Linhagens e Amizades
28 Capítulo 28 - Tempos de Guerra (Parte 1)
Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado a ele!
Capítulo 15 — Tempos de Guerra
A cada dia ela estava mais forte, sempre aprendendo alguma coisa... seja um jutsu médico, seja um aperfeiçoamento em sua defesa, ou melhorando seus ataques. Neji observava cada avanço dela com cuidado, afinal, ela poderia ser uma futura oponente. Ainda tinha sérias dúvidas quanto à intenção da kunoichi em realmente vigiar ou ferir Uchiha Sasuke. Estava quase certo de que sim, estavam do mesmo lado, mas na missão que acabaram de realizar, observou que ele ainda é o elo que enfraquece seu cordão de força.
Quando pensou que todos dormiam, ela abandonou a proteção e o calor daquele lugar atrás dele. Neji observou e ficou esperando o momento de seu regresso, apenas para constatar o óbvio: ela voltou com o corpo e roupas pesados pela chuva e os olhos embargados em sofridas lágrimas, de quem se auto-condena por ter cometido o mesmo erro novamente.
Imaginar que Hinata poderia derramar lágrimas parecidas, por qualquer motivo que fosse, causadas pelo mesmo Uchiha estavam fora da realidade para o jovem jounin de elite.
Fosse por qualquer das duas, até o final da semana, Uchiha Sasuke seria um homem morto.
- Neji, você está me ouvindo? — Ela o chamava, em meio aos pensamentos que pareciam levá-lo para bem longe.
- Sim Sakura, claro. Mas não acho que seja prudente ficarmos aqui até tão tarde. Deveria descansar no seu dia de folga do hospital, acabamos de voltar de uma missão onde trabalhou bastante.
Ela estava um pouco corada, pois sabia que aquela atenção, ainda que muito superficial, não era característica do Hyuuga.
- Ahn... eu até queria descansar, mas estou muito "elétrica". Neji... posso perguntar uma coisa? Mas não me entenda mal, é apenas uma curiosidade.
Ele fitou os olhos dela por alguns segundos, o suficiente para desconcertá-la com o fato de que não conseguia decifrar o que eles diziam:
- Estou ouvindo.
"Eles são tão parecidos... não, não são nada parecidos! Neji é um shinobi honrado... a rigidez com a qual trata a maioria das situações não é porque as despreza, mas sim porque dá o devido valor à elas... se ao menos conseguisse enxergar isso nele..."
- E então... esqueceu a pergunta?
- Desculpe, estava pensando na melhor maneira de perguntar... Sei que a Hinata é a próxima líder do clã... mas porque casá-la tão depressa? É algum costume do seu clã?
Sinceramente, desviou o olhar da direção dela, voltando a fitar o infinito. Neji assumia um ar tão aristocrático e pleno ao falar de seu clã que uma aura de verdadeira paixão revestia seu corpo. Aquilo para ele era o bem mais precioso que tinha: sua família.
- Não seria um costume, não no caso de Hinata-sama. Há muitos anos que a liderança do clã não é assumida por uma mulher. Realmente, isto só ocorreu uma única vez, num período muito curto. Então o conselho achou por bem Hinata-sama não governar sozinha.
- Mas vocês vão deixar Sasuke cuidar do clã ao lado dela?
Aquela atmosfera mágica que dominava Neji enfureceu-se ao ouvir tamanho absurdo.
- Sabemos que isto não acontecerá.
- Desculpe... mas... e se ela não casar com ele... casará com quem?
Neji observou-a, desta vez curioso. A pergunta que ela realmente queria fazer, provavelmente era esta.
- Se com isto, você quer me perguntar se o mais indicado seria eu, a resposta é: sim.
Sakura pareceu visivelmente chateada com a resposta, embora já a aguardasse. Então era por isso que ele estava tão empenhado em deter Sasuke... ele queria estar no lugar dele... então, mesmo que aquilo a magoasse um pouco, ainda sem saber direito o motivo, era uma razão justa. Ele a observou tirar todas aquelas conclusões, como se estivesse lendo seus pensamentos. Normalmente, teria ignorado e ido embora. Mas não quis deixá-la com maiores dúvidas que as presentes.
