Notas iniciais
Olá senhores. Há algumas coisas que eu gostaria de dizer: Primeiramente, sinto muito pelo incrivelmente grande atraso na postagem. Eu realmente não queria ter demorado tanto mas, infelizmente, alguns assuntos na minha vida pessoal surgiram e... Bem, eu não estava bem o suficiente para escrever graças a isso. Acredite, esse capitulo ficou incrivelmente empacado para escrever. Felizmente, agora eu consegui terminar. Não irei prometer outra data, desde que isso me causou estresse desnecessário. No entanto, quero garantir que não vou abandonar a história tão cedo. Segundamente, eu gostaria de perguntar a vocês que casa acham que Thomas estará. Eu já sei qual colocarei-o, mas gostaria se saber qual a que vocês acham, e por que. Terceiramente, espero que tenham uma boa leitura! E não sejam timidos. Todos os reviews são bem vindos e se quiser conversar comigo, algo da história, ou só quiser me conhecer, podem mandar uma MP, eu gosto muito de conversar com vocês. Oh, e por falar nisso, gostaria de mandar agradecimentos especiais a Quake e Kanon, que me mandaram MP's para perguntar se estava tudo bem. Gostaria de dizer que as MP's me ajudaram muito. Sinceramente, muito obrigado.

Thomas se encolheu um pouco, distanciando-se da garrafa que tinha sido jogada contra ele. O cheiro de álcool que atingia suas narinas queimava e ele se esforçou a ficar em silencio, mesmo que seu corpo infantil insistia em querer chorar.

Pare com isso. Pensou, irritado consigo mesmo por deixar algo como seu progenitor (Não pai. Não mais.) afetá-lo. Seus joelhos tinham alguns arranhões de quando ele raspou-os contra o chão anteriormente, mas ele não deu atenção, focado em olhar desafiadoramente para os olhos levemente avermelhados do homem adulto.

Vidrados. Furiosos e dolorosos olhos azuis, que refletiam seus próprios. Mas, enquanto os do homem eram um azul escuro e tempestuoso, os seus próprios eram um gelo-azul frio. Thomas se sentia muito orgulhoso deles. Depois de alguns anos de prática encarando seu próprio pai, ele sabia que poderia intimidar pessoas muito bem apenas com o olhar. Alguns juravam de pés juntos que seu olhar congelava as pessoas ao esquecimento.

Não, a magia de resfriamento que ele tinha aprendido a partir de um par de livros velhos no sótão não tinha nada a ver com isso, de fato.

— Aberração, todos eles. — Oh, seu pai estava falando. — Você, seu irmão e a puta da sua mãe. Juro que se não fosse contra a lei, eu a mataria, e a você, bastardo sujo do caralho!

Oh, esse era novo. Thomas franziu a testa para si mesmo. Ele já tinha ouvido seu pai chamar sua mãe de puta, — nada novo ali — mas ele ser um bastardo era algo novo. Dado que as palavras saiam da boca de um adulto bêbado e, pelo cheiro agudo e forte, drogado, ele não deu muita atenção.

A dor da surra já prevista era oca, conforme ele forçava sua mente a “sair” e distrai-lo. Tinha que tomar cuidado para não se tornar distraído demais, e impedir seu pai de assassina-lo por acidente, que tinha quase acontecido uma ou duas vezes e tinha algo haver com as cicatrizes de queimadura em seu peito, mas ajudou-o.

Voltou a lembrar o que tinha causado essa reação. Uma das poucas vezes que não tinha sido uma ação deliberada pela parte de Thomas para poupar seu irmão. Afinal: O menino era naturalmente quieto e obediente. Por si mesmo ele raramente levaria surras, a quantidade mínima de cicatrizes que tinha antes de “acordar” mostrava isso.

Ele já estava se distraindo novamente (como alguém se distrai da própria distração?). Essa reação tinha sido pela coruja que tinha entrado em meio ao café da manhã (ou mais especificamente, o treino de roubo de Thomas, para comer mais tarde desde que seu último castigo incluía “sem refeições”). Tobias Snape tinha ficado furioso, mas os olhos do mais novo dos irmãos tinha brilhado alegremente.

