Little Heroine

1 Pequena Heroina


Aquela semana foi uma das piores para toda a equipe do NCIS, pois eles lidaram com explosões, brigas e saídas de colegas, bom a vida deles não era um conto de fadas a final de contas. Naquela manhã um pelotão de agentes vestidos de preto apareceu no escritório do NCIS, e Gibbs sabia que a CIA estava ali, pois, a sua equipe capturou o terrorista iraniano que eles procuravam a mais de cinco anos em apenas duas semanas. Porém a cereja em cima do bolo foi que a agencia não foi informada sobre isso.

– Agente Gibbs! – O Agente Muller rosna – Você possui alguma ideia do que fez? – O homem não possuía ideia de que todo aquele mar de ternos pretos estava deixando os membros sob o comando de Gibbs, incluindo Abby, Duck e Palmer com os nervos a flor da pele. A relação entre as agencias irmãs não era um ponto forte do NCIS, porém o MTCRT havia conseguido uma lista de “inimigos”, com resultado toda a equipe eram incapazes de falar todas as palavras de baixo calão que estavam em suas mentes pelo fato de terem enganado a CIA como também conseguirem ultrapassa-los.

Esse pensamento fez com que Tony olhasse para Ziva por um momento, os dois estavam de braços dados e suas alianças batiam umas contra as outras em um puro ato de nervosismo. DiNozzo e David eram parceiros a mais de uma década e casados a quatro anos, então Tony sabia muito bem que sua esposa estava prestes a perder a paciência, então o mesmo passou um braço ao redor de sua parceira tanto no trabalho como em sua vida pessoal e esse ato fez com que a mesma sorrisse ligeiramente quando ela percebeu o que seu esposo estava fazendo.

– Mamãe, quem são eles? – Uma vozinha falou em hebraico.

– Quietinha Sarah! Nós já vamos para casa, eu e o seu pai só temos de ficar um pouquinho mais. – Murmurou Ziva de volta em hebraico, a fim de que os agentes da CIA não entendessem.

Possuindo apenas três anos de idade, Sarah DiNozzo, achava muito difícil ficar em um lugar onde não possuía torta de cereja, o vestido que usava estava a machucando e o tênis que usava estava fazendo seus dedos doerem. Ela havia deixado seu ursinho Teddy no carro do seu pai. A garotinha olhou seu vovô Gibbs, ele não parecia feliz e porque havia um homem gigante gritando com ele? Sarah tentou encontrar respostas apenas ouvindo a conversa e como era uma prole de um DiNozzo e uma David a fez uma criança muito intuitiva sobre o que ocorria ao seu redor.

– Você não sabe que uma autópsia não autorizada é contras a lei? E sua cientista forense vai e mexe em nossas provas e seus agentes casados vão até lá e assustam todos os nossos suspeitos! Vocês são estúpidos? – O Agente Muller estava muito nervoso, porém ele não sabia que Gibbs e provavelmente toda a sua equipe não hesitaria em mata-lo.

– Hey! – Ziva falou assustada, pois não conseguiu pegar sua filha a tempo.

– Meu vovô Gibbs não é estúpido! – Exclamou a menina, caminhando até o homem e o olhando desafiadoramente. A mãe da garotinha olhava curiosa a próxima ação de sua filha.

– O meu vovô é um homem muito bom, e o papai e a mamãe falaram que ele sabe de tudo! – Muller para a garota, surpreso com sua súbita explosão e o resto da equipe estava de boca aberta para a atitude da garota. O homem não se preocupou em responder a menina, porém como ela era filha de DiNozzo, Sarah não iria tolerar ser ignorada.

– Hey! Gigante! Tia Abby e o vovô Duck, nunca estão errados! O meu papai falou que eles sempre os caras maus e você não pegou o que faz de você um estúpido! – Muller suspirou e possuía uma expressão confusa.

– Sarah DiNozzo! Peça desculpas agora! – Ziva falou um tanto espantada com o comportamento de sua filha.

– Não! O vovô Gibbs falou que eu só tenho de pedir desculpas se eu quiser e eu não quero! – A menina cruzou seus pequenos braços e mexia a cabeça vigorosamente, fazendo com que seus longos cabelos castanhos seguissem o movimento. Os adultos presentes naquela sala estavam chocados com a tamanha teimosia que a pequena possuía e se perguntavam aonde ela havia arrumado tamanha pirraça, contudo quando olhavam Tony e Ziva a pergunta se tornava idiota.

– Como você ousa me questionar, sua pirralha? – Um brilho de raiva passou pelos olhos de Gibbs e de todos daquele time pelo jeito que o agente chamou seu membro favorito.

– Com isto! – A menina rapidamente chuta a canela do homem, que urrou de dor. A fúria subiu rapidamente e o orgulho do agente foi ferido gravemente por uma criança de terna idade.

– Vem cá! – O Agente tenta pegar a menina, só que ele foi parado por Gibbs que o empurra para a parede mais próxima. DiNozzo possuía um brilho ameaçador em seus olhos, porém resolveu deixar que seu chefe agir.

– Vá embora! Antes que alguém de minha equipe tente te matar! E nunca mais olhe para aquela garota outra vez, vai ser a ultima vez, apesar disso eu tenho certeza de que seu ego foi suficientemente ferido. – Gibbs o liberou de seus braços, porém Muller pensava se era bom ou não revidar. Ele resolveu ficar quieto em seu lugar, ele ajeitou o terno e fez uma ameaça patética.

– Eu vou ter os seus distintivos! O Secretário da marinha está hospedando loucos!

– Tenho certeza disso! – Respondeu Palmer com um tom sarcástico e Tony sorriu pela atitude com jovem. O Agente da CIA olhou uma ultima vez os membros do NCIS e saiu com seus seguidores para o elevador. A medida que as portas do elevador se fecharam todos os pares de olhos daquele lugar se voltou para a menina que olhava para todos inocentemente com seus olhos verdes.

– Sarah DiNozzo! Venha aqui! – A Agente David possuía um tom severo, porém orgulhoso de sua cria. Em resposta a pequena corre para o seu avô e esconde-se atrás de suas pernas, envolvendo seus braços em volta delas.

– Vovô, a mamãe vai brigar comigo! – A menininha falou chorosa, Gibbs olhou para ela com um sorriso terno em seus lábios e rapidamente ele pega a garotinha no colo.

– Não, ela não irá! Eu não vou deixar! – Ele diz para que todos ouvissem principalmente a sua neta. Sarah aconchega sua cabeça no pescoço de seu avô, só que a pequena garotinha ainda podia ver os olhares divertidos de seus pais e amigos.

– Docinho, o que acha de um sorvete? – Gibbs oferece o doce à pequena que estava em seu colo.

Um sorriso aparece no rosto delicado daquela garotinha com a ideia de seu doce favorito.

– Vovô, podemos trazer alguns? A mamãe gosta de sorvete também! – Com a pergunta da sua neta, o sorriso de Gibbs aumenta ainda mais e a pequena Sarah sabia que isso era um sim.

– Eu amo o meu vovô! – Ela volta a aconchegar seu rosto no pescoço no de Gibbs e os dois se encaminham para o elevador.

– Sarah, você não acha que poderia ir andando depois de tudo o que você fez? – Perguntou a mãe coruja com um tom divertido na voz.

– Desculpa mamãe! – Gibbs parou momentaneamente – Mais o meu vovô disse que temos de ganhar uma recompensa depois de que a gente faz o nosso trabalho.

Tony assim como os outros riem da fala que a garotinha profanou, e Gibbs sorri com carinho para a sua neta.

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