Linhagens e Amizades

34 Capítulo 34 - Últimas Palavras


Notas iniciais
Eita, quase vinte dias sem fic... muitas coisas ruins aconteceram por aqui, por isto a falta de tempo para escrever... reservei espaço no final de semana para me dedicar e espero recompensar um pouco com a espera!

A Fic continua "bombando" nos TOP 10... ainda não estamos nas dez mais longas... e sinceramente não vou ficar me prendendo a isto, vou escrever no meu tempo, como sempre fiz! Mas que estou feliz, isto estou!

Obrigada a todos!

Há quatro dias que Uchiha Sasuke e Sabaku no Gaara vagavam pelo país do fogo e, finalmente, chegaram aos limites fronteira oeste. Outrora, ali iniciava os domínios do exuberante País do Redemoinho. Em algum lugar perto de onde estavam, encontrava-se o esconderijo do clã Uzumaki, o mais bem guardado que já se tinha notícia. Gaara tinha apenas indicação de que ficava nos limítrofes da fronteira oeste. De resto, apenas a sorte diria.


- Droga, não podemos perder tempo aqui.


Sasuke parecia mais sério que o normal, mas a situação realmente exigia tal postura. Era fato que três dos melhores ninjas da vila estavam fora num momento extremamente delicado. Sua mente vagava na figura daqueles que deixou prá trás e que esperava ainda ter a chance de rever uma última vez.


- Apesar de ser Kage, minha percepção para chakra não é das melhores. Seu sharingan pode ajudar?


- Não... Muitas pessoas pensam que o sharingan tem o mesmo poder de alcance que o Byakugan, por exemplo. Esses olhos identificam taijutsu, ninjutsu e genjutsu. São olhos de batalha, não de espionagem.


Gaara parou em silêncio, sem ter idéias de como resolver o impasse.



Hinata estava complicada com seu próprio dilema: se Naruto acordasse, certamente não a deixaria ir. Ainda tinha incertezas quanto ao que fazer, mas todos os seus pensamentos eram norteados no firme propósito de proteger aquele que amava e que, pouco a pouco, parecia recobrar a consciência de qualquer que tenha sido a experiência que tenha passado. Entretanto, o máximo que tinha era uma pequena indicação de como achar Nayuri no meio de uma floresta próxima dali.

As mãos carinhosas da kunoichi pousaram pelo rosto dele, demoradamente:


- Naruto-kun... gomen...


Ela ainda ficou alguns minutos a fitá-lo em completo silêncio. Tomou então coragem para seguir adiante com a decisão que já estava presente em seus sentidos. Procurou e encontrou pergaminhos onde escreveu um rápido bilhete, depositando-o entre as mãos dele. Permitiu gravá-lo ainda uma última vez, antes de partir com o gosto dos lábios dele bem vívidos nos seus. Ao cruzar a porta do esconderijo, sabia que era uma saída sem retorno.


Quando estava outra vez ao lado de fora, viu-se em meio a um final de tarde dos mais bonitos, com o sol ainda tocando timidamente a terra pelo horizonte. Aquela era uma das imagens que temia não poder ver mais. Deleitou-se também com aquilo, nos seus pequenos prazeres de menina. Levou as mãos ao ventre e podia sentir dentro de si uma intensa força revoltosa. Ela sabia que não era uma criança, mas ainda assim não podia deixar de imaginar como seria a sensação de carregar um pedaço dele consigo o tempo todo. Era como se pudesse senti-lo e conhecê-lo nos seus mais secretos esconderijos. Mas aquilo ficaria para trás, por enquanto. Arrumou as roupas, pois eram a única coisa que lhe faziam companhia naquele momento: não precisaria de suprimentos, armas ou tenda... Seu destino já estava bem selado.


