Linha Tênue
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Sei que demorei, mais como eu já havia dito no anterior não esta sendo muito fácil escrever, mais eu vou tentar o máximo que eu puder ser rápida. TENTAR! Logo não sei se será possível. Desde já agradeço a compreensão de todas.
Aí esta mais um, espero que gostem. Beijos.
"Se você quer os acertos, esteja preparado para os erros." — Carl Yastrzemski.
Dois dias se passaram sem que Bruno e Fatinha, tivesse voltado a se falar, a loira aproveitando que estava em Madrid, resolvera passear pela Gran Via, rua é a mais importante e movimentada da capital espanhola, com inúmeras lojas, bares restaurantes, além de cinemas, teatros e baladas. E ela estava precisando de um tempo pra si, em uma noite resolveu ir à uma boate que era localizada em uma das ruas das quais a Gran Via cortava, se tratava da Calle de Alcalá. Nessa noite a loira se acabou, dançou de um tudo. Cantou. Aproveitou e até encontrou uns amigos que trabalharam com ela no hospital e quando achou que já passara de sua hora, voltou para o hotel de táxi.
Fatinha acordou com o despertador do celular tateou pelo mesa de cabeceira e achou o aparelho. Viu que ainda se tratava das 9 horas da manhã, e como naquele dia não ia fazer nada no caso não ia ver Arthur, ela se permitiu dormir mais um pouco. Quando acordou de vez já era a hora do almoço, levantou preguiçosamente da cama e foi fazer a sua higiene matinal e tomar seu banho. Saiu já pronta do banheiro e como fazia frio ela estava vestida com calça, sobretudo e botas de cano alto. Amarrou os cabelos em um rabo-de-cavalo e desceu. Almoçou e voltou para o quarto, tinha que dar satisfação pros pais. Pediu uma linha e discou o numero da casa da mãe.
Ligação on.
- Oi mãe! — Fatinha replicou assim que ouviu a respiração da mãe.
- Finalmente, Maria de Fátima, resolveu dar sinal de vida, minha filha? — Vilma perguntou ironicamente.
- Mãe, por favor, ok? Só liguei pra avisar que eu estou bem. — mentiu, pois não queria incomodar os pais com a história que aconteceu na casa de Arthur. — E a senhora, o papai, o pessoal ta tudo bem?
- Sei... Estamos todos bem minha filha, quando você volta?
- Ainda não sei mãe, esqueceu que além de tudo eu estou de férias? E em Madrid? Enquanto as coisas caminham, eu faço compras, to querendo comprar uns livros de pediatria também. Enfim...
- Está certo. Então fique com Deus! Eu preciso desligar aqui já são quatro da tarde e eu preciso comprar a preparar o jantar, para seu pai.
- Está bem, dona Vilma. Fique com Deus, dá um beijo no papai por mim. E se falar com alguém da galera diz que mandei beijos, também.
- Aham! Deus te abençoe filha. Beijos.
Mãe e filha desligaram. E Fatinha ligou a TV a fim de se distrair, quando Antônio seu advogado ligou avisando que queria conversar com ela, para aceitar um novo encontro com Arthur. E ela pediu que o mesmo a esperasse no restaurante do hotel às 20h, depois disso a loira voltou a atenção para a TV e pegou no sono em seguida. Ficando dormindo durante a tarde toda e o começo da noite.
No RJ, Bruno estava batendo cabeça pensando se ia ou não ia para Madrid, e no se caso fosse no que aquilo poderia atrapalhar a vida de Fatinha, estava sem falar com ela à dois dias e em não tinha decidido nada ainda. Juliana continuava insistindo pra ele ir atrás dela.
- Porque que você não foi ainda? Você não esta nem aqui Bru! Eu te conto da Beta e você nem aí, não liga pra nada parece descompensado. — Juliana reclamou com o irmão sobre a total falta de atenção atual dele.
- Desculpa irmã. Eu só estou um pouco cansado e preocupado, e eu não vou pra lugar nenhum, já pensou que isso pode atrapalhar? — Juliana olhou-o de cara feia e ele cedeu. — tá, tá bom, vou pensar! — Ju sorriu.
- E finalmente! Coragem Bru! — ela se levantou e foi até ele e o puxou pelos braços fazendo-o levantar de onde estava. — me abraça? — fez uma carinha fofa e ele a abraçou. — te amo, cara pálida. — falou aos sussurros e sentiu a filha mexer dentro da barriga. — e a Beta também, tá sentindo? — ela sorriu.
- Amo você também maninha. E a Beta! — ele se separou da irmã e fez carinho na barriga dela. — eu já vou pra casa tá? Preciso revisar uns projetos e levá-los na empresa.
- Eu duvido que você consiga pensar em qualquer coisa que não seja Fatinha, mas boa sorte. Qualquer coisa que precisar me liga. — Ele assentiu e Ju o acompanhou até a porta. E ele foi pra casa.
Bruno chegou e jogou a mochila e as chaves do carro e de casa no aparador da entrada. Foi direto pro quarto tomar um banho pra relaxar, quando terminou colocou somente uma bermuda e foi atrás de seus materiais, após de pego as réguas, as plantas desenhadas e o que mais fosse precisar ele caminhou até a mesa da copa. Distribuiu tudo pela mesa e começou a fazer uns cálculos e somas que o estavam consumindo, era uma planta de um shopping novo da cidade que a empresa na qual trabalhava havia pegado.
