Linha Tênue
42 Capítulo 42
“É melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe.” – Vinicius de Moraes.
Tempos haviam se passado e todos estavam no apartamento de Juliana, comemorando os seis meses de vida da mascote da galera, mais conhecida como Roberta, filha de Ju e Gil. Como sempre a bagunça era organizada, mas o pessoal não estava dando muita atenção para a criança que estava deitava no tapete da sala.
– Juliana, olha pra isso! — Lia que voltava da cozinha gritou chamando a atenção da amiga.
– Ai meu Deus! — Juliana gritou quando viu o que a filha fazia.
A menina estava tentando se equilibrar e em umas dessas tentativas ela engatinhou rindo, enquanto os de mais da sala tinha diversas reações, a mãe chorava emocionada, a dinda ria e a chamava pra ela, o pai se levantou assustado querendo pegava-lo no colo, a dinda Lia batia palmas e a chamava também, o dindo tirava fotos enquanto o tio Vitor filmava tudo isso e a carinha de sapeca da menina, que continuava sorrindo deixando a mostra seus dois dentinhos.
Quando a menina cansou daquilo voltou a deitar-se e a brincar com os diversos brinquedos espalhados por ali, e os adultos ficaram babando e vibrando a cada peraltice da menina que estava crescendo a olho nu.
Mais uma semana se passou sem muitas coisas importantes, Bruno estava cheio de trabalhos na empresa, Fatinha com seus plantões malucos no hospital e agora também em uma unidade de pronto-atendimento do governo, fazendo com que eles se vissem o menos possível. Juliana estava com o coração apertado, por ter matriculado sua pequena em uma creche, mas era necessário, pois sua licença havia terminado e ela precisava voltar ao trabalho e a dar as consultorias para as aulas de moda da faculdade onde estudara Gil também trabalhava e suas respectivas mães tinham suas coisas sendo assim, sem poder ficar com Roberta. E obviamente colocar a menina numa creche não teria malefício nenhum e até que ela estava se adaptando bem.
POV – Fatinha.
Era nosso aniversario de seis meses. E eu e Bruno resolvemos comemorar, aproveitando minha folga, com um jantar. Fomos a um restaurante de comida japonesa, que eu adorava.
– Amor, esta tudo muito bom aqui! Obrigada por vir, mesmo cansado do jeito que esta. – Passei a mão direita em seu rosto e sorri.
– Por nada linda! Nós merecemos, é o nosso aniversário, tínhamos que comemorar. E a noite esta só começando. – ele olhou no fundo dos meus olhos e sorriu. Um sorriso carregado de malicia.
– Ótimo! Então vamos acabar logo com esse jantar. – sorri descontraída.
Quarenta minutos depois, já tínhamos acabado o jantar. Bruno rapidamente pagou a conta, pegamos o carro e saímos a caminho do meu apartamento. Ele mal entrou e já foi tirando o paletó, e jogou em algum canto da sala.
– Acabei de me lembrar, que eu não comi a sobremesa sabe Maria? – disse e já foi me empurrando ate a parede mais próxima. Bati com as costas nela e sorri mordendo os lábios.
– E que tal, agora? – perguntei enquanto apertava as suas costas e passava as minhas unhas ali.
Bruno diminuiu mais o espaço entre nós e me levantou um pouco, para que envolvesse minhas pernas em sua cintura e me atacou distribuindo beijos por toda a minha face, enquanto suas mãos faziam o mesmo caminho pelo meu corpo. Quando ele me beijou a boca, eu pedi em pensamentos para que se o mundo acabasse que fosse ali e agora. O beijo foi sôfrego, urgente e assim que ele desceu os beijos ate o meu pescoço eu arqueei chorosa, como se aquilo fosse uma tortura, e eu podia sentir que ia à lua. E fui, o poder que os beijos e as mãos de Bruno tinham sobre mim, me deixava completamente absorta do mundo. E eu queria mais, e sentia mais também e o olhar que ele me dedicou ao parar os beijos para ficar a me admirar, me deu a certeza. Ele me amava, da mesma maneira que eu o amava. Bruno era meu e eu era dele, e nada e nem ninguém podia duvidar disso.
– Pro quarto... – meu pedido saiu de forma desesperada. Bruno prontamente atendeu, e agarrou nas minhas coxas.
– Segura em mim amor. – me deu mais um beijo, e seguiu até o quarto comigo em seus braços.
Ele me colocou deitada na cama, e começou a despir a própria roupa. Ficando apenas com uma boxer cinza. E fez o mesmo comigo, quando dei por mim, estava somente com a calcinha. Bruno fazia um caminho de beijos por todo o meu corpo, ele chegou até um dos meus seios e o acariciou com carinho e deu um beijo ali. Fez o mesmo com o outro, enquanto eu arqueava e soltava algumas palavras desconexas.
– Agora, por favor. Eu estou ficando louca! – gritei. E ele pareceu entender meu desespero, tateou o móvel ao lado da cama e abrindo a gaveta achou o preservativo, protegeu-se com ele e arrancou minha calcinha em um puxão, depois me colocou de joelhos e me penetrou. – Bru... – gemi o nome dele enquanto o mesmo aumentava as estocadas dentro de mim. Ele pousou uma mão na minha cintura e outra na minha nuca, calando o próximo gemido que viria com um beijo.
Depois de mais umas estocadas, eu cheguei ao ápice e ele alcançou o extremo e deixou cair seu corpo sobre o meu. Ficamos calados esperando as respirações voltarem ao normal.
– Maria? – me chamou enquanto mexia nos meus cabelos. – esta acordada?
– Hm... Sim! – indaguei fazendo a mesma coisa nos cabelos dele.
– Vamos tomar um banho? Depois eu tenho uma surpresa! – ele sorriu se levantou e foi a caminho do banheiro.
– Que surpresa, Bruno? Volta aqui. – me enrolei no lençol e fui atrás dele.
– Peguei! – Ele gritou saindo de trás da porta e me agarrando pela cintura. – vamos... – deu um beijo no meu pescoço. – para... – outro beijo, dessa vez na testa. – o... – beijou minha mão. – banho! – me beijou a boca.
– Quero saber da surpresa Bru. – fiz uma cara de choro que não convenceu.
Ele me tirou do chão e me carregou em seu colo ate o chuveiro. Tomamos o banho juntos, e eu bem que aproveitei bem de seu corpo se é que vocês me entendem... Terminamos e Bruno saiu primeiro do box, vestiu o sua cueca e saiu do banheiro.
– Vem loira! Te espero na sala! – gritou e eu o segui.
– Porque na sala amor? Aqui esta tão bom... – abri a boca espantada com o que estava vendo. Bruno segurava uma placa media, com várias fotos nossas, na infância, adolescente e uma do batizado da Beta abaixo estava escrito em vermelho “Quer casar comigo, minha loira?” e lá estava eu chorando abraçada a ele. – isso é verdade Bruno? – sai dos seus braços e olhei no fundo dos seus olhos.
– É verdade sim! Não chore linda, e ai aceita?
– Aceito! Claro que aceito! – pulei em seu colo. – te amo te amo, te amo.
– Ótimo futura esposa, por que, eu também te amo e muito.
Bruno me beijou e naquele restinho de noite, me fez dele mais uma vez. Eu ia casar com Bruno, ia casar.
Fale com o autor