Notas iniciais
Olá pessoal, a one de hoje foi pedida pela EloeClarisseOlympus inspirada na música Máscara da Pitty e confesso que me deu certo trabalho e por isso que demorei tanto, enfim, espero que gostem!

-Você só precisa ignorar o que ela diz – Annabeth sentenciou e, logo em seguida, acrescentou: — Vai por mim, ela só quer chamar sua atenção.

Chris ergueu uma das sobrancelhas, mas não ousou dizer coisa alguma. Acontece que quando a adolescente afirmava algo com tanta certeza, era difícil convencê-la do contrário.

-Além do mais – A loira continuou com um pigarro – Acho que Clarisse gosta de você.

Bom, se isso fosse verdade ela tinha uma maneira bastante esquisita de demonstrar. Ele teria dito isso, porém o foco do que Annabeth falava estava em Percy e não em si.

A situação era a seguinte: Chris, Annabeth, Grover e os Stolls estavam aproveitando o intervalo entre a terceira e quarta aula sentados na mesa de sempre, quando Percy chegou reclamando sobre algo que Clarisse havia comentado ou feito e foi aí que a loira começou seu pequeno monólogo.

-Não tenho tanta certeza disto – Disse Percy após mastigar o pedaço de uma pizza – Eu acredito que o objetivo dela é me irritar – Fez uma careta – Eu só não consigo entender o porquê.

Isso sim era bem mais provável, caso contrário, se Annabeth estivesse certa, Clarisse estaria interessada em mais da metade da escola.

A adolescente abriu a boca para retrucar, contudo Grover a interrompeu:

-Que tal mudarmos de assunto? Vocês não vão acreditar no que aconteceu na aula de física...

Finalmente Chris juntou-se a conversa enquanto o grupo ria dos acontecimentos daquela manhã, mas sem que ele percebesse, algo dentro de si cresceu com o desejo de investigar aquela história mais a fundo.

Era exatamente isso que ele faria.

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-Clarisse! Clarisse!

Chris enfim parou de chamar quando a garota em questão olhou para trás em sua direção e... Voltou a andar como se ele não existisse.

Acelerando o passo, ultrapassou as pessoas no corredor até que conseguiu alcançá-la no jardim frontal da escola.

-Oi, nossa! – Ele exclamou/arfou – Você anda bem depressa.

Silêncio da parte dela. Olhada ao redor em busca de testemunhas caso ela resolvesse atacá-lo da parte dele.

Foi aí que o adolescente percebeu que se quisesse fazê-la falar teria de causar algum impacto, por isso parou e quando Clarisse estava há uns dois seguros metros de distância, disse:

-Percy me contou que você se declarou para ele hoje.

Ela parou de andar. O vento parou de soprar. Até mesmo a Terra deu uma pausa em seu processo de rotação.

A adolescente virou-se bem devagar e Chris analisou sua expressão. Não havia nada de surpresa envergonhada como se um grande segredo tivesse sido revelado, apenas um nojo profundo misturado com o brilho de sede de sangue no olhar.

-O que foi que ele disse? – Ela perguntou lentamente.

Soltando um longo suspiro, Chris resolveu falar a verdade. Uma coisa era arriscar a vida por uma causa. Outra totalmente diferente era envolver um amigo.

-Certo, talvez eu tenha inventado isso – Como ela revirou os olhos e fez menção de dar meia volta para ir embora, continuou: — Eu só quero saber por que você pega tanto no pé dele, só isso.

Clarisse franziu as sobrancelhas como se estivesse estudando a possibilidade de contar os motivos por trás de suas ações. Chegou até a abrir a boca, mas então deu de ombros e saiu andando de forma apressada.

Chris estava começando a cogitar a sanidade mental dela quando uma mão pousou em seu ombro.

-Chris – Reconheceu a voz de Connor – Precisamos pegar o ônibus antes que ele vá embora.

Ao se virar deu de cara com os gêmeos e então entendeu o motivo da adolescente ter se retirado tão rapidamente. A última coisa da qual eles precisavam era uma plateia para aquela conversa.

-Vamos.

Aquele assunto, no entanto, ainda não havia terminado.

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As coisas não teriam dado tão certas se ele as tivesse planejado.

Sua mãe resolvera fazer uma limpeza geral na casa e como ele não estava nem um pouco interessado em ajudar, resolveu dar uma volta pelo parque. E que bela surpresa fora encontrar Clarisse por lá brincando com um Rottweiler.

Houve um momento de hesitação enquanto o adolescente ponderava se deveria se aproximar, até porque a probabilidade de ser mordido – por Clarisse, não pelo cão, era bem grande.

Criando coragem, fez seu caminho até ela com seu melhor sorriso.

-Oi, Clarisse – Cumprimentou ao manter um olho sobre a garota e o outro no cachorro – Que surpresa ver você por aqui.

Clarisse lançou um olhar desconfiado na direção dele e respondeu com uma bela dose se silêncio.

Suspirando, Chris sentou-se ao lado dela no banco e disse:

-Olha, que tal você me contar por que fica enchendo o Percy?

-Se eu te contar vai me deixar em paz? – A adolescente perguntou de forma abrupta.

-Sim!

Não.

Clarisse revirou os olhos e começou a acariciar a cabeça do Rottweiler antes de iniciar a explicação:

-Algumas pessoas gostam de praticar esportes, outras gostam de ler, mas eu gosto de provocar. Gosto de ver o brilho de raiva nos olhos das pessoas enquanto elas tentam me ofender de volta. Eu já tentei parar, de verdade, mas é mais forte do que eu – Ela deu de ombros – É quem eu sou.

