Notas iniciais
(leiam com a música por favor http://www.youtube.com/watch?v=NwrVYjJmNmo)

Acabei por passar o dia com Niall, abraçados, sem dizer uma única palavra. Depois tive de ir embora. Niall disse que esta noite dormiria em casa da mãe, e que amanhã passava lá por casa cedo para se despedir, e fazer as malas. Hoje não estava capaz disso.

Eu andei lentamente até casa enquanto chorava. Eu não queria afastar-

me do Niall. Não queria que ele mudasse de cidade. Neste momento estava capaz de odiar a avó dele. Por nos separar. Mas não odiei, porque afinal não deixava de ser avó do meu namorado. E ela estava doente. Merecia o neto a seu lado... Mas o meu lado perverso desejava que ela não estivesse doente e que não precisasse do Niall, porque queria-o só para mim, e pelo contrário, o meu lado bom, desejava que ela ficasse boa num instante, não só para bem dela, como para nosso bem, meu e de Niall.

Em casa Louis chorou junto comigo. Ele já sabia. Afinal, o seu melhor amigo iria estar longe durante sabe-se lá quanto tempo. Nessa noite não me apeteceu jantar. Sentei-me na borda da cama de Niall e abri o seu roupeiro, fiz-lhe as malas. E por estranho que pareça aquilo fez-me sentir melhor, apesar de parecer que estava a fazer as malas ao meu marido para o expulsar de casa.

Depois acabei dormindo na sua cama.

Na manhã seguinte, como previsto ele estava lá para se despedir de todos. Ele abraçou Harry, Emma e Catarina, sempre tentando não chorar. Chegou ao pé de Louis e desfeche em lágrimas. Louis igual. Nunca tinha visto nenhum dos dois chorando tanto, nem eu mesma me tinha visto chorar tanto.

Louis abraçou-o. -Vais voltar não é? Tens de voltar.

-Eu volto. Vou voltar. Ou pelo menos lutar por isso.

-Eu vou ter saudades tuas Nialler. -Lou disse entre soluços.

-Eu também. Muitas. -Niall abraçou Louis uma última vez e olhou para mim. -Amor...

Eu abracei-o enquanto os dois choravamos. -Vai correr bem...

-Não te esqueças de mim.

-Não esquecerei Niall. É impossivel.

-E isto não é um adeus! É um até já prolongado! Porque eu voltarei.

Eu beijei-o, ele beijou-me e tornou a abraçar-me. -Amo-te. -ele sussurrou.

-Eu também. Muito.

-Amo-vos a todos. -ele disse, e todos o abraçamos.-Então... Até já. -ele sorriu. Acenou e entrou no carro da mãe. Que arrancou. Ele ficou acenando na janela, tal como nós, até o carro desaparecer lá ao fundo.