Linhagens e Amizades
42 Capítulo 41 - Yang
Notas iniciais
Mas vem como presente de aniversário! Hoje (28/12/2008), "Linhagens e Amizades" faz um aninho, graças a vocês! É muito bom estar aqui no Nyah e contar minha história, ver que vocês me recebem com tanto carinho!
Então espero que gostem do capítulo final da Nayuri e também do presente especial no meio da história! Nos vemos nos revies! Beijos!
Capítulo todo em Pov´s da Nayuri
FLASHBACK ON
Depois de deixar Akemi ciente do que achei pertinente, me enfiei floresta adentro com várias dúvidas e um pensamento de ódio dominante: Uchiha Madara tinha comandado o extermínio de todo o meu país, minha vila, minha família. Todos mortos pela sede de vingança dele. Apenas porque queria os Uzumakis para sua vingança. Eu não fazia idéia do que me esperava dali em diante, mas fui sensata ao não enfrentá-lo. Melhor que ninguém eu sabia daquilo que o Uchiha era capaz. Várias coisas me vieram à mente, mas ainda não tinha como pensar nelas com clareza. A única coisa que sabia é que deveria manter meu teatro sem um vacilo sequer, enquanto não tivesse coletado todos as informações perdidas naqueles anos.
Em pouco tempo descobri que tinha sido vítima de um poderosíssimo genjutsu, que aparentemente apenas ele sabia fazer. Descobri também que provavelmente apenas eu poderia fazê-lo, já que no momento em que fui confrontada com algo sobre meu verdadeiro passado, no caso o reencontro com Akemi, minha segunda corrente de chakra forçou a derrubada do genjutsu. Não faço a mínima idéia de como ele havia feito, mas a verdade é que Madara ainda tinha como certo a minha obediência velada.
Os meses passaram e chegavam a nós notícias sobre Naruto. Eu me mantinha ausente de emoções, mas vibrava por dentro, pensando que ele ainda estava a salvo e que onde eu estava, poderia fazer alguma coisa por meu sobrinho.
Em pouco tempo, uma organização de ninjas renegados e poderosíssimos foi criada, sob os auspícios de Madara. Eu nunca me tornei uma Akatsuki, com a desculpa que não era uma renegada, mas sim uma vingadora. Eu jamais riscaria o símbolo da vila que tanto me orgulhava.
A Akatsuki era uma organização de maioria masculina. Oficialmente, apenas Konan representava a parcela feminina no meio daqueles criminosos e aparentemente tinha um relacionamento doentio com Pein, um louco que se comparava a Kami. Mas um louco muito, muito perigoso. Por vezes, Madara me disse para me manter afastada do caminho daqueles dois e de qualquer um deles. Eu era a propriedade particular do vilão, que comandava sem comandar.
Sim, era uma confusão dos shinigamis. Madara era o líder, mas por temer que descobrissem sua identidade, assumiu oficialmente a identidade de Uchiha Itachi e com um jutsu poderosíssimo revitalizou o corpo que ocupou antes de tomar o do nukenin de Konoha, que foi preservado por anos com os experimentos do tal Orochimaru. Com apenas um porém: como era também o corpo de um Uchiha e de identidade conhecidamente morta, usava uma máscara que deixava à mostra apenas o olho inútil e um anagrama de seu nome original: Tobi.
Certo dia eu estava num dos esconderijos da Akatsuki, no principal. Era uma grande reunião e foram dias para todos chegarem. Uns tipinhos que eu realmente odiava estavam por lá: aquele malfadado discípulo de Jashin e seu parceiro mercenário eram, na minha opinião, o que de pior tinha naquele lugar. E parece que o tal Hidan tinha um especial fetiche por mim... sorte minha, na opinião dele.
- Eu tenho absoluta certeza que se esconde porque é a mulher mais bela do mundo – Eu mantinha a compostura na maioria das vezes, por pedido de Madara que se encarregava de colocar limites nos outros. Eu era uma espécie de “protegida” de Uchiha Itachi e todos temiam a fama dele e mal sabiam que tinham razão sim, mas não apenas por tratar-se dele.
- Hidan-sama, creio que os outros estão aguardando ansiosamente sua presença – Limitei-me a lembrar o homem do compromisso que tinha levado todos ali.