- Mas jamais faria isso. Hinata-sama é como uma irmã para mim e respeito muito a vontade dela. Ainda que ache necessário que ela tenha uma pessoa ao lado dela para mantê-la firme, não acho que um Hyuuga ou um Uchiha poderiam fazê-lo...
- Como assim?
- Hinata-sama não precisa que governem por ela... estarei auxiliando, cumprindo meu papel. Mas as decisões são dela. Mas quando o dia acabar e ela voltar prá casa, nem todo o apoio político e o carinho que porventura possa sentir seriam necessários. Ela precisa de uma pessoa que esteja ao lado dela quando a noite chegar e que dê forças para no dia seguinte, levantar.
Realmente, era Neji falando? Sakura identificou o distanciamento dele, o quanto queria que as palavras falassem por si, mas a kunoichi viu nele um afeto tão sincero pela prima que condenou-se intimamente por pensar o contrário. Mas ainda assim uma parte na declaração dela tornava-a mais apreensiva. Porque sabia exatamente de quem ele estava falando.
- Naruto...
- Se ele for inteligente o suficiente prá tirá-la do Sasuke enquanto há tempo... do contrário...
- Você vai, não é?
- Proteger Hinata é meu dever.
Então era aquilo. Ele iria matar Sasuke, não importava o que estivesse fazendo ali. Ainda podia ouvir as palavras de sua mestra: "Tome conta das ações dele, está por poucos passos para acabar com o Sasuke..." E por mais que não quisesse, sabia que o caminho para resolver a situação poderia ser tão menos... trágico... para todo mundo.
Se ela tivesse a coragem de humilhar-se mais uma vez...
- Quer falar mais alguma coisa?
- Geralmente você vai embora sem se preocupar com o que as pessoas pensam.
- Você conquistou meu respeito, Sakura. Faça por merecê-lo. Agora vou partir, mas antes deixá-la em casa, não é hora de uma senhorita andar sozinha pelas ruas.
- Você esqueceucom quem está falando? Acha mesmo que não posso me defender?
Então ele deu um sorriso de canto de boca, que quase fez a moça desmaiar, porque em toda a vida jamais vira algo parecido. Ele estava realmente sorrindo? Hyuuga Neji, o mais frio shinobi de Konoha... impossível... mas estava bem diante dos olhos dela... não que tenha durando muito, mas o suficiente para que ela quisesse vê-lo novamente assim muitas e muitas vezes.
- Vamos dizer que por esta noite considero como minha missão proteger a herdeira dos Haruno.
Sakura desistiu e deixou que ele a acompanhasse. Caminharam em silêncio, mas a sensação de que ele estaria ali para protegê-la tornou o dia dela mais completo.
Ambos estavam entretidos demais para observarem o último dos Uchiha impacientemente observando-lhes durante todo o percurso.
Minutos antes, na área de treinamento número vinte e três...
- Kakashi, ainda estamos muito longe de alcançá-lo...
- Sasuke... você sabe que está não é uma tarefa para fazermos apenas os dois...
- Não começa! Você aceitou fazer isso sozinho, não me peça prá envolver mais ninguém.
- Tem certeza que quer perder a batalha por causa do orgulho? Afinal, prá que serve tudo isso?
Sasuke entendeu que não era possível uma luta sozinho. Madara era um adversário impressionante e estava dominando o corpo de seu irmão, que era o gênio de seu extinto clã. Ainda que tentassem, seria impossível mensurar o poder que tinha agora. Kakashi era o único que podia usar o sharingan além deles e ainda assim estava longe de aguentar uma batalha muito longa: seu corpo não era apropriado para o sharingan e por mais que sua resistência fosse muito superior a de antes, ainda sim uma hora o corpo cobrava o custo. Ambos era shinobis impressionantes, mas sabiam que não lidarião com qualquer um.
- Está bem... que seja... quando Naruto voltar falo com ele.
Dizer a verdade para Naruto era a última coisa que Sasuke queria... pois ainda precisava que o amigo nutrisse por ele uma raiva para que ele fosse capaz de... ainda na pior das hipóteses, não esquecia que o último recurso que detinha poderia ainda salvar a situação.
