Lise Morgan
1 Capítulo 1
Eu era somente uma garota, tinha 17 anos e meu nome era Lise Morgan, por que eu estou referindo-me ao passado? Bem uma simples resposta, eu já estou morta.
Era tarde da noite, minha mãe e meu pai tinham discutido de novo, minha mãe não parava de gritar e meu pai também ,sempre tenho que escutar essas brigas, mas hoje foi diferente. Meu pai estava bêbado, ele começou a ficar agressivo, minha mãe tremia, ela estava tentando acalma-lo quando eu cheguei da escola. Meu pai me puxou pelo braço e disse:
— Vá para seu quarto e fique la até amanhã, não terá jantar hoje.
Minha família é muito pobre, já estou acostumada a não comer nada de noite, como meu pai mandou eu subi para meu quarto. Minha mãe estava com raiva e gritando para meu pai não encostar em mim, ela disse a ele que se encostasse em mim de novo ela o mataria.
Foi uma noite agitada, acordei me vesti e fui para nova escola, por causa do trabalho do meu pai temos que nos mudar muito, já é a quarta vez que mudamos nesse ano. A sala de aula era bem agitada, mas os alunos pareciam ser boas pessoas. Me apresentei e me sentei ao lado de uma garota de cabelos ruivos, ela era linda tinha os olhos verdes e usava um batom vermelho que ficara ótimo na sua pele. Na minha frente só conseguia ver cabelos castanhos bem arrumados.
O sinal da escola tocou, era intervalo, já que era meu primeiro dia é normal ficar sozinha, mas eu preferi tentar conversar com alguém. As garotas da classe eram altas, bem pelo menos para mim. Tenho aparência mais jovem do que a idade que tenho, não tenho corpo e sou muito baixa, isso já me fez sofrer bulling, mas nada sério.
A aula foi legal, os professores são legais. Sempre gostei de história e, sempre fui muito boa. Quando cheguei em casa meu pai estava chorando e pediu para eu escutá-lo um pouco. Com uma voz de choro ele falou:
— Lise, me perdoe por ontem eu bebi demais e....e... acabei me descontrolando. Isso não irá acontecer de novo, sua mãe não quer falar comigo, então peça desculpas por mim.
— Tudo bem, eu falo mas lembre-se quando você beber que você me prometeu que não vai beber de novo. Não quero que brigas assim ocorram. Você me entendeu? Eu disse olhando com um olhar sério.
— Entendi. Desculpa! Disse ele.
Então chamei minha mãe, ela estava costurando, então esperei ela terminar o trabalho e falei:
—Meu pai quer que você o desculpe, ele disse que está arrependido. Ele já pediu para mim e disse que não irá beber de novo.
—Não posso perdoa-lo ele fez algo terrível, ele machucou você. Eu não ligo que ele bebeu um pouco demais, mas ele não podia ter encostado um dedo em você. Disse ela quase chorando.
Tentei convence-la mas ela já tinha decidido, ela não iria perdoa-lo tão facilmente. Fui ao meu quarto estudar. As provas já tinham começados e como já que entrei na metade do ano, perdi muita coisa.
Era 00:30, então fui dormir, não queria parar de ver minha série mas...
Acordei e me arrumei, o uniforme era meio curto, mas não podia fazer nada. Cheguei na aula e, por algum motivo desconhecido a classe inteira começou a rir quando entrei, ignorei e sentei na minha carteira. A menina dos cabelos ruivos, descobri o nome dela era Julie Sky achei estranho o nome dela ter sky. Ela mudou de lugar, agora ela sentada atrás de mim. Ela sussurrou algo no meu ouvido a única coisa que entendi foi nanica.
Já estou acostumada ser chamada de nanica, mas o que me perturba é não ter entendido mais nada. Os alunos estavam estranhos, quando eu tentava falar algo todos riam e eu estava recebendo muitos bilhetes com uma menina baixinha. Eu sou meio lerda para estender as coisas, mas já entendi que eu serei o brinquedo da classe.
Mas um dia que está acabando, a aula acabou e o dia está quase. Cheguei em casa e minha mãe falou algo que me fez tremer e chorar. Ela disse que meu pai tinha levado um tiro no estômago e que ele esta no hospital. Estava chocada e não queria acreditar, que raiva não acredito.
Quando cheguei na aula no outro dia, mais uma desgraça para completar. A única coisa que pensei quando cheguei foi: COMEÇOU!
Eu sei que sou baixinha e pensei que esse fosse o motivo da "zoeira", mas não era, era por que eu tenho a aparência de uma menina de 5 anos, nunca me vi em situação pior além de ser zoada pela minha altura era zoada pela aparência e falta de corpo. Pronto era o fim, queria me desaparecer quando os alunos começaram com os comentários maldosos, eu gostaria de saber por que eu?
Cheguei em casa de cara amarrada, minha mãe começou a me perguntar o que foi, não respondi e subi para meu quarto, estava furiosa, só se passava uma coisa em minha cabeça, por que em todo lugar que vou ou estou eu sou alvo de bulling? Não tenho amigos, pois todos acham que estou mentindo quando digo minha idade.
Se passaram alguns meses, a situação não saiu do controle, mas era desconfortante, todos olhavam para mim com o olhar de sarro, que raiva. Até que a bela Julie falou:
—Parem! Coitada ela ainda é humana, ela pode ser a pessoa mais estranha, baixinha, irritante, mas ainda é humana e tem sentimentos! Você está bem?