Chris apenas analisou o rosto da adolescente. Era bem difícil acreditar que não havia um acontecimento obscuro por trás das ações dela, porém se era o que ela estava dizendo.

Clarisse levantou-se parecendo pronta para ir embora, contudo antes que fizesse isso, completou olhando fundo nos olhos do moreno:

-Além do mais, aqueles punks deveriam me agradecer por isso! Eu estou os tornando mais fortes, sabe? Preparando eles para encarar a vida.

Enquanto a assistia ir embora, Chris achou estranho o fato de ver um pouco de sentido em tudo o que ela dissera. O certo não seria achá-la doida?

OOOoooOOOoooOOO

Se Clarisse era doida então ele era completamente maluco por ter voltado no dia seguinte, na semana após essa e na outra que se seguiu.

Conforme o tempo ia passando os dois gastavam mais e mais horas na companhia um do outro. Nunca estavam sozinhos, claro, já que o Rottweiler – que ele descobriu se chamar Deimos – sempre os acompanhava.

Chris se viu cada vez mais ansioso para que o final de semana chegasse e ele pudesse se encontrar com a adolescente, e o cão, lógico.

Se há um mês alguém tivesse dito que eles se tornariam quase amigos, Chris teria rido na cara do infeliz, mas a verdade é que gostava bastante da companhia de Clarisse e achava que no fundo, bem lá no fundo mesmo ela também gostava da sua.

E foi assim que os dois acabaram sentados no banco de sempre naquela agradável tarde de sábado.

-... Então ele me olhou com aquela cara de peixe fora d’água que ele tem e eu saí andando.

Chris sabia que não deveria rir do que a adolescente estava falando sobre Percy, até porque o cara era seu amigo, mas realmente não conseguiu se segurar.

Os dois então caíram num silêncio confortável que não era exatamente incomum para eles e o moreno se pegou olhando para ela, algo que ficava cada vez mais frequente desde que começaram a se encontrar.

-Perdeu alguma coisa na minha cara, punk? – Clarisse perguntou enquanto o encarava.

Dando um sorriso lateral Chris pensou que talvez estivesse gostando um pouco mais do que deveria da companhia da garota. E algo precisava ser feito a respeito disso, não?

Inclinando-se para frente, olhou no fundo dos olhos castanhos avermelhados da garota antes de unir seus lábios aos dela. O universo parou novamente como se esperasse pelo desfecho que aquela ação tão ousada traria.

Foi apenas um selinho simples, até por que — o adolescente jamais admitiria, mas se não se entregasse muito ao beijo, talvez ainda desse tempo de correr no caso de uma retaliação na base dos socos.

Quando se separou, encarou Clarisse com uma coragem que não possuía. Ela parecia confusa com as sobrancelhas franzidas daquela forma e o rápido olhar que lançou até a boca dela fez com que seu corpo estremecesse e a cabeça pensasse que se seu destino era a morte, então pelo menos tinha valido a pena.

Contrariando totalmente as leis do universo, a adolescente fechou os olhos mais uma vez e inclinou o rosto para cima, e dessa vez Chris a beijou de forma apropriada, adorando o fato de Clarisse ser tão ela mesma.

Se ele era maluco, então não queria estar são.

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-Então – Annabeth começou, tentando ao máximo controlar sua expressão de horror – Como foi que isso aconteceu mesmo?

O “isso” ao qual ela se referia, era o fato de Chris estar sentado em sua frente com um braço ao redor de Clarisse na mesa em que o grupo sempre almoçava. Se Connor, Travis e Grover tinham percebido a presença da adolescente não pareciam surpresos, já Percy...

É, Jackson estava lá sim, mirando os dois com sua famosa cara de peixe fora d’água. O casal trocou um rápido olhar e deu de ombros simultaneamente.

Um silêncio incomum predominou, para logo em seguida ser interrompido por uma gargalhada alta e descontrolada vinda de Percy.

-Já entendi! – Ele exclamou alto o suficiente para todo o refeitório ouvir – Isso é só um pesadelo! – Uma pausa enquanto as pessoas na mesa o encaravam perplexas – Eu só preciso dar um jeito de acordar.

O adolescente puxou a manga da camisa e deu um beliscão no próprio braço, quando não houve nenhuma alteração ao seu redor, murmurou:

-Acho que preciso de um impacto mais forte – E saiu correndo em direção a uma parede como se pretendesse bater de cabeça nela.

-PERCY! – Gritou Annabeth enquanto ela, Grover e os gêmeos saiam correndo para tentar impedi-lo.

A risada que Clarisse soltou foi descontrolada e até mesmo um pouco maligna, contudo, a fazia parecer tão viva e bonita que Chris não resistiu e beijou-a na bochecha.

A cotovelada que recebeu em troca deixou-o sem ar, mas tudo bem, porque era um gesto tão típico dela que não chegava a incomodá-lo.

Na verdade, o fato de Clarisse ser quem era o tornava um homem cada vez mais apaixonado.

-PERCY, NÃO! – Ele ouviu Grover gritar.

Soltando uma risada, Chris pensou que de agora em diante a hora do almoço seria bem mais divertida.

Notas finais
Eu gostei bastante do resultado, não sei vocês, então deixem um comentário com as críticas e sugestões. Acho que a principal mensagem da música é ser você mesmo e eu me apeguei mais a isso do que ao título na hora de escrever... Resumindo, espero que continuem lendo e participando, beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.