Colocou o corpo automaticamente a seguir uma direção a esmo pela mata, sem se preocupar em estar seguindo ou não qualquer coordenada previamente determinada pela líder da Cachoeira. Em sua mente, imagem das pessoas que passaram pela sua vida e com as quais não teve oportunidade de se redimir, ou até mesmo de aprender mais: sua mãe, seu pai, sua irmã, Neji, seus companheiros de equipe, e agora... Naruto. A todos eles ela devia muito mais que simples agradecimentos. Mesmo com todas as adversidades, com eles que ela tinha tirado sua experiência de vida, suas pequenas vitórias e as derrotas. Tudo fora decorrente da influência deles em suas vidas. Naquele momento Hinata não estava infeliz pelo que faria, ou porque achava que eles jamais saberiam do que ela era capaz. Afinal, nem ela mesma conhecia todo o seu potencial. Contudo, em seu íntimo, ela sabia que algum grande acontecimento marcaria sua vida. Aos parcos, poderiam achar que aqueles momentos que viriam seriam um sacrifício, visto como um ato grandioso, mas não para ela. Seus momentos, que foram vários e agora podia se dar conta daquilo, foram aqueles onde ela passara ao lado daquelas pessoas que agora passavam em sua mente, cada uma, com suas especificidades, mas, ainda assim, sempre com um sorriso. Até mesmo na imagem do pai, que muita das vezes era apenas severa, era possível captar, nas lembranças infantis, um momento de graça e felicidade ao lado dele e de sua mãe, onde a inocência não enxerga nada além de um belo dia de sol e um perfeito céu azul.


Encontrando novamente os pensamentos para o caminho que deveria percorrer, retomou sua direção a passos lentos, atenta aos indícios da chegada de Nayumi.Contudo, a voz que alcançou seus ouvidos não era a que esperava.


- Hinata, o que faz aqui?


Sasuke parecia mais confuso que o normal. Ele e Gaara estavam observando-a vagar perdida e decidiram observar, temendo ser alguma espécie de armadilha para o Naruto, ou quem sabe, até para eles mesmos. Porém, a demora dela em definir uma rota e o aparente desprendimento do mundo que eram tão típicos da Hinata fizeram os dois recorrerem às memórias que tinham dela e arriscarem uma aproximação, ainda que cautelosa.


- Sasuke-san... Kazekage-sama. — Hinata fez uma leve reverência aos dois.


Ambos entenderam que a moça já tinha recuperado a visão, mas não demonstraram qualquer reação quanto a isto. Hinata, por sua vez, não demonstrava qualquer reação que indicasse medo ou receio que, antes, com certeza estaria ali. Para todos os efeitos, ela ainda era a noiva de Uchiha Sasuke e deveria a ele respeito e, tratando-se de Hinata, um enorme medo. Entretanto, a mente dela vagava longe dali, enxergando muito além da figura que antes representaria uma ameaça para si.


- Onde está o Naruto? — o Kazekage perguntou.


- Seguro. Vocês podem esperá-lo, ele deve sair em breve. Sigam para... — ela se demorou alguns segundos para tomar alguma orientação — leste daqui. Alguns minutos e alcançarão uma enorme fenda. Não desçam. Mas com certeza o Naruto-kun vai passar por lá.


- E você? O que faz por aqui?


- Gaara-sama, infelizmente não posso entrar onde ele está. Então, resolvi voltar para Konoha.


Os dois se observaram mutuamente, depois delongaram um olhar não muito convencido sobre ela.


- Acho melhor você vir conosco. Não é seguro aqui. — Gaara imaginava o escândalo que o amigo faria se soubesse que os dois tinham cruzado com ela pelo caminho e simplesmente deixado que ela fosse embora sozinha.


- Certo, mas também vou atrasar vocês — ela respondeu. — Façamos assim: eu fico aqui e espero enquanto vocês vão até ele. Da última vez que o vi, ele estava muito abatido, e eu não poderia fazer muita coisa, realmente. Então, quando retornarem, voltamos todos juntos.


Nova troca de olhares entre os dois, desta vez mais rápida que a primeira. Gaara retirou a capa de Kage e entregou-a a moça.


- Para o caso de voltarmos depois que a noite cair.


Hinata devolveu-lhe o olhar mais acolhedor e apertou a capa contra si, observando as duas figuras partirem silenciosas na direção que tinha indicado. Alguns minutos depois, a capa estava cuidadosamente presa por uma pedra à outra ainda maior, bem próximo ao local onde tinha encontrado e se despedido dos dois.


Percorreu ainda alguns quilômetros até sentir um formigamento crescendo dentro de si: era a massa de chakra revoltando-se com a presença de sua "dona". Hinata então estacou e ficou a espera da figura coberta.


- Ele já partiu? — Nayuri emergia por entre a copa das densas árvores que rodeavam o local, silenciosa como sempre.


- Ainda não, mas ao menos agora terá uma boa escolta até a Vila.


- Explique-se.


- Uchiha Sasuke e Sabaku no Gaara vieram encontrá-lo. Pareciam preocupados.