- Realmente vai jogar o alvo de Madara para lutar contra ele? Sasuke, não se esqueça de que Madars apenas não mata o Naruto agora porque precisa de uma coisa muito importante para ele...
Então Kakashi percebeu que tinha falado demais.
- Sei muito bem do que ele precisa... do meu filho...
Aquele filho tão desejado por ele nos últimos meses... quando pensou na possibilidade de passar por cima de sua vingança e realizar seu segundo objetivo em vida... Sasuke errou ao aproximar-se dela da maneira errada e sabia disso. Mas ainda assim, não poderia deixar que os outros vissem-no como outra coisa além do Vingador Uchiha. Nem mesmo ela poderia enxergar isso... mas pensou que a força daquele sentimento que sempre alardeou sentir por ele fosse suficiente para enxergar suas reais intenções... mas um frio invadia seu interior quando pensava que naquele momento podia estar com Sakura, vivendo algo que não tinha há anos... mas sabia que em seu coração ainda teria a chama da vingança mantendo-se acessa com a mínima das brasas... e quando o pior acontecesse...
- Sabe que vamos precisar de mais ajuda, Sasuke.
- Você não entende? Não vai chamá-la, não quero que saiba de tudo.
- Não precisa saber. Sasuke... raciocine... Sakura é uma ninja médica... além de estar muito forte e concentrada... a batalha será longa e vamos precisar de toda a ajuda possível... entenda, Naruto vai acabar lutando, mas não seria melhor se conseguíssemos evitar que ele o fizesse? Ainda podemos confundir um pouco as coisas prá ele... mas se ele ver que você excluiu a Sakura, vai achar com certeza que a situação é mais perigosa do que você contar... então estaremos jogando-o na situação da pior maneira possível.
O temor todo dele não era colocá-la na batalha. Sakura era uma shinobi, assim como ele e viveria em batalha por toda a vida. Não era mais sua obrigação protegê-la, ela não precisava dele. Se houvesse luta, que ela lutasse ao seu lado... mas a grade dúvida de sua mente, que ele não queria ter respondida porque achava que a resposta não seria a que realmente queria ouvir, era de que ela não estaria lá por ele...
- Que seja... mas certifique-se de que ela não saberá de nada além do necessário.
Kakashi riu, divertido da situação.
- Fale você, oras. Afinal, quem precisa de ajuda?
- Está maluco? O que eu teria prá falar com ela?
- Muito mais do que pensa, sabe disso.
Naquele momento, voltaram a ser sensei e aluno. Era incrível como o tempo não mudava certas coisas. Sasuke era um guerreiro forte e destemido, mas fugia daquilo que estava mais próximo de si: os próprios sentimentos. Enquanto permitisse que um fantasma tão absurdamente grande estivesse engolindo sua visão, não seria melhor que o garoto que abandonou a vila da Folha seis anos atrás...
- Sasuke, já está mais que na hora de você dar à Sakura o real valor que ela tem na sua vida... e não digo isto apenas pelo que ela sente — frizou a frase seguinte, para que ele entendesse — ou sentiu por você. Pare de achar que apenas ela nutria alguma coisa, pois você nunca a esqueceu. Voltou por ela e está fazendo tudo isto para que ela e Naruto sejam felizes. No final de tudo, você não está fazendo nada mais que proteger aqueles que ama... mas até que você entenda isso.. aceite... até aí não será mais forte que suas vontades.
- Está falando besteiras... em todos esses anos nunca vi você vivendo qualquer "relacionamento" que não fosse esses escritos nos seus livros pervertidos... como vem dar uma de sabe-tudo agora?
O sensei riu, desconcertado.
- São ótimos livros... se lesse seria tudo muito mais fácil. Entenderia que basta apenas falar com ela. Sabe do que mais? Pense sobre o assunto, ou melhor, pare de pensar. Tudo na sua vida é medido e cuidado... por todos os kazes, Sasuke! Ao menos uma vez deixe-se levar por aquilo que você sente.