Cartas de Hogwarts! Naquele dia mesmo, Thomas e Severus tinham sido levados para obter seus materiais, principalmente de segunda mão, no Beco Diagonal. Foi um momento raro que os três bruxos podiam ter diversão juntos. Enquanto Thomas e Sev tinham crescido bastante próximos uns dos outros, sua mãe era bastante distante. Assim, tinha sido agradável obter um tempo com ela no Beco.

A mulher tinha mesmo comprado-lhes sorvetes!

Sim, Eileen era, entre seus pais, a favorita. Mas, novamente, isso não significava muita coisa considerando Tobias.

O sabor do sorvete tinha sido incrivelmente agradável, também. Algo de chocolate e menta, ele realmente não sabia, mas era verde e parecia aqueles chicletes que Lily tinha dado a eles outro dia.

Pensando nisso, a menina que ele tinha encontrado no Beco tinha sido bastante agradável. Alice, ela tinha dito que era seu nome. Ele não pode se impedir de achar ela incrivelmente familiar, algo ligado a seus sonhos, mas ele não podia entender o que. A imagem de um menino com bochechas redondas e um sapo veio a mente, também, mas não fazia muito sentido.

A menos que Alice seja um travesti. Pensou divertidamente. Então faz.

Apesar da distração, ele não pode deixar de notar quando a dor começou a ficar constante. A mesma, sem aumentar gradualmente. Piscou, saindo de seu estado entorpecido e olhou ao redor. Seu pai estava longe de ser visto, então ele se levantou, meio cambaleante. O frio costumeiro acalmou seus machucados e ele piscou, pela primeira vez raciocinando sobre isso.

Não estava frio, pelo amor de Merlin, era em pleno verão! Agosto!

Mordeu os lábios, pensando nisso. Ele estava sempre frio. Severus vivia reclamando de quando eles estavam fora e começava a ficar muito sol. Thomas tinha noção que estava calor, e concordava... mas ele realmente nunca sentiu isso.

Por que?

Muitas coisas eram confusas. Ele balançou a cabeça. Ou nem tanto. A resposta era tão obvia que ele tinha perdido por um momento.

Mágica.

É, as coisas trabalhavam muito fácil, assim.

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Depois de várias semanas excruciantes, Thomas finalmente observou o rosto sombrio de sua mãe na plataforma do trem. A fumaça machucava seu nariz quase tanto quanto o cheio do álcool e das drogas de seu progenitor.

— Sejam bons alunos — pediu ela, o tom hesitante e frustrado. Thomas podia entender porque. Ele podia ler as linhas de raiva no rosto de sua mãe, muito hábil em anos de fazer isso com adultos, para descobrir suas reações. — Sinto muito, mas não mandem cartas para casa.

Oh, isso. Thomas assentiu e Severus acenou com a cabeça, um pouco tremulo. Levou muito esforço para que o menino mais novo não revirasse os olhos com isso. A forma como Sev era um filhinho da mamãe muitas vezes o incomodava.

Bem, tanto faz. Pensou, revirando os olhos. Sua mãe se afastou, e, como se tivesse sido combinado, Lily apareceu, carregando sua própria mala e com os olhos brilhando de excitação.

— Sev! Tommy! — Ela exclamou, abraçando-os exuberantemente. — Querem sentar comigo, no trem? Eu estava com tanta saudades! Você parece pálido, Tommy. Deveria comer mais.

Os assuntos foram desconexos, mas ela continuou balbuciando sobre as coisas, animada. Sev reconheceu o som de nervosismo, e riu, cutucando-a no ombro.

— Hey, Lily, acalme-se — pediu. — Vamos.

Como um cavalheiro, pegou a mala de Lily além da sua própria e começou a arrasta-las para o trem. Thomas quase riu, porque sabia que era pesado demais para um garoto magricela como seu irmão.