Nayuri encarou os próprios pés por um minuto, depois seus olhos voltaram-se à paisagem tão familiar e bela em momentos felizes... Imagens de um destino não muito diferente para uma certa vila há alguns dias de viagem dali invadiram sua mente sem pedir licença.


- E com razão. Em cinco dias Konoha será atacada.



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*Flashback ON*

(Esta parte da fic é narrada pela Karin — VACAAAAAAAAAAAAAA! )


Há exatos sete dias deixei Kyosuke aos cuidados de sua babá e segui com Juugo e Suigetsu para a maldita vila. Que explodisse! Que fosse atacada! O que mais poderia desejar aos malditos que me fizeram perder o Sasuke-kun? Se ele não tivesse um lar, não teria para quem voltar... e teria ficado comigo. Mas quando ele voltou para a Vila dele, há dois anos, um brilho que nunca vi apoderou-se dos olhos dele, e eu me dei por derrotada, momentaneamente. Derrotada não, impelida a rever meus planos.


Resolvi deixar Konoha dois dias depois que o Sasuke decidiu ficar. Aquele ambiente não me fazia bem, e até minha saúde estava se mostrando debilitada. Sentia enjôos e vertigens fortes, e a última coisa que precisava era ser "direcionada" para tratamento com a médica-nin prodígio... Então, sumi. Quando cheguei num povoado, depois de algumas semanas de viagem lenta, sabia exatamente o que me acometia. Por vezes vi-me tentada a voltar e então me impor da maneira certa, afinal agora não havia motivos para que ele me destratasse. Na verdade, nunca existiu. Sempre fui muito mais para o Ssuke-kun que qualquer outra, inclusive ela. Foi a mim que ele recorreu para cumprir sua vingança. Foi a mim que ele várias vezes confiou a própria vida... E foi a mim que ele procurou quando seus desejos e solidão eram demais, até mesmo para um shinobi como ele. Não foi apenas uma vez, mas várias. O suficiente para gerar o maior e melhor motivo para nunca mais ser rejeitada por ele.


Ainda assim, tive uma gestação tão complicada que, quando sentia minhas forças suficientes para iniciar a jornada até Konoha, parecia que algum espírito traiçoeiro sussurrava aos meus sentindos para que me falhassem mais uma vez, e era acometida à cama por tempo indeterminado. Graças ao tempo que passei com Orochimaru e o Time Hebi, minhas economias me propiciaram uma estadia confortável numa boa pensão, onde pessoas sensíveis aos benefícios que meu dinheiro poderia trazer trataram de me dar o melhor que o dinheiro podia comprar, inclusive atenção. Para eles, eu era uma jovem que aguardava o retorno de seu esposo, que estava no país da Onda a trabalho e tinha partido sem nem ao menos saber que carregava dentro de mim um herdeiro. Em parte, era quase verdade. Sasuke realmente não sabia da criança e... para mim... nós sempre fomos apenas um. Ele que teimava em não entender isto.


Quando Kyosuke nasceu, reforcei ainda mais a certeza de que nós já não éramos apenas duas pessoas que tinham com um destino a seguir... Éramos um, personificados naquele lindo garotinho, que a cada dia tinha um novo traço a me lembrar do pai, mesmo que meu consciente soubesse que ainda era muito pequeno para suas atitudes serem dadas como semelhança... Mas assim meus olhos e coração queriam enxergar... E hoje, quando o bebê ainda contava com apenas alguns meses, a certeza de que ele seria a cópia de Uchiha Sasuke era evidente... Mas seria uma figura melhorada... E seria minha, apenas minha.


Foi quando me dei conta de que as desculpas que dava para não retornar até Konoha eram por causa dele: o medo que tinha do Sasuke rejeitar o Kyosuke. Que diabos... Eu posso amá-lo com desejo... querê-lo para mim, mas o menino é a coisa mais importante que tenho! Talvez o melhor pedaço dele vive no nosso bebê, alguma coisa não tão amarga... Tenho certeza que o meu carinho vai provar a ele que, o que ele perdeu ao escolher ficar em Konoha, agora estou oferecendo para outro.


Mas na verdade, ele nada perdeu... porque todo o meu frisson por ele ainda está bem aqui. Quando recebi o pergaminho, e o chakra dele manifestou-se naquele pequeno selo, senti meu corpo todo tremer... Seria ele enfim se dando conta da besteira que fizera? E... como diabos ele me encontrou? Se teve tanto trabalho para me encontrar...