Antes o mestre percebeu um brilho naqueles orbes ônix que fitavam o horizonte tão intensamente. Mas falar ao coração de uma pessoa distante não era a coisa mais fácil de ser feita, nem mesmo para Hatake Kakashi, muito menos quando a pessoa era Uchiha Sasuke. Quando voltou a falar, a voz soava distante como antes.
- De todos os sentimentos, o único que consigo enxergar é o ódio.
Novamente os dois juntos, novamente a cena desagradável.
Para o jovem que estava revendo todos seus conceitos de orgulho, deparar-se com aquela cena foi demais. As palavras de Kakashi ainda ecoavam em sua mente, quando pode ler os lábios dele:
"- Vamos dizer que por esta noite considero como minha missão proteger a herdeira dos Haruno. "
E ele observou os dois caminharem pelas ruas vazias de Konoha sozinhos e unidos, cúmplices num silêncio que antes pertencia a ele. Sua Sakura, seu amor... para ele era mais uma traição, não poderia permitir que ela o atingisse daquela maneira. Se queria um novo rumo, que ao menos tivesse a coragem de seguir adiante, mas não substituí-lo por alguém apenas para incomodá-lo. Qual a necessidade daquela cena?
Os dois não demoraram a se despedir e ele viu satisfeito o Hyuuga ir embora sem grandes despedidas, mas os olhos dela... ele podia jurar que brilhavam ao vê-lo partir... como se a volta dele fosse esperada... aguardaria ela entrar em casa e ir até o quarto, possuía uma sacada frontal e todos os dias, antes de dormir, Sakura saía para respirar o ar puro da noite. Todos os dias, nos últimos anos, a mesma tradição. E ele sabia disso, porque todas as noites, sem exceção, ele esteve no mesmo lugar, observando-a.
- Sasuke, pode sair daí e vir falar comigo.
A voz dela chamando-o foi uma total surpresa. Nem mesmo Neji conseguiu sentir sua presença ali, como ela foi capaz? Realmente, a força dela e a evolução eram tão grandes... já era tempo de não subestimá-la mais...
Apareceu defronte à Kunoichi e no momento que os olhos dele encontraram os dela, o brilho de antes não estava mais ali. Sasuke amaldiçoou Neji por dentro e jurou para si que se fosse necessário, mataria para ter aquele brilho novamente para ele, apenas para ele.
- Como percebeu?
- Seu chakra me é muito familiar Sasuke... nem que você conseguisse reduzí-lo ao máximo... ainda assim saberia que é você.
- É bom saber que mesmo que você não queria, mexo com seus sentidos.
Aproximação mais que errada. Sasuke lembrou da noite chuvosa, quando pensou que ela estaria pedindo por ele de volta e resolveu adiantar-se e ser mais frio que antes. Não precisava que ela o odiasse mais ainda, não naquele momento.
- Existem coisas que por mais repugnantes, não podem ser negadas. Por favor, estou cansada, diga a que veio.
- Posso falar com você em outro lugar?
- O que tem prá me dizer com certeza não merece meu tempo, então não.
- Sakura... não torne mais difícil.
- Difícil? Bem... sinta como é o gosto de se humilhar, Uchiha Sasuke. Espero que você se recorde da última vez que nos falamos... eu jurei que você viria me procurar. Não há melhor carrasco que o tempo.
Ele a agarrou nos braços, violentamente, lembrou-se da última vez que a teve tão próxima e sua mente quase vacilou. Ainda era o mesmo de sempre, ainda sentia as mesmas coisas... mas ela não era a mesma... mas ainda assim, seu corpo e coração pediam por ela todos os dias, a cada minuto. Naquele momento não podia mais deixar que a mente falasse por ele, fosse o que fosse, era hora de ser apenas Sasuke.
Tomou os lábios dela, que num primeiro momento reagiu violentamente. Mas se ela quisesse, poderia tê-lo afastado, mas alguns instantes depois estava correspondendo ao beijo dele com a mesma intensidade que antes. Os segundos arrastavam-se o tempo fez questão de destinar uma fração única para aqueles dois. A boca dela trazia toda a docilidade que ele sempre soube que estavam ali e ainda assim parecia que tinha vivido a vida inteira apenas por aquele momento. Quando entendeu que não ter aquela pele para tocar novamente e aquela boca para acariciar seria a maior de suas derrotas, Sasuke afastou-a, levemente.
