Lithium.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Espero que gostem.

Não, eu não sou depressivo.

Beijos de luz.

Naquele momento eu desejei que seu sofrimento fosse eterno. Eu sofri, então porque você não? A vida nunca havia sido a mais justa, não vi motivos para discutir. Porque se erguer perante a um decreto da natureza? Um decreto que, por mais injusto que fosse, era real? Eu havia sido trouxa de acreditar que você fosse se lembrar de mim no final de tudo. Sua vida era perfeita demais para isso. Você só andava com as pessoas certas, pegava as pessoas certas e magoava as pessoas erradas. Ótimo. Fui um erro. Eu sei, mas um erro também ama, também sente dor e, acima de tudo, um erro sente raiva. E era exatamente isso que eu estava sentindo naquele momento: raiva; pura e crua. A raiva não é um bom sentimento a se sentir, mas eu preciso focar em um alguma coisa, alguma emoção, e não queria que este fosse à culpa, o desespero ou a tristeza. Não, a tristeza não. Meus pulsos ainda carregavam a marca da tristeza e ela não me trazia boas lembranças. Por isso me agarrei à raiva. Tão sincera, tão singela, mas tão ruim de sentir. Era como se algo apertasse meu coração só de ouvir seu nome, um peso no peito do qual eu só me livraria depois de ver sua derrota, você caída no chão, aos meus pés. E isso faria com que a raiva fosse embora, e junto a culpa, o desespero, a tristeza que eu evitada sentir.

Tudo fluiria de mim como água corrente e isso seria bom. Talvez o melhor sentimento do mundo.

De liberdade.

Notas finais
E então, chuchus?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!