Foi com asco que vi o homem aproximar-se de mim como se eu não sentisse e falar com aquele tom sujo em meus ouvidos:
- Eu os faço esperar mais um pouco... enquanto você e eu fazemos um bocado de coisas gostosas no meu quarto... – Eu tive vontade de arrancar aquela língua nojenta que serpenteava pela abertura da boca do meu uniforme. Eu ia fazer muito pior, mas retesei ao sentir a presença de Madara próxima, apenas para que eu ficasse ciente de que ele nos observava. Achando que tinha sido aceito, Hidan prensou-me na parede, com as mãos já ávidas a tocar no meu corpo como nenhum outro tinha feito.
- Ah delícia, você não faz idéia de quanto tempo eu quero isso... agora eu vou mostrar prá você o que é um homem de verdade. Vai ver que aquele moleque nem de longe sabe como te deixar tesuda...
Ah, que nojo, que vontade de matar aquele desgraçado! Mas daí eu me lembrei que era quase impossível matá-lo... mas ao menos capá-lo eu queria! Foi a primeira vez que me senti aliviada ao ouvir aquele timbre rouco que me remetia à maior dor e sede de vingança de minha vida. Num segundo eu tinha meu corpo preso ao de Hidan na parede, no segundo seguinte, respirava livre e observava o corpo do nukenin da vila oculta das Fontes Termais jogado na parede oposta, com Madara fitando ameaçadoramente.
O covarde tremia e com razão.
- Qual parte do “não encoste um dedo imundo na mulher” você não entendeu?
Hidan sorriu, ainda que estivesse temeroso:
- Mas eu não ia encostar “um” dedo... ao total eu tenho dez. Vamos lá Itachi, não seja egoísta, não reserve a gracinha só prá você.
“Só cinco minutos Kami, só cinco minutos com ele e descarrego todas as minhas frustrações nesse insuportável!”
Madara não pareceu importar-se com o gracejo, com uma kunai perfurou a garganta do homem, deixando a cabeça dele pendurada. Meu estômago revirou, não pelo golpe feio, mas porque ele... não morreu! Realmente era incrível aquela condição, ainda que num homem desprezível...
- Vai ter que fazer melhor que isso Itachi.
Madara fitou-o e aquela aparência de “alheio” à provocação me assustou: quando ele ficava assim, geralmente era bom ter medo, muito medo.
- Hidan, não me subestime e não ouse contrariar minhas ordens novamente. Você é totalmente descartável para mim. Agora vamos, Pein-sama convocou a todos, isto incluem até mesmo os vermes, como você.
Aquela conversa estava encerrada para ele, que esperou a cabeça do Hidan fixar-se sei lá como e desaparecer pelos corredores do esconderijo. Eu ainda estava com toda a adrenalina do momento e tinha os olhos vidrados no meu “salvador”.
- Volte para seu quarto e não saia de lá Nayuiri.
Não existia necessidade daquela reação exagerada, já que ele me via apenas como ferramenta. Ou será que me via apenas daquela maneira? Afinal ele queria um Uzumaki, um herdeiro para o sharingan com poder para domar e abrigar a Kyuubi. E eu podia ter crescido sem família, mas tinha pleno conhecimento de como eram “fabricadas” as crianças.
Uma coisa “estalou” em mim e precisei confirmar minha teoria:
- Hai Madara-sama... demo, Hidan-sama insinuou que existe algo entre nós... acaso eu tenho sido desrespeitosa? – Aquele tom de subserviência eu fazia questão de ser exclusivo no trato com ele e sempre via satisfeito como ele comparava o meu lidar diferenciado.
O homem que até então nunca tinha me encostado um dedo mais atrevidamente me fitou tão intensamente que me senti desprovida de todas aquelas camadas de uniforme.
- Não é momento para isso Nayuri... volte para o seu quarto, tenho uma reunião importante agora.
Ele partiu, sem maiores explicações e me deixou ali ciente do meu primeiro passo. Ser a sombra dele não era suficiente, eu precisaria deixar aquele homem me ter de uma maneira que eu sempre soube ser inevitável, mas que não entendia ser uma conotação tão importante.
Voltei para meu quarto, sabia que aquelas reuniões demorariam horas. Por não ser membro oficial, não tinha direito a participar das reuniões e aquelas eram informações preciosas. Lembrei de um comentário de Konan, nos raros momentos em que ficávamos sozinhas. Não éramos amigas, nem de longe, mas às vezes eu me sentia “à vontade” com a presença dela ali:
“Pein-sama é um homem muito intenso... mas sempre relaxa nos meus braços.”
