Little Crow
2 Chapter 2 – Crane’s house.
Notas iniciais
Eu amo ler fanfic, e gosto de ler as notas iniciais, eu não sei porque, mas lendo o que escritor pensa da para enternder um pouco o que ele pensa e tudo mais.
Enfim lá vai, mais um capítulo, chega de blá blá blá!
Chapter 2 – Crane’s house.
Um apartamento simples, logo na entrada havia um corredor, que terminava entre a sala, cozinha, o banheiro e quarto.
Jonathan entrou instintivamente na sala procurando algo, Ane que não sabia o que estava fazendo o seguiu e quando ele virou ela bateu de cara no peito do magricela.
Isso estava o irritando profundamente, não suportava pessoas ao seu redor o seguindo, ele tinha que se encher de paciência quando os alunos da faculdade o seguem para retirar as duvidas e agora isso acontecendo debaixo de seu próprio teto. Mas algo o fez lembrar-se do porque ele estava cuidando dela.
Não parecia que ele fosse tão organizado. O apartamento era limpo, extremamente arrumado. Era decorado com uma mobília simples com tons de branco e preto. Parecia que ele gostava dessas cores.
— duas coisas – ele fala se virando pra a jovem – não mexa em nada, se por acaso eu deixar mexer, devolva no lugar exato.
Ane acenou positivamente com a cabeça. Por um momento de pausa no apartamento ela se lembrou do pai. “onde ele estaria?” ou “como esta?” eram perguntas que Ane não tirava da cabeça, e por isso ela andava na sala do jovem de um lado para o outro com muito medo enquanto ele fazia sabe-se lá o que.
—preocupada? – ele fala chegando por trás da garota com um sorriso diferente nos lábios.
Ele tinha uma caneca preta grande em sua mão, entregou outra branca pra a jovem.
— pode tomar – ele fala vendo que ela estava desconfiada do liquido– é apenas chocolate quente.
Crane meditava a jovem quando se sentou no seu sofá, fez o lembrar de um acontecimento a algum tempo atrás.
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Ane estava cansada, havia passeado a manha toda, almoçado e agora ajudava Jonathan com as correspondências da fabrica. Os malotes eram por cores dependendo do departamento, apenas os brancos eram do diretor/dono Harry.
Aos poucos a criancinha ia piscando os olhos castanhos claros; e por mais que ela tentava se concentrar depois de um almoço ela sempre dormia.
— você esta cansada – fala Crane usando um tom de voz debochado – mas não era você que fica acordada o tempo todo? Com a bateria ligada nos duzentos e vinte?
— eu não tenho bateria – fala ela bocejando.
— porque não vai dormir? – fala ele tentando soar o mais gentil possível.
— onde? – fala a jovenzinha que não negava mais o sono.
Crane arrumou umas pilhas de caixas com tecidos lavados em um canto, era macio e possuía cheiro leve de amaciante, logo a garotinha dormia.
— ele podia parar de me usar e cuidar dela – fala ele, para si próprio – já tenho que prestar atenção de uma sala de correspondência inteira.
Olhar ela dormindo, faria qual quer um se derreter pela menina que agora estava nos seus sonhos mais profundos. Mas não Jonathan Crane, ele já havia sofrido demais, e em seu coração habitava uma nuvem negra que não o fazia mudar de ideia.
Ele sofreu muito em sua infância e adolescência, perdera a mãe cedo, seu pai nunca conheceu ou seja estava sempre sozinho; Era sempre o mais alto e raquítico na sala, o que fazia os outros garotos debocharem dele. Além disso, ele possuía aqueles olhos, que as pessoas costumavam o invejar, e tratavam como um lixo por ser tão diferente dos padrões.
Por isso olhar uma garotinha que possuía tudo, que não tinha que trabalhar para ganhar seu sustento, que era tratada com amor (algo que ele nem fazia ideia que existia) não o deixava tocado.
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Ao acordar Ane notara que estava sozinha na sala de malotes, ela presumiu que o jovem devia estar entregando as correspondências e saiu atrás do mesmo.
Mas ao andar pelos corredores ela avistou uma bolinha preta no canto; de inicio ficou com medo achando que era um rato, mas logo notou que era um gatinho, ele miava fraquinho. Ela correu ate onde o animalzinho estava feliz para fazer um carinho; ela amava animais e achava gatos fofos, pois possuíam um pelo macio.
Ao passar suas delicadas mãos, no animal sentiu algo viscoso em suas mãos. E ao olhar, finalmente notara que algo vermelho saia do animal. Ela gritou e começou a chorar, sabia o que era, mesmo tendo pouca idade, sabia que era sangue.
O animal estava extremamente ferido e apenas agora ela notava. Ela custou a acreditar que o felino estava machucado. Mas ao invés de sair correndo ela continuou ali soluçando e cutucando levemente o animal já desfalecido.
— mas gatinhos tem sete vidas – começou a murmurar como se fosse uma oração.
Quanto mais falava aquilo pra si mais ela chorava e então sentiu uma mão no seu ombro, e se virou assustada.
— Jo-Jona-than – fala a jovem chorando – gatinhos tem sete vidas?- derrubando grossas lagrimas.
Ele a olhou com sem sentimentos algum, apenas agachou ao lado da garota e disse:
— não – ele fala encarando-a e ela por sua vez continuava a chorar – isso é apenas uma superstição.
Ela olhava os olhos azuis de Crane, continuava chorando e perguntou:
— vai morrer?
Ele suspirou fundo deixando um longo minuto de silencio, e soltou uma resposta sem piedade:
— sim.
Agora ela parecia se desesperar se jogou nos braços do jovem; ela gritava e soluçava um “porque” sentido e choroso.