—Sim, obrigado. Não me importo tanto só é um pouco chato. Eu respondi a olhando com um olhar de sinceridade.
—Venha lanchar conosco, essa esquisitona de cabelo roxo e verde é a Sara Caint, o de óculos escuros é o Sam, o retardado que esta brincando com a comida é o Guy e o que esta ajudando com a meleca é o Josh e eu so...
—Julie não é? Eu disse a interrompendo.
—Sim! E qual é o seu nome?
—Sou a Lise, Lise Morgan. Disse muito feliz, finalmente estava arranjando alguns amigos.
Guy e Josh era bem brincalhões e eles eram lindos, tinham olhos azuis cor do mar e cabelos castanhos. Sam era mais quieto e tinha cabelos loiros e olhos castanhos. Sara era legal e sabia conversar ela tinha o cabelo metade verde metade roxo, não sei a cor dos seus olhos ela usava lentes de contato coloridas. E Julie era legal mas meio patricinha.
Eles disseram que eu era muito fofa, fiquei muito feliz. Quando cheguei meu pai estava em casa ele estava bem, e já superou o acidente. Não tive a oportunidade de te-lo perguntado o que aconteceu, então eu perguntei a minha mãe, ela disse que ele viu uma moça sendo assaltada e deu um soco na cara do bandido e, por isso que levou um tiro.
Estava ansiosa para ver meus novos amigos na escola, fui dormir para o outro dia começar logo. Andamos umas semanas juntos. Eles eram muito legais até certo acontecimento. Me convidaram para contar histórias de terror na escola, já que sou uma grande adoradora de terror, aceitei. Josh que começou a contar a história, ele tinha talento para isso:
—Nesse mesmo lugar havia uma outra escola. Os estudantes eram muito bem ensinados e os professores não tinham tanta preocupação sobre coisas como bulling. Uma menina nova entrou na escola, a sala de aula dela era nessa mesma classe que estamos. Ela era baixinha e tinha uma cara de uma garota de 5 anos.
O piano começou a tocar quando ele começou a falar da aluna nova que por algum motivo se parece comigo, pelo o que ele descreveu. Mas eu ignorei.
—Ela era muito estranha, não falava com ninguém e parecia que ia matar alguém a qualquer momento. Ela brigava bastante com os alunos e um dia 5 alunos desapareceram do nada, por coincidência eram os mesmos alunos que ela brigava.
Continuando a história Julie contou:
—No outro dia quando ela entrou na classe todos estavam a olhando com cara de nojo. Ela fingiu que não sabia o que estava acontecendo. Depois desse acontecimento algumas coisas estranhas começaram a acontecer, pessoas começaram a desaparecer e coisas como musicas tocadas em piano, flauta, harpa, caixa de musicas começaram tocar.
Nesse momento quando ela disse isso, mas uma vez eu ouvi uma musica começar a tocar, mas dessa vez era na flauta.
— O governo preocupado mandou fechar a escola e, os policias investigarem o que estava acontecendo. Depois de 3 meses investigando encontraram no subsolo da escola os 5 alunos que desapareceram primeiros, eles estavam mortos, os corpos estavam mutilados e a pele rasgada, uma cena horrenda de se encontrar. Eles reabriram a escola, mas expulsaram a suposta culpada. Os acontecimentos continuavam e uma aluna jurava que viu os espíritos dos alunos jurando vingança contra Lise, ela disse que depois que ela os matou as crianças queriam vingan...
Interrompi a história e reclamei;
—Por que o nome dela era Lise?! Por que esse personagem é tão parecida comigo?! Alguém me explica!
Então Julie respondeu:
— Você é tão burra, eu acho que é verdade você é a culpada por tudo de ruim, você deve ter pedido para seu papai pagar uma identidade falsa para você entrar na escola. Por que você não sai? Ninguém te quer aqui, nem mesmo seu pai ou sua mãe querem ficar perto de você, você é irritante e não tem assunto. Tudo que você faz é ficar na tua, não fala com ninguém e ainda se faz de santinha vítima, você só é uma baixinha que deve voltar para o primário.
Todos começaram a rir de mim, comecei a chorar, por algum motivo não consegui controlar as lágrimas nem meus braços, eu empurrei a Julie na parede, e continuei gritando com o rosto cheio de lágrimas enquanto ela chama Guy e Josh.
Quando eles chegaram ao meu lugar eles começaram a me bater, senti uma dor insuportável em meu olho, eu estava sangrando muito, eu só conseguia dizer parem , e só conseguia chorar e gritar. Estava doendo, estava doendo, estava doendo muito. Minha visão começou a ficar embaçada e comecei a perder a respiração, estava morrendo e, ao contrário dos filmes não se passou um flash back da minha vida na minha cabeça, tudo só ficou escuro e a única coisa que eu ouvia era a voz da Sara, a única que tentou parar todos:
—Vocês são loucos! Como conseguem?! Além de terem matado ela, vocês arracaram o olho dela!
Julie respondeu:
—Deixa aí, ou melhor joga no lixo, lugar de lixo é no lixo. Sim, arrancamos o olho dela, deixa assim não vai fazer diferença para ela, era tão baixinha que não enxerga não é novidade!
Foram as únicas coisas que ouvi além das risadas de Julie e os demais, obvio tirando a Sara que não concordou. Me encontrei em um beco escuro e eu juro que matarei eles, eu quero vingança.
Meu nome é Lise Morgan, tenho 17 anos e vou me vingar de todos que me irritaram, mesmo que, para isso tenha que ir para o inferno juntos a eles.
Fale com o autor