Relaxar... será que um monstro poderia ter um momento como esse? Eu duvidava muito, mas precisava de uma brecha, qualquer que fosse. E já tinha perdido tantas coisas, de que adiantaria preservar uma virgindade inútil? Mais dia, menos dia ele me tomaria, isso tinha ficado bem claro com aquele olhar. Antes fosse por escolha minha, antes ele pensasse que eu o desejava. Talvez algum desejo do homem que um dia ele tinha sido quisesse que eu fosse conquistada, não tomada. Que eu me oferecesse ao ego dele e não fosse abduzida.
Aquela era a primeira oportunidade palpável que tinha em quase dois anos de me aproximar dele e tentar descobrir o que diabo ele queria com Konoha e qual a importância do Naruto nessa história. Eu tinha minhas suspeitas, mas não poderia ficar especulando, não era hora para isso. Não tinha tempo prá pensar e ponderar além do necessário: fui até meus guardados e descobri uma yukata vermelha de um tecido finíssimo, presente de Konan para que eu aprendesse a usar meus instintos femininos. Bem, precisaria de todos eles naquela noite.
Deixei um bom banho limpar ao máximo meu corpo para que a sujeira dele não me contaminasse. Mas já me sentia suja, impura, desde quando me descobri ao lado do inimigo. Eu não podia dizer ao certo, mas acho que era a primeira vez que ele me veria sem o uniforme severo, que escondia até mesmo meu rosto.
Olhei-me no espelho, estava tão parecida com a Nee-san... “Oh querida, por favor, me perdoe por manchar a sua imagem com isso, mas é necessário.”
Ouvi passos no corredor, a reunião estava terminada. Alguns movimentos por minutos e depois o silêncio das tramóias e planos maléficos. Eu me via tão bela como imaginava: à imagem de minha irmã, talvez com o corpo ainda mais avantajado, pelo treinamento pesado e a rotina sempre árdua de uma fugitiva. Não precisava disso para ter certeza que ele não me negaria, afinal o que queria apenas eu poderia dar.
O quarto de Madara ficava ao lado do meu e não ouvi sequer um ruído dentro pelo lado de fora. Mas sabia que ele não conseguia alcançar o sono profundo. Estava sempre em alerta, a quantidade de inimigos que acumulou ao longo dos anos fez esta ser uma medida necessária. O escuro era meu aliado naquele momento, abri e fechei a porta rapidamente, cônscia que ele já estava desperto.
- Nayuri, o que faz aqui? – Sempre direito, sabia que não estaria ali por um bom motivo.
Aproximei-me da cabeceira da cama dele, onde sabia existir uma pequena lamparina. Um jutsu de katon fraco deu ao local a pouca luz que me faria mais corajosa. Eu sabia que em ambientes fechados ele optava por dormir parcialmente ou totalmente nu e naquela noite em especial ele parecia ler minhas intenções e estava coberto apenas pelo lençol.
- Madara-sama eu... – Sempre receosa se fazia ou não a coisa certa, era assim que ele gostava quando estávamos sozinhos – Eu... gostaria de agradecer por ter afastado Hidan-sama.
Quando a luz crepitou no local eu senti os olhos dele vibrarem ao me ver daquela maneira, exposta como nunca numa yukata tentadoramente decotada. Ele me desejou ali e não duvidei que aquela era uma reação humana. Afinal ele não era de todo um monstro e aquilo me fez perder um pouco do temor que ainda sentia por confrontá-lo. Um homem poderia ser derrotado. Um homem eu não temeria como uma lenda.
Ele sentou na cama, expondo a mim o peitoral nu do corpo tomado por ele e sem saber explicar, meu rosto enrubesceu, dando um tom ainda mais avermelhado às minhas feições.
- Se ele incomodá-la daquela maneira outra vez, tem liberdade para tratá-lo como ele merece. Você é uma princesa Nayuri, a herdeira de uma poderosa linhagem – E me tocou o rosto pela primeira vez sem ser para me golpear como nos treinos ou para testar meus reflexos – Seu corpo é... precioso demais para um verme como Hidan.
