Linhagens e Amizades

15 Capítulo 15 - Lembranças de um Futuro Impossível (Prefácio)


Notas iniciais
Gente... essa é apenas a introdução do Capítulo 16... eu fiz na tentativa de deixar vocês curiosos e receber alguns reviews... pq puxa, os caps 14 e 15 eu achei que mereciam algumamanifestação... mas que nada, vocês têm abandonado esta pobre autora... snif... snif... p´ra quem não for viajar no carnaval... dá uma moral! (ih, rimou, rsrsrsrs)
Capítulo 10 — Lembranças de um futuro impossível

A noite escura era a melhor aliada que poderia ter. Precisava chegar em seu destino e retornar o mais rápido possível, antes que sua ausência fosse notada.

Sua velocidade era intensa, mas tencionava não usar toda sua energia. Conforme fosse, seu regresso seria ainda mais urgente que sua ida.

A vila dormia àquela hora e a única vigilância no local era feita por dois dhuunins sonolentos. Seria fácil invadí-la, mas não era essa a intenção.

Chegou ao ponto marcado com certa antecedência e escolheu um bom local para observar a chegada de seu encontro.

Espero que não tenha surpresas... não preciso de mais nada para me atrasar.”

Em Konoha a noit estava bem quente e certo jounin estava parado frente ao monumento dos Hokages, o tempo que estava ali nem mesmo ele poderia dizer. Mas o certo é que precisava tomar uma decisão e por mais difícil que pudesse imaginar, deveria colocar seus sentimentos de lado e agir conforme o necessário. Aquilo não lhe dizia mais respeito.

A verdade é que há pouco entendeu que nunca agiu da maneira correta e... a hora não era de lamentações, o momento era de ações, pois um movimento errado colocaria tudo a perder.

A Vila parecia tão silenciosa... pacífica em seu sono. Não era seu dever protegê-la? Mas aquilo que estava fazendo não era proteção? Mas a quem ele estava protegendo? A si mesmo, ao fato de que ele falhoue foi cego aos sinais que apresentavam-se à sua frente. E agora... ainda teria coragem de ir contra alguém em quem nutriu tantas esperanças?

- Pode aparecer, já sei que está aqui.

Por entre as árvores, uma voz indecifrável respondeu ao chamado de Tsunade:

- O combinado foi que não haveria surpresa alguma. Isso incluía nada de acompanhantes.

A Hokage parou por um momento e fez sinal para que seu acompanhante se aproximasse. Hatake Kakashi posicionou-se ao lado dela, permanecendo em silêncio.

- Concordo que não foi o combinado, mas obtive informações valiosas por ele. Apareça de uma vez! Não podemos perder mais tempo.

Alguns segundos separaram o final da fala de Tsunade e o surgimento de uma figura peculiar à frente dos dois shinobis de Konoha.

- Hatake Kakashi – murmurou a voz feminina – sua fama o precede.

Kakashi deu de ombros.

- Lamento não poder dizer o mesmo... – antes que pudesse completar, Tsunade olhou-o de uma maneira perturbadora:

- Preste muita atenção como você se dirige às pessoas. Aceite minhas desculpas, Nayuri-hime – e então fez uma leve reverência, deixando Kakashi completamente confuso.

(essa parte da fic é narrada pelo Kakashi)

“hime?”

A figura à minha frente em nada se parecia com a de uma princesa: o uniforme severo de shinobi tapava-lhe quase que completamente o rosto e totalmente qualquer traço que indicasse que aquele corpo pertencia à uma mulher, quanto mais de uma princesa! O que ela estaria fazendo com um uniforme e um hitaitate da...

Impossível.

Como a Hokage-sama pôde acreditar numa farsa destas?

Qualquer outra vila... menos aquela.

Parecia que a mulher chamada Nayuri podia ler meus pensamentos e, mesmo sem conseguir identificar seus olhos por detrás da camuflagem, era fácil perceber que ela achava graça da situação.

- A última vez que eu vi tamanha incredulidade, foi quando me apresentei à você, Tsunade-sama.

- Hai – Tsunade-sama observava-me divertida, mas de maneira discreta. Antes que pudesse falar, Nayuri interrompeu-a:

- Mas está certo, tem todo o direito de duvidar. E eu em provar...

Então ela retirou o capuz e a máscara ninja.

A minha certeza de que aquilo era um absurdo aumentou ainda mais... eu estava vendo um... fantasma! Ela estava morta e eu sabia, eu fui ao seu enterro...

- Esse rosto... que espécie de brincadeira é essa? Deveria ter vergonha em insultar o nome dos mortos, especialmente alguém como ela.

E ouvi sua gargalhada debochada. E em minha slembrançasinfantis eu podia ouvir aquele som agradável ressoando em minha mente... de algumas tardes quando criança ainda... no final de um dia cansativo de treinamento... sua imagem era presente... sempre nos agradando... completando com mais carinho o treinamento dele...

- Não é o primeiro a me dizer que pareço com ela, mas não se ofenda ou engane, pois eu não sou minha irmã.

Irmã?

- Por todos os Kazes, quem é você?

- Meu nome é Uzumaki Nayuri, herdeira e sobrevivente dos extintos País do Redemoinho e da Vila Oculta da Cachoeira.

Ele ainda estava parado, observando o monumento. Seus pensamentos, por mais profundo que fossem jamais fariam com que não percebesse a presença dela.

- Sasuke... kun?

A timidez de sua voz não o fez esquecer o último encontro dos dois, ainda estava bem vivo em ambas as mentes.

- O que você quer? Pensei que estava em missão fora da Vila, por tempo indeterminado.

(essa parte da fic é narrada pelo Sasuke)

Passaram-se quantos dias desde a última vez que a vi? Semanas...

Mas ainda assim aquilo pouco importava. Já tinha oferecido algo que julguei ser necessário para atraí-la, mas Sakura provou ser orgulhosa demais... e se quis jogar comigo, descobriu que já entrou derrotada. Não tenho tempo a perder.

- Acabei de chegar de Suna. Vim avisar que a escolta da sua... – parou alguns segundos vacilante — ... noiva... foi atacada por shinobis da névoa.

Só me bastava aquilo: Hinata ter morrido.

- Diga logo o que aconteceu.

Ela estava tentando reconhecer alguma alteração em mim, outra perda de tempo. No fim das contas, ela não me conheceu em momento algum.

- Hinata está bem. Foi levada para Suna. Mas no confronto, perdemos Akamaru.

- Tsc. E eu pensando que você, pela primeira vez, traria alguma informação importante.

Aquele olhar... os orbes dela eram idênticos ao daquele dia no hospital, ela tinha raiva e mágoa.

- Algumas vezes na vida Sasuke, somos obrigados a fazer coisas que não desejamos para que um objetivo maior seja alcançado.

Não houve qualquer acesso de fúria, ou investida física. Sakura jamais manifestou-se assim comigo. Várias vezes com Naruto, Lee, Ino e outros, mas nunca comigo. Sempre escutou e jamais retrucou. Só que isto tinha mudado, desde aquele dia em que propus um casamento que julguei ser conveniente para ambos. Daquele dia em diante fez questão de rebater cada investida minha, da maneira mais sábia que conseguia.

E aquilo já estava me deixando cansado.

Notas finais
E aí, ficaram curiosos???

Eu fiquei!