Com o coração aos saltos, li a entediante carta. Ajuda. Na verdade, ele mais "cobrava" por ter me libertado do Orochimaru... Coisa que ele não fez quando me convidou a ingressar no Time Hebi. Mas, se Uchiha Sasuke estava tão imediatista e urgente, era sinal de que algo muito grande estava acontecendo.


"Uma batalha... das maiores... se aproxima, Karin. Seu talento especial é necessário. Devemos isto à Konoha. Hoje você anda livre pelas ruas, fora de um Bingo Book, porque a Godaime pessoalmente interferiu junto às outras vilas. Não seja uma completa idiota e devolva o favor."


Com essas "amáveis" palavras, ele me convocou. No dia seguinte eu parti, deixando Kyousuke aos cuidados de uma babá muito bem paga, que já ficava com ele há alguns meses. Olhei meu bebê sorridente com os dois círculos negros me fitando, reconhecendo. Aquilo era meu maior incentivo. Dei instruções gerais e parti para o ponto de encontro com Suigetsu e Juugo, que já esperavam por mim.


Chegamos à vila e... que ironia... justo a rosadinha a nos "recepcionar". Pelo visto, nem ela sabia que o Sasuke-kun havia nos chamado. Será que não estavam juntos? Procurei por toda a vila, mas não o encontrei. Só depois fiquei sabendo que ele não estava em Konoha, fora buscar o Jinchuuriki da Kyuubi. Que tedioso... Reuniões com a Hokage, planos de contigência... Mas em minha mente, as dúvidas não paravam de rodear: os dois estariam h tjuntos? Porque ela insistia em me encarar, com um olhar de triunfo incompleto, como se alguma coisa lhe faltasse... só que não era o que eu esperava, se fosse o caso. Certamente não era o mesmo olhar que eu daria a ela se eu fosse "a escolhida".


Num final de tarde, solicitaram minha presença na sala da Hokage; alguma coisa a ver com o hospital. Quando me aproximava, senti o chakra dela e, por isso, apaguei completamente minha presença. Ouvir conversas atrás da porta é muito útil, mas existe toda uma arte para tal. As duas pareciam receosas quanto ao assunto, persistindo em falar baixo, mas o suficiente para que eu pudesse captar seu conteúdo:


- E como ele reagiu?


- Tsunade-sama, acho que isto não importa, os tempos não são para se preocupar com esse tipo de coisa.


- Se você não quer me contar, tudo bem, mas não diga que isto não é importante. Você é como uma filha para mim, Sakura, então sua vida me é tão importante quanto tudo que estamos passando.


Silêncio. Na certa, ela estava decidindo se contava ou não.


- Ele... compreendeu. Ao menos foi o que disse.


Novo silêncio. Que raios... Quem era "ele"??? Seria o Sasuke-kun?


- Mesmo? A última coisa que esperava era Uchiha Sasuke entender que a mulher que ele escolheu não pode ter filhos... Você tem certeza disso Sakura? Não quero que você se magoe mais.


Saí do meu lugar, com o sorriso mais satisfeito. Justiça existe, afinal.


Fui esperá-la em sua casa. Ah, mil imagens da minha vida futura rodeavam minha cabeça... O Sasuke seria meu! Claro, ele nunca ficaria com ela... não mesmo! Eu tinha tudo que ela jamais poderia dar para ele e não precisava de um ano para provar nada. Kyosuke já estava ali, garantindo minha vitória. Segurava a foto dele que carregava sempre comigo e nunca me senti tão feliz ao vigiá-lo naquele pedaço de papel.


Minutos depois ela chegou e, com surpresa, me viu ali. Claro.


- O que faz aqui, vaca?


Levantei da cadeira incômoda onde estava sentada, lentamente, com o sorriso mais zombeteiro que podia... Frafa, fraca, fraca! Sempre uma inútil! E agora, eu tinha a prova da inutilidade dela!


- Sabe, existem coisas que são melhor aproveitadas se deixarmos o tempo coordenar nossas ações. Aprendi uma lição hoje, Sakura.


Minha rival cruzou os braços, o rosto sério me fitando.


- Aposto que não foi "como não invadir a casa dos outros". Se não quer falar logo, saia, ou eu me encarrego de tirá-la daqui.


