Linhagem de Honra
4 Trilhar um destino sem falhas
A noite tinha caído sobre a terra, estrelas tinham dominado os céus e a lua reinava junto as estrelas. A mansão dos Draco estava bem iluminada com lamparinas e na rua alguns guardas carregavam tochas enquanto patrulhavam o local, não havia muitos deles, porém era suficiente para manter o local seguro, na visão de Sasha eles não era mais nada que enfeite, já que todos na família sabiam lutar com maestria, seria ignorância dos invasores invadir eles, porem era exigência deu seu pai.
Sasha estava no edifício a direita da mansão principal, onde ali ela retirava a parte de cima da sua armadura. Uma das empregadas da casa ajudava ela a retirar a sua armadura, todos os trabalhadores vinham de uma vila que ficava nas terras da família de Sasha. Boa parte dos moradores são parentes muitos distantes, onde no passado quando algum nascia sem o sangue de dragão no corpo era expulso, porem nos últimos anos o seu pai achava isso errado em expulsar família, e fez uma vila para que possam morar e dando emprego nas lavouras, guardas e empregados da casa. A maioria se encontra nas fazendas trabalhando oque não sobra muito para guardas ou outro tipo de trabalho, como mineiros, lenhador ou artesões.
A mulher em questão que ajudava era chamada de Maria, era uma meia elfa com um humano algo muito raro de se encontrar no reino dos elfos, humanos até eram comuns porem se encontravam nas cidades maiores ou mercantes nômades. Maria era uma parente distante de Sasha que teve o azar de puxar o seu pai humano que não possuía sangue de dragão. As duas eram bem próximas, pelo fato de quando eram crianças Sasha salvo Maria, onde ela mesma prometeu retribuir o favor e desde então segue Sasha sempre.
—Você confrontou aqueles orc? – Maria desamarrava a armadura de Sasha enquanto ela retirava suas braçadeiras feita de fachas – Isso que é coragem
—Isso é o que todos esperam da herdeira – Sasha agora ia para a outra braçadeira – Eu não podia perde a chance de esfregar esse sucesso na cara de meu pai
—Por acaso você ainda guarda rancor sobre o assunto do casamento? – Maria olhou para Sasha sabendo que ela guardava
—Mas é claro que não- Maria a ajudou a retirar a armadura de couro batido, onde por baixo Sasha tinha uma camisa comum- Assim está bom
—Pelo menos você conheceu o seu pretendente? – Maria agora carregava a armadura colocando em um manequim de madeira, onde estavam era a sala onde se encontravam todas as armaduras, cada uma que estava ali era exclusiva de algum membro da família, Sasha era a única que estava suja e desgastada, ela se recusava a limpar dizendo que sempre estava saindo, todas ali seguia o mesmo padrão mudando alguns detalhes, as únicas diferentes eram de Ithilborn, Faramir e Hunthor que possuíam armaduras de aço e ficavam justas em seus corpos, cores cinzas com vermelho.
—Encontrei ele umas três vezes quando ainda estava sobre pressão de meu pai- Sasha agora tirava as cintas que estavam presa em sua calça de couro- E só uma vez quando resolvi deixar esse assunto para trás.
—Qual a opinião você teve sobre ele ? – Maria pegava as cintas que Sasha tirava e entregava para ela
—A mesma de uma princesa apaixonada – Celeborn entrou no local estava usando um vestido branco com detalhes de nuvens desenhados pelo vestido, juntou as mãos e colocou no peito – Lembro dela me falar tão bem dele, as descrições com tantos detalhes que Sasha fazia
—Não exagere, ele era um cara bom – Sasha agora se espreguiçava – Mas ele não conquisto nada em sua vida, muito menos meu coração
—Olha só, parece que você se importa com esse tipo de coisa então- Celeborn olhava para ela com um olhar surpresa
—Oque um cara precisa então para conquistar seu coração – Maria agora ria baixinho
—Vocês estão brincando com minha cara agora – Sasha se movia para a saída
—Não fique brava – Quando Sasha chegou perto de Celeborn ela começou a fazer cosquinhas nela – Nada de ruim em se importa com um pouco de romance
—A janta deve estar pronto – Sasha logo escapou das garra de Celeborn e saiu correndo pelo corredor, enquanto Maria e Celeborn riam dela
Enquanto corria pela casa, logo ela chegou na construção principal. Sua casa era muito enfeitada com quadros e mobílias muito bem atraentes, alguns vasos de flores pelo caminho que deixava o ambiente mais calmo. A casa também era bem movimentada, pois todos os membros da família moravam ali então o local era bem barulhento e animado. Enquanto corria ela esbarrou em Thale que andava distraído.
—Mas você é uma idiota em- Thale se levantava do chão
—Você que esta comendo mosca- Sasha empurrava ele novamente no chão
—A culpa é sua, como eu ia adivinha que você ia aparecer correndo- Ele se levantou do chão e retirava a poeira da roupa- Então como fico aquele assunto?
