(…)

De manhã quando acordei Louis não estava em casa, estranhei. Tomei o pequeno almoço, peguei no skate –é eu amo andar de skate.- e nos fones e fui dar uma volta. Quando se mistura skate, música, e vento batendo na cara, é como se estivéssemos no paraíso. E eu, estava tão concentrada nesse paraíso que acabei chocando com alguém.

-Auu! –eu gemi.

-Desculpa. Estás bem? –uma rapariga ajudou-me a lev

antar. –Foi sem intenção.

-Na boa…

-Ui… Tens de tratar isso. -ela olhou para o meu joelho ferido e coberto de sangue. –Anda, eu cuido-te disso. Vem comigo. –ela arrastou-me até sua casa.

-Como te chamas mesmo? –eu disse enquanto me sentava na sanita da sua casa de banho.

-Catarina. E tu?

-Melanie. Não és de cá não?

-Não. Portugal, estou cá através de intercambio.

-Ah.

-Ainda doí?

-Não tanto. Obrigada. –eu disse. Dirigimo-nos até à cozinha para tomar um copo de sumo. Recebi uma mensagem.

«Tenho saudades tuas. Onde estás?» Era o Niall. E ao lê-la sorri.

-Que sorrisinho. Namorado?

-uh…Sim. Namorado.

-Logo vi.

-Olha, Catarina, eu tenho de ir. Obrigada por tudo. –eu acenei-lhe. –Liga-me podemos combinar algo.

Dei-lhe o meu número despedi-me mais uma vez. saí montada no meu skate, ainda com algumas dores.

«Perto do Nando’s, vens cá ter?» Eu respondi a Niall.

Ele não respondeu. Minutos depois estava no Nando’s.

-Então? O que aconteceu ao teu joelho? –ele disse enquanto nos sentava-mos.

-Nada de especial. Caí.

-Estás bem?

-Sim. Agora sim.

-Hum… Anda. Vamos passear. –ele levantou-se da cadeira e puxou-me com ele. –Deixas-me andar no teu skate?

-Claro. Mas onde vamos?

-Passear. Não sejas curiosa princesa.

Após uma longa caminhada por Londres acabamos por ficar no jardim da casa dele. Os seus pais estavam trabalhando. Deitámo-nos à sombra de uma àrvore.

-Tens noção do quanto esperei por isto?

-Isto? –eu perguntei.

-Sim isto. Quer dizer… Tu, nós.

-Desde quando?

-À quanto tempo nos conhece-mos?

-Sempre.

-Pois… -ele riu baixinho e aproximou-se de mim. –És linda.

-Achas mesmo? Já te viste ao espelho? –ele tornou a rir.

-Não sejas idiota. -ele virou a cabeça para o céu.- Sabes que mais?

-Tens fome?

-Em cheio. Vamos comer?

-O príncipe manda.

-Tá. Então se mando, eu mando que me dês um beijo.

-Quem disse que o príncipe eras tu? –eu beijei-o– Pronto. O príncipe eras tu...