Entreguei a ela a foto do meu filho; tão satisfeita, tão realizada... nem tenho palavras para descrever. Quando ela viu a foto, foi como se ela soubesse, como se não fossem necessárias palavras minhas. Mas eu não perderia a oportunidade de dizê-las. Esperei quatro anos para que saíssem da minha boca.


- Se tinha dúvidas que ele fora muito mais meu que seu, a prova está aí, em suas mãos. Não finja, por favor, sei que isto irá destruí-la. E não posso dizer que poderia estar mais feliz!


Seus olhos encaravam Kyosuke intensamente.


(essa parte da fic é narrada pela Sakura)


Um filho...


Que eu não poderei nunca substituir.


Um pedaço dele... e dela...


Para sempre.


O que faço? O que dizer? "Você venceu Karin." Não, isso nunca! Eu realmente não sabia que eles... que eles... Ai, Sasuke, como você foi idiota! Por que logo com ela?


Droga, não posso ficar chateada por algo que ele fez antes de ficarmos juntos... mas, mesmo assim, fico. Sou humana, tenho coração... e ele está partido agora. Não preciso ser uma médica, ou mesmo de qualquer exame para saber que este bebê risonho é filho dele... Os olhos, o rosto... tudo dele.


- Por que você nunca veio atrás dele? — Foi a única coisa que consegui pensar.


- Bom, como estamos numa conversa definitiva, vou te dizer. Estava com medo que ele me tomasse o menino, ou que o rejeitasse. Não deixaria meu bebê ser criado por outra, nem aceitaria que ele tratasse o menino como um bastardo qualquer. A única hipótese que me restava era se...


- Se vocês dois ficassem juntos, não? Vamos Karin... Estamos em tempos modernos. O Sasuke pode muito bem cuidar do filho sem precisar estar com você.


E aquele sorriso insuportável conseguiu tornar-se ainda mais medíocre e repugnante.


- Ah, sim... Claro... Afinal, você pode ser uma ótima madrasta...


- E por que não? Trataria o filho dele como se...


- Não, isso não. Não diga "como se fosse meu", porque você nunca vai saber o que é isso.


O que é isso? De uma hora pr\\\'a outra todo mundo sabe?


- O que você quer dizer?


- De verdade? Ah, verdade... Bem, o Sasuke-kun ficar com você deve ter sido um ato de carência muito grande... Quem sabe não foi falta do calor dos meus braços? Porque, sinceramente, ficar com uma mulher seca por dentro... só pode ser por pena. Sakura, você nunca dará um filho ao Sasuke, ou a qualquer outro homem.


Um soco. Um chute. Vários golpes... Nenhuma dessas situações foi mais forte. Ver a pessoa que mais representou uma ameaça aos seus sonhos esfregando a vitória... E eu podia constestar? Era verdade! Porque mesmo depois daquela noite, daquelas juras... eu não sabia o que esperar do Sasuke quando ele soubesse a verdade. E também não poderia condená-lo por desistir.


- Isso, vou deixar que ele escolha.


- Confiante quando não deve ser... Isso chama-se burrice.


- Não, Karin... apenas acho que não é o tempo p\\\'ra isto. Você já viu contra o que vamos lutar. Se quer tanto assim ser a "vencedora", volte para o seu filho e espere tudo acabar. Então você terá a resposta às suas perguntas. Mas hoje, só posso garantir que isto não me afeta além do que deveria. Você quer que eu fique triste porque o homem que eu amo vai realizar o maior sonho dele?


- Com outra.


- Ah sim, está certa. Com outra. Porque para ele, Karin, eu tenho nome. Neste tempo todo que o Sasuke está de volta à vila, nem uma única vez ele tocou no seu nome. Mas o meu... várias e várias vezes. Foi a mim que ele propôs casamento... e é por mim que ele luta. E quanto a você?


- Como ousa falar assim comigo? Eu sou a mãe do filho dele! Muito mais que você...


Ela quer brigar, ela quer discutir, que seja! Enquanto falava, concentrei chakra o suficiente para que ela visse que o assunto terminaria ali, ou eu terminaria com ela.


- Você não é mais forte que eu.


- Mas vocês precisam de mim, ainda assim.


- Só porque você sente e percebe o chakra muito bem. Nunca foi pela sua força. Um soco meu e você morre. Se quiser provar a teoria, o menino já será órfão de mãe em alguns minutos — apertei as luvas o mais forte que consegui.