Balançando a cabeça para si mesmo, ele seguiu-os. Sentia-se um pouco fora de lugar, como sempre. Lily e Sev eram melhores amigos. Eles podiam completar a frase um do outro, e saber quanto o outro precisa de ajuda ou não. Thomas era... Afastado de tudo isso. Ele se sentiu um pouco mal com esse conhecimento mas balançou a cabeça.

O dever dele era protege-los. Apenas isso. O resto não importava.

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Thomas não queria acreditar no que seus olhos estavam vendo. Ele tinha sido sentado no banco com Severus e Lily por alguns minutos agora, de frente para James Potter, Sirius Black e Remus Lupin. Sua respiração travou em sua garganta e ele encarava o livro que tinha mantido para distrai-lo no momento que percebeu o que estava acontecendo. Ele não queria que alguém notasse seu interesse incomum por James.

Tudo estava razoavelmente bom, até, bem, até eles começarem a falar de casas.

O pior assunto possível.

— ... Como meu pai!

Severus bufou com riso, e James Potter olhou fixamente para ele.

— O que foi? — demandou James, com um olhar incomodado. — Achou engraçado, é?

Thomas piscou, reconhecendo a forma como o seu possível pai (se aqueles sonhos fossem reais, ou algo assim) falou com Severus. Ele reconhecia aquele tom, muito bem. Era o tom de um valentão.

— Oh, não nada. — Severus zombou. — Se você quer ter mais musculo que cérebro.

— Há! Conheço o seu tipo. — Thomas se sentiu doente, ouvindo aquelas palavras saindo da boca do pai de Harry. Ele soava simplesmente muito como Vernon Dursley. — Provavelmente um Sonserino estupido, não é?

— Toda minha família era da Sonserina. — Sirius interrompeu.

— Poxa cara! — James olhou para Sirius com os olhos arregalados. — E eu achei que você era legal!

O Black riu, e balançou a cabeça.

— Talvez eu vou ser diferente — forneceu, divertido. — A ovelha branca da família Black.

— Idiotas. — Severus zombou. Lily mordeu os lábios, para a troca, parecendo chateada com a forma que James tinha agido com relação ao seu melhor amigo e pela forma como seu melhor amigo estava agindo. Thomas se manteve em silencio, ainda processando que seu pai, o pai de Harry, era um valentão idiota.

Bem, tinha que haver uma razão para Snape odiá-lo, no futuro. Piscou para si mesmo, percebendo que ele estava pensando confusamente, oscilando entre pensar em Harry e ele como entidades separadas, e pensa-los como a mesma pessoa.

Confuso...

— O que? — O tom venenoso de James chamou sua atenção. — Diga isso de novo, bastardo!

O que Sev tinha dito? Thomas não tinha prestado atenção, mas James parecia furioso, e Lily escandalizada. O garoto de óculos se levantou, olhando fixamente para seu irmão, parecendo pronto para bater nele.

— Hey! — Thomas se levantou imediatamente. — Vocês dois, se acalmem, agora.

Ele não gritou, mas seu tom frio e seco fez todos paralisarem. James olhou-o com os olhos arregalados. Sirius murmurou um fraco “esse cara fala?”, e Remus parecia apenas desconfortável com seus olhos azuis brilhando.

O Snape mais novo olhou criticamente para todos eles.

— Vocês tem o que? Cinco anos? Parem de brigar por coisas estupidas, como casas. Severus, você sabe melhor que ser um idiota preconceituoso com os grifinórios, e Potter, você está sendo para os sonserinos exatamente como os extremistas são para os nascidos trouxas. Severus não é um extremista, sua melhor amiga é uma nascida trouxa, pelo amor de Merlin! — Ele parou para respirar. — Façam um favor a todos nós e cresçam!

O silencio que se seguiu foi um pouco perturbador, mas Thomas não se importou, sentando-se novamente e puxando seu livro, chateado. James não voltou a zombar de Severus na viagem, e Sev não olhou para Thomas, mantendo-se estritamente observando a janela. Parecia aborrecido que o mais novo tivesse ficado contra ele.

Já Thomas? Thomas só queria que essa viajem terminasse logo.

Notas finais
Reviews, pessoal? PS: Se não leram as notas iniciais, leiam, ok?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.