—Pretendo dar os detalhes depois, mas esta tudo de acordo com o plano. – Sasha olhava para ele com um olhar orgulhosa
—Estou deveras curioso, bastante para dizer a verdade- Thale voltou a caminhar para onde estava indo- Eu disse pro pai não se preocupar com nada, que você lidaria com esse problema
—Eu vou trazer gloria para essa família, confie em mim- Então Thale seguiu o seu caminho enquanto olhava para trás demonstrando um olhar que Sasha já conhecia “eu confio”
Sasha resolveu seguir o seu caminho porem agora ela iria caminhando tranquilamente, já que agora estava longe de Celeborn e suas cosquinhas. Não demorou muito para chegar na sala principal, um local bem amplo e iluminado onde era mais decorado do que qualquer outro lugar da casa, porem alguns enfeites eram artefatos dos tempos antigos, vasos e quadros extremamente raros ou presentes dados para nossa família que demonstravam prestigio, no local era onde estavam as duas escadas que levava para o segundo andar, ali onde as visitas eram recebidas. Mas o local estava vazio apenas Melmon a sua mãe que olhava para um quadro. Para Sasha a pessoa mais bonita que existia era sua mãe, tinha cabelos encaracolados e muito mais volumosos que seu próprio cabelo o seu ruivo era alaranjado, possuía sangue de dragão também porem era uma anomalia como Celeborn onde a cor do cabelo vinha diferente, estava usando um vestido longo, diferente dos mais velhos as suas roupas não possuíam desenhos de nuvens, era um vestido simples de cor vermelha. Seus olhos eram de cor esmeralda igual as de Sasha.
—Sasha- Sua mãe tinha notado sua presença, caminhando até ela- Como você está?
—Eu estou bem mãe – Sasha sempre estava admirando sua mãe – Sabia que eu estou fazendo um trabalho para o pai
—É mesmo? – Melmon começou a arrumar o cabelo de Sasha, que sempre estava bagunçado – E como é esse trabalho?
—Eu tenho que lidar com um aparecimento de um assentamento orc nas nossa terrar
—Arrume mais esse seu cabelo, pentear ele de vez enquanto faz bem- Melmon agora segurava os ombros de Sasha – E seu trabalho é perigoso?
—Não o suficiente – Sasha sorriu para sua mãe, que sorriu de volta – Vou resolver ele da melhor forma possível
—Eu acredito em você – Sua mãe se virava e olhava para os quadros- Você tem determinação para conseguir o que quiser.
Depois da conversa com sua mãe as duas tinham se dirigido até a sala de jantar, toda a família se encontrava lá, menos a parte de sua tia, ela raramente voltava para casa e costumava ficar nas fazendas. Sasha se sentava ao lado de Celeborn e Thale na mesa, que era longa o suficiente para abrigar todos os membros da família. A mesa estava lotada de comida de todos os tipos, haviam diversos tipo de carne e cestas de frutas. A sua família vivia com certo tipo de luxo que Sasha sempre se incomodava, mas aquilo tudo era resultado do esforço de seu país e seus tios que trabalhavam duro para manter tais padrões. Como ela tinha entrado nesse ramo de caçadora de recompensas, a entrada de dinheiro na família ficou mais fácil, ela sentia orgulho de si mesma em ajudar a aliviar o peso da família dos ombros de seus tios. Seus primos também ajudavam, Ithilborn começou a trabalhar como guarda costa de caravanas devido sua grande habilidade com espadas e arte marcial ele era requisitado em toda expedição que acontecia, Celeborn e Thale sempre estavam arrumando algum tipo de negociação com comerciantes para que fossem até a vila local, ajudando a aumentar o numero de civis, assim conseguindo mais trabalhadores. Lalaith trabalhava com seu próprio pai na administração da pequena tropa que eles tinham, e organização de estoques das armas, porem ela sempre desejava ser caçadora como Sasha.
O horário da janta costuma ser o mais agitado pois era quando toda a família estava reunida pois a parte da manhã sempre estava trabalhando então os almoços costumavam ser em horários diferente. O barulho sempre se assemelhava a de uma taverna, pois todos sempre estavam conversando. Seu pai se mantinha sempre reservado comendo em silencio, mas de vez enquanto ele dizia algo.
Logo depois da janta Sasha foi até o escritório de seu pai, onde ele sempre estava, saia apenas para fazer coisas básicas e voltava para o escritório lidar com documentos e etc. Sendo da área diplomática isso era o foco que Sasha deveria seguir, mas ela achava isso uma forma lenta de atingir seus objetivos, mas nunca esqueceu os ensinamentos de seu pai. Seu pai estava sentado atrás da sua escrivaninha enquanto Sasha estava de pé esperando que ele desse permissão para ela falar.
—Então – Ele nem olhava para ela, continuava concentrado escrevendo nos documentos – Como anda o progresso?
—Está andando bem, eu planejei algo
—Prossiga
—Planejo criar um relacionamento de comercio com os orc, onde eles vão minerar para nos enquanto nos vendemos, assim dividindo os lucros, e teremos troca de alimentos por armamentos
—Você está dizendo- Faramir olhou bem lentamente para Sasha- que vamos ganhar metade pelos nossos próprios recursos?
—Não, pois não usamos aquela mina mesmo, no momento não estamos ganhando nada e como não temos pessoal suficiente para mandar para as minas, na minha visão estamos lucrando, e o dinheiro que vamos dividir com os orc pode ser visto como pagamento por estarem trabalhando para nos – Sasha se mantinha séria e não permitia sair da sua postura de responsável
—Entendo, seu plano é bom prossiga com ele, pode se retirar- Sasha fez uma reverencia para ele e começou a sair da sala então escutou sue pai dizendo- Se você falhar, você não vai mais poder negar o casamento
—Eu não irei falhar- Sasha então saiu do escritório batendo a porta- Eu não vou falhar!
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