Ele não entendia o porquê daquele drama, não sabia do amor dela pelos animais, ele ficara imaginando se o gatinho fosse realmente dela. O que ela faria?
Logo o departamento inteiro estava ali, e o mais rápido possível seu pai apareceu.
Ane não queria sair dos braços de Jonathan, chorava de soluçar mesmo seu pai tentando acalma-la.
— Jonathan, leve Ane até ao meu gabinete?- fala Harry com carinho.
A garota estava muito assustada, e chorava desesperadamente. A blusa social que Crane usava estava manchada de sangue que estava nas mãos da menina. Ela mal conseguia andar então cansado de arrastar a pequena, pegou-a no colo e levou ate o escritório do pai da mesma.
Ali, no sofá que havia no local, Crane sentou com Ane nos braços no mínimo sem saber o que fazer com a menina.
Ela por sua vez soluçava no colo dele. Não entendia como alguém ou algo podia ferir um ser tão fofo e inocente como um gatinho.
Mas ele sabia, sabia que o mundo era terrivelmente cruel com os mais fracos, e que quem sobra apenas sofre, e disso ele estava cansado.
— obrigado Crane por cuidar da minha filha– fala Harry entrando no local – Ane querida será que eu posso falar em particular com o Jonathan?
Ela em uma ato desespero, começou a gritar e chorar, repetindo que não queria ficar sozinha. Que era a culpada pela morte da mãe, e também do gatinho desconhecido.
Foi então que Crane deu um puxão do colo dele para encara-la:
— de onde tirou a absurda ideia? –perguntou a medindo com seus olhos azuis.
— fo-oi mi-minh-a cul-pa-a Jo-na-thann – fala soluçando.
— por acaso foi você que estava dirigindo o caminhão que matou sua mãe? Ou o cachorro que mordeu o felino?
— nã-o – responde a jovem chorando.
Um momento de silencio tomou o recinto e Crane percebendo que o rosto da jovenzinha estava mascarado com sangue que tinha ficado em suas pequenas mãos.
Pediu uma toalha para Harry, que no momento apenas ficava olhando como ele tratava sua filha.
Após limparem Ane e arrumarem nova camisa limpa para Jonathan, Harry se pronunciou:
— Gostaria que cuidasse dela sei que ela não é nada de você, mas depois que minha esposa morreu, ela nunca falou com outra pessoa além de mim, agora que te conheceu ela fala com todo mundo e interage com eles, devo dizer que você mudou muito minha filha – Crane parecia constrangido com aquilo ele não entendia o que Harry queria dizer – Isso é uma coisa inacreditável, e também um pouco egoísta da minha parte, mas todo pai quer ver sua filha bem e você fez isso obrigado – o queixo de Crane caia levemente após o elogio – Eu também queria te pedir uma coisa, se em algum dia ela tiver em apuros e eu não puder ajuda-la você poderia cuidar dela pra mim? Eu sei que é complicado o que eu peço, mas você é como um filho pra mim.
Crane tentava digerir as palavras do diretor, varias perguntas vieram em sua cabeça, desde o porquê do velho gostar tanto dele? Porque Ane simpatizava com ele? E se era como um filho porque ele recebia uma salario miserável? Mesmo trabalhando mais do que devia.
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Ele via a jovem olhando os livros da estante.
— gosta de ler?- pregunta ele.
Ela fez sim com a cabeça e virou, seus olhos grandes cor âmbar, e o encarou nos olhos.
Poucas pessoas faziam aquilo.
— tem muitos livros de psicologia – fala ela – você é psicólogo?
Ele fez um aceno positivo com a cabeça
— por isso o Coringa te chamou de doutorzinho?
Ele não a respondeu apenas continuou a encarar aqueles olhos que ele conhecia.
— porque me ajudou? – perguntou a ele.
— seu pai me ajudou varias vezes e se tenho essa casa e outras coisas foram por causa dele.
— esta fazendo isso por gratidão? – conclui a jovem.
— por ai – fala ele de forma seca.
Ane ficou encarando Crane por mais algum tempo, e ele não desviava os olhos dela. Ambos pareciam hipnotizados, ate que o relógio na parede fez os dois saírem do transe.
— meu pai – ela murmurou baixo, mas o moreno a ouviu.
— ele deve estar...
Ele não teve como terminar a frase, pois os olhos da jovem estavam já cheios d’agua.
— morto? –Conclui a garota.
Ele acena a cabeça mais uma vez positivamente.
Ela deixava as lagrimas caírem dos seus olhos, e o homem nem se importava com aquilo apenas olhava.
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Janeiro: 19 de 2007
Mary, sentada em uma cadeira de couro, agora dava seu depoimento sobre o que havia acontecido.
O espantalho entrara em sua casa quando seu pai, havia saído para trabalhar. Ele usou um sonífero e a carregou até o prédio velho vizinho da velha estação.
Ela passou todo dia ali ao lado dos três principais bandidos de Gotham. Coringa, Espantalho e Arquelina.
Contou ao Tenente que houve uma grande explosão e que fez com que ela pode sair correndo. (Deixou absolutamente tudo sobre Crane escondido, porque devia sua vida a ele).
Após uma manha exaustiva e deprimente, Ane soube que seu pai havia morrido, segundo o laudo foi uma morte por extravasamento de sangue feito por um corte. E foi encontrado o que tinha cortado o coração do senhor Tampy.
Era uma lamina em forma de morcego.
Aquele dia Ane passou odiar Morcegos.
Notas finais
E mais difícil ainda achar que o Jonathan posso ter um lado bom... mas no futuro vai ter algumas explicações pra ele estar fazendo isso.
Bom, o próximo capitulo pode demorar um pouco para sair... mas devo garantir para nossa querida Ane que não vai ter um velório comum.
Será que mereço Review?
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