Linhagens e Amizades

16 Capítulo 16 - Lembranças de um Futuro Impossível (Parte 1)


Notas iniciais
Naruto e seus personagens não eprtencem a mim, mas ao babaca-emo-fdp (aff, num me seguro!) do Masahashi Kishimoto. PELO AMOR DE DEUS, É A 474589370979 VEZ QUE EU ARRUMO ESSE CAPÍTULO E TODA VEZ SÓ FICAM 154 PALAVRAS... POR FAVOR, SE VCS VIREM ESSE CAP COM MENOS DE 1500 PALAVRAS, ME MANDEM UMA MP!
Capítulo 10 — Lembrança de Um Futuro Impossível (Parte 1 de 2)

- Você já disse tudo que foi ordenada, não?

Os olhos de Sasuke sequer fitavam-na. O silêncio daquela noite parecia querer intimidar as ações dela. ”Não posso me abater... tenho certeza que esse não é mais o Sasuke por quem tinha sentimentos. Ele deixou o mau dominá-lo... mas eu não vou permitir que ele faça sequer uma pessoa a mais sofrer!”

- Sasuke-kun... eu preciso falar com você.

Ela ainda não podia ver seus olhos, mas sabia que indicariam a mesma zombaria de sua voz:

- Voltou mesmo a me chamar desta maneira ridícula?

”Não vou me deixar afetar, não posso!”

- Vai conversar comigo?

Então ele a encarou. Demorou-se algum tempo, avaliando-a. Cada segundo em silêncio fazia Sakura aumentar seu temor de maneira exponencial. Se ele concordasse, seria um ponto de volta. Mas aqueles momentos de silêncio faziam a espera tornar-se mais e mais angustiante.

Mas ao que pareceu, ele não o fez por sadismo. Aquela atitude da kunoichi pegou-o desprevenido, levando em conta também os pensamentos confusos que rondavam sua mente.

- Não tenho nada a tratar com você.

- O que quer que eu diga? Estou dizendo que EU quero conversar com você, não me importa se vai falar ou não. O que tem que saber é que vai escutar a minha voz: não estava pedindo sua autorização, apenas comunicando.

Agora os dois pares de olhos encontravam-se de maneira impactante.

- Quem você pensa que é para falar comigo assim, Sakura?

A garota ficou de costas para ele, não deixaria que notasse as lágrimas em seus olhos.

- Estou indo para sua casa, aguardarei você.

E desapareceu, o mais veloz que pôde, temendo que ele a impedisse, deixando um Sasuke surpreso e furioso.

- Afinal de contas, quem ela pensa que eu sou?

[b] (Ela eu não sei, mas eu te acho um emooooooooooooooooooo-fdp!)

Kakashi ainda olhava, perplexo para a figura à sua frente. Nada se podia ver de seu corpo, ainda escondido pelo uniforme shinobi. Mas ele não tinha motivos para duvidar que ela seria idêntica nesse aspecto também.

Como poderiam duas pessoas serem tão iguais? Levantou o hitaiate e por dentro ainda tinha esperanças de que aquilo fosse um henge ou im genjutsu qualquer. Mas quando comprovou a verdade das palavras dela, seu sangue pareceu estático por um milésimo de segundo. O suficiente para causar-lhe um desconforto inquietante.

* FLASHBACK ON *

- Vamos Kakashi, chega de treinar!

Obito empurrava o corpo inerte de seu amigo em direção à saída do campo de treinamento.

- Kakashi-kun... estamos todos cansados, por que não vamos logo?

O menino de treze anos olhava imutável para a companheira de time. Ela percebeu que não conseguiria demovê-lo, seria mais fácil sair dali com Obito.

- Vamos, idiota. O líder da equipe não pode se misturar conosco, afinal ainda somos meros gennins! – O tom dela era uma mistura de despeito e mágoa.

- Fale por você... eu sou um Uchiha, ninguém supera a gente! – Sorriu, mostrando os dentes brancos implicantemente.

Rin fingiu irritar-se e continuou puxando Obito para longe do campo de treinamento.

- Mais uma gracinha e você vai apanhar até não poder mais!

Os dois distanciaram-se o suficiente para não perceber a aproximação de seu sensei.

- Kakashi, por que não foi embora com seus amigos?

O jovem chuunin admirava seu sensei de uma maneira especial: reconhecia nele o verdadeiro significado de um shinobi.

