Linha Tênue
11 Capítulo 11
“Se você obedece todas as regras, acaba perdendo a diversão.” – Bob Marley.
Quando chegaram ao bar, a música ao vivo já estava rolando. Eles escolheram uma mesa, e sentaram-se todos juntos. Juliana fashionista como sempre elogiou o look da amiga, e recebeu elogios também
– Quando você quer pra levantar e pegar uma bebida pra mim, Pilhote? – Fatinha perguntou fazendo os demais rirem.
– Quero nada não, Fatinha. Ou melhor o que eu quero teu namorado já tem, né? – todos voltaram a rir e Pilha se calou.
– Poxa Pilhote, a gente não manda no coração né? – riu.
– Eu vou pegar a primeira rodada, o que vocês vão querer? – Vitor se manifestou levantando.
– Quero uma marguerita! – Ju respondeu risonha.
– Pra mim uma cerveja está bom. – Orelha pediu.
– Vodca dupla. – Fatinha gritou!
– Cerveja também, Vitinho. – Pilha disse.
– Quero água. Vou voltar dirigindo. – Gil indagou fingindo chateação.
– Infelizmente pra mim o mesmo do Gil. – Fera respondeu chateado de verdade, adorava beber e com a companhia de Fatinha então. Eram uma dupla infalível no vira-vira.
– Amor, quero um refrigerante. – Lia pediu e Vitor por fim saiu pra buscar as bebidas, Gil e Orelha foram junto, afinal ele só tinha duas mãos e varias bebidas pra trazer.
Enquanto as bebidas não chegavam, Lia, Ju e Fatinha conversavam sobre o Arthur, e o casamento.
– Amiga, fiquei chocada quando meu irmão me contou. Casar assim tão rápido? – Juliana perguntou.
– É oras, qual o problema? A gente se gosta se curte, e lá na Espanha vivíamos sempre um na casa do outro e dava certo. Porque não daria um casamento?
– Mas amiga, dormir na casa do namorado é normal. Uma coisa é fazer isso por dias e até semanas, outra é colocar uma aliança no dedo e assumir um compromisso eterno. – Foi a vez de Lia questionar. E Fatinha deu de ombros.
– Ok, e a parte de que a vida é minha e eu faço dela o que bem quiser. Não conta? – ignorou a cara de espanto das amigas e fixou o olhar na entrada do local. Bem na hora que Bruno entrava com a tal Rebeca...
– Quem é aquela ali chegando com teu irmão, Juliana? – Lia perguntou curiosa enquanto olhava para a roupa da mulher, saia e blusa prata ambos justos e colados e um scarpin branco. Horrorosa ao olhos de qualquer um que amasse moda. Mas para Fatinha ela estava bonita o bastante para voltar com Bruno para o apartamento dele.
– Não conheço essa dai não, Lia. – Juliana respondeu também reparando na mulher.
– O nome dela é Rebeca, ela estava no apartamento do seu irmão hoje, quando eu fui lá... – Fatinha disse e logo disfarçou quando reparou que eles estavam vindo na direção delas. – depois eu explico, disfarcem essas caras. Obrigada. – riu e levantou pra pegar sua bebida das mãos de Vitor que tinha acabado de chegar de volta a mesa.
– Oi gente! – Bruno chegou sorridente ao lado de Rebeca.
– E ai Brunão. Carne nova? – Fera perguntou piadista como sempre.
– Que isso cara, olha o respeito. Essa é a Rebeca, uma colega dos tempos de faculdade. – Bruno apresentou a morena que sorriu para todos na mesa. – Beca, esses são Lia, Vitor, Fera, Orelha, Pilha, Gil, Juliana minha irmã e Fatinha que você já conhece! – apresentou um por um apontando pra eles.
– Boa noite! – Ela sorriu simpática.
– Biscate. – Juliana sussurrou pra si. E sorriu falsa em seguida.
Bruno e Rebeca sentar com eles e começaram a conversar coisas banais, nesse momento o pessoal que estava ingerindo bebida alcoólica já estava pra lá de alegre. Fatinha então nem se fala, já tinha dançado com Gil, Vitor, Orelha e Pilha. Como era um barzinho que tinha música ao vivo ela se aproximou do palco e pediu que eles cantassem um funk, adorava esse ritmo e o tempo que ficou na Espanha quase não escutava porque lá esse ritmo não era muito conhecido. Quando os acordes da música começaram ela voltou pra mesa, com mais uma bebida na mão esquerda e se aproximando de Fera com o dedo da mão livre e o mesmo levantou sorridente.
–Vamos dançar Massafera veremos, se você ainda é bom nisso! – Ela sorriu e o puxou para o meio da pequena pista que tinha lá.
– Lógico que eu ainda sou bom nisso, Maria. E vou ser pra sempre! – Ele riu e a puxou pela cintura. – com todo respeito ao seu namorado quem nem aqui está, hoje eu vou te dar uma canseira nessa pista! – Fatinha riu. E eles começaram a dançar ao som das batidas daquele funk.
Vai descendo baby
Vai subindo baby
Me istigando
Que eu quero te provar
Eu tenho o que você quer
Você tem o que é meu
Cê sabe bem o que é...
Quero te provar – Naldo, Mc Koringa part. Mr Catra.
Eles faziam como mandava na música, rebolavam, rodavam. Estavam se divertindo, o resto do pessoal foi para a pista também exceto que estava da mesa reparando no jeito que Fatinha rebolava nos braços de Fera. Não estava preocupado com Fera, pois sabia que o mesmo a respeitava, estava mesmo preocupado com Fatinha sabia muito bem como ela ficava depois que bebia desse jeito. Rebeca reparou o jeito em que ele a olhava e ficou enraivecida, por que ela estava ali conversando com a parede pois o Bruno já não estava prestando a atenção nela fazia tempo.
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