
— Claro. – ele começou – mas antes poderiam me dizer o nome de vocês?
— Sou Piper McLean, essas são Annabeth, Reyna, e Clarisse.
— Jason Grace. E o necrotério fica no quarto andar. – dizendo isso, ele saiu.
— Hummm, Piper McLean já se interessando pelo irmão mais velho da Thalia? – falou Clarisse maliciosa.
— É-é cla-claro que-e n-não! – gaguejei ficando muito vermelha.
— Negação é o primeiro passo Pips. Mas calma, ele também gostou de você. – falou Reyna rindo.
— Já shippo! Depois ajudamos você a conquistá-lo, mas agora vamos. – falou Annie entrando na brincadeira e nos puxando.
— Mas é sério Pips. Toma cuidado, por que eu tenho certeza que ele pediu nossos nomes só para não desconfiarmos de que ele queria o seu nome para ele stalkear você na internet. – falou Clari fazendo as meninas rirem mais ainda. Como eu queria matar elas por me deixarem mais vermelha ainda.
Chegamos ao almoxarifado e nos trocamos, logo indo para o quarto andar. Seguimos nosso plano e então eu e Annie fomos para o necrotério.
Procurei em várias pastas, mas não achei nada. Não havia nenhum dado sobre Katherine.
— Não achei nada Annie! – falei decepcionada.
— Procura pelo seu sobrenome, não seu nome. Procura Pierce nesses arquivos.
Procurei mais uma vez, dessa vez por Pierce. Annie estava certa. Achei o bendito arquivo.
— Achei! – falei. Annie veio até mim e pegou o arquivo.
— Ai meus Deuses! – falou Annie – Além de Elena, Silena e Katie visitavam Katherine!
O quê?
— Leia o que diz aí. – pedi curiosa.
-“Em uma das diversas visitas da Srta. Gilbert, irmã da paciente, a mesma relata ter muito medo de Katie Gardner, que visitava a paciente e um enorme ódio por Silena Beauregard, que também era visitante da mesma. Segundo Katherine, Silena havia destruído sua vida. Obviamente um índice de seus altos níveis de esquizofrenia.”— leu Annabeth – e se Katherine não era maluca, só se meteu com as pessoas erradas? Agora temos que descobrir qual era o motivo dela ter medo da Katie. Podemos perguntar a Elena.
— Acha que Katie pode estar envolvida no caso da Sil? – perguntei.
— Sim. Explicaria o motivo de a Katherine ter medo da mesma. Ela devia saber do quê ela é capaz.
— Gente! Saiam daí! Tem gente vindo! – falou Clarisse.
Guardamos os documentos na bolsa da Reyna e então fomos correndo para o elevador. Por sorte, ninguém nos pegou e fez mais perguntas. Sentimos nossos celulares vibrarem.
“Uau vadias! Vocês sabem jogar meu joguinho! Mas lembrem-se, quando se trata de um jogo, eu SEMPRE venço. Tomem cuidado, do mesmo jeito que eu internei Katherine, vou internar vocês também.
-S”.
— Bem, S confirmou minhas teorias. – concluiu Annabeth. – Katherine não estava louca, só sabia demais.
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