Senti algo queimar dentro de mim, uma excitação real. Não, eu não podia desejá-lo. Aquilo era uma farsa, uma fantasia que eu criaria na mente dele para que fosse meu inimigo a ser o iludido, não eu. Mas como apenas aquele toque e aquelas palavras com sutil conotação erótica me perturbaram o juízo como as investidas diretas de Hidan nunca foram capazes de fazer?
- Madara-sama eu... eu... – As palavras me faltaram e eu não tinha mais certeza de que aquela tinha sido uma boa idéia.
Ele não precisava do sharingan para afetar minha mente. Apenas um olhar, um aterrador olhar para alterar o meu inconsciente como não achava ser possível. Quando dei por mim, ele estava tão próximo do meu rosto... o cheiro de maldade emanava daquela figura, mas ao contrário do que pensei não me sentia enojada com ele, mas atraída. Oh, como eu estava atraída por ele...
- O que quer de mim criança? – Os dedos contornavam meus lábios, na clara mensagem que eu precisava pedir, precisava implorar... ele estaria sempre no controle, dono da situação.
O rubor em minha face era tão forte que mal conseguia dizer as palavras e não podia crer no quanto eu queria dizê-las... raios de homem hipnotizante.
- Eu quero que me mostre os prazeres que meu corpo pode oferecer... quero que me ensine isto também...
- Você me quer criança? – Sempre direito... sempre certeiro... combinado com minha vulnerabilidade, era uma criança realmente nas mãos dele – Você quer que eu me satisfaça com o seu corpo?
Certo é que não havia mais Nayuri, a sobrevivente ou a vingadora. Era apenas a jovem mulher, que erradamente se entregava para o maior inimigo e claramente gostava daquilo.
Eu não respondi com palavras, abri a yukata e expus meu corpo cheio para ele. Tirei a peça por completo e percebi os olhares maliciosos no homem que certamente imaginava o que poderia fazer comigo, de quantas maneiras e por quantas vezes.
Ele parecia vidrado nos meus seios, talvez por apertá-los tanto com as faixas que mais pareciam inexistentes, quando na verdade eram fartos e firmes. Os dedos que antes me tocavam os lábios, agora estavam entre o vão do meu colo. Apenas esse toque simples fez aumentar a minha ansiedade e a queimação que tomava conta do meu corpo. Madara avançou e eu me preparei para sentir os mamilos tomados pela boca dele... ao contrário do que esperaca, me surpreendi ao ser estimulada apenas com o ar quente que ele soprava, observando com um sorriso satisfeito que eles endureciam excitados. Tocou-me entre as pernas, pela minha intimidade ainda intocada e sem cerimônias introduziu um dedo, explorando meu interior e me fazendo estremecer de prazer. Estava completamente entregue e desejava aquele sujeira que vinha dele toda prá mim, toda para me domar.
Enquanto me molestava sem reservas, captava cada reação do meu rosto e aquilo me fazia ruir as barreiras de proteção. Ele queria me confirmar verdadeira em minhas intenções... e por que não uma vez me permitir desejos de mulher? Desejos reais... há anos que minha vida não me pertencia. Ao menos uma vez eu faria algo por vontade própria, desejosa, ainda que não desde o princípio.Na minha confusão de pensamentos e sensações, senti o abandono dos dedos dele expressados por um suspiro decepcionado. Em seguida ele forçou meus joelhos a curvarem no chão e sentou na beirada da cama, deixando à mostra o membro ereto e desejoso para mim. Aquela imagem teve reações fortes no meu corpo, nunca tinha visto um homem daquela maneira e a idéia do tesão dele fez aumentar o meu próprio.
- Você vai ter sua primeira lição Nayuri... vai aprender a me satisfazer com a boca. Abocanhe tudo, sem usar os dentes e sugue. Chupe – Estendeu o dedo que antes me açoitava e sem titubear senti aquele gosto estranho em minha boca, ainda que fosse excitante – Esse é o seu gosto... quero provar dele pelos seus dedos, então enquanto você me satisfaz, vai se tocar da maneira que eu toquei você, me entendeu?
Fiz sinal afirmativo com a cabeça e ainda ajoelhada me aproximei do membro dele que me hipnotizava tal qual os olhos dele antes. Eu tinha fome dele, vontade mesmo de abocanhar tal qual ele tinha mandado... e o fiz. Kami, eu podia senti-lo pulsar enquanto ele forçava minha cabeça para cima e para baixo, quase me fazendo vomitar tamanho ímpeto. Algumas fortes investidas e ele gritou, me ordenando o restante da sua fantasia. Ele queria que eu me tocasse, me mostrasse, coletasse meu gosto para beber dos meus dedos. Foi estranho invadir meu próprio corpo, mas extremamente prazeroso, ainda mais por saber que ele me olhava e aquilo refletia no membro dele, que crescia ainda mais dentro da minha boca.