- Sakura... me perdoe.
Ela ainda estava se recuperando de todo o frisson do momento, mas a mente estava completamente focada.
- Pelo que? Por me fazer de idiota anos? Por não dar o verdadeiro valor às minhas ações, por me achar inferior e pouco útil à sua vida? Por Kami-sama, pelo que o poderoso Uchiha Sasuke está me pedindo perdão? — O pesar em sua voz era tão carregado que as lágrimas sempre presentes quando o assunto era ele, voltaram a visitá-la, mas desta vez ela não queria escondê-las.
Ele viu aquilo e arrependeu-se de ter ido até ali. Que morresse sozinho, que tudo fosse vazio depois... mas que ela não chorasse por ele nunca mais. Era mais uma das promessas que foi obrigado a descumprir. Tocou com a ponta dos dedos o caminho percorrido pelas lágrimas, inversamente, como se quisesse devolvê-las ao lugar de onde vieram. Por muitas vezes os dois mantiveram contato físico, fossem em treinos, ou até mesmo como da última vez, mas nunca tê-la assim em suas mãos trouxe a idéia de alguém que fosse tão necessária para ele.
- Por isto... pelas lágrimas que nem eu, nem ninguém merece que você derrame. Sakura.. ainda não chegou o tempo de estarmos juntos... como você merece... mas eu queria saber se em seu coração ainda há espaço para um corpo cansado de uma longa batalha...
- O que você está me pedindo? Que eu te espere?
- Não... que seja feliz... mas eu desejo que você não me odeie... não poderia existir sabendo que a dor que causei a você impeçam-na de ter aquilo que merece. Seja com Neji, ou quem quer que escolha. Você merece mais que lágrimas...
- Você... não entende... não é mesmo? Aquela que te amava... já morreu. Morreu, Sasuke... e você matou. Hoje não quero sentir aquilo novamente... porque me fez mal. Eu sei que mereço muitas coisas, mas uma delas não é reviver um sentimento adormecido.
- Não estou pedindo que me ame... apenas que não me odeie.
- Já está pedindo demais, depois de tudo.
- De verdade? E o que foi esse beijo?
- Uma despedida... a velha Sakura merecia.
O frio Sasuke, o calculista, aquele que colocava tudo de lado quando impedia seus objetivos estava defronte à sua maior fraqueza. Agora aquela Sakura não mais lhe pertencia... mas novamente ele desejou não ter tido tempo suficiente para matá-la de todo.
- Alguma chance de eu tê-la por mais tempo?
- Não riu o suficiente dela?
- Sakura... ou quem quer que habite esse corpo agora... eu preciso da minha Sakura, ao menos uma vez. Que depois me odeie, me despreze... mas não deixe-a partir sem que tenha a chance de dar à ela uma fração do que as sombras em meu coração não me permitiram fazer por toda a vida. Não imagina o quanto é difícil prá mim falar isto... mas serão tempos difíceis os que estão por chegar... e no calor do combate eu quero ver aquilo que me é precioso, ao invés de sangue e destruição. Quero ter um pouco da luz que você carrega comigo e quem sabe, no final não me deixe ser tragado por aquilo que me rodeia.
Ela tapou a boca dele com a ponta dos dedos, não chorava mais e o seu olhar não era duro como antes.
- Sasuke-kun... por favor, não me prometa mais nada... não diga mais nada... não deixe seus fantasmas invadirem minha vida outra vez! Mas... eu vou com você, mais uma vez... porque hoje vou mostrar o que a sua vingança roubou de você.
Ele abraçou o corpo dela tão sôfregamente, não queria que mudasse de idéia.
- Apenas peço uma coisa.
- Diga...
- Amanhã... quando tudo acabar... prometa-me que não vai me pedir para voltar. Nunca mais.
Ele iria perdê-la, de qualquer maneira.
- Não pedirei.
Notas finais
E ae gente? será que depois de tanto tempo vcs ainda lembram de mim o suficiente para deixarem sua opinião?
Beijos! Que bom o Nyah! de volta!
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