Ele trabalhou, ou melhor, tentou trabalhar durante todo o resto do dia e da noite. Mais muita coisa estava errada, cálculos que ele resolvia com os pés nas costas, agora eram difíceis de serem solucionados. E aquilo o fez estranhar. Ele largou tudo quando viu que já passava das onze da noite, o melhor que tinha que fazer era dormir, foi pro quarto e se jogou na cama fechando os olhos e fritou de um lado para o outro da cama, não estava conseguindo dormir. Só pensava em Fatinha, estava preocupado e com saudades.
Ele levantou decidido a não ficar mais uma noite sem dormir, por causa de Fatinha. Iria conversar com quem de fato poderia ajudar de alguma forma, Olavo, seu pai. Bruno olhou as horas e mandou uma mensagem de texto para o pai. Avisando que iria até a casa dele, pois precisava conversar. E o pai conhecendo o filho como conhecia estranhou o fato dele querer conversar à uma hora daquelas, quase de madrugada. Bruno então calçou apenas um chinelo, colocou uma camiseta, pegou as chaves do carro e desceu.
Não demorou muito ele já estava na porta do apartamento dos pais, agradecendo pelo fato de que naquele horário as ruas da cidade eram tranqüilas. Olavo o atendeu em silencio e o deixou passar parando no meio da sala, enquanto o filho sentava no sofá.
- Bruno o que esta acontecendo pra você sair de casa à uma hora dessas e vir até aqui? — Olavo perguntou preocupado.
- Preciso da sua ajuda pai, a Fatinha esta com problemas e eu não sei o que fazer pra ajudar. — Bruno falou por fim encarando o pai nos olhos.
- A Fatinha? Ué filho, ela não estava na Espanha? — o mais velho sentou-se no outro sofá de frente pro filho.
- Pois é esse é o problema, ela ainda esta lá, foi tentar resolver o divorcio com o marido e não deu muito certo, ele se negou a assinar os papeis da separação amigável, e ela me ligou chorando pai, que ele a ofendeu, xingou e eu preciso fazer alguma coisa pra ajudar. Juliana disse pra eu ir atrás dela, mais e se isso for atrapalhar? Por favor, me ajuda seu Olavo. Eu amo demais aquela mulher, não posso permitir que ela sofra. Eu quero me casar com ela, ter uma família, filhos. — Bruno falou tudo que estava entalado, a dias e nem se deu conta de que tinha confessado seu amor, pela amiga, para o pai. Que assim como todos os amigos, sabia que ele tentava esconder mais aquele sentimento era obvio.
- Bruno, meu filho, presta bem a atenção. Eu acho que você deve sim ir até Madrid, pra apoiar a Maria, e se você a ama tanto do jeito que diz e que seus olhos mostram você não tem nada o que fazer aqui, peça folga da empresa e vá ficar com ela. E eu acho também que só tem um jeito desse divorcio sair de uma vez, mais você vai precisar se acalmar, se não de fato só vai fazer atrapalhar toda a situação.
- Qual é esse jeito e como eu faço pra agir isso?
- Se trata de uma separação litigiosa, mais tem muitos prós e contras. — Olavo começou a explicar para o filho do que se tratava aquela forma de divorcio...
- Como assim? Quais são os contras? — Bruno perguntou preocupado.
- Vou te explicar tudo, fica calmo. Deixe-me falar. — O mais novo assentiu e o pai começou uma explicação sobre o que era a separação judicial...
- E o que o senhor acha que eu devo fazer pai? — perguntou assim que o pai terminou de lhe explicar tudo.
- Bom, eu como advogado acho que você tem que expor tudo isso que te falei para a pessoa mais interessada a Maria. E eu como pai, acho... Acho não tenho certeza que você deve ir para Madrid ficar com ela, como já disse antes. E outra coisa, você pode explicar para o advogado dela e eu creio que ele já esteja pensando nisso mesmo. Diz pra ela que se precisar de qualquer ajuda, eu vou estar aqui para dar total assistência.
- Poxa pai, muito obrigado. Acha que era disso que eu estava precisando pra criar coragem! – Bruno levantou e abraçou o pai. – Eu vou indo...
- Não filho! Dorme aqui, a sua mãe vai adorar te ver amanha de manhã. O quarto da tua irmã ta vago, dorme lá. – Bruno ia recusar, mais estava cansado demais pra dirigir e resolveu aceitar.
- Ta bom, estou com saudades daqui mesmo. – Bruno sorriu e de despediu do pai, indo em direção ao antigo quarto da irmã.
Ao chegar ao cômodo sorriu ao ver que estava da mesma forma de antes. Foram acrescentados apenas uns desenhos e plantas dele, e outros desenhos e moldes da Ju. Revirou os armários a fim de encontrar uma roupa antiga pra se banhar e dormir, afinal aquela seria a primeira noite depois que havia conversado com Fatinha, que ele ia dormir bem, de verdade.
Notas finais
E VAAAAAAAAI JUDRIGO ♥
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