Namikaze Minato era então um jovem de 22 anos. Não havia sequer uma pessoa que não o conhecesse na Vila de Konoha e em todo o País do Fogo. Nas demais Vilas Ocultas seu nome era conhecido e sabiamente temido.

Recebeu a alcunha de Relâmpago Dourado de Konoha, por sua enorme velocidade e seus cabelos dourados que pareciam eternamente eriçados.

Era uma pessoa amável e com um forte senso de justiça, há dez anos que tinha o tíitulo de jounin e não havia registros de outro que conseguira tal proeza antes dele.

Minato era o exemplo de Kakashi, desde a época da academia ninja anseiava por ser respeitado como o sensei. Quando foi indicado para ser um dos gennins liderados por ele, viu uma oportunidade perfeita para avançar em suas expectativas.

- Minato-sensei, não posso perder tempo com eles, preciso treinar. Os exames para jounin estão próxumis e ainda tenho que melhorar meu contrele sobre o Kaiton...

O sensei olhou para ele, contrariado:

- Sempre notei seu talento, mas nunca gostei da sua teimosia. Você poderia prestar o exame hoje que tenho certeza, ficaria entre os primeiros.

O rapaz deu de ombros, aquilo não era suficiente.

- Sensei... isso não basta... quero ser forte e respeitado como você. Mas com treze anos já estou atrasado... com essa idade você...

- Sabe que está parecendo um velho falando assim, não? – Minato ria, divertindo-se da seriedade que seu aluno colocava em tudo que fazia – Kakashi, você não tem que medir suas conquistas pelas alheias... tudo que você conseguiu constitui muito mais que alguns levam uma vida tentando.

Os dois permaneceram quietos, num silêncio cúmplice.

- É fácil para o sensei dizer isto, porque o sensei é... bem, o sensei é o sensei.

Minato afagou os cabelos do garoto ternamente. Sabia a falta que ele sentia do pai, que cometeu suicídio quando ele tinha apenas quatro anos e desde então a necessidade de ter um exemplo a seguir e superar sufocou a carência do carinho parterno.

Mas o relâmpago dourado tinha ido ali para falar com seu aluno, não para brigar. Avaliou que o garoto ficaria feliz em receber a novidade diretamente dele. Sentou à sombra de uma cerejeira e o menino imitou-o.

- Deixe isso para lá... o que eu vim te contar é um pouquinho mais importante,

Esperou alguma ansiedade, qualquer intromissão... mas nada.

- Bem... eu queria que você fosse um dos primeiros a saber que o terceiro me escolheu para sucedê-lo, em breve. E quis dizer pessoalmente prá você porque eu o considero uma pessoa muito...

- importante para nós! Você ia ficar com todo o crédito, não é Minato?

Então o jovem sensei pôde notar uma alteração visível no semblante do garoto. O rosto do rapaz iluminava toda vez que sua esposa Kushina estava próxima.

- Veja isto, quando você fala ele presta atenção, já quando eu digo... vou acabar ficando com ciúmes – ele fingiu estar aborrecido e foi mais que o suficiente para deixar o garoto profundamente corado.

- Olha só o que você fez Minato! Pare de atormentar o Kakashi-kun assim... – e abraçou o menino da maneira mais terna que conseguia – eu trouxe lanche para você e seus amigos... mas eles já foram embora?

Kakashi afastou-se, mais corado ainda.

-Hai, Kushina-sensei.

- Ah, não me chame assim, ainda não tenho alunos...

Minato resolveu implicar um pouco mais com a mulher, era divertido observá-la irritada:

- Isso porque o Sandaime é uma pessoa lúcida... quem seria louco o bastante para...

- Nem pense em completar a frase, Namikaze Minato! Pois saiba que o próprio Sandaime me disse que o fato de eu não ter alunos é que oficialmente eu sou uma jounin da Vila Oculta da Cachoeira e os ensinamentos de nossa Vila são exclusivos para os shinobis da Vila. Ou você não se recorda que até para nos casarmos você precisou ir até o Clã Uzumaki passar por vários testes?

Minato lembrou daquele que considerou o “pior momento de sua vida”.

- E como esquecer daquela sua irmãzinha insuportável me perseguindo o tempo todo?

- Não fale assim da Nayuri... ela gostou de você, mas estava triste porque nosso casamento significava que eu não voltaria mais para a Cachoeira... e eu era a herdeira... e tínhamos uma ótima relação...