- E você adoraria isto, não? Que eu morresse para que você me roubasse o meu filho!


- Sua imbecil! Eu não preciso desta criança... A única coisa que me faz falta é o amor do Sasuke-kun! E este eu tenho, não duvide. Você pode até ficar com ele, casar, dar-lhe vinte, trinta Uchihas... mas todas as vezes que ele estiver com você, vai ser o meu nome que ele vai chamar. Está preparada para isto?


Foi o suficiente para aquela voz irritante cessar. Parece que eu não era a única com dúvidas.


- Depois que a guerra acabar — disse ela, preparando-se para sair.


- Depois que a guerra de Konoha acabar, a nossa começa — completei, antes que ela sumisse pela noite adentro.



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Gaara e Sasuke encontraram rapidamente o local indicado por Hinata. Ficaram no topo da fissura, aguardando.


- Será que demora? — perguntou o Kage.


- Espero que não. Estamos muitos dias fora da vila.


Antes que Gaara começasse um novo diálogo, os gritos de Naruto invadiram em cheio seus ouvidos.


- Hinata-chan!


Os dois colocaram-se em prontidão, Gaara à frente de Sasuke.


- Você sabe que ela não estará lá quando voltarmos, certo?


- Também percebeu?


- Claro. Na certa ela soube da morte do pai. Gaara, acho que seria mais fácil para nós se o Naruto pensasse que Hinata está bem.


- E como fazer isto?


Um in, e Sasuke agora tinha a mesma aparência da Kunoichi. Gaara considerou a situação por rápidos instantes.


- Entendo. Mas eles agora estão mais próximos. Como você...?


- Digamos que o impacto da morte de Hiashi-sama vai deixar a Hinata desmotivada e distante. Vamos, Gaara, é a única forma dele voltar sem fazer estardalhaços.


Mas não houve tempo para considerações finais, pois ao ver "Hinata", Naruto correu até ela.


- Hinata-chan! Por que você não estava lá dentro? — e então, finalmente percebendo a presença do outro — Gaara?!?


Sasuke adiantou-se ao Kage, jurando que jamais contaria a qualquer um sobre aquilo.


- Naruto...Naruto-kun... o Kazekage-sama estava perto... senti a presença dele.


- Meu amigo, precisamos retornar à Konoha urgentemente.


- O que houve Gaara? Diga logo!


- Estamos prestes a entrar em guerra... A Areia e a Folha serão atacadas pela Pedra, Chuva e Névoa. Começando por Konoha. Precisamos de toda a força disponível. Vamos!


O rapaz estava tão confuso que não sabia dizer o que era mais surpreendente: Gaara ter achado o local, Hinata parecer tão estranha e, ainda por cima, aquela guerra... Será que o Sasuke tinha desistido de cumprir a profecia e resolveu se aliar as outras vilas para garantir uma vingança idiota?


- Aquele Teme... fez isto tudo? Maldito...


Sasuke engoliu seco. O amigo realmente o odiava.


- Sim, Naruto-kun... é tudo culpa de Uchiha Sasuke.


- Hinata, você não precisa se preocupar, vou proteger você e a vila também! Tem minha palavra! É por isto que você está... tão... diferente?


Sasuke curvou a cabeça, como lembrava vagamente que a menina fazia quando estava nervosa. Tentou, mas não conseguiu embargar qualquer choro na voz.


- Gaara-sama acabou de me contar que meu pai morreu.


- O que?!? Gaara, de onde você...?


- Hiashi-sama foi espionar o inimigo e não conseguiu voltar ileso. Naruto, não podemos ficar parados, se formos a toda velocidade, retornaremos à vila antes de três dias. Quando estivermos com os nossos, você ficará sabendo da verdade, de toda ela. — Fitou Sasuke ao terminar a frase.


Naruto apertava fortemente a mão fechada, os olhos vermelhos da Kyuubi sobressaindo ao azul.


- Aquele maldito... aquele maldito!


- Naruto-kun... vamos voltar para Konoha, por favor.


- Certo, Hinata. Fique ao meu lado o tempo todo, você ainda não pode se esforçar muito. Afinal... por quanto tempo eu apaguei?


Gaara e Sasuke entreolharam-se, curiosos. Sem saber o que dizer, Sasuke apenas completou:


- Alguns dias...


