Linha de sangue do Shinju

4 Cap 4: Kaguya, Hagoromo e Hamura


Koomesko consegue fugir dos capangas do rei. Kaguya é presa. O rei do ocidente jura matar Kaguya e seus familiares, e todos que ama, por suas traições — como rainha e mulher — começando por executar sua mãe em sua frente, mas ele diz que ela será a última desta batalha. Koomesko encontra alguns líderes aldeões e conta que Kaguya está presa, e que ela e todos seus próximos foram jurados de morte, os aldeões optam por tentar invadir o castelo numa ultima batalha para salvar sua rainha e se livrar dos tiranos do ocidente.

Quando os homens do ocidente estavam para se por a postos, o ataque surpresa dos nativos se inicia, a luta avança até a floresta. Orochi, no jardim da grande árvore, percebendo a movimentação foge dali o mais rapido que pode. O rei avista o brilho vermelho, o fruto do shinju está muito maduro, ele julga que aquilo seja uma pedra preciosa, certamente a mais valiosa de todo o mundo, e fica fascinado como sendo o único tesouro de todas aquelas terras — e que agora entendia porque as guerra foi travada por tantos anos, aquela era a razão de tudo, do que se dizia ser o tesouro do oriente.

A luta prossegue e o povo nativo está sendo sacrificado, Kaguya observa tudo aquilo atônita, todos os seus atos foram em vão, num momento de descuido do rei e de sua guarda pessoal, que adentravam a mata em busca do “shinju”, ela escapa de suas amarras e tenta fugir. Um homem percebe e vai no encalço de kaguya. Quando o rei se paroximava da árvore, ele vê o brilho se apagar, e ve que “a pedra” cai do topo, ele alerta os homens para que encontrem logo seu tesouro, ainda que no escuro. Kaguya que estava correndo, cai num buraco do jardim que a leva a uma caverna. Mais homens passam a persegui-la e ela se vê sem saída, entre os homens e uma parede. Eles dizem “antes de levarmos ela de volta, vamos nos divertir um pouco, o rei vai matá-la mesmo, não vai perceber, e ela tem uma beleza tão exótica...” Quando os homens se aproximavam, rola por entre as pernas deles algo, que chega até Kaguya que estava no ponto mais baixo da caverna. Ela reconhece: é o fruto do shinju. Sabendo de seu inevitável destino, ela ignora que o fruto possa lhe causar algum mal, como teria advertido orochi, e o consome.

Kaguya se alimentou do fruto proibido do Shinju, seu corpo passa a brilhar, um terceiro olho surge em sua testa, seus olhos normais se tornam brancos, duas estruturas ósseas como chifres começam a sair de sua cabeça. Seu corpo começa a levitar.

Por um insante, o embate entre os aldeões e oe exército forasteiro param, todos admiram aquela estrela brilhante que se ergue ao céu, os que estavam mais próximos percebem ser Kaguya, e exclamam “é um milagre!”. Ela, lá do alto, diz “sim, agora com esses meus olhos eu posso ver... Vocês todos, sem exceção, desejam a guerra e a destruição, a vocês só importa isso...” Á medida que falava uma espécie de portal dimensional se abria atrás de seu corpo, no céu, dentro deste portal parecia haver um grande planeta branco, que aos poucos vai ganhando uma coloração vermelha, com círculos concentricos e inscrições de tomoe. Ela exclama “Muugen Tsukuyoumi!”. Aos poucos os olhos de todos os cidadãos vão se tornando arroxeados com círculos concêntricos, como se estivessem sendo hipnotizados. Algumas raízes da grande árvore vão saindo e capturando cada uma das pessoas que estavam em todo o reino. Apenas koomesko mantinha-se normal. Kaguya desce até diante dele.

Koomesko: O que é isso? Kaguya? O que está acontecendo...

Kaguya: Você será meu rei a meu lado, agora, meu amor...

Koomesko: Eu... eu...

Kaguya: Sua resposta a mim é essa? Você não me ama mais?

Koomesko: Você... você tem que libertar minha família, nossos amigos disso?

Kaguya: Você não consegue ver? Não é mesmo?

Koomesko: Ver o quê Kaguya?

Kaguya: como eu sou tola, você não tem esses olhos...

Koomesko: Kaguya, pare com isso!

Kaguya: eu não posso, sinto muito meu amor...

Aos poucos os olhos de Koomesko vão se tornando arroxeados, e uma raíz vai se aproximando dele, e à medida que ele é envolto pela raíz, Kaguya derrama algumas lágrimas.

Passa-se algum tempo, cansada de sua solidão no reino que foi todo capturado pela manifestação dos poderes de Kaguya, ela decide viajar, conhecer outros lugares, sonha em ver como seria o país de onde vieram seus algozes, dos quais se vingou, ao mesmo tempo que sacrificou seu povo. Sua barriga começou a crescer, logo ela percebe estar grávida.

Chegando no país do ocidente, Kaguya se anuncia como a rainha solitária do povo do oriente, para não passar uma impressão tão estranha, ela suprime seus chifres, e mantém seu terceiro olho fechado. Sua beleza agora é adicionada de um misterioso olhar branco, aparentemente sem pupilas ou arco-íris. Logo ela comenta com alguma cidadã de que estaria grávida. “Há um herdeiro do reino do oriente?” Mas logo as autoridades estranham, nunca mais se teve notícia dos generais que haviam sido mandados ao oriente, as últimas notícias referiam vitórias, dominação e subjugo do povo, e que o general chefe da expedição havia desposado a rainha; qu agora chegara sozinha, sem ter anunciado, nem ninguém ter visto um barco aportar, e deste ela descer, muitos mistérios envolvem isso tudo. Mas ela diz que está tudo bem, que o general está tão feliz com seu povo e suas terras que decidiu ficar por lá, que ela está apenas de passagem, que veio conhecer as origens daqueles que agora ela ama. “Mas onde estão seus pagens, minha senhora?” perguntam as autoridades locais, “como podem enviar a segunda pessoa mais importante do Oriente sem uma guarda?” Ela parece ignorar os comentários, enquanto admira uma paisagem até então a ela desconhecida. Ela anuncia sua gravidez, a chegada de um herdeiro, diz que veio descansar até o nascimento. Tão logo as autoridades locais lhe concedem uma hospedagem e pagens para auxialiá-la e prepará-la até o nascimento.

As parteiras e curandeiras locais a alertam: são gêmeos!

Passam-se alguns meses e nascem os dois bebês, cujos nomes são Hagoromo e Hamura.