Kakashi observava a conversa dos dois. Aquele casal passava para ele a imagem de duas pessoas felizes. Sentia falta daquilo em sua casa, mas desde a morte de seu pai, sua mãe nunca mais foi uma pessoa alegre.

- Já contou a novidade para o Kakashi-kun? – Disse Kushina, tirando Kakashi de seu pequeno transe.

- Sim, acabei de contar, mas ele não achou grande coisa, porque não disse nada até agora.

A voz do chuunin sempre soava mais madura, se comparada a de garotos de sua idade, como Uchiha Obito.

- Considero esta uma grande honra. O sensei é digno dela e eu me sinto honrado também, por ser aluno do futuro Hokage.

Minato e Kushina sorriram, o garoto falava de uma maneira tão polida e madura. “Mas no fundo é apenas um menino” – pensou a mulher.

- Coma o lanche que fiz, Kakashi-kun. Você também pode Minato... aliás, vamos os três comer sob estas lindas cerejeiras!

E o sorriso dela iluminou o lugar mais que os raios de sol. Passaram uma tarde única, que ficou gravada na mente de Kakashi, juntamente com o som das risadas refrescantes da bela esposa de seu sensei.

* FLASHBACK OFF *

Era difícil acreditar naquilo, mas seus olhos e lembranças impediram-no.

- Eu me lembro e você – Foi o que conseguiu dizer após o rápido flash de lembrança.

- Lembra-se de mim? Creio que jamais nos vimos – retrucou Nayuri, curiosa.

- Certamente... mas me lembro de Kushina-sensei mencionando seu nome...

- Minha irmã foi sua sensei? – Os olhos de Nayuri fitavam Kakashi com algo maior que simples curiosidade.

Tsunade esteve observando a conversa e alheia aos devaneios individuais de cada um, resovler retomar o assunto da conversa.

- Certo, certo, podemos ter um momento de lembrança quando isto tudo acabar. Kakashi, por favor, mostre à Nayuri o que descobriu.

Kakashi estendeu o pergaminho que furtou do esconderijo Uchiha e Nayuri começou a lê-lo, era uma espécie de diário.

“... e aqui, neste lugar que também serviu de refúgio para um outro assasino, convivo com meus próprios demônios e com aqueles que me foram impostos com esses olhos. A loucuura de meu pai está estampada nesta parede, escrita com seu próprio sangue... mas não escrita por ele.

A profecia está correta, realmente eu sou o fraco, porque fraqueza neste clã é nutrir sentimentos honrados por alguém. Existem pessoas queridas em minha vida, seria impossível negar sua existência. Quando saí da Vila, pensei que isto faria Itachi repensar as coisas... mas ele reconheceu na insistência de meus amigos em me resgatar que havia mais manifestações da minha própria “fraqueza” que eu podia entender.

Este casamento não me agrada, mas eu preciso que aquele desgraçado volte, aproxime-se e fique descuidado. E mesmo que não fique, toda a minha vida foi apenas para este dia: o dia em que eu poderei impedir que alguém importante em minha vida sofra por eu ser fraco.”

Nayuri terminou de ler e estava estentendo o pergaminho de volta.

- Isto aqui não é novidade alguma, Tsunade-sama. Há dois anos sabemos disso. Qual o fator novo?

- Nayuri-hime, por favor, termine de ler – pediu a Hokage.

A shinobi direcionou seus olhos para o final do relato:

”... preciso fazem com que o Naruto me odeie... que ele não se importe comigo ou ninguém... pois só assim ele poderá matar, sem exitação, quando o momento certo chegar.”

- Esperem um pouco. Uchiha Sasuke sabe que deve morrer?

Tsunade e Kakashi entreolharam-se, cúmplices, mas foi Kakashi quem falou.

- Nayuri-hime... para que a Kyuubi não possa ser libertada, é necessário que o junchuuriki mate o possível invocador...

- Sasuke vai invocar a Kyuubi?

- Não. Itachi vai.

- E aquela profecia? Tudo besteira?

- Não, de maneira alguma. Apenas o filho de Sasuke, ou melhor... apenas o sacrifício do filho dele poderá dar poder ao Itachi, suficiente para que faça a Kyuubi libertar-se do Naruto.