Naruto puxou "Hinata" para perto de si e seguiu o caminho com Gaara. A cada tentativa de aproximar-se, era "gentilmente" desencorajado por Sasuke/Hinata. Depois de algumas, desistiu. Na certa ela estava traumatizada demais, o que ele queria era apenas que soubesse que estava ali por ela. Tamanha agitação e nem conseguiu aproximar-se para contar sobre o encontro com sua tia. Agora ele tinha alguém assim como ele, uma Uzumaki... seu próprio sangue. Mas Hinata não parecia disposta a ouvir o que quer que fosse. Quem sabe quando chegassem à vila novamente.



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Muito longe dali já, Nayuri e a verdadeira Hinata aproximavam-se do esconderijo de Madara.


- Hinata, a partir daqui eu carrego você. Vou desacordá-la, mas estarei vigiando.


A kunoichi não parecia impor qualquer desejo contrário, então Nayuri concentrou chakra nas mãos e, certeiramente, atingiu a nuca dela. Hinata caiu instantaneamente, sendo amparada pela outra. Não tardou muitos minutos, estava diante da maior ameaça à Konoha.


- E então? — O Uchiha estava agitado, ela poderia até mesmo dizer apreensivo.


- A Hyuuga está como meu senhor desejava.


Um sorriso de satisfação brotou nos lábios dele.


- O quão confiável é esta informação?


Nayuri largou Hinata no chão, despreocupadamente.


- Não vou esperar que confie em minha palavra, por isto, sinta-se à vontade para comprovar, assim como fez comigo.


A figura imponente desceu do plano onde estava até encontrar a bela mulher à sua frente. Sempre que se apresentava a ele deveria estar com o rosto descoberto e os cabelos longos soltos. E assim ela estava. Madara segurou o queixo dela com dois dedos, decididos, enquanto a mulher descia lentamente os olhos para não fitá-lo, servilmente.


- Minha cara... o chakra da sua família é tão forte que não é necessário perguntar... sinto um poder que não é desta mulher fraca e que está dentro dela.


- Então temos tudo que precisamos?


Madara tomou os lábios de Nayuri vorazmente, que se deixou entregue nos braços dele. Rapidamente ele segurou a nuca dela com força e enlaçou a cintura, a língua explorando violentamente a boca da kunoichi. A excitação entre os dois era visível, mas foi interrompida por um choro alto e forte, muito perto dali. Nayuri afastou-se imediatamente, os olhos confusos.


- O que foi isso Madara-sama? — Ela olhava para todos os lados, buscando a fonte do choro, sabendo do que se tratava, mas ainda assim não entendendo o motivo de estar ali...


O homem caminhou a passos lentos até um móvel que antes não estava ali, sem se importar com a reclamação do pequeno ser. Com apenas uma das mãos segurou-o da maneira mais fria e levou-o até Nayuri.


- Para que treine.


Nayuri nem ao menos sabia como segurar a criança. Aqueles olhos tão urgentes, certamente procurando pela mãe. A mulher olhou novamente para o corpo de Itachi à sua frente e não conseguiu deixar de notar uma grande semelhança entre os dois.


- Esta criança é sua?


O homem gargalhou da idéia, sentando no trono de pedra que fizera para si.


- Ciúmes, minha querida? A essa altura?


Nayuri acomodou o menino o melhor que conseguiu, entretendo-o para que parasse com a choradeira insuportável.


- Madara-sama, não compreendo.


- Nayuri... — e então tomou a postura de um pai que pacientemente explicava algo ao filho — se fosse meu, você não teria mais serventia para mim, certo? Pois bem... Este que você segura é a garantia de que a criança que você espera um dia terá os mesmos olhos que eu.


- Está falando do Mangekyou Sharingan? Mas eles só podem...


- Sim, isto mesmo. Apenas se você matar seu melhor amigo... Mas existe uma outra maneira de obtê-lo... retirando outro sharingan e implantando no seu próprio. E estes são os melhores. São eternos e não sofrem os mesmos danos.


- Madara-sama está me dizendo que esta criança é um Uchiha?


- Claro, não percebe a semelhança? Sim, um autêntico Uchiha. Filho de Sasuke com uma imbecil qualquer... Nem ele sabe da existência da criança. Irônico, não?

Notas finais
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Qualquer coisa que tenha ficado confuso, não deixem de mandar reviews que faço questão de explicar, o cap ficou grande demais e ainda assim sei que algumas coisas faltaram! Por favor, não terminem de ler e fiquem com dúvidas!

Obrigada e até os reviews!