Conforme ele percebia que já me movia sozinha, apoiou as mãos na cama e me deixou livre, soltando um ou outro grunhido de satisfação, o que me alucinava. Era a minha inexperiência que o atraía, meu corpo que o estimulava. Ousei mais, deixando minha língua explorar toda a extensão dele, sem reservas. Com a boca livre da imposição dele e daquela sensação de sufocamento, consegui finalmente libertar meus próprios sons, estava experimentando uma deliciosa sensação de descobrimento... eu poderia dar prazer a mim mesma e era tão bom... mas ainda assim, não tão bom quando ele fazia.
- Nayuri, pare... pare! – Ele me afastou tão depressa que num primeiro momento pensei ter feito algo errado – Ah mulher, me dê essa boca agora! – Então me ergueu e deitou na cama e nosso primeiro beijo me levou ao inferno, porque o céu era proibido para aqueles prazeres impuros. A língua dele lutava com a minha, querendo roubar o gosto que tinha ficado ali, das carícias que tinha feito agora pouco. Senti o corpo dele todo se roçar ao meu, violento. O cheiro dele queria se impor ao meu corpo como se fosse necessário para marcar-me como propriedade, certificar-se de que era posse dele. Aos poucos, desceu os beijos pelo meu pescoço, deixando marcas ali de seu domínio também. Marcas que ninguém veria, apenas ele.
- Coloca seu gosto aqui Nayuri – Assoprou novamente aquele ar quente sobre meus mamilos intumescidos. Sem hesitar, toquei minha intimidade novamente, com a mão dele forçando meu contato mais demorado, ele se deliciava com a minha visão entregue e quando achou que já tinha o suficiente, deleitou-se com o torpor nas minhas ações maliciosas, tal qual ele queria. Ele me fazia conhecer e tocar no meu próprio corpo, decerto sabia que eu não me permitia esse tipo de contato antes. Em seguida ele tomou meus dedos e sugou demoradamente, depois finalmente tomou meus seios, na maior recompensa promíscua que eu poderia imaginar.
- Madara-sama! – Instintivamente entrelacei meus dedos no cabelo grande e espesso fincando até o couro cabeludo. O Uchiha tomou aquilo como incentivo e buscou novamente meu sexo com os dedos, desejoso, ávido.
Eu sentia meu corpo gritar, aparentemente não contendo todas as sensações e ainda assim querendo mais. Oh, eu queria muito mais. Tinha todos os sentidos vibrando intensamente, pressentia alguma coisa corrompendo minha sanidade e não sabia o que era, mas Madara não me deu tempo de adivinhar o que seria ou me preparar para o que quer que fosse. Senti meu corpo violado de uma vez, numa estocada só. O grito de dor foi o que faltava para aqueles olhos hipnotizantes em luxúria abandonarem qualquer sanidade e me tomar cada vez mais forte, cada vez mais impiedoso e se revigorando por me atingir, me manipular, me domar.
- Grite, grite hime... peça clemência... – Só que eu não sentia mais vontade de chorar ou qualquer outra coisa, o prazer que me tomava antes, aos poucos voltava, com o movimento sinuoso do corpo dele sobre o meu, forte e cadente. Eu estava gostando novamente... e da mesma maneira sádica que ele.
Os meus gritos já não eram de clemência, mas de sede. Eu o queria mais, ainda mais. E com mais força, queria que ele me rasgasse o corpo ao meio, se necessário, mas que me fizesse gritar ainda mais de prazer. Novamente eu sentia aquelas vibrações, só que desta vez estavam rasgando meu interior, latentes e urgentes. Senti meu corpo queimar, queimar intensamente e atingir o membro dele por completo, envolvendo-o naquele calor e segundos depois, em movimentos mais brutos e animais o urro de satisfação dele me encher os ouvidos e o líquido viscoso dele me preencher o corpo.
Naquele momento eu não percebi a oportunidade se formando... ele estava desamparado em meus braços, exausto como nunca o tinha visto. Mas não naquela hora... não quando eu ainda ardia por ele, pelo corpo dele.
Rapidamente ele se recompôs, jogando o corpo ao lado do meu e me obrigando a fitá-lo.
- Agora você é minha mulher, não se esqueça disso.
Era um aviso, mais uma vez. Para que eu não o traísse, não ousasse traí-lo. Se antes eu tinha qualquer dúvida sobre ser vista como propriedade dele, tinha ido por terra. E o pior é que eu me sentia dele... dele e de mais ninguém.
- Eu quero um herdeiro Nayuri... o mais rápido possível – Disse, antes de fechar os olhos e descansar, porque como tinha certeza, Madara nunca dormia.
Por três vezes a vida iniciou em mim e por três vezes eu fiz questão de exterminá-la antes que ele percebesse. Mas quando o jovem Uchiha Sasuke voltou à Vila, ele estava impaciente e decidido a arrumar um herdeiro para o sharingan com linhagem Uzumaki. Como eu não dava filhos a ele, restaria ainda a segunda opção, de fazer com que apenas um Uzumaki trabalhasse como receptáculo da Kyuubi e foi no Naruto que ele apostou todas as fichas. Então, não muitos meses antes da movimentação para o ataque iniciar...
- Madara-sama, estou grávida.
Os olhos dele cintilaram com a realização maior de sua vida, a personificação de seus planos tendo início em mim. O esforço de toda uma vida, finalmente recompensados. Ele me tocou o ventre, cônscio da nova manifestação do meu chakra de família, ainda que pequena. Eu tremia e ele me acariciava.
- Konoha vai cair... e você terá sua vingança.
FLASHBACK OFF
- Kuso Naruto, agüente! – Não era capaz de segurar a Kyuubi, que certamente aproveitava o enfraquecimento do selamento para escapar, droga! Todos os planos indo por água abaixo por minha incompetência? “Nee-san... onegai, me ajude!”
E como se tivesse escutado meu pedido, minha irmã me enviou auxílio pelas mãos dele. Sem palavras, ele segurou meu sobrinho fortemente dentro da bolha de água, tendo a pele queimada pela fúria do manto da raposa.
“Só mais um pouco... só mais um pouco!” – Forcei ao máximo a pedra que estava quase desfeita. Um último esforço e senti a essência do poder de Kushina ser absorvida em totalidade e isso domar a raposa. Naruto podia não ser forte suficiente, mas Kushina era. E agora ele também seria.
Desfiz o jutsu de água, exausta e levamos o rapaz para a margem. Só então vi as queimaduras feias nas mãos e braços dele. A máscara quase toda incinerada deixava à mostra o belo rosto dele.
- Arigatou, Kakashi-san. Deixe-me cuidar dos seus ferimentos.
Naruto respirava com dificuldade, mas em minutos estaria desperto. Fiz o melhor que pude com meus jutsus médicos e aplaquei um pouco as queimaduras.
- Creio que um médico ajudará mais. Quando voltarmos pode procurar o hospital, não?
Aquela era a segunda vez que eu fugia do olhar de um possuidor do sharingan. Contudo, embora fosse dono de apenas um, tinha certeza que Kakashi lia minha alma e não era justo, não depois de ter chegado tão longe. Tinha largado uma das mãos dele e já estava de pé, quando me tomou abruptamente nos braços e desta vez eu não pude fugir de seu olhar.
- Não fuja de mim mulher... – o Timbre dele era tão urgente quanto os tremores do meu corpo. Precisei de controle, de muito controle.
- Quando tudo isto acabar, não fugirei – Ele não me cobraria uma promessa no futuro.
Embora só estivesse visível um olho, entendi que tinha captado minhas intenções e vibrei com a novidade e o temor das minhas ações futuras. Valeria à pena arriscar tanto?
- Tenha certeza que não fugirá, para o bem ou para o mal, Nayuri-sama.
Kakashi voltou para a entrada da vila, enquanto eu recepcionava um dolorido Naruto:
- Obasan... isso doeu prá caramba! – Sempre reclamão, sempre insatisfeito!
- Não reclame Naruto... – Precipitei meu rosto prá frente, deixando um beijo na testa dele – Agora você é o homem mais poderoso que já conheci em toda vida, honre os sacrifícios alheios. Agora vamos... vamos salvar sua casa.
Notas finais
Reviews, rolam? Vamos lá gente... um aninho de fic, de presente, rsrsrsrs
Beijos!
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