Nayuri estava confusa. Até aquele momento acreditava que Itachi seria capaz de uma invasão à Konoha, mas o assunto dos bijuus tinha sido enterrado, juntamente com os resquícios da Akatsuki. Mas então... por que Tsunade demonstrou tanta preocupação quando ela a procurou, dois anos atrás para contar das intenções dele?

- Tsunade-sama, de que vocês acusam o Itachi e... por que têm tanto medo? É só evitar que o Sasuke tenha filhos... ou proteger a criança... há lugares deveras seguros para se manter um bebê por um ano, que é o tempo máximo... não compreendo.

- Nayuri-hime, o jovem transtornado que saiu de Konoha não existe mais. Ao matar seu pai, sem saber Itachi preencheu o último obstáculo pata tornar-se alvo de um perigo maior.

- Qual Tasunade-sama? Por favor, não temos tempo para rodeios!

- Hai, hai... temos provas para crer que Uchiha Madara depois de anos, conseguiu retornar para nossa dimensão. A Kyuubi sente a presença de Madara e torna-se mais forte. Quando Naruto começou a perder o controle sobre o selamento, percebemos que ele conseguiu voltar.

Mas segundo minhas pesquisas e as de Jiraya – E os olhos da Hokage encheram-se de lágrima quase que instantâneamente – para poder retornar à essa dimensão, ele teve que abrir mão de seu corpo original... e um poder tão grande quanto o de Madara não seria suportado por qualquer corpo.

- Tem noção do que está me dizendo?

- Infelizmente, sim. E absoluta certeza. O fato de Orochimaru, há anos atrás, não ter conseguido dominar o corpo de Uchiha Itachi, deveu-se ao fato de que este já estava subjulgado, por Madara.

Fez-se novo período de siêncio. Curto, mas carregado de dúvidas e urgências.

- E qual seria o objetivo de Madara?

- Terminar o que começou há décadas atrás – Interrompeu Kakashi.

- Konoha?

- Sim e com a ajuda da Kyuubi desta vez.

”Naruto...”

- E por que vocês deixaram o Naruto acreditar naquelas mentiras todas? Para ele é um perigo estar próximo ao Itachi... ou Madara, ou quem quer que seja.

- Concordo com isso – Afirmou Tsunade – Mas Naruto precisa aprender a tomar decisões e, na minha opinião, ele errou em não levar nada ao meu conhecimento, mas com as informações que possuía, fez um bom plano.

- Bom plano? Mas ele vai impedir que o Sasuke tenha um promogênito com a herdeira dos Hyuuga.. ele praticamente obrigou a pobre menina Haruno a... – nem teve coragem de terminar a frase, que não passou despercebida por Tsunade – entende? De uma maneira ou de outra, esta criança nascerá. E se ele está apoiando isto, é porque nã verdade tanto faz qual das duas for a mãe. Provavelmente a terceira parte da profecia é falsa, mais um engodo...

- Você ainda tem dúvidas disso?

- Não... mas... a menina foi para Konoha, encontra-se com o Sasuke... não seria mais prudente avisá-la?

- Você não conhece a minha pupila como eu.

- Acha que ela não terá coragem de fazer conforme o combinado?

- Muto pelo contrário, se ela colocou sua palavra nisso, com certeza o fará.

- Então qual a dúvida?

- Nayuri, precisamos nos preparar. Precisamos deixar Naruto pronto. E também precisamos que Madara pense que está no controle da situação. Você precisa voltar e certificar a ele que tudo está correndo como combinado.

- Hai, farei isto. Mas e Naruto... pensei que já era a época de poder me apresentar a ele...

- Muito em breve, muito em breve. Afinal, a única pessoa que pode ensiná-lo, neste momento, é você.

Todos concordaram, balançando a cabeça afirmativamente. Poucos instantes depois, despediram-se e Nayuri retornava, mais ágil que nunca para o covil de Madara. Precisou de um controle extremo para que não entregasse seu disfarce. Chegando no local, ele estava na mesma posição que havia deixado, sentado sob o trono de pedra do mais bem escondido refúgio dos Uchiha. Ele observou-a se aproximar e aconchegar a cabeça em seu colo, carinhosamente.

- E então?

O sorriso terno, mostrava uma leve preocupação.

- Precisamos nos apressar, eles já sabem de tudo.

Notas finais
Ah gente, comentem aí, please, deixem reviews... eu tô ficando tristinha com a diminuída sensível de reviews!