Notas iniciais
Eu tô atrasada nas leituras e nas respostas dos reviews, mas não morri ainda aqui. Kori e Anne, suas lindas, obrigada pelos comentários, logo logo responderei ^^

A primeira lembrança que tinha de Benji era do dia que se conheceram, aos seis anos de idade, quando Miguel desembarcara no Brasil com o coração partido pelo fim do casamento e o filho no colo. Benjamin era, então, um garoto rechonchudo, de pele de alabastro, bochechas coradas e cachinhos dourados. Ele não falava português direito ainda e chorava por qualquer coisa — na época, Daniel não sabia, mas agora entendia que o motivo do choro fácil era a ausência da mãe.

Tornaram-se amigos devido à amizade dos pais, porém, com o tempo, Benji se transformou no primeiro garoto de quem ele gostou, antes mesmo de compreender direito o que significava ter interesse romântico por alguém.

— Você acha que é possível saber que quer passar o resto da vida com alguém quando só se tem dezesseis anos? — Daniel perguntou.

— E você, acredita que é possível? — Alberto devolveu a pergunta.

— Não tenho certeza nem se estarei vivo amanhã, mas o Benji...

— Será que você não está entendo tudo de forma muito literal? O Benji se expressa de maneira intensa, é o jeito dele, não é?

— Ele parecia bem certo do que estava dizendo.

— E por que isso não é uma coisa boa?

Notas finais
Lembram que no começo, numa conversa dos boys, o Benji falou pro Dan que ele não era o único que tinha perdido a mãe e o Dan falou pra ele não comparar? Pois é, a mãe do Benji é francesa (desculpa se eu tô obcecada pela França ultimamente, c'est la vie), daí quando os pais se separaram, ele ficou com o pai, e não foi uma separação amigável. Sendo assim, o Benji não podia ficar feliz porque vai morar na França e vai poder ver a mãe mais vezes? Bom, ele cresceu achando que tinha sido abandonado, e o Miguel nunca se esforçou pra tirar essa ideia da cabeço dele (Miguel não é santo).