Depois da praia, Niall foi para casa e nós também. Passou-se uma tarde ‘chata’, eu estava desanimada e não tinha vontade de fazer nada. À noite jantamos, Lou insistiu que eu lhe contasse o que se passava, ele queria saber porque eu estava assim, triste. Eu expliquei, e por uma vez na vida, ele não tinha um conselho para me dar.

Por volta das 23:00 Lou aterrou na cama, e eu, que não tinha companhia

fui-me deitar também. Mas claro, que, sem sono fiquei a pensar no quão parva eu havia sido. Como pudera ‘rejeitar’ o rapaz do meus sonhos. Sou uma grande idiota não sou?

Acho que só uma idiota com remorsos ficaria acordada até às três da madrugada a pensar nisto. Pois, eu fiquei.

Eu, farta da maneira de como me sentia, desci as escadas do beliche cuidadosa e rapidamente, vesti uns jeans e um casaco por cima da camisa de noite. Saí de casa. A casa de Niall não era longe, então corri até lá. O quarto dele era na parte de trás, portanto eu tive de passar os arbustos que rodeavam, depois comecei a atirar pedrinhas para a sua janela. Pudendo, algum tempo depois, ver a sua silhueta perfeita assomar-se à janela.

-Mel? –ele disse esfregando os olhos.

-Podes vir cá abaixo? Por favor?

-Hu… Claro. –ele desapareceu da janela e pouco depois vi-o à minha frente de pijama.

-Podemos falar? –eu olhei-o.

-Claro, senta-te. –ele sentou-se no relvado e eu ao seu lado.

-Não consegui dormir…

-Porquê?

-Tu… A tua proposta… Eu acho que…

-Que? Tens uma resposta é isso? É que se é diz logo.

-É. Eu já tenho uma resposta. –eu disse entrelaçando os meus dedos na relva. –Sim.

-Sim? Sério que sim?

-Sim.

-Então, nós agora… Nós…

-Acho que sim! –ele beijou-me e eu acariciei-lhe o rosto.

-A principio teria ficado de mau humor se me tivesses vindo acordado só porque não conseguias dormir, mas como é para isto, nem me apetece que vás embora.

-Pois, mas eu tenho de ir. Encontramo-nos amanhã tá? –eu disse levantando-me, enquanto sacudia os restos de relva na minha roupa. –Dorme bem.

-Tu também. –ele levantou-se, beijou-me e ajudou-me a passar os arbustos. –Amo-te.

-Eu também de amo Niall. Até amanhã.

Ele acenou e eu voltei para casa com um sorriso parvo na cara. Acho que cumpri a minha missão.

De manhã eu levantei-me por volta do meio-dia. Louis estava na sala e eu corri até ele e beijei-lhe a cara. –Bom dia mano!

-Bom dia Mel! Então? Foste fazer uma visita ao Niall ontem foi?

-Hum? Como sabes?

-Ele esteve cá de manhã. Ele contou-me.

-Ah! Claro. E não me acordaram porque?

-Ele não quis. Disse que vinha cá depois de almoço.

E veio. Depois de almoço cá estava ele. Perfeito como sempre. Enquanto isso, eu já tinha ligado para Emma e Harry, para contar as novidades, eles haviam de vir ter connosco mais tarde.

Por agora, os nossos planos eram ir para a London Eye.

-Então vamos. Boo-bear, levas o carro?

-Sim, o Boo-bear é táxista, leva todos a todo o lado... Nem penses, vamos andando que nem é assim tão longe.

-Pronto. Vamos lá.

Durante o caminho eu ia com a cabeça encostada ao peito de Niall, enquanto íamos conversando. Depois, quando chegámos à London Eye tivemos de esperar por Emma e Harry.

-Olá gente! –Emma apareceu.

-Olá Em!! –disse abraçando-a -Onde está Harry?

-Harry? Harry? Ãh? Ele vinha mesmo atrás de m... Harry? –ela olhou para ele, sei lá… talvez espantada ou indignada… -Que raio estás fazendo?

Olhámos para o mesmo sitio que Emma, Harry corria apavorado fugindo de um pombo.

-Oh meu deus! Meu melhor amigo não é normal. –eu levei a mão à cara.

-AAAAAH!!! Kevin não me larga! –Harry gritou, continuando a fugir do pombo.

-Esse nem é Kevin, ele está em casa. –Louis disse.

-Ajuda! –Harry correu até nós e escondeu-se nas minhas costas.- Aff! estava a ver que o maldito pombo não me largava! -Nós desatamos rindo -Que é?

-Harry quem foge de um pombo? –Eu disse.

-Pelos vistos ele. –disse Emma.

-Oh eu juro! Eu juro. O pombo queria-me comer!

-Pobre Harry